Conforme levantamento do Comitê Gestor Municipal de Controle ao Coronavírus, a cada 10 pessoas que contraem a Covid-19 em Feira de Santana, oito evoluem sem gravidade. Confira a seguir a reportagem em vídeo:
Conforme levantamento do Comitê Gestor Municipal de Controle ao Coronavírus, a cada 10 pessoas que contraem a Covid-19 em Feira de Santana, oito evoluem sem gravidade. Confira a seguir a reportagem em vídeo:

O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) tem processado menos testes RT-PCR para diagnóstico da Covid-19 do que é capaz. A informação foi divulgada pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT), ontem (19). O petista pregou cautela ao comemorar que a Bahia está em redução de novos casos e mortes da infecção pelo novo coronavírus. Ele reconheceu que os municípios têm realizado menos testes, fato que desperta preocupação.
Os testes RT-PCR identificam o material genético do vírus no corpo humano. É coletado um material da garganta e do nariz do paciente através de um instrumento parecido com uma haste flexível, que, em seguida, é encaminhado ao Lacen.
“Se vc não testa, não tem ideia do comportamento da doença, exceto pela demanda que tiver nas unidades de saúde. Por enquanto, como a demanda não é crescente, pressupõe que a taxa de contaminação está baixa, mas isso é suposição, pode ter taxa significativa de pessoas assintomáticas”, ponderou o governado baiano.
Rui ainda sinalizou que não há indícios que uma segunda onda de infecções no estado. O fenômeno tem sido registrado em países da Europa, que sofreram com altos índices da doença no primeiro semestre do ano.
“É nossa procupação e estamos fazendo campanha para fazer apelo para municípios continuarem testando”, comentou ao destacar que o governo estadual identificou redução no número de testagens nos munícipios. O governador assegurou que o estado tem testes disponíveis, assim como capacidade para testar.
Fonte: site Bahia Notícias

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marcos Pontes, ressaltou nesta segunda-feira (19), em entrevista ao programa Voz do Brasil, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que o medicamento nitazoxanida tem capacidade de reduzir em 95% a carga viral da covid-19 em pacientes no início do tratamento. 

“A nitazoxanida começou a ser testada em fevereiro, junto com outras 2 mil drogas inicialmente com inteligência artificial, modelamento matemático, computação gráfica no Laboratório Nacional de Biociências e, desses, em cinco deles mostraram capacidade de inibir o vírus, pelo menos em forma simulada. Aí foram testados in vitro, em células humanas e, desses cinco, a nitazoxanida mostrou 95% de redução, inibição do vírus”, explicou. Segundo o ministro, os dados da pesquisa serão divulgados após revisão e publicação em periódico científico internacional.
O estudo clínico do Laboratório Nacional de Biociências sobre o uso do medicamento nitazoxanida em pacientes na fase precoce da covid-19 demonstrou eficácia no tratamento da doença, reduzindo a carga viral das pessoas infectadas. O anúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto, na tarde desta segunda-feira, com a participação do presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com o ministro, foram realizados testes duplo cego, quando nem o paciente e nem o médico sabem qual a medicação está sendo tomada, e randomizados, quando os pacientes são distribuídos aleatoriamente em dois grupos, um que recebe o medicamento e outro que recebe um placebo. A dose oferecida era de 500 miligramas da nitazoxanida, três vezes ao dia, ou o placebo durante cinco dias.
“Foram feitos testes clínicos com 1.500 pacientes e os testes demonstraram que, realmente, esse medicamento reduz a carga viral. Esse era o objetivo do teste. [Reduz] a carga viral para pacientes admitidos de forma precoce, que foram detectados com covid-19, comecem o tratamento”, afirmou.
Ao fazer o anúncio da pesquisa, o ministro disse que o medicamento não pode ser usado por quem não apresenta sintomas da doença, mas apenas para pessoas na fase inicial da infecção. “Não é profilático, não é para prevenção. É só depois da detecção do vírus”, disse. Nitazoxanida é um vermífugo já conhecido no Brasil, atualmente usado no tratamento de rotavírus.
Segundo Marcos Pontes, a inclusão do medicamento no protocolo de tratamento do novo coronavírus no Sistema Único de Saúde (SUS) será feita após análise do Ministério da Saúde.

Uma gatinha de poucos meses testou positivo para o novo coronavírus em Cuiabá (MT) e é o primeiro animal de estimação diagnosticado com a Covid-19 no Brasil. De acordo com o jornal O Globo, ela contraiu a doença dos seus tutores neste mês, e até então está assintomática.
Quem detectou a presença do vírus na gata foi a pesquisadora Valéria Dutra, professora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, por meio do exame mulecular de PCR. No Brasil, ainda estão sendo estudadas a possível infecção de um cachorro e de outro gato.
A descoberta alimenta a investigação sobre a hipótese de humanos poderem contaminar animais e vice-versa. Isso geraria uma cadeia maior de transmissão. “No caso do gato é ainda mais complexo do que no do cão porque gatos que moram em casas muitas vezes saem de seu domicílio livremente”, afirma Valéria.
De acordo com a cientista, pessoas que estão com Covid-19 devem se isolar de seus bichos de estimação. Na China, um laboratório detectou ser possível que felinos transmitam a doença entre si. Não foi identificada, porém, a probabilidade de isso ocorrer.
O mundo registrou, até o momento, menos de 20 casos de cães e gatos infectados pela Covid-19. Análises indicam que os felinos são mais suscetíveis para a doença, segundo Alexandre Biondo, do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná.
Biondo coordena o laboratório que recebeu as amostras colhidas da gatinha infectada no Mato Grosso. Lá, ele vai fazer a análise diagnóstica e exames de anticcorpos.
A infecção da gata ocorreu a partir de uma cadeia de contágio. A família, que foi diagnosticada com a Covid-19 após participar de uma festa, apresentou alta carga viral. Segundo Dutra, quanto maior a carga viral, maior o risco de transmissão. Em animais, essa taxa é mais baixa.
A Organização Mundial da Saúde afirmou hoje (20) que não tem o poder de tornar vacinação obrigatória em nenhum país. A declaração ocorre um dia após o presidente Jair Bolsonaro insistir que a imunização contra o coronavírus não será mandatória no Brasil.
“A vacina contra a Covid — como cabe ao Ministério da Saúde definir esta questão — não será obrigatória”, disse Bolsonaro. “O governo federal — repito e termino — não obrigará ninguém a tomar esta vacina. Quem está propagando isso aí, com toda certeza é uma pessoa que pode estar pensando em tudo, menos na saúde ou na vida do próximo”, acrescentou o presidente.
Dias antes, o governador de São Paulo, João Doria, havia afirmado que as doses seriam obrigatórias no estado e que seriam adotadas “medidas legais” em caso de recusa.
Questionada sobre a situação do Brasil, Margaret Harris, porta-voz da OMS, explicou que a vacina é um assunto que precisa ser “decidido dentro dos países”. “Não impomos exigências”, disse ela, que, mesmo assim, alertou para a importância de imunizar a população.
Informações: Metro1
Os leitos disponíveis para tratamento de pacientes com Covid-19 alcançou os 100% de ocupação no Hospital de Campanha de Feira de Santana. Já no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) 75%. Os leitos de enfermaria no HGCA já atingiram toda sua capacidade com 14 pacientes internados.
Segundo o médico intensivista, coordenador da UTI do HGCA, Lúcio Couto, é imprescindível que as pessoas possam respeitar o distanciamento social e todas medidas de prevenção contra o novo coronavírus.
“Temos pacientes gravíssimos e com situação difícil de controlar. Mas a pandemia não acabou, gostaríamos de tá vivendo de modo normal, porém ainda não é possível. Então precisamos ser conscientes para evitar uma nova onda da doença”, destacou.
REDUÇÃO DE LEITOS
Após o pico da doença em julho, os hospitais fizeram uma redução na sua capacidade de leitos. No HGCA eram 50 leitos para pacientes graves, agora são 30. No Hospital de Campanha 18 e com redução 10.
Até o fechamento desta reportagem não conseguimos contato com o diretor do Hospital de Campanha de Feira de Santana.
Informações: De Olho na Cidade

O presidente Jair Bolsonaro aproveitou a divulgação do estudo clínico do vermífugo nitazoxanida, em pacientes na fase precoce da Covid-19, para reforçar que o governo não irá obrigar a população a tomar uma vacina contra a doença.
– Eu queria falar sobre uma notícia que está circulando, não é fake news, ela é verdadeira, levando-se em conta o autor. Mas na prática, ela é falsa. Tem uma lei de 1975 que diz que cabe ao Ministério da Saúde, o programa nacional de imunização, ali incluindo as possíveis obrigatórias. A vacina contra a Covid, como cabe ao Ministério da Saúde definir essa questão e já foi definida, ela não será obrigatória. Então, quem está propagando isso aí é uma pessoa que pode estar pensando em tudo, menos na saúde ou na vida do próximo – disse Bolsonaro ao discursar.
O presidente reafirmou que qualquer vacina aqui no Brasil tem de ter comprovação científica e ser aprovada pela Anvisa. Para ele, muitas pessoas não vão querer tomar imunização.
– Nós sabemos que muita gente contraiu e nem sabe que contraiu e está imunizado. Nós vamos obrigar essa pessoa a tomar a vacina? – questionou.
Mais cedo, nesta segunda-feira, 19, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que a vacina contra a covid-19 deve ser aplicada a todos os brasileiros. Doria e Bolsonaro estão trocando declarações públicas, com pontos de vistas antagônicos, sobre essa questão.
– Por parte dessa fonte, essa vacina custa mais de 10 dólares, por outro lado, do nosso lado, custa menos 4 dólares. Não quero acusar ninguém de nada aqui, mas essa pessoa está se arvorando e levando o terror perante a opinião pública – disse ainda Bolsonaro no evento desta noite.
Casos confirmados no dia: 51
Pacientes recuperados no dia: 20
Resultados negativos no dia: 17
Alta hospitalar no dia: 0
Óbito comunicado no dia: 0
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 801
Total de casos confirmados no município: 11.234 (Período de 06 de março a 19 de outubro de 2020)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 768
Total de pacientes hospitalizados no município: 33
Total de recuperados no município: 10.203
Total de exames negativos: 12.741 (Período de 06 de março a 19 de outubro de 2020)
Aguardando resultado do exame: 291
Total de óbitos: 230
Feira de Santana encerrou agosto com 1.924 novos casos da Covid-19, enquanto no mês anterior 3.528 pessoas foram contaminadas pelo novo coronavírus. Os dados apontam queda de 45,46%, reduzindo quase a metade o número de novas contaminações. As informações são da Secretaria Municipal da Saúde.
Segundo a Rede Covida, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Número Reprodutivo da Covid-19 (Rt) apresenta queda constante, no município, e se manteve abaixo de 1 desde o dia 2 de agosto.
O Rt é o principal índice epidemiológico, que aponta expansão ou retração da doença em determinado local. Se está acima de 1, indica que uma pessoa infectada pode transmitir a Covid-19 para outra, ou seja, a doença está em expansão. Se está abaixo de 1, indica que o vírus está em retração.
Os dados mais atualizados indicam que o Rt em Feira é de 0.5. Em Salvador e no estado da Bahia o índice está em 0.8, enquanto no Brasil é de 0.9.
Nos últimos cinco dias, conforme a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o crescimento de casos na cidade foi de 3,25%, abaixo do que foi registrado no estado, que chegou a 3,58%.
Agosto também fechou com 85,21% dos pacientes recuperados da Covid-19. Das 8.997 pessoas que contraíram o coronavírus, 7.666 estão curadas. E até o momento, 1.146 é o número de casos ativos, no município.
Secom

A OMS (Organização Mundial da Saúde) alertou os governos europeus, na última sexta-feira (9), para a adoção de medidas mais rígidas para conter o avanço do novo coronavírus. Nos últimos dias, o número de casos de Covid-19 registrados por dia cresceu na Europa.
O Brasil, que já ultrapassou 150 mil mortes e registrou mais 5 milhões de casos da doença, ainda corre o risco de ver esses números aumentarem. A avaliação é do epidemiologista Wanderson Oliveira, ex-secretário nacional do Ministério da Saúde.
“A possibilidade ocorre a partir do momento em que um volume muito grande de pessoas ainda não pegou a doença. Essa é uma preocupação constante. Ainda temos muitas pessoas no mundo e no Brasil que não pegaram Covid, por isso é tão importante manter as medidas de distanciamento social”, disse em entrevista à CNN.
Oliveira afirmou que o país entra em um período de “janela de oportunidade” para manter estáveis os números da pandemia. A chegada do Verão pode dimiuir os casos de Covid-19 no Brasil, desde que as medidas preventivas sigam respeitadas pela população.
“Entre outubro e fevereiro do próximo ano, há a possibilidade de incidências mais baixas [da doença]. Não dá para afirmar que vai acontecer em todas as localidades, pois podemos ter surtos localizados. Mas não dá para abolir o uso de máscara, álcool em gel e fazer aglomerações”, reforçou.
Ele lembrou que foi a adoação dessas medidas e mudanças de hábitos que ajudaram na estabilidade da pandemia. Sem elas, Oliveira disse que o país corre o risco de voltar a debater o lockdown.
“É muito necessário manter as medidas de prevenção e controle para evitar ter que fazer o lockdown ou um bloqueio total. Para isso, toda a população tem que manter e até intensificar as medidas preventivas. (…) É um momento de aumentar a vigilância e de não flexbilizar o cuidado. No entanto, é possível sim implementar medidas de distanciamento social mesmo com a abertura de algumas atividades econômicas de forma mais segura do que no período que vivemos meses atrás.”
Fonte: CNN