Casos confirmados no dia: 54 Pacientes recuperados no dia: 0 Resultados negativos no dia: 47 Alta hospitalar no dia: 0 Óbitos comunicados no dia: 0
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 778 Total de casos confirmados no município: 11.659 (Período de 06 de março a 25 de outubro de 2020) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 744 Total de pacientes hospitalizados no município: 34 Total de recuperados no município: 10.639 Total de exames negativos: 12.987 (Período de 06 de março a 25 de outubro de 2020) Aguardando resultado do exame: 353 Total de óbitos: 242
A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, contra a Covid-19, gera uma resposta robusta na imunidade entre os idosos. Esse é o resultado obtido pelos testes clínicos que serão divulgados em breve em revistas científicas. A informação foi divulgada na manhã desta segunda-feira (26) pelo jornal Financial Times.
A vacina de Oxford faz parte de um acordo com o governo federal no Brasil, em uma parceria que envolve a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo o colunista do UOL, Jamil Chade, a Organização Mundial de Saúde já havia recebido informações prévias sobre a imunização e, por isso, já havia se declarado “otimista” nos últimos dias.
Segundo o Financial Times, a vacina de Oxford desencadeia anticorpos protetores entre os mais idosos, justamente o grupo considerado como prioritário em uma primeira fase de vacinação. O jornal cita duas fontes que fazem parte do projeto. Durante o ano, o mesmo grupo já havia indicado que a gerou “respostas imunológicas robustas” entre adultos saudáveis.
A notícia chega alguns dias depois que os testes com a vacina foram retomados nos EUA, depois de uma pausa por questões de segurança e diante de um efeito colateral registrado em um dos voluntários que participa dos testes.
Nas últimas 24 horas, a Bahia registrou 691 novos casos de Covid-19, com uma taxa de crescimento de +0,2%, e 22 óbitos pela doença, segundo dados divulgados pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab).
Dos 344.705 casos confirmados desde o início da pandemia, 330.540 já são considerados recuperados e 6.690 encontram-se ativos. O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 7.475.
Os casos confirmados de coronavírus ocorreram em todos os 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador, com 26,41%. Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (8.209,25), Almadina (6.570,28), Itabuna (6.462,72), Madre de Deus (6.367,04), Apuarema (6.030,01).
A Sesab destaca que os 22 óbitos contabilizados desde o último boletim, de ontem (24), ocorreram em diversas datas. De acordo com a pasta, a existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação.
O Ministério de Ciência e Tecnonologia apresentou os resultados da pesquisa sobre o uso da nitazoxanida, conhecida popularmente como Annita, no tratamento precoce de pacientes leves da Covid-19. O medicamento foi capaz de reduzir a carga viral em pacientes contaminados pela doença, o que, em tese, ajudaria a diminuir a possibilidade de contágio por meio de pacientes infectados pelo vírus. A droga, no entanto, não conseguiu evitar complicações da doença.
Com o estudo, que ainda não foi publicado em revistas científicas e não contou com a revisão de especialistas, o Ministério da Saúde deverá decidir se inclui a nitazoxanida no protocolo de tratamento da Covid-19.
“Nós fazemos a nossa parte, de pesquisa, depois vamos passar o bastão para o Ministério da Saúde. Eles que vão decidir sobre o uso ou não nos protocolos”, afirmou o ministro da ciência, tecnologia e inovações Marcos Pontes.
1575 voluntários iniciaram o estudo e apenas 392 concluíram. 194 receberam o antiviral, que também é usado como vermífugo, e 198 tomaram o placebo. Foram administradas três doses diárias de nitazoxanida em pacientes que apresentavam quadros mais leves da doença entre o primeiro e terceiro dias de sintomas. A pesquisa também indicou que o antiviral, sete dias depois do fim do tratamento, promoveu uma redução no número de pacientes com sintomas provocados pela infecção. Ao fim desse período, 78% dos pacientes que tomaram a droga estavam assintomáticos. Já entre os que ingeriram o placebo esse percentual foi de 57%.
Os pesquisadores também concluíram que o número de pacientes negativados para SARS-CoV-2 depois do tratamento de cinco dias foi de 30% para o grupo que tomou a medicação, contra 18% para os pacientes que ingeriram o placebo.
A nitazoxanida também se apresentou uma terapia segura, segundo os pesquisadores. “A substância não tem eventos adversos graves muito comuns na maioria dos antivirais que nós temos no mercado no momento”, afirmou a coordenadora da pesquisadora Patricia Rocco, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Casos confirmados no dia: 31 Pacientes recuperados no dia: 0 Resultados negativos no dia: 40 Alta hospitalar no dia: 0 Óbitos comunicados no dia: 0
Total de pacientes ativos: 724 Total de casos confirmados no município: 11.605 (Período de 06 de março a 24 de outubro de 2020) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 690 Total de pacientes hospitalizados no município: 34 Total de recuperados no município: 10.639 Total de exames negativos: 12.940 (Período de 06 de março a 24 de outubro de 2020) Aguardando resultado do exame: 454 Total de óbitos: 242
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou,nesta sexta-feira (23), a importação de 6 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 CoronaVac.
A CoronaVac é uma vacina chinesa, criada pelo laboratório Sinovac e produzida em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo.
A Anvisa, no entanto, só liberou a importação. A distribuição do imunizante depende ainda da autorização do final dos testes.
A expectativa é que, até o fim do ano, o instituto consiga produzir outras 40 milhões de doses.
A questão da obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 será analisada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta sexta-feira (23), o ministro Ricardo Lewandowski decidiu levar diretamente ao plenário três ações relatadas por ele que tratam do tema.
Em sua decisão, Lewandowski apontou a “importância da matéria e emergência de saúde pública decorrente do surto do coronavírus”.
Além disso, o ministro também pediu manifestações da Presidência da República, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria Geral da República (PGR) sobre o tema.
A polêmica sobre a vacina da Covid-19 envolve a questão da obrigatoriedade da imunização. Um dos mais vocais nesta direção é o governador de São Paulo, João Doria, que disse que pretende obrigar a população a se imunizar. O presidente Jair Bolsonaro, no entanto, é contra a obrigatoriedade.
Atualmente, são quatro ações sobre o tema no STF: uma do PDT; uma da Rede; uma apresentada por vários partidos de oposição (PSOL, Cidadania, PT, PSB e PCdoB) e uma do PTB.
Casos confirmados no dia: 73 Pacientes recuperados no dia: 121 Resultados negativos no dia: 53 Alta hospitalar no dia: 0 Óbitos comunicados no dia: 2 Data dos óbitos: 22/10A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.NÚMEROS TOTAISTotal de pacientes ativos: 693 Total de casos confirmados no município: 11.574 (Período de 06 de março a 23 de outubro de 2020) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 659 Total de pacientes hospitalizados no município: 34 Total de recuperados no município: 10.639 Total de exames negativos: 12.933 (Período de 06 de março a 23 de outubro de 2020) Aguardando resultado do exame: 525 Total de óbitos: 242
A taxa de mortos entre os infectados pelo novo coronavírus é inferior a 0,20% na maioria dos locais do mundo, indica trabalho recém-publicado por um dos principais especialistas em epidemiologia e em medicina baseada em evidências, o professor de Stanford John Ioannidis.
O cálculo da chamada taxa de letalidade por infecção é importante, diz o professor, porque baseia políticas públicas de grande impacto na vida das pessoas e na evolução social e econômica dos países, como confinamentos, toques de recolher e fechamento de escolas.
“Algumas intervenções rigorosas podem ser apropriadas se a letalidade for alta. Se essa taxa for baixa, porém, essas medidas podem ficar aquém dos limites aceitáveis de risco-benefício”, diz Ioannidis.
Os cálculos foram feitos com base em estudos de soroprevalência, que medem a proporção de pessoas que desenvolveram anticorpos para o Sars-Cov-2. Esses números indicam com mais precisão quantos foram infectados, pois incluem também os que não tiveram sintomas ou não perceberam que haviam sido contaminados.
Ioannidis partiu de 61 estudos e 8 pesquisas nacionais, num total de 82 estimativas em 51 locais diferentes. Com base nelas, projetou que havia mais de meio bilhão de pessoas infectadas até 12 de setembro de 2020, 17 vezes os 29 milhões de casos confirmados na ocasião.
O trabalho do pesquisador (no original) encontrou uma taxa mediana de letalidade por infecções de 0,23%, ou seja, houve 23 mortes para cada 10 mil pessoas contaminadas pelo Sars-Cov-2.
Como já há muitas evidências de que a doença mata idosos em proporção muito maior, ele calculou também a taxa de letalidade considerando apenas menores de 70 anos. Nessa faixa etária, o índice é de 0,05% (ou 5 mortos a cada 10 mil infectados), na mediana.
Os números, porém, variaram bastante de local para local. Entre os menores de 70 anos, a variação foi de 0,00% a 0,31% nos 51 locais estudados.
Na população como um todo, o resultado foi menor (0,09%, ou 9 a cada 10 mil infectados) em locais com taxas de mortes por população menores do que a média global (menos de 118 mortes por 1 milhão de habitantes).
Já nos que registravam mortes por Covid-19 acima da média (mais de 500 mortos/milhão de habitantes), a taxa de letalidade foi bem maior: 0,57%, ou 57 mortos a cada 10 mil infectados.
Segundo Ioannidis, a disparidade pode refletir diferenças na estrutura de idade da população e na idade dos infectados e mortos, entre outros fatores. Ainda assim, diz ele, todas as taxas inferidas ficaram muito abaixo das estimadas no início da pandemia, de mais de 4%, embora pesquisadores, entre eles o próprio Ioannidis, apontassem para a baixa qualidade dos dados disponíveis.
Modelos matemáticos sugeriram que, com o avanço da pandemia, o número seria reduzido para algo mais próximo de 1,0% ou 0,9%.
Os cuidados tomados por Ioannidis na seleção dos estudos e dados usados em seus cálculos foram conservadores, ou seja, excluíram casos que poderiam subestimar a letalidade e incluíram alguns em que ela pode ter sido superestimada.
O pesquisador observa também que a maioria dos estudos usados em seu trabalho é de locais com taxas de mortalidade por Covid-19 superiores à média global, e não são totalmente representativos de todos os países e locais no mundo.
“Se uma amostra pudesse ser igual em todos os locais do mundo, a taxa média de mortalidade por infecção pode ser substancialmente inferior aos 0,23% observados em minha análise, e pode ser ainda mais reduzida com medidas que protejam seletivamente populações vulneráveis e ambientes de alto risco”, diz ele.
São números comparáveis às taxas de letalidade da gripe sazonal e da pneumonia: 0,13% e 0,2%, respectivamente, em países de alta renda.
O artigo de Ioannidis, já revisado por pares, foi publicado na quarta-feira passada (14) no boletim da Organização Mundial da Saúde. Entre os trabalhos analisados estavam seis estudos feitos no Brasil, no Maranhão, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e em 133 cidades diferentes.
(Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira duvidar que a Justiça determine vacinação obrigatória contra Covid-19 no país, ao criticar o que afirmou ser articulação feita por um governador para apresentar ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que force a imunização.
Em aparente referência ao governador de São Paulo e seu rival político, João Doria, Bolsonaro disse que um governador “que está buscando maioria no cenário estadual” quer ingressar no Supremo para que cada Estado determine se a vacina vai ser obrigatória.
“São Paulo, não temos dúvida que, se isso acontecer, será obrigatória. Se o Supremo vai decidir desta maneira, tenho minhas dúvidas”, disse Bolsonaro em transmissão semanal ao vivo nas redes sociais.
“Enquanto eu for presidente da República não vai ser desta forma, isso é democracia, é liberdade, ninguém vai obrigar ninguém a tomar vacina”, acrescentou.
Bolsonaro aproveitou para fazer duras críticas a gestores públicos no enfrentamento à Covid-19.
“O que serviu muito essa pandemia foi para revelar os aprendizes de ditadores, figuras nanicas, hipócritas, idiotas, boçais, achando que manda no Estado dele… Eu duvido que a Justiça –não interessa a esfera que seja– vá obrigar alguém a tomar a vacina um dia, isso não existe, isso não existe. Brasileiro tem liberdade e ponto final”, afirmou.
Na quarta-feira, os partidos Rede e PDT ingressaram com ações separadas no STF referentes à vacinação. A ação da Rede pede a concessão de liminar para obrigar o governo federal a assinar protocolo de intenções para comprar 46 milhões de doses da vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, que está sendo produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, enquanto o PDT recorreu ao Supremo para garantir a competência de Estados e municípios de promover a vacinação obrigatória contra Covid-19.
Na transmissão, Bolsonaro disse que uma vacina para ser apta para a população precisa ser certificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e ressalvou que o órgão regulador não vai apressar qualquer decisão.
Segundo ele, o diretor-presidente da agência, Antonio Barra, assegurou-lhe que não haverá pressa na liberação de qualquer imunizante contra Covid-19. “Ele não vai correr, não vai ser em 72 horas –que ele me disse- que vai autorizar a distribuição no Brasil”, afirmou, ressalvando que a Anvisa não é subordinada a ele.