Nas últimas 24h, Feira de Santana registrou mais 47 pacientes recuperados da Covid-19 e atingiu a marca de 21.804 curados da doença desde o início da epidemia, índice que representa 94,6% dos casos confirmados. Enquanto isso, 121 exames foram negativos e 104 positivos. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 51 pacientes internados no município e 819 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também confirma mais duas mortes. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta quarta-feira (27).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA QUARTA-FEIRA 27 de janeiro de 2021
Casos confirmados no dia: 104 Pacientes recuperados no dia: 47 Resultados negativos no dia: 121 Total de pacientes hospitalizados no município: 51 Óbitos comunicados no dia: 2 Datas dos óbitos: 25/07* e 24/01 *OBS.: O Óbito com data mais antiga ocorreu em outro município e a Vigilância Epidemiológica foi informada somente nesta quarta-feira (27).
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 819 Total de casos confirmados no município: 23.036 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de janeiro de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 768 Total de recuperados no município: 21.804 Total de exames negativos: 32.706 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de janeiro de 2021) Aguardando resultado do exame: 477 Total de óbitos: 413
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 21.065 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de janeiro de 2021) Resultado positivo: 3.737 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de janeiro de 2021) Em isolamento domiciliar: 16 Resultado negativo: 17.328 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de janeiro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana
Autoridade de saúde está usando medida com parte da população e com viajantes que chegam ao país
Testes de Covid na China estão sendo feitos por meio retal Foto: Agência Brasilia/Geovana Albuquerque
País onde a pandemia de Covid-19 se iniciou ainda no final de 2019, a Chinaagora está recorrendo a um novo método para detectar a Covid-19 em indivíduos de risco e em viajantes que chegam do exterior: os testes retais. A utilização da técnica foi divulgada pela emissora pública chinesa CCTV.
Nas últimas semanas, surtos locais têm levado autoridades de saúde a testar dezenas de milhares de pessoas pelo método PCR. Entretanto, moradores de Pequim, onde foram descobertos casos recentemente, têm sido submetidos aos exames pela região retal. A medida também está sendo imposta a pessoasem quarentena obrigatória em hotéis, incluindo viajantes do exterior.
O médico Li Tongzeng, do hospital You’an em Pequim, afirmou à CCTV que o teste retal “aumenta a taxa de detecção de pessoas infectadas” porque o coronavírus permanece mais tempo no ânus do que no trato respiratório. A TV estatal informou que os testes retais não serão generalizados porque “não são práticos o suficiente”.
– Considerando que coletar swab anais não é tão conveniente quanto os de garganta, no momento apenas grupos-chave, como aqueles em quarentena, recebem ambos – afirmou Tongzeng.
CRIANÇAS E PROFESSORES PASSAM POR TESTES
Segundo a emissora Bloomberg, mais de mil crianças em idade escolar e professores foram testados em Pequim pelo ânus, pela garganta e pelo nariz na semana passada, além de fazer o teste de anticorpos. Os exames foram realizados após a descoberta de um caso assintomático, de acordo com autoridades locais.
Na segunda-feira (25), passageiros de um voo de Changchun (capital e maior cidade da província de Jilin) para Pequim tiveram de desembarcar após autoridades descobrirem que um pessoa de uma área considerada de alto risco para transmissão do vírus estava a bordo. A Bloomberg informou que os passageiros foram levados para um hotel, onde profissionais coletaram amostras de nariz e do ânus.
Medicamento anti-inflamatório é alvo de estudos em pacientes com diabetes tipo 2, infarto e quadros moderados e graves de Covid-19
Pesquisa brasileira avaliou comprimidos de colchicina em pacientes internados pelo coronavírus. Foto: GI/Getty Images
Muitas doenças corriqueiras em nossa comunidade apresentam, em comum, uma inflamação. Às vezes ela é mais visível, às vezes passa despercebida. A gota é um caso clássico. Falamos de um quadro inflamatório em que cristais de ácido úrico se acumulam nas articulações levando a crises com dor intensa, vermelhidão, inchaço e restrição de movimentos.
Só que existem condições tão ou mais prevalentes associadas a processos inflamatórios não tão evidentes. Não sei se você sabe, mas tanto o diabetes tipo 2 como os problemas cardiovascularessão marcados por inflamação.
A glicose elevada no sangue, característica mais conhecida do diabetes, é apenas a ponta do iceberg. A inflamação está ligada ao aparecimento da resistência à insulina (ponto de partida para a doença), à redução da produção do hormônio no pâncreas e ao acúmulo de gordura abdominal, frequente em quem tem diabetes tipo 2.
O infarto, por sua vez, é a interrupção abrupta do fluxo de sangue nas artérias que irrigam o coração. E essa obstrução é o desfecho de alterações no sangue e nos vasos relacionadas ao quê? A inflamação!
Infecções também provocam inflamação e, mais recentemente, descobrimos que a Covid-19 pode gerar um fenômeno inflamatório intenso, semeando estragos em diversos órgãos. Sim, isso pode ser ainda mais devastador que o ataque do coronavírus em si.
Ora, se a inflamação está na base de tantos problemas, por que não recorrer a um anti-inflamatório para controlá-la? Afinal, temos medicamentos antigos e conhecidos com essa função. Não é à toa que um deles se destacou nos últimos dias sobretudo no âmbito da Covid-19. É a colchicina.
A colchicina é um remédio aprovado e indicado para tratamento da gota. Mas estudos recentes apontam que pacientes com diabetes e que sofreram infarto recente têm menor risco de outros eventos cardiovasculares após o uso contínuo da medicação.
E, agora, em meio à pandemia, tivemos uma grata surpresa vinda de uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto. Em experimento realizado com 60 pacientes internados com a forma moderada ou grave de Covid-19 — todos dispondo dos melhores cuidados para a recuperação do quadro —, metade recebeu, ainda, comprimidos de colchicina. E, veja só, o grupo que tomou o medicamento no hospital apresentou melhor evolução clínica, com menos dias de internação e de uso de oxigênio.
São animadores os resultados dos estudos com a colchicina contra Covid-19, diabetes e doenças cardiovasculares, mas, é importante frisar, ela não está aprovada para o uso rotineiro nessas situações. Como de praxe em ciência, mais estudos são necessários para confirmar os benefícios.
Estamos de dedos cruzados para assistir à confirmação desses achados. Enquanto isso, vamos procurar manter um estilo de vida saudável, usar máscara, realizar a higiene das mãos e cumprir o distanciamento social.
Brasil está entre os 20 países que mais vacinaram Foto: Pixabay
Apesar da pandemia de Covid-19 forte, o Brasil segue avançando no combate à doença. E até esta terça-feira (26), o país já vacinou mais de 800 mil pessoas contra a doença, o que coloca o Brasil entre os 20 países do mundo que mais imunizaram sua população.
De acordo com dados divulgados pela Universidade de Oxford, o Brasil se encontra em 16º lugar na lista.
Até o momento, o Brasil já vacinou cerca de 0,33% da população. A vacinação no país começou no dia 18 de janeiro.Siga-nos nas nossas redes!
O governo de São Paulo anunciou que o IFA para a fabricação da vacina vai chegar no dia 3 de fevereiro, e que será o suficiente para produzir quase 9 milhões de doses.
Foto: Divulgação
O governo de São Paulo anunciou que a matéria-prima para a fabricação da CoronaVac vai chegar na quarta-feira da semana que vem, dia 3 de fevereiro. O suficiente para quase 9 milhões de doses. Deve acontecer com quase um mês de atraso, mas os insumos que deveriam ter chegado da China no dia 6 de janeiro estão prometidos para o dia 3 de fevereiro. O contrato entre o Instituto Butantan e a Sinovac previa um lote de 11 mil litros. Mas, a pedido da fabricante chinesa, a remessa foi divida em duas.
Chegando essa partida de matéria prima de 5,4 mil litros no próximo dia 3, iniciaremos a produção que vai originar em torno de 8,6 milhões doses, que serão liberadas 20 dias depois, cumprindo o ciclo de controle de qualidade também. E esses adicionais 5,6 que estão em processo também originarão um pouco mais de 8,6 milhões doses, permitindo a manutenção do cronograma que havíamos proposto ao Ministério da Saúde, afirmou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan. O IFA, Insumo Farmacêutico Ativo, é diluído e envasado em embalagens de dez doses com pequenas sobras. Os técnicos explicam que se a vacina for aplicada corretamente, o rendimento das duas remessas de insumos deve ser de 17,2 milhões doses.
As explicações foram dadas no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, depois de uma reunião virtual com o embaixador da China. Pelo telão, Yang Wanming fez uma declaração direto de Brasília.
A CoronaVac está sendo aplicada no Brasil. Isso demostra que a nossa cooperação beneficia não só os paulistas como também todo o povo brasileiro. Acredito que todos sabíamos muito bem que se trata de uma questão técnica e não política, e as vacinas são uma arma para conter a pandemia e garantir a saúde do povo e não um instrumento político que a parte chinesa atribui muita importância no desenvolvimento da vacina. E gostaríamos de consolidar nas cooperações entre as duas partes. A parte chinesa está disposta a manter comunicações com governo federal do Brasil, com o governo estadual de São Paulo e apoiar em conjunto a parceria entre Sinovac e o Butantan, de maneira que a CoronaVac contribuía ainda mais para o combate à pandemia no Brasil, disse o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming.
A chegada desse próximo lote de insumos para a CoronaVac foi comunicada na segunda-feira (25) ao Ministério da Saúde em ofício enviado pelo embaixador chinês. O governo federal afirmou que a carta evidencia as negociações entre o ministério e o governo chinês para a liberação da matéria primeira para a CoronaVac.
Nesta terça-feira (26), o governador de São Paulo, João Doria, atribuiu a boa notícia ao empenho do governo do estado e do Instituto Butantan.
O embaixador da China, como todo embaixador, é um homem profundamente educado e cioso da sua condição diplomática. Ele respondeu a uma demanda feita pelo Ministério da Saúde, demanda essa feita também por escrito, e respondeu. Mas a demanda, todo o relacionamento cultivado com a China, com a Sinovac, com o governo chinês, com as liberações, sempre foram conduzidos pelo estado de São Paulo e pelo Butantan. Nunca houve, volto a repetir, nunca houve nenhuma interferência, nenhuma relação, principalmente para ajudar do governo federal, afirmou Doria.
Até agora, o Brasil tem 12,1 milhões doses de vacina: 6 milhões das primeiras doses da CoronaVac, já distribuídas no país; outros 4,1 milhões doses, autorizadas pela Anvisa, e que começarão a ser distribuídas a partir de sexta-feira (29); e também os 2 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca, que chegaram para a Fiocruz no fim de semana passado. O total será suficiente para imunizar pouco mais de 6 milhões de pessoas, com as duas doses necessárias.
Nas últimas 24h, Feira de Santana registrou mais 131 pacientes recuperados da Covid-19 e atingiu a marca de 21.757 curados da doença desde o início da epidemia, índice que representa 94,8% dos casos confirmados. Enquanto isso, 299 exames foram negativos e 68 positivos. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 51 pacientes internados no município e 764 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também confirma mais quatro mortes. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta terça-feira (26).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA TERÇA-FEIRA 26 de janeiro de 2021
Casos confirmados no dia: 68 Pacientes recuperados no dia: 131 Resultados negativos no dia: 299 Total de pacientes hospitalizados no município: 51 Óbitos comunicados no dia: 4 Datas dos óbitos: 11/01, 21/01, 22/01 e 25/01
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 764 Total de casos confirmados no município: 22.932 (Período de 06 de março de 2020 a 26 de janeiro de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 713 Total de recuperados no município: 21.757 Total de exames negativos: 32.585 (Período de 06 de março de 2020 a 26 de janeiro de 2021) Aguardando resultado do exame: 497 Total de óbitos: 411
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 21.065 (Período de 06 de março de 2020 a 26 de janeiro de 2021) Resultado positivo: 3.737 (Período de 06 de março de 2020 a 26 de janeiro de 2021) Em isolamento domiciliar: 16 Resultado negativo: 17.328 (Período de 06 de março de 2020 a 26 de janeiro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana
A vacinação contra a Covid-19 em Feira de Santana será realizada nesta terça-feira, 26, oitavo dia de imunização, no auditório da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e em todas as unidades de saúde da zona urbana e rural – manhã e tarde.
Conforme cronograma da Secretaria de Saúde, serão imunizados pela manhã, no auditório da SMS, os profissionais que trabalham no NASF (Núcleo Ampliado de Saúde da Família) e os vacinadores. Já à tarde, a vacinação contempla os profissionais que atuam nas UPAs, policlínicas e hospitais.
A Secretaria de Saúde reforça que a população não procure as unidades de saúde, porque neste momento será vacinado somente o público-alvo da primeira fase – além dos profissionais de saúde, os idosos residentes em asilos e abrigos.
Um prestigioso estudo internacional prova que um medicamento anticâncer bloqueia a multiplicação do coronavírus em células humanas e em ratos. Dados completos do estudo não foram publicados
Técnicos de laboratório trabalham na empresa PharmaMar.EFE
El País- Uma das batalhas mais desesperadas na luta contra o novo coronavírus é encontrar tratamentos eficazes contra a infecção para ajudar as pessoas já contagiadas que estão em alto risco de sofrer de uma doença grave ou morrer de covid-19. Até o momento, a busca por tratamentos tem sido decepcionante. Apenas a dexametasona mostrou reduzir a mortalidade por covid-19 e, na realidade, não combate o vírus, mas a reação inflamatória desenfreada sofrida pelos infectados com o pior prognóstico.
Nesta segunda-feira, uma equipe internacional de pesquisadores publicou os primeiros dados científicos comprovados sobre a eficácia de um novo tratamento que pode se tornar o antiviral mais poderoso contra o novo coronavírus: a plitidepsina. Os cientistas, liderados pelo virologista espanhol Adolfo García-Sastre, do Hospital Monte Sinai, em Nova York, explicam que esse medicamento é cerca de 100 vezes mais potente que o remdesivir, o primeiro antiviral aprovado para tratar a covid-19 e que até agora não demonstrou uma eficácia contundente, como eles mesmos lembram no estudo.
A plitidepsina é uma droga sintética à base de uma substância produzida por uma espécie de ascídias do Mar Mediterrâneo: animais invertebrados e hermafroditas que vivem fixados em pedras ou cais. A empresa PharmaMar desenvolveu o medicamento com o nome comercial de Aplidina para tratar o mieloma múltiplo —um câncer do sangue—, embora por enquanto só tenha sido aprovado na Austrália.
Depois do início da pandemia, a empresa começou ensaios clínicos com o uso desse fármaco contra a covid-19. O composto reduz a carga viral em pacientes hospitalizados, segundo a empresa, apesar de ainda não terem sido publicados dados científicos devidamente revisados para confirmar isso.
A equipe de García-Sastre e especialistas da Universidade da Califórnia em San Francisco, do Instituto Pasteur de Paris e da empresa PharmaMar, rastrearam todas as proteínas do novo coronavírus que interagem com as proteínas humanas. Eles então analisaram drogas já conhecidas que pudessem interferir nessas interações e identificaram 47 promissoras. Entre elas, a plitidepsina parece ser uma das mais viáveis. É entre nove e 85 vezes mais eficaz na prevenção da multiplicação do vírus do que duas outras drogas promissoras do mesmo grupo, de acordo com o estudo, publicado nesta segunda-feira na revista hermafroditas.
Os pesquisadores compararam os efeitos desta droga com os do remdesivir em dois exemplares de ratos infectados com SARS-CoV-2. Os resultados mostram que a plitidepsina reduz a replicação do vírus cerca de 100 vezes mais e que também combate a inflamação nas vias respiratórias.
O trabalho detalha como a droga funciona. A molécula não ataca diretamente o vírus, mas uma proteína humana de que ele precisa para sequestrar o maquinário biológico das células e usá-la para fazer centenas de milhares de cópias de si mesmo. A plitidepsina bloqueia uma proteína humana conhecida como eEF1A, sem a qual o maquinário de replicação do vírus é incapaz de funcionar. “Nossos resultados e os dados positivos dos ensaios clínicos da PharmaMar sugerem que é necessário priorizar novos ensaios clínicos com a plitidepsina para o tratamento de covid”, concluem os autores.
As terapias não dirigidas contra o vírus, mas contra uma proteína específica do paciente são mais resistentes ao aparecimento de novas variantes do vírus. A genética do paciente muda muito menos depressa do que a do vírus, então esse tipo de tratamento não seria tão afetado pela chegada de novas variantes mutantes do coronavírus. A equipe de García-Sastre acaba de publicar outro estudo, neste caso ainda preliminar, no qual mostra que dois desses tratamentos —plitidepsina e ralimetinibe, outra molécula usada contra o câncer— têm eficácia semelhante contra a variante britânica do coronavírus. O mesmo ocorre com o remdesivir, que é diretamente direcionado contra o vírus, mas a plitidepsina é 10 vezes mais potente contra o SARS-CoV-2 do que o remdesivir.
“O mecanismo molecular contra o qual este fármaco é dirigido também é importante para a replicação de muitos outros vírus, incluindo a gripe e o vírus sincicial respiratório”, explicou García-Sastre em um comunicado. Isso sugere que tem potencial para criar antivirais genéricos contra muitos outros patógenos, acrescenta.
Especialistas independentes alertam que ainda há um longo caminho a percorrer. “Estamos diante de um estudo pré-clínico muito bom realizado por um grupo de pesquisadores muito confiável”, comentou Marcos López, presidente da Sociedade Espanhola de Imunologia. “Ainda há pela frente a parte dos ensaios clínicos em pacientes e esclarecer em que momento da infecção esse medicamento poderia ser mais eficaz”, destaca.
Elena Muñez, principal pesquisadora do ensaio Solidarity no hospital Puerta de Hierro, em Madri, alerta que esses resultados “são muito preliminares”. “Esse tipo de dados pré-clínicos se baseia em experimentos com ratos totalmente controlados, situação muito diferente da realidade que vemos com pacientes em um hospital”, destaca.
“É um estudo muito promissor porque nos fornece um novo possível tratamento contra a infecção, algo que infelizmente ainda afeta muita gente”, destaca a virologista do CSIC Isabel Sola. Sua equipe fez um estudo anterior com esse medicamento e constatou que era eficaz na prevenção da replicação de um coronavírus que causa um resfriado e outro que pode provocar uma doença fatal, o SARS de 2002. “Vimos que tinha muito mais potência do que o remdesivir”, explica Sola. A plitidepsina atua contra a proteína N do coronavírus, essencial para proteger sua sequência genética e para reunir novas cópias de si mesmo nos estágios iniciais da infecção. Esta droga bloqueia temporariamente uma proteína humana crucial para que o vírus possa realizar essas funções. “Tanto a plitidepsina como o remdesivir teriam efeito apenas nas fases iniciais da infecção, durante as quais ainda há replicação viral, mas não nos estágios posteriores e mais graves, quando já há uma inflamação generalizada”, acrescenta.
Um dos pontos fortes a favor desse novo medicamento é que há evidências abundantes de que não é tóxico em doses moderadas. Parte da informação vem de estudos realizados para medir seu efeito contra o mieloma, mas também de outros ensaios em que estava sendo testada uma dose desse medicamento muito semelhante à usada contra a covid-19 em combinação com a dexametasona, o corticosteroide que hoje é o único tratamento contra covid que demonstrou salvar vidas. Nesses estudos, a plitidepsina não teve efeitos colaterais graves. “O mecanismo de ação deste fármaco é novo”, afirma Ana Fernández Cruz, assistente de doenças infecciosas do Hospital Puerta de Hierro, em Madri. “Por ser direcionado às células da pessoa infectada e não ao vírus, poderia ser usado em combinação com o remdesivir, o que é positivo”, destaca.
A PharmaMar está finalizando o documento oficial para solicitar o início de um ensaio de fase III, no qual será estudada a eficácia do medicamento em pacientes hospitalizados por covid-19. “Este trabalho confirma tanto a poderosa atividade como o alto índice terapêutico da plitidepsina e que, por seu especial mecanismo de ação, inibe o SARS-CoV-2, independentemente de qual for sua mutação em sua proteína S, como as das cepas britânicas, sul-africanas, brasileira ou as novas variantes que surgiram recentemente na Dinamarca”, explica José María Fernández, presidente da PharmaMar. “Estamos trabalhando com as agências do medicamento para iniciar o teste de fase III que será realizado em vários países”, afirma.
Nas últimas 24h, Feira de Santana registrou mais 46 pacientes recuperados da Covid-19 e atingiu a marca de 21.626 curados da doença desde o início da epidemia, índice que representa 94,5% dos casos confirmados. Enquanto isso, 121 exames foram negativos e 102 positivos.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 51 pacientes internados no município e 831 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também confirma mais três mortes. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta segunda-feira (25).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA SEGUNDA-FEIRA 25 de janeiro de 2021
Casos confirmados no dia: 102 Pacientes recuperados no dia: 46 Resultados negativos no dia: 121 Total de pacientes hospitalizados no município: 51 Óbitos comunicados no dia: 3 Datas dos óbitos: 17/01, 23/01 e 25/01
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 831 Total de casos confirmados no município: 22.864 (Período de 06 de março de 2020 a 25 de janeiro de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 780 Total de recuperados no município: 21.626 Total de exames negativos: 32.268 (Período de 06 de março de 2020 a 25 de janeiro de 2021) Aguardando resultado do exame: 659 Total de óbitos: 407
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 21.047 (Período de 06 de março de 2020 a 25 de janeiro de 2021) Resultado positivo: 3.734 (Período de 06 de março de 2020 a 25 de janeiro de 2021) Em isolamento domiciliar: 14 Resultado negativo: 17.313 (Período de 06 de março de 2020 a 25 de janeiro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana
Informação foi confirmada por um dos diretores do instituto indiano Serum
Vacinas de Oxford e da Astrazeneca são negociadas pela Fiocruz Foto: Reprodução
10 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 devem chegar ao Brasil no mês de fevereiro. Segundo Suresh Jadhav, um dos diretores-executivos do Instituto Serum, a Índia vai providenciar toda a quantidade de imunizantes que o Brasil precisar em “um curto período de tempo”. As informações são da CNN.
Jadhav explica que a prioridade é fornecer as doses para nações vizinhas, mas que, assim que o processo estiver concluído, levará uma semana para as doses chegarem aos brasileiros. Ele garante que um novo atraso deve ocorrerá, tal como houve com as primeiras 2 milhões de doses. Isso porque o governo indiano já deu início à sua própria campanha nacional de imunização.
– Não vejo mais obstáculos do lado do governo e obteremos todas as permissões necessárias para garantir o produto para o Brasil, uma vez que as negociações com o governo brasileiro estiverem finalizadas – disse.
O diretor considera que o processo de negociação está avançado e prevê planejamentos de distribuição e transporte. De acordo com ele, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pelos estudos do imunizante no Brasil, está em contato direto e diário com o departamento de exportação.
Na sexta-feira passada (22), desembarcaram no aeroporto de Guarulhos (SP) 2 milhões de doses da vacina. Os carregamentos foram conduzidos ao Rio de Janeiro e entregues à Fiocruz.