A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) inseriu novos grupos na campanha de vacinação contra a Covid-19. Grávidas, puérperas e lactantes com comorbidades (maiores de 18 anos) e pessoas com comorbidades – com 58 anos ou nascidos em 1963 – podem receber a primeira dose da vacina.
A vacinação está sendo realizada, exclusivamente, na UniFTC, avenida Artêmia Pires, com divisão de horários por data de nascimento. Das 8h às 12h serão vacinados aqueles que nasceram entre os meses de janeiro a junho. Das 13h às 17h os que nasceram nos últimos seis meses do ano.
Confira a relação das comorbidades que serão contempladas nesta etapa:
Diabetes mellitus – Qualquer indivíduo com diabetes
Pneumopatias crônicas graves – Indivíduos com pneumopatias graves incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos, internação prévia por crise asmática); e outras doenças que causam comprometimento pulmonar crônico.
Hipertensão Arterial Resistente (HAR) – Quando a pressão arterial (PA) permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou PA controlada em uso de quatro ou mais fármacos anti-hipertensivos.
Hipertensão arterial estágio 3 – PA sistólica ≥180mmHg e/ou diastólica ≥110mmHg independente da presença de lesão em órgão-alvo (LOA) ou comorbidade.
Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade – PA sistólica entre 140 e 179mmHg e/ou diastólica entre 90 e 109mmHg na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade.
Doenças cardiovasculares – Insuficiência cardíaca (IC): IC com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independente de classe funcional da New York Heart Association Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar Cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária.
Cardiopatia hipertensiva: Hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo.
Valvopatias: Lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico (estenose ou insuficiência aórtica; estenose ou insuficiência mitral; estenose ou insuficiência pulmonar; estenose ou insuficiência tricúspide, e outras.
Miocardiopatias e pericardiopatias: Miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática.
Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas: Aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos
Arritmias cardíacas: Arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada (fibrilação e flutter atriais; e outras)
Cardiopatias congênita no adulto: Cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas; insuficiência cardíaca; arritmias; comprometimento miocárdico.
Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados: Portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas; e dispositivos cardíacos implantados (marca-passos, cardio desfibriladores, ressincronizadores, assistência circulatória de média e longa permanência).
Doença renal crônica – Doença renal crônica estágio 3 ou mais (taxa de filtração glomerular < 60 ml/min/1,73 m2) e/ou síndrome nefrótica.
Imunossuprimidos – Indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas; e outras doenças que causam imunossupressão (como síndrome de Cushing, lúpus eritematoso sistêmico, doença de Chron, imunodeficiência primária com predominância de defeitos de anticorpos).
Hemoglobinopatias graves – Doença falciforme e talassemia maior; e outras doenças raras
Obesidade mórbida – Indice de massa corpórea (IMC) ≥ 40
Síndrome de Down – Trissomia do Cromossomo 21.
Cirrose hepática – Cirrose hepática Child-Pugh A, B ou C
Outras doenças raras que causam deficiências intelectuais e/ou motoras e cognitivas como a síndrome Cornélia de Lange, a doença de Huntington.
O governador da Bahia, Rui Costa (PT), voltou criticar a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) por ter vetado a importação e o uso da vacina Sputnik V. Ele mais uma vez cobrou “boa vontade” da agência para analisar as suspeitas de que há a presença de adenovírus replicante em lotes do imunizante russo, cuja gestão estadual assinou em março contrato para a aquisição de 9,7 milhões de doses. O acordo faz parte de uma negociação do Consórcio Nordeste com o Fundo de Investimentos Diretos da Rússia, que fornecerá 37 milhões de doses ao Brasil.
“Sessenta e quatro países do mundo estão usando largamente essa vacina, e até hoje, em 64 países, a imprensa nem os setores de saúde desses países anunciaram qualquer efeito colateral ou qualquer não funcionamento da vacina”, declarou Rui Costa em entrevista à CNN na manhã desta terça-feira (4).
“Não está dando errado em 64 países do mundo […] 64 países do mundo não estão erados”, disse o governador.
“A boa vontade a que eu me refiro é simples: É só pegar os frascos e, se quiser garantir que a amostra seja aleatória, vai aqui na Argentina, numa relação diplomática, e solicita a seleção de frascos, de forma aleatória, faça o teste e avise ao mundos se tem ou não tem o vírus replicante. Aí, de forma tácita, científica, comprovada, porque ela vai estar ajudando não só o povo brasileiro mas 64 países que estão aplicando essa vacina, inclusive alguns países europeus e da América. São 64 países do mundo, mas de 20 milhões de doses aplicadas”, acrescentou.
“Sessenta e quatro países do mundo estão usando largamente essa vacina, e até hoje, em 64 países, a imprensa nem os setores de saúde desses países anunciaram qualquer efeito colateral ou qualquer não funcionamento da vacina”, repetiu o gestor baiano.
Pessoas que convivem com o HIV/aids, maiores de 18 anos, podem receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19, a partir desta terça-feira, 04. A vacinação para esse público será realizada, exclusivamente, no Centro de Referência Dr. Leone Coelho Lêda (CSE), das 8h às 17h, por ordem de chegada.
É necessário levar atestado médico ou receita com medicação contínua, RG, CPF e comprovante de residência.
A vacinação para atender outros grupos prioritários será anunciada no decorrer dos próximos dias pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Cidades tem ultrafreezers para armazenar vacina | Foto: Getty Images
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), anunciou neste domingo (2) que a capital baiana vai ficar com todo o primeiro lote de vacinas da Pfizer que será enviado à Bahia nesta segunda (3) pelo Ministério da Saúde.
Segundo Bruno, a cidade é a única que possui os ultrafreezers necessários para armazenar a vacina, que precisa ser acondicionada em temperaturas baixíssima, que vão entre -80ºC e -60ºC. “Nos preparamos com antecedência com nossos ultrafreezers”, publicou o prefeito no Twitter.
Em publicação no Twitter neste domingo, o secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, disse que o Ministério da Saúde deve enviar ao estado 26.100 doses do imunizante da Pfizer. Além deste lote, a Bahia vai receber uma remessa com 405 mil vacina da AstraZeneca/Oxford.
Assim como Salvador, apenas capitais receberão a vacina da Pfizer neste primeiro momento. A decisão foi tomada porque, segundo o Ministério da Saúde, cidades do interior não possuem a estrutura adequada para armazenar o imunizante.
Doses chegaram em voos na madrugada e por volta das 16h20 de hoje
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e a representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, receberam hoje (2), em Guarulhos, São Paulo, mais um lote de doses da vacina AstraZeneca, adquiridas pelo governo brasileiro por meio do consórcio Covax Facility. No total, neste domingo, foram entregues 3,8 milhões de doses.
O Covax Facility é uma aliança internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS) que tem como principal objetivo acelerar o desenvolvimento e a fabricação de vacinas contra a covid-19 e garantir acesso igualitário à imunização.
Terceiro lote
O terceiro lote, contendo 2.025.600 doses de vacinas contra a covid-19, chegou hoje (2), por volta das 16h20, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, em uma aeronave proveniente de Amsterdã.
As doses que foram encaminhadas ao Brasil são da vacina desenvolvida pela Oxford/AstraZeneca. O imunizante foi fabricado pela empresa multinacional Catalent, na Coreia do Sul.
Esse foi o terceiro lote recebido pelo Brasil somente neste final de semana. Ontem (1º), o Brasil já havia recebido cerca de 220 mil doses. Já na madrugada de hoje (2), o país recebeu mais 1,735 milhão de doses. Com esses últimos desembarques, completam-se os 4 milhões de doses previstos para maio, anunciados pelo Ministério da Saúde. O Brasil tem direito a 10,5 milhões de doses do consórcio.
Em março, o governo brasileiro já havia recebido 1.022.400 doses da Covax/Facility.
No Aeroporto de Guarulhos, fica a Coordenação de Armazenagem e Distribuição Logística de Insumos Estratégicos para a Saúde (Coadi) do Ministério da Saúde. De Guarulhos, essas doses serão distribuídas aos estados e municípios por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Neste domingo (2), a aplicação da segunda dose da CoronaVac está suspensa em seis capitais brasileiras, segundo levantamento do G1.
Aracaju – processo interrompido por falta de estoque; Fortaleza – lote entregue neste sábado (1º) não é suficiente; Porto Alegre – processo interrompido por falta de estoque; Porto Velho – até a chegada de nova remessa, prevista para os próximos dias, também não há expectativa de retomar a aplicação da vacina; Recife – aplicação suspensa até 9 de maio por falta de estoque (recomeça em 10 de maio); e Rio – suspensão por dez dias, e apenas a vacina de Oxford/Fiocruz está sendo distribuída.
Em Salvador, o processo não foi totalmente interrompido, mas há escalonamento: só receberão a segunda dose da CoronaVac, por enquanto, aqueles que deveriam ter tomado a vacina nos dias 29 e 30 de abril.
Salvador inicia, a partir desta segunda-feira (3), a vacinação contra Covid-19 de pessoas com idade superior a 50 anos que tenham as doenças crônicas definidas no Plano Nacional de Imunização (PNI). Também prossegue a aplicação da primeira dose para os demais públicos, nos postos fixos e drive-thrus, além do serviço Vacina Express, das 8h às 16h.
Já a segunda dose da Coronavac será aplicada apenas em pessoas com nomes iniciados em A e B, com data de retorno marcada no cartão de vacinação para o dia 1º de maio. O serviço Hora Marcada para imunização de idosos com a segunda dose também segue disponível, com postos funcionando das 8h às 17h. Veja abaixo o esquema completo para vacinação na capital baiana nesta segunda.
Chega hoje (2) ao Brasil uma remessa com 3,8 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca. Os imunizantes foram obtidos no âmbito do mecanismo Covax Facility, consórcio que conta com governos e fabricantes e é coordenado pela Organização Mundial da Saúde(OMS)
As doses chegam em voo que aterrissará no aeroporto de Guarulhos. O voo está previsto para às 16h e será recebido pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e a representante da OMS no Brasil, Socorro Gross.
Ontem, um novo voo já havia entregado 220 mil doses do imunizante da Oxford/AstraZeneca. O Brasil tem direito a mais de 10 milhões de doses pelo mecanismo da Covax Facility.
Segundo balanço do Ministério da Saúde, considerando essa nova carga, foram disponibilizados, por meio de fabricação no país ou importação, 17,1 milhões de doses em um intervalo de seis dias, contando a partir do dia 28 de abril. Nesse dia, o ministério recebeu 5,2 milhões.
No dia 29, chegou ao Brasil 1 milhão de doses da Pfizer. No dia 30, foram entregues 6,5 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além de 420 mil da vacina CoronaVac, parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac.
“Sensação de renascimento e gratidão”. Assim define Raimunda Claudia Oliveira, 52 anos, o que sentiu após tomar a 1ª dose da vacina contra a Covid-19 neste sábado, 1, na Unidade Básica de Saúde (UBs) Irmã Dulce. Raimunda realizou um transplante de medula óssea em 2014 e vê na imunização uma nova chance de viver com qualidade.
“Estava ansiosa e graças a Deus estou vacinada. A sensação é maravilhosa. Eu já estive no limite da minha vida e para mim a vacina é outra chance, mais uma esperança de vida e com saúde”, define.
Neste sábado, pessoas com síndrome de Down (entre 18 e 59 anos) e transplantados foram vacinados exclusivamente nas UBSs: Cassa, Caseb 1, Irmã Dulce e Baraúnas. Também foi intensificada a vacinação para os idosos com 60 anos ou mais em todas as UBSs do município.
“Estamos com duas salas, uma para D1 em idosos e outra para transplantados e pessoas com Síndrome de Down, para evitar aglomeração e otimizar a imunização. A procura foi tranquila e não tivemos problemas na unidade”, explica a enfermeira Ione Almeida.
Na Unidade Básica de Saúde do Cassa, a felicidade estava estampada no rosto de Jussara Almeida, 46 anos, ao levar a filha Thais Guedes, 23 anos, portadora de síndrome de Down, para tomar o imunizante
“Ela estava com medo, mas eu estava ansiosa e otimista. Agora que ela tomou a vacina, estou menos preocupada com a saúde dela. Agora ela está ótima e ficou feliz após tomar a vacina”.
Na próxima semana, a Secretaria Municipal de Saúde designou 21 Unidades de Saúde da Família (USFs) para vacinação contra a Covid, às terças e quintas-feiras. Até o momento, as USFs estão vacinando apenas H1N1. A descentralização começa na próxima terça-feira, 4.
Cada uma dessas unidades terá sua área de abrangência para intensificar e garantir a vacinação de toda a comunidade. Na zona rural todas as USFs permanecerão realizando a vacinação contra a Covid-19, às terças e quintas. Às segundas, quartas e sextas, 21 USFs continuam funcionando para vacinação exclusiva contra a Influenza.
Uma reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) da Bahia, a ser realizada neste sábado (1º), deverá autorizar o início da vacinação contra a Covid-19 de todos os grupos de pessoas com doenças (comorbidades), segundo informações do secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas.
Sendo aprovada pela CIB, a imunização de pessoas com comorbidades no estado poderá começar a partir de amanhã. Mesmo assim, alguns municípios, como Lauro de Freitas (veja aqui) e Feira de Santana, já anunciaram o início da vacinação desses grupos neste sábado.
Conforme dados publicados pela Secretaria Estadual da Saúde, pessoas com comorbidades representam 64,55% dos que morreram em decorrência da Covid-19. As doenças mais comuns entre as vítimas da infecção são hipertensão e diabetes, que podem agravar os sintomas da doença.