Em Feira de Santana agora é um requisito apresentar o cartão SUS ou comprovante de residência para vacinação contra a Covid-19, a partir desta quarta, 03. O intuito é garantir que a vacinação seja exclusiva dos munícipes.
As pessoas que não apresentarem a documentação exigida ou que não morem em Feira de Santana não poderão tomar a vacina. Neste momento a vacinação continua sendo limitada apenas aos profissionais e trabalhadores da saúde.
Esta exigência não exclui a necessidade de apresentar documento original com foto, CPF, comprovante de vínculo de trabalho em instituição de saúde ou carteira do conselho da área de atuação.
“É uma decisão necessária para garantir a imunização dos nossos munícipes”, pontuou o secretário de Saúde, Edval Gomes.
Feira de Santana supera a marca de 22 mil recuperados da Covid-19. Até agora, são exatamente 22.050 pacientes curados da doença, índice que representa 94,5% dos casos confirmados. Além disso, nas últimas 24h foram registrados 91 exames negativos para o vírus e 65 casos positivos.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 48 pacientes internados no município e 844 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também confirma mais três mortes. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta segunda-feira (01).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA SEGUNDA-FEIRA 01 de fevereiro de 2021
Casos confirmados no dia: 65 Pacientes recuperados no dia: 78 Resultados negativos no dia: 91 Total de pacientes hospitalizados no município: 48 Óbitos comunicados no dia: 3 Datas dos óbitos: 30/01, 31/01 e 01/02
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 844 Total de casos confirmados no município: 23.314 (Período de 06 de março de 2020 a 01 de fevereiro de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 796 Total de recuperados no município: 22.050 Total de exames negativos: 33.176 (Período de 06 de março de 2020 a 01 de fevereiro de 2021) Aguardando resultado do exame: 425 Total de óbitos: 420
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 21.126 (Período de 06 de março de 2020 a 01 de fevereiro de 2021) Resultado positivo: 3.759 (Período de 06 de março de 2020 a 01 de fevereiro de 2021) Em isolamento domiciliar: 11 Resultado negativo: 17.367 (Período de 06 de março de 2020 a 01 de fevereiro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana
Nesta etapa estão sendo vacinados apenas profissionais e trabalhadores de saúde
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vai adotar o sistema drive-thru para a vacinação contra a Covid-19, a partir desta terça-feira, 2. Além disso, vai disponibilizar o imunizante em unidades de saúde e equipes volantes. Nesta etapa estão sendo vacinados apenas profissionais e trabalhadores de saúde.
Haverá um ponto de vacinação em drive-thru, no Terminal do BRT, na avenida Nóide Cerqueira, onde essas pessoas poderão ser vacinadas dentro do veículo, das 8h às 17h. Já os pontos fixos serão no Centro de Saúde Especializado (CSE), na rua Professor Geminiano Costa, e no auditório da SMS.
A decisão é para intensificar o processo de imunização e evitar aglomerações. É necessário apresentar documento de identidade original com foto, CPF, comprovante de vínculo de trabalho em instituição de saúde ou carteira do conselho da sua área de atuação.
O secretário de Saúde, Edval Gomes, ressalta que o município já utilizou aproximadamente 60% do quantitativo das doses que recebeu. Após concluir 75% da vacinação dos profissionais e trabalhadores de saúde, ampliará a vacinação para os idosos. Em Feira de Santana, 9.858 pessoas já receberam a primeira dose do imunizante.
Confira abaixo os grupos para vacinação:
Grupo 1 (Profissionais de saúde): Médicos, odontólogos, psicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem e de imagem, e assistente social.
Grupo 2 (Trabalhadores de saúde): Portaria, recepção serviços gerais, motoristas e administrativo.
Documento revelado pela agência Reuters indicou que voluntários receberam carta alegando que erro fazia parte do processo
Vacina de Oxford teve uso aprovado no Reino Unido Foto: Reprodução
Aproximadamente 1.500 voluntários de um dos primeiros grupos do teste clínico de estágio avançado da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 receberam a dose errada durante o estudo, mas não foram informados sobre o caso nem mesmo após a descoberta do fato. A constatação aparece em documentos obtidos pela agência Reuters.
Segundo a publicação, o equívoco de dosagem foi apresentado aos participantes do teste, em uma carta de 8 de junho, como uma oportunidade para os pesquisadores da Universidade de Oxford descobrirem o quão bem a vacina funciona em doses diferentes. A carta foi assinada pelo investigador-chefe do teste, o professor Andrew Pollard, e enviada aos participantes.
Os participantes receberam cerca de metade de uma dose devido a um erro de medição dos pesquisadores de Oxford. A carta de Pollard não reconheceu nenhum erro nem revelou que os pesquisadores haviam relatado a questão às agências médicas reguladoras britânicas, que depois instruíram Oxford a acrescentar outro grupo de teste que receberia a dose completa.
Segundo a Reuters, não há sinal de que tenha havido qualquer risco para a saúde dos participantes do teste. A agência compartilhou a carta – que obteve da universidade graças a um pedido de Liberdade de Informação – com três especialistas em ética médica. Todos eles disseram que ela indica que os pesquisadores podem não ter sido transparentes com os participantes do teste.
– Eles não são nada claros a respeito do que deveriam esclarecer: o que estava acontecendo, o que sabiam, o raciocínio para realizar pesquisas adicionais – opinou Arthur L. Caplan, chefe e fundador da Divisão de Ética Médica da Escola de Medicina Grossman da Universidade de Nova York.
Em novembro, Oxford relatou resultados temporários que mostraram que a taxa de eficácia para participantes que recebem meia dose por engano e uma dose inteira de reforço subsequente foi de 90% e que a taxa para aqueles que receberam duas doses inteiras foi de 62%. Os dados combinados dos dois regimes de dosagem resultaram em uma eficácia de 70,4%.
Idosos aguardam vacinação contra a covid-19 em um centro de imunização em um centro de convenções em Berlim, 18 de janeiro de 2021 (Crédito: POOL/AFP)
O governo alemão quer deixar de priorizar os maiores de 65 anos na vacinação contra a covid-19 com o imunizante da AstraZeneca, pois os especialistas do país duvidam de sua eficácia nesta faixa etária, anunciou neste sábado (30) o ministro da Saúde.
“Teremos que revisar a ordem de vacinação” por causa das “limitações de idade da vacina da AstraZeneca”, afirmou o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, durante conversa com trabalhadores sanitários.
Na sexta-feira, a autoridade alemã encarregada de vacinas reiterou sua recomendação, já expressa na véspera, de que não se autorize a vacina da AstraZeneca para pessoas maiores de 65 anos.
Os especialistas consideram que “não há dados suficientes para se pronunciar sobre a eficácia” deste imunizante em pessoas idosas.
No entanto, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou na sexta-feira o uso desta vacina em maiores de 18 anos e sem limite de idade na União Europeia (UE).
Jens Spahn afirmou que quer “aplicar” a decisão dos especialistas alemães.
A vacina do laboratório britânico poderia ser usado prioritariamente em pessoas mais jovens ou no “pessoal sanitário”, acrescentou.
A Alemanha emitirá a autorização oficial no começo da semana que vem, no máximo.
A vacina, desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, é a terceira aprovada pela EMA, depois das da Pfizer/BioNTech, em 21 de dezembro, e da Moderna, em 6 de janeiro.
Apesar dos atrasos registrados nas entregas da vacina da AstraZeneca, Jens Spahn afirmou neste sábado que esperava receber “cinco milhões de doses adicionais antes de 22 de fevereiro”, contando todo o conjunto das vacinas.
Segundo o Instituto de Vigilância Sanitária Robert Koch, até a sexta-feira passada, 2,2% da população alemã (1.855.457 pessoas) haviam recebido pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19.
Legenda da foto, Primeiro caso de uma ‘pneumonia por causa desconhecida’ foi registrado em Wuhan no início de dezembro de 2019
BBC NEWS – Pouco mais de um ano atrás, no dia 23 de janeiro de 2020, o governo chinês decretou lockdown na cidade de Wuhan.
Há semanas as autoridades de saúde chinesas vinham repetindo que o surto causado por uma doença desconhecida estava sob controle — apenas algumas dezenas de casos ligados a um mercado em que eram vendidos animais vivos. Naquele momento, entretanto, o vírus já havia ido além da fronteira da cidade e se espalhado pelo país.
Esta é a história de cinco dias críticos no início do que se tornaria uma pandemia.
Em 30 de dezembro de 2019, muitas pessoas já haviam sido recebidas em hospitais na cidade de Wuhan com sintomas parecidos: febre alta e pneumonia. O primeiro caso de que se tem notícia foi de um homem que tinha por volta de 70 anos, que adoeceu no dia 1º de dezembro.
Naquele momento, muitos dos pacientes estavam direta ou indiretamente ligados ao mercado de peixes Huanan — o que levou os médicos a suspeitarem que poderiam estar observando um outro tipo de pneumonia.
Amostras colhidas do pulmão de pessoas infectadas foram então enviadas a laboratórios de sequenciamento genético para que a causa da doença fosse identificada. Resultados preliminares indicaram, por sua vez, que se tratava de um vírus ainda desconhecido, semelhante ao da Sars. Autoridades de saúde locais e o Centro para Controle de Doenças do país já haviam sido notificados, mas nada havia sido tornado público.
Hoje acredita-se que já houvesse entre 2,3 mil e 4 mil pessoas infectadas, conforme um modelo matemático desenvolvido pelo MOBS Lab, da Northeastern University, em Boston, nos EUA.
Também é provável que o surto estivesse dobrando seu alcance a cada poucos dias. Epidemiologistas dizem que, no estágio inicial de uma epidemia, cada dia e até mesmo cada hora são críticos.
Legenda da foto, Mercado de peixes de Huanan foi fechado no dia 1º de janeiro
30 de dezembro de 2019: um alerta
Por volta de 16h do dia 30 de dezembro, a chefe da emergência do Hospital Central de Wuhan recebeu os resultados dos testes processados em Pequim pelo laboratório de sequenciamento genético Capital Bio Medicals.
Ela suava frio ao ler o relatório, conforme relatou posteriormente a uma publicação estatal chinesa.
No topo, duas palavras alarmantes: “Sars Coronavírus”. Ela as circulou em vermelho e enviou a colegas pelo aplicativo de compartilhamento de mensagens WeChat (semelhante ao WhatsApp).
Em uma hora e meia, a imagem granulada havia chegado ao médico do departamento de oftalmologia do hospital Li Wenliang. Ele a dividiu, por sua vez, com um grupo de colegas da universidade com um aviso: “Não circulem esta mensagem fora deste grupo. Digam a seus familiares e entes queridos que tomem precauções”.
Pequim tentou acobertar a epidemia de Sars quando ela inicialmente se espalhou no sul da China entre 2002 e 2003, insistindo que a situação estava sob controle. A resposta, na época, foi bastante criticada pela comunidade internacional e chegou a motivar protestos dentro do país. Entre 2002 e 2004, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) infectou mais de 8 mil pessoas e matou quase 800 pelo mundo.
Legenda da foto, Robert Maguire, da OMS, e médico chinês visitam paciente com Sars em Guangzhou em abril de 2003: houve críticas em relação à transparência das autoridades chinesas durante a epidemia
Nas horas seguintes, imagens da mensagem de Li acabaram se espalhando pela web e milhões de pessoas já falavam sobre Sars na China.
O laboratório de sequenciamento havia, entretanto, cometido um erro — não se tratava da Sars, mas de um novo coronavírus, bastante semelhante. Notícias sobre um possível surto começaram a circular.
O Comitê de Saúde de Wuhan já estava ciente de que havia algo acontecendo nos hospitais da cidade. Naquele dia, funcionários da Comissão Nacional de Saúde chegaram de Pequim e novas amostras foram enviadas a pelo menos cinco laboratórios públicos em Wuhan e Pequim para que fossem sequenciados concomitantemente.
Legenda da foto, Conjuntos residenciais em Wuhan: no momento do lockdown, calcula-se que milhares já estavam infectados
Enquanto mensagens sobre um possível retorno da Sars viralizavam no país, o Comitê de Saúde de Wuhan emitiu ordens aos hospitais instruindo-os a reportar todos os casos diretamente ao órgão e a não darem nenhum tipo de declaração sem autorização prévia.
Em 12 minutos, as ordens até então sigilosas foram vazadas online.
O tempo entre a explosão de comentários nas redes sociais chinesas e a disseminação da notícia no resto do mundo talvez tivesse sido maior, não fosse pela experiente epidemiologista Marjorie Pollack.
Editora da ProMed-mail, newsletter que costuma emitir alertas globais sobre surtos de doenças, ela recebeu um e-mail de um contato em Taiwan perguntando se tinha ouvido algo sobre os rumores que circulavam na internet na China.
Legenda da foto, Epidemiologista Marjorie Pollack disparou mensagem para uma lista de 80 mil pessoas pedindo informações sobre a doença
Em fevereiro de 2003, a ProMed havia sido o primeiro veículo a dar a notícia ao mundo sobre o primeiro surto de Sars. Agora, Pollack sentia que estava vivendo uma espécie de déjà-vu.
“Minha reação foi: ‘Temos um grande problema'”, contou à BBC.
Três horas depois, ela havia acabado de escrever um post pedindo a quem pudesse que ajudasse com mais informações sobre o surto. A mensagem foi enviada a aproximadamente 80 mil assinantes faltando um minuto para meia-noite.
31 de Dezembro: cientistas oferecem ajuda
À medida que a notícia começou a se espalhar, o professor George F. Gao, diretor-geral do Centro para Controle de Doenças da China, passou a receber ofertas de ajuda vindas dos quatro cantos do mundo.
O país reativou a infraestrutura de combate a doenças infecciosas montada depois da epidemia de Sars — em 2019, Gao havia prometido que o amplo sistema de vigilância chinês seria capaz de antever um episódio como aquele.
Dois dos cientistas que entraram em contato com o professor, entretanto, dizem que o CDC não parecia preocupado.
“Mandei uma mensagem longa a George Gao, me oferecendo para enviar uma equipe para apoiá-lo em tudo o que precisasse”, disse à BBC Peter Daszak, presidente do grupo de pesquisa EcoHealth Alliance, baseado em Nova York.
A resposta, contudo, foi breve — apenas para desejar Feliz Ano Novo.
Legenda da foto, O diretor do Centro de Controle de Doenças na China, George F Gao, foi contactado por cientistas de diferentes países
O epidemiologista Ian Lipkin, professor da Universidade de Columbia, em Nova York, também tentou entrar em contato com Gao — que retornou a ligação quando Lipkin estava jantando, já próximo da meia-noite. O relato sobre a conversa dá contorno ao discurso das autoridades chinesas naquele momento crítico.
“Ele disse que tinha identificado o vírus. Era um novo coronavírus. E não era altamente transmissível. Isso não fazia muito sentido para mim porque já tinha ouvido que muitas, muitas pessoas haviam sido infectadas.”
“Não acho que ele estava sendo dúbio, acho que ele estava apenas errado”, afirma o epidemiologista.
Legenda da foto,
Para o americano, o colega chinês deveria ter compartilhado naquele momento os sequenciamentos genéticos que já tinha obtido. “Na minha visão, seria preciso divulgar. É algo muito importante para hesitação.”
Gao, que recusou os pedidos de entrevista para esta reportagem, declarou à imprensa chinesa que os sequenciamentos foram divulgados assim que possível, e que ele nunca afirmara publicamente que não havia transmissão de humano para humano.
Naquele dia, o Comitê de Saúde de Wuhan publicou um comunicado em que informava sobre 27 casos de pneumonia viral identificados na região, sem evidência clara, entretanto, de que houvesse transmissão entre seres humanos.
Legenda da foto, A emissora CGTN noticia 27 casos de ‘pneumonia viral’: seriam dias até que as autoridades chinesas confirmassem a transmissão entre humanos
Seriam necessários mais 12 dias até que a China compartilhasse o sequenciamento genético do patógeno com a comunidade internacional.
O governo chinês recusou vários pedidos de entrevista da BBC para comentar o assunto. Em posicionamentos enviados por escrito, afirmou que a China “sempre havia agido de forma aberta, transparente, com responsabilidade e celeridade” no combate à covid-19.
1º de janeiro de 2020: frustração internacional
A lei internacional estipula que surtos de doenças infecciosas que possam gerar preocupação global devem ser reportados à Organização Mundial de Saúde (OMS) em até 24 horas.
No dia 1º de janeiro, entretanto, a OMS ainda não havia sido notificada sobre o que ocorria na China.
No dia anterior, membros da organização haviam visto a publicação da ProMed, além de algumas informações na internet, e resolveram entrar em contato com a Comissão Nacional de Saúde do país.
“Era para ter sido reportado”, diz Lawrence Gostin, professor do O’Neill Institute for National and Global Health Law da Universidade de Georgetown, nos EUA, e colaborador da OMS.
“A falha em reportar (o surto) foi claramente uma violação do Regulamento Sanitário Internacional (International Health Regulations).”
A epidemiologista Maria Van Kerkhove, que se tornaria uma das principais líderes técnicas da OMS no combate à pandemia, participou da primeira de muitas reuniões à distância no meio da noite em 1º de janeiro.
“Nós tínhamos uma suspeita inicial de que pudesse ser um novo coronavírus. Para nós, não era uma questão de se havia ou não transmissão de humano para humano, mas qual era a extensão naquele momento e onde estava acontecendo.”
Legenda da foto, Maria Van Kerkhove, da OMS: membros do alto escalão da organização estavam frustrados com a falta de informações naquele momento
Dois dias depois, as autoridades chinesas responderam à OMS. O retorno, entretanto, foi vago — de que haviam sido registrados 44 casos de uma pneumonia viral de causa desconhecida.
A China afirma ter se comunicado regularmente com a OMS a partir do dia 3 de janeiro. Mas registros de reuniões internas da organização obtidas pela agência de notícias Associated Press (AP) e compartilhadas com a BBC mostram uma realidade diferente e revelam a frustração de funcionários de alto escalão da OMS na semana seguinte.
“Dizer que ‘não há evidência de transmissão de humano para humano’ não é suficiente. Precisamos ver os dados”, diz, segundo os registros, Mike Ryan, diretor de emergências da OMS.
A organização era legalmente obrigada a reproduzir as informações fornecidas pela China. Ainda que houvesse suspeita de transmissão entre humanos, a OMS só conseguiria confirmá-la três semanas depois.
“Essas preocupações nunca foram expressas publicamente. Eles apenas reproduziram as informações dadas pela China”, diz o repórter da AP Dake Kang.
“No fim do dia, a impressão com que o mundo ficou foi aquela que as autoridades chinesas queriam, de que tudo estava sob controle. E é claro que não estava.”
2 de janeiro: médicos silenciados
O número de infectados dobrava a cada poucos dias, e cada vez mais pessoas procuravam os hospitais de Wuhan.
Neste momento, em vez de abrir espaço para que os médicos compartilhassem suas preocupações, a imprensa estatal deu início a uma campanha para silenciar os profissionais de saúde.
No dia 2 de janeiro, a emissora estatal Televisão Central da China (CCTV) veiculou uma reportagem sobre os médicos que haviam falado sobre o surto quatro dias antes, retratando-os como “usuários da internet” que haviam “espalhado rumores”.
Em seguida, os profissionais foram chamados pela Secretaria de Segurança Pública de Wuhan para prestar depoimento e foram “tratados de acordo com a lei”, segundo as autoridades.
Um dos médicos era Li Wenliang, o oftalmologista cujo relato havia viralizado, que chegou a assinar uma confissão. Em fevereiro, ele morreu de covid-19.
Legenda da foto, Oftalmologista Li Wenliang tentou alertar sobre a gravidade da doença
O governo chinês afirma que isso não chega a ser indicativo de que estava tentando suprimir as notícias sobre o surto, e que pedia apenas a médicos como Li que não espalhassem informações ainda não confirmadas.
Mas o impacto da postura das autoridades chinesas foi significativo. Enquanto ficava cada vez mais aparente para os médicos que havia, de fato, transmissão entre humanos da doença, eles eram impedidos de se manifestar publicamente.
Um profissional da saúde que trabalhava na mesma unidade que Li, o Hospital Central de Wuhan, disse à reportagem que, nos dias seguintes, “havia muitas pessoas com febre”.
“Estava fora de controle. Entramos em pânico, mas o hospital nos disse que não tínhamos autorização para falar com ninguém.”
Legenda da foto, Médico no hospital Jin Yintan, em Wuhan, em 17 de janeiro: número de casos aumentava exponencialmente
Segundo o governo chinês, “é preciso seguir um rigoroso processo científico para determinar se um vírus pode ser transmitido de pessoa para pessoa”.
As autoridades seguiriam afirmando que não havia transmissão entre seres humanos por outros 18 dias.
3 de janeiro: o memorando sigiloso
Laboratórios em todo país estavam em uma corrida contra o tempo para fazer o sequenciamento completo do genoma do vírus. Entre eles, estava um renomado virologista de Xangai, Zhang Yongzhen, que começou o sequenciamento no dia 3 de janeiro.
Depois de trabalhar por dois dias consecutivos, ele obteve um genoma completo. Os resultados revelavam um vírus semelhante ao da Sars e, portanto, provavelmente transmissível.
Legenda da foto, O virologista Zhang Yongzhen colocaria fim ao impasse sobre o sequenciamento do genoma do vírus
No dia 5 de janeiro, o escritório de Zhang escreveu à Comissão Nacional de Saúde recomendando a tomada de medidas de precaução em espaços públicos.
“Naquele mesmo dia, ele estava trabalhando para ter os dados prontos assim que possível, para que o resto do mundo pudesse saber do que se tratava e avançássemos no diagnóstico”, afirma Edward Holmes, virologista e biólogo evolutivo da Universidade de Sidney, na Austrália, que trabalha com Zhang.
Mas Zhang não conseguia tornar seus achados públicos. No dia 3 de janeiro, a Comissão Nacional de Saúde havia enviado um memorando sigiloso aos laboratórios proibindo que cientistas sem autorização analisassem o vírus e divulgassem informações.
“Isso acabou silenciando cientistas e laboratórios, que não puderam investigar o vírus — sob o risco de que suas análises vazassem para o mundo externo e alarmassem as pessoas”, diz o jornalista da AP Dake Kang.
Nenhum laboratório veio a público anunciar o sequenciamento do genoma do vírus. As autoridades continuaram afirmando que se tratava de uma pneumonia viral sem evidência clara de transmissão entre humanos.
Apenas seis dias depois, divulgariam que o patógeno era um novo coronavírus e, mesmo naquele momento, não compartilhariam nenhum sequenciamento genético — o que impediu que outros países analisassem os dados e pudessem começar a mapear a disseminação do vírus em seus territórios.
Legenda da foto,
Três dias depois, em 11 de janeiro, Zhang toma uma decisão que o coloca em risco, mas acaba pondo um fim no impasse. Enquanto embarcava em um voo entre Pequim e Xangai, ele autoriza o colega australiano Edward Holmes a divulgar o sequenciamento que havia feito.
No dia seguinte, o laboratório de Zhang foi fechado para “retificação” — mas, a partir daquele momento, outros cientistas também decidiriam tornar públicos seus achados.
A comunidade científica internacional entrou em ação, e um kit para teste de diagnóstico estaria pronto no dia 13 de janeiro.
Apesar das evidências coletadas por médicos e cientistas, a China não confirmaria que havia de fato transmissão entre humanos da doença até o dia 20 de janeiro.
No começo, todo surto epidêmico é caótico, diz o especialista em saúde Lawrence Gostin.
“Seria difícil de qualquer forma controlar o vírus, desde o dia 1. Mas, no momento em que fomos informados de que ele era transmissível entre humanos, a vaca já tinha ido para o brejo, o vírus já tinha se espalhado.”
“Essa foi uma oportunidade que tivemos (de tentar controlar a disseminação) e que perdemos”, acrescenta.
Para o virologista que pesquisa morcegos Wang Linfa, da Escola de Medicina Duke-Nus, em Cingapura, “antes do dia 20, a China poderia ter feito muito mais”.
“Depois disso, o resto do mundo deveria estar de fato em estado de alerta e ter combatido melhor o vírus.”
Segundo cientistas do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, a infecção por dois tipos diferentes de coronavírus pode gerar um terceiro tipo da doença no corpo. Isso porque a junção de ambos os vírus que atuam no organismo pode dar origem a um tipo mais forte. As informações são da CNN Brasil.
Na pesquisa, que analisou amostras de 92 infectados no Rio Grande do Sul, os cientistas identificaram os dois primeiros casos de infecções simultâneas. Apesar disso, os pesquisadores ainda não encontraram mutações resistentes aos anticorpos conhecidos; ou seja, o efeito das vacinas continuam eficazes nessas situações.
“Se nós tomarmos as medidas adequadas de contenção, conseguiremos evitar também coinfecções”, afirmou o virologista Fernando Spilki.
Até o momento, as pesquisas não descobriram nenhuma variação do coronavírus que seja resistente às vacinas produzidas.
Nas últimas 48h, Feira de Santana não registrou nenhum óbito por Covid-19. Até agora, são exatamente 21.972 pacientes curados, índice que representa 94,4% dos casos confirmados. Além disso, foram registrados 34 exames negativos para o vírus e 75 casos positivos. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 48 pacientes internados no município e 860 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde neste domingo (31)
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTE DOMINGO 31 de janeiro de 2021
Casos confirmados no dia: 75 Pacientes recuperados no dia: 40 Resultados negativos no dia: 34 Total de pacientes hospitalizados no município: 48 Óbito comunicado no dia: 0
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 860 Total de casos confirmados no município: 23.255 (Período de 06 de março de 2020 a 31 de janeiro de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 812 Total de recuperados no município: 21.972 Total de exames negativos: 33.085 (Período de 06 de março de 2020 a 31 de janeiro de 2021) Aguardando resultado do exame: 226 Total de óbitos: 417
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 21.114 (Período de 06 de março de 2020 a 29 de janeiro de 2021) Resultado positivo: 3.753 (Período de 06 de março de 2020 a 29 de janeiro de 2021) Em isolamento domiciliar: 16 Resultado negativo: 17.361 (Período de 06 de março de 2020 a 29 de janeiro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana
Feira de Santana não registra nenhuma morte por Covid-19 há dois dias
Nas últimas 48h, Feira de Santana não registrou nenhum óbito por Covid-19. Até agora, são exatamente 21.972 pacientes curados, índice que representa 94,4% dos casos confirmados. Além disso, foram registrados 34 exames negativos para o vírus e 75 casos positivos. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 48 pacientes internados no município e 860 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde neste domingo (31)
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTE DOMINGO 31 de janeiro de 2021
Casos confirmados no dia: 75 Pacientes recuperados no dia: 40 Resultados negativos no dia: 34 Total de pacientes hospitalizados no município: 48 Óbito comunicado no dia: 0
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 860 Total de casos confirmados no município: 23.255 (Período de 06 de março de 2020 a 31 de janeiro de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 812 Total de recuperados no município: 21.972 Total de exames negativos: 33.085 (Período de 06 de março de 2020 a 31 de janeiro de 2021) Aguardando resultado do exame: 226 Total de óbitos: 417
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 21.114 (Período de 06 de março de 2020 a 29 de janeiro de 2021) Resultado positivo: 3.753 (Período de 06 de março de 2020 a 29 de janeiro de 2021) Em isolamento domiciliar: 16 Resultado negativo: 17.361 (Período de 06 de março de 2020 a 29 de janeiro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana
Dados foram reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de saúde
Número de vacinados contra Covid-19 no Brasil passa de 2 milhões Foto: Reprodução
O número de vacinados contra a Covid-19 no Brasil chegou a 2.002.455 neste sábado (30), de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de saúde. Em comparação com o balanço divulgado na sexta-feira (29), foram vacinados 128.377 brasileiros nas últimas 24h.
O total de vacinados é equivalente a 0,95% da população brasileira e 1,24% da população com mais de 18 anos. Já foram aplicadas 23,85% das doses disponíveis.
Veja abaixo a lista das doses aplicadas por estado:
Estados / Quantidade de doses aplicadas SP / 387.561
A Bahia vacinou 167.563 pessoas contra Covid-19 até as 17h58 deste sábado, segundo dados disponibilizados pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Deste total, receberam a primeira dose do imunizante 146.894 profissionais de saúde da linha de frente de combate à doença.
Dentre as 100.268 doses aplicadas até o momento, 38.100 foram aplicadas em Salvador, o município baiano que mais vacinou até agora. No entanto, os dados da pasta estão atualizados, já que a prefeitura registrou, até as 18h deste sábado, 46.599 vacinados.