A Sociedade Brasileira de Infectologia emitiu uma nota nesta terça-feira (16) em que celebra resultados positivos do anti-inflamatório dexametasona no tratamento da Covid-19.
A descoberta foi feita por cientistas de um estudo conduzido pela Universidade de Oxford.
“Temos o primeiro tratamento farmacológico para Covid-19 que mostrou impacto em reduzir a mortalidade. Finalmente temos uma boa notícia”, diz o comunicado.
Durante o texto, a Sociedade Brasileira de Infectologia considera esta terça como um “Dia histórico no tratamento da Covid-19”.
A recomendação é a de que pacientes com um quadro mais grave de Covid-19 recebam uma dose diária de dexametasona, ao longo de dez dias.
NÚMEROS DESTA TERÇA-FEIRA – 16 de junho de 2020 Casos confirmados no dia: 112 Resultados negativos no dia: 21 Óbitos no dia: 3 Alta hospitalar: 3 Pacientes recuperados no dia: 0 Novos pacientes hospitalizados no dia: 0
NÚMEROS TOTAIS – (Período de 06 de março a 16 de junho 2020) Total de casos confirmados no município: 1.654 Total de pacientes ativos: 945 Total de pacientes em isolamento domiciliar: 901 Total de pacientes hospitalizados no município: 44 Total de recuperados no município: 673 Total de casos notificados: 4.741 Total de exames negativos: 2.897 Aguardando resultado do exame: 190 Total de óbitos: 36
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana
Foi registrado nesta terça-feira (16), em São Paulo, novos recordes de casos e mortes por coronavírus confirmados em 24h. São 8.825 casos e 365 mortes pela doença contabilizados neste período, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde. O total no estado desde o início da pandemia é de 190.285 casos e 11.132 mortes. Diante desta situação, o governo não descarta que a média de mortes semanais possa voltar a subir.
O número de pacientes internados com suspeita ou confirmação de Covid-19 subiu para 13.735 nesta terça (16). Desses, são 5.339 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e 8.396 em enfermaria. Na segunda (15), eram 13.327, sendo 5.309 em UTIs e 8.018 em enfermaria.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que continuará enviando ao Brasil lotes de hidroxicloroquina. O anúncio foi feito ontem (15), apesar de a vigilância sanitária norte-americana revogar a autorização emergencial para uso do medicamento no tratamento da Covid-19.
De acordo com informações do G1, o presidente disse que “não sabia” do relatório da Food and Drugs Administration (FDA) de retirar a autorização do uso emergencial do medicamento. A agência disse em documento que não é razoável acreditar que as formulações orais de hidroxicloroquina e de cloroquina podem ser eficazes.
A decisão foi tomada, conforme a FDA, com base em novas informações e em uma reavaliação dos dados disponíveis quando foi liberada a emergência, em 28 de março. Entre as novas informações, a compreensão de que a hidroxicloroquina não tem efeito antiviral, que estudos sobre diminuição do vírus com o tratamento por hidroxicloroquina e cloroquina não foram confirmados com consistência, e diretrizes médicas americanas não recomendam o tratamento com as substâncias.
Agência Brasil – Um estudo que envolveu pesquisadores do Brasil e do Reino Unido mostra que o novo coronavírus (covid-19) já circulava no país antes da adoção de medidas de isolamento social. Para fazer a análise, o grupo identificou 427 genomas do vírus no Brasil a partir dos dados de 7,9 mil amostras de laboratórios públicos e privados. O trabalho foi publicado na plataforma medRxiv e ainda não passou pela revisão da comunidade científica.
O estudo identificou que entre 22 e 27 de fevereiro, três tipos do vírus, provavelmente vindos da Europa, estavam presentes no país e conseguiram se estabelecer antes das medidas para restringir o contágio. O primeiro caso no Brasil foi confirmado em São Paulo, no dia 24 de fevereiro, em um homem que tinha voltado de viagem à Itália. As primeiras medidas de isolamento social só foram adotadas no estado a partir de 16 de março, e a quarentena, com fechamento dos serviços não essenciais, em 24 de março.
O trabalho também mostra que as medidas de isolamento social conseguiram reduzir a disseminação da doença no país. Para avaliar esse impacto, os pesquisadores cruzaram o número de mortes diárias com dados sobre o deslocamento da população fornecidos pela empresa de geolocalização InLoco e pelo Google.
Apesar dos efeitos positivos da quarentena, o estudo mostra que com a queda na adesão ao isolamento social em São Paulo, houve também um aumento na velocidade de transmissão da doença.
A pesquisa mostra ainda que as viagens dentro do Brasil tiveram um papel importante para que o coronavírus circulasse entre as diferentes regiões do país. Segundo o artigo, as “altamente populosas e bem conectadas áreas urbanas do Sudeste agem como principais fontes de exportação do vírus dentro do país”, apontam os pesquisadores após analisar também as distâncias médias das viagens de avião no período da pandemia.
Assinam o trabalho pesquisadores ligados a 44 instituições no Brasil e no Reino Unido. Entre eles, está o grupo do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Universidade de Oxford, da Inglaterra, que em fevereiro fizeram o primeiro sequenciamento genético do coronavírus na América Latina.
O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA 1) adaptou 6 leitos na Sala Vermelha para estabilizar doentes críticos com COVID 19 e está construindo mais 14 leitos para atendimentos clínicos, sendo um de isolamento. Além disso, será instalada uma cabine de desinfecção na unidade, com o objetivo de diminuir o risco de contaminação pelo coronavírus no hospital.
A unidade já dispõe de 10 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) que atende exclusivamente pacientes críticos e que necessitem de respiradores e cuidados intensivos.
HGCA 2 O Governo do Estado anunciou que no dia 29 de junho o HGCA 2 será inaugurado. Serão 60 leitos exclusivos para Covid, sendo 40 de UTI, tomografia, ressonância e toda infraestrutura necessária. A informação foi divulgada no início este mês, pelo secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, em suas redes sociais.
NÚMEROS DESTA SEGUNDA-FEIRA, 15 de junho de 2020: Casos confirmados no dia: 20 Óbitos no dia: 5 Pacientes recuperados no dia: 59 Pacientes hospitalizados no dia: 3
NÚMEROS TOTAIS (Período de 06 de março a 15 de junho 2020): Total de casos confirmados no município: 1.542 Total de pacientes ativos: 836 Total de pacientes em isolamento domiciliar: 789 Total de pacientes hospitalizados no município: 47 Total de recuperados no município: 673 Total de casos notificados: 4.645 Total de exames negativos: 2.876 Aguardando resultado do exame: 227 Total de óbitos: 33
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana
Em uma visita ao Hospital de Campanha do Riocentro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, durante o último sábdo (13), o deputado estadual Alexandre Freitas e o deputado federal Paulo Ganime, ambos do Novo, constataram que a lotação do local está abaixo de 20%. Segundo os parlamentares, a lotação do centro médico provisório nunca passou de 50%.
Durante a visita, Freitas elogiou a estrutura do hospital instalado no Riocentro e parabenizou os profissionais de saúde que atuam no local pelo atendimento e profissionalismo.
Ganime, por sua vez, destacou que o local está atualmente com 97 pacientes internados dos 500 que o local consegue comportar. Além disso, o deputado federal reforçou a fala do colega de partido e disse que encontraram um centro médico humanizado e organizado no Riocentro.
Em Manaus, inaugurado há cerca de dois meses para atender pacientes com a Covid-19, o hospital de campanha construído será desativado após a queda de casos na capital do Amazonas. O anúncio foi feito pelo prefeito da cidade, Arthur Neto, na manhã desta segunda-feira (15).
Segundo Arthur, após o último paciente receber alta, as atividades do local serão encerradas. De acordo com a Prefeitura de Manaus, a taxa de ocupação atualmente está na faixa de 30%, de um total de 180 leitos.
O secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, disse que a Prefeitura tem acompanhado de perto os indicadores de Covid-19, como casos confirmados, atendimento de suspeitos e destaca que há uma redução em Manaus dos casos.
Outra boa notícia para Manaus foi o resultado décima edição do boletim do projeto Atlas ODS Amazonas, do Centro de Ciências do Ambiente da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que coloca a cidade como a primeira do Brasil a “vencer” o novo coronavírus.
O estudo aponta ainda que a transição para uma última fase da pandemia está acontecendo mais cedo na capital do Amazonas do que em outros epicentros do país. A análise indica que os dados projetam uma redução drástica na velocidade de mortes na cidade.
Já o pais vizinho, o Paragaui está sem registrar mortes por coronavírus há mais de um mês, o país deu início à fase 3 da reabertura gradual de suas atividades hoje (15). Restaurantes estão autorizados a abrir desde que façam agendamento prévio com reserva de mesa e registro individual de cada cliente, com nome, sobrenome, endereço, número de documento de identidade e telefone.
Agência Brasil – O Ministério da Saúde divulgou ontem (14) novos números sobre a pandemia do novo coronavírus (covid-19) no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil acumula 867.624 casos confirmados da doença e 43.332 mortes foram registradas. Os casos recuperados somam 388.492.
Nas últimas 24 horas, o ministério registrou 17.110 novos casos e 612 mortes.
Entre a unidades da federação com o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, o estado de São Paulo registrou 178.020 casos confirmados e 10.694 óbitos. Rio de Janeiro aparece na segunda posição com 79.572 casos e 7.672 mortes. Em seguida estão Ceará ( 76.748 casos e 4.861 mortes) e Pará ( 69.179 casos e 4.191 mortes) .
De acordo com o Ministério da Saúde, 435.800 casos estão em acompanhamento e 3.981 mil óbitos, em investigação.
O presidente da França, Emmanuel Macron, disse ontem (14) que está acelerando os planos de afrouxamento das medidas de isolamento impostas em função da pandemia do coronavírus no país, de modo a ressuscitar a segunda maior economia da zona do euro de maneira mais rápida.
Macron prometeu que o custo para manter as empresas em atividade e as pessoas empregadas durante a pior crise econômica desde a Segunda Guerra Mundial não será repassado às famílias através de impostos.
Restaurantes e cafés em Paris poderão reabrir totalmente a partir de hoje (15), disse Macron em um discurso televisionado, trazendo alívio ao setor de serviços tão prejudicado pela crise.
A crise do coronavírus expôs a forte dependência da França e da Europa em geral em relação às cadeias de suprimentos globais, da indústria automobilística aos smartphones e produtos farmacêuticos, que foram paralisadas quando a epidemia começou na China.
O Reino Unido também está revendo as regras de distanciamento social e de quarentena aos viajantes para estimular a economia. Ontem, o ministro das Finanças sinalizou a possibilidade como uma das soluções para o colapso financeiro causado pela pandemia do coronavírus.
Com o avanço no controle da epidemia, o Reino Unido pôde repensar na regra dos dois metros de distância. Segundo ele, muitos empresários estão dizendo que a determinação do distanciamento tem dificultado a retomada das atividades com a mesma produtividade antes da pandemia. Caso a determinação seja alterada, três quartos dos pubs britânicos poderiam ser reabertos, por exemplo. Somente um terço deles tem espaço suficiente para atender o espaçamento entre as pessoas.
Já em relação aos viajantes, Sunak disse que estuda mudar a regra do período de 14 dias de quarentena para os visitantes vindos de determinados países. A reabertura da economia será feita devagar e com segurança, começando pelo setor de varejo nesta semana. Enquanto o hoteleiro está previsto para retomar suas atividades no início do mês de julho.
O Reino Unido registra mais de 41 mil mortes pela Covid-19 e é o terceiro país com mais vítimas fatais. Ele perde apenas para os Estados Unidos, que lideram as estatísticas, e para o Brasil, que é o segundo.