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Argumento da Agência de Saúde da Suécia  é que os benefícios da vacinação de crianças não superam os riscos

Vacinação de crianças desautorizada na Suécia

A Agência de Saúde da Suécia decidiu, nesta quinta-feira, 27, não recomendar a vacina contra a covid-19 para crianças de 5 a 11 anos, com a justificativa de que os benefícios da vacinação nessa faixa etária não superam os riscos.

“Com o conhecimento que temos hoje, com um baixo risco de doença grave para as crianças, não vemos nenhum benefício claro em vaciná-las”, disse a presidente da agência, Britta Bjorkholm, em uma conferência de imprensa.

Ela acrescentou que a decisão pode ser revista se houver mudanças em pesquisas futuras ou se uma nova variante alterar o rumo da pandemia. Crianças em grupos de risco ainda podem receber a vacina. 

Mais infecções, poucas internações na Suécia

Suécia registrou mais de 40 mil novos casos na quarta-feira 26 — um dos maiores números diários registrados durante a pandemia, apesar da limitação dos testes. 

Atualmente, 101 pacientes com covid-19 se encontram internados em UTIs na Suécia, bem abaixo das mais de 400 internações diárias no primeiro semestre de 2021. No total, quase 16 mil pessoas morreram de covid-19 na Suécia desde o início da pandemia. 

Governo sueco amplia restrições

Para reduzir a disseminação da variante Ômicron do coronavírus, o governo da Suécia estendeu as restrições por duas semanas nesta quinta-feira, 27, incluindo horários de funcionamento até as 23 horas para bares e restaurantes e limite de público de até 500 pessoas para locais fechados. O governo sueco disse que espera derrubar as medidas restritivas em 9 de fevereiro.

Com informações da Reuters


Fachada do Ministério da Saúde na Esplanada dos Ministérios
Foto: Marcello Casal Jr

Os conselhos nacionais dos Secretários de Saúde (Conass) e das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) entregaram ofício ao Ministério da Saúde nesta quinta-feira (27) que solicita a revogação de uma nota técnica da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde que inicialmente indicava medicamentos do chamado kit covid.

A nota técnica havia sido assinada pelo secretário de Ciência e Tecnologia da Saúde, Hélio Angotti Neto, e tinha informações divergentes das contidas no relatório da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

O relatório do Conitec aponta a inexistência de evidências que validem o uso da ivermectina, da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19.

“As Diretrizes Brasileiras para Tratamento do Paciente com Covid-19 (hospitalar e ambulatorial) precisam ser adotadas com urgência pelo Ministério da Saúde, e empregadas pelos gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) para orientar profissionais e organizar os serviços de acordo com as melhores práticas e tratamentos, com base no melhor conhecimento científico em benefício da saúde da população brasileira”, destaca o documento.

O ofício foi apresentado na reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), da qual participam as representações das secretarias estaduais e municipais juntamente com o Ministério da Saúde. Na reunião, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, declarou que irá avaliar a reivindicação.

“Quem decide se vai haver incorporação de tecnologia, atendendo a critérios de segurança e eficácia, é o secretário de Ciência e Tecnologia. Naturalmente que as decisões no setor público têm que ser fundamentadas. Todas as decisões podem sofrer contestações, que são encaminhadas ao autor da decisão. Cabe recurso ao ministro de Estado. Havendo recurso, ele será avaliado por esse ministro”, disse.

O ministro informou que serão avaliados o juízo de admissibilidade e o mérito da questão. “Motivarei a minha decisão dentro da lei e do conhecimento científico”, informou.

O que diz o relatório

O relatório da Conitec, datado de novembro de 2021, conclui que não há medicamentos específicos para tratamento de pacientes ambulatoriais com covid-19. “Nenhuma das tecnologias de saúde avaliadas foi indicada para uso de rotina no tratamento ambulatorial do paciente com suspeita ou diagnóstico de covid-19”, afirma o texto.

O documento argumenta que as evidências não mostram benefício clínico da cloroquina e da hidroxicloroquina em casos de covid-19. O relatório também pontua que não há evidências suficientes para recomendar o uso de ivermectina, budesonida, colchicina, corticosteróide sistêmico e nitazoxanida.

Na nota técnica, o secretário Hélio Angotti Neto apontou razões para a decisão, entre as quais a incerteza do cenário científico diante de uma doença desconhecida, a utilização de medicamentos fora da bula (prática chamada de off label) durante a pandemia, o respeito à autonomia profissional, a seleção restritiva de estudos destinados à tomada de decisão e análise dos fármacos “de forma isolada ou em combinação simples”.

Uma nova versão da nota recuou em questões pontuais, como em uma tabela que questionava a eficácia de vacinas contra a covid-19, mas manteve argumentos em defesa de medicamentos do kitcovid, como a hidroxicloroquina.

O Conselho Nacional de Saúde (CNS), membro da Conitec, também criticou a nota. “O CNS vem a público defender a integridade da Conitec, a reputação e a idoneidade de seus membros, e a transparência e o rigor técnico de suas decisões contra os ataques que, motivados por interesses obscuros e ideias retrógradas, põem em risco essa grande conquista da saúde no Brasil.”

Informações Agência Brasil



Nesta quinta-feira (27), Feira de Santana registrou 935 casos positivos da Covid-19, é a maior quantidade de exames positivos divulgados desde o início da epidemia em 06 de março de 2020. O município manteve a marca de 49.389 curados da doença, índice que representa 88,2% dos casos confirmados.


Enquanto isso, mais um óbito foi confirmado, ocorrido em 25 de janeiro. Apesar do crescimento nos casos, Feira de Santana apresenta poucos leitos ocupados, com 12 pacientes internados.

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTA QUINTA-FEIRA
27 de janeiro de 2022

Casos confirmados no dia: 935
Pacientes recuperados no dia: 0
Resultados negativos no dia: 681
Total de pacientes hospitalizados no município: 12
Óbito comunicado no dia: 1

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 687 (Dados da Sesab)
Total de casos confirmados no município: 55.973 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de janeiro de 2022)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 5.544
Total de recuperados no município: 49.389
Total de exames negativos: 91.290 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de janeiro de 2022)
Aguardando resultado do exame: 1.144
Total de óbitos: 1.028

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 26.265 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de janeiro de 2022)
Resultado positivo: 5.186 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de janeiro de 2022)
Em isolamento domiciliar: 0
Resultado negativo: 21.079 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de janeiro de 2022)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).


Independentemente da ordem, vacinação ou infecção primeiro, os dois fatores combinados podem aumentar a imunidade, vacinação continua sendo essencial, porque infecção tem tempo de proteção limitado

Foto: Trnava University/Unsplash 

Pesquisadores da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon (OHSU), nos Estados Unidos, descobriram que pessoas que foram vacinadas e infectadas pelo SARS-CoV-2 , independente da ordem, adquirem imunidade até dez vezes superior à proteção imunológica de quem apenas recebeu a vacina.

A pesquisa ocorreu antes do surgimento da variante Ômicron. Os resultados foram publicados na revista Science Immunology.

A vacina, no entanto, continua sendo o fator mais importante — principalmente porque a proteção natural oferecida pela infecção é de curta duração. “Estaremos mais preparados se estivermos vacinados. Neste caso, se o vírus vier, você tem uma contaminação mais branda e ainda fica com a imunidade maior”, comentou Fikadu Tafesse, coautor da pesquisa, e professor de microbiologia molecular e imunologia na Escola de Medicina da OHSU.

Marcel Curlin, médico e também coautor do estudo, ressaltou que a imunidade adquirida apenas pela infecção do vírus varia muito de pessoa para pessoa. “A imunidade conferida apenas pela infecção natural é muito variável. Algumas pessoas produzem uma resposta forte, outras não. Mas a vacinação combinada com a imunidade da infecção quase sempre oferece respostas fortes”, comentou em comunicado.

Isso tudo não quer dizer, é claro, que as pessoas que já foram vacinadas e não pegaram Covid-19 devem deixar de lado a proteção. Mesmo a variante Ômicron sendo considerada mais leve e as vacinas fazendo efeito, a Covid ainda é uma doença com sintomas intensos e risco de morte. Além disso, há os riscos dos efeitos de longo prazo (a chamada Covid longa) e os perigos de espalhar o vírus para crianças, sobrecarregar o sistema de saúde — como explicitados nesta reportagem.

Esta não é a primeira pesquisa a apontar para tais resultados. Em dezembro, pesquisadores da mesma universidade já haviam revelado, em outro estudo, que a combinação da infecção com a vacina ajudava a ter mais proteção.

Na nova pesquisa, os cientistas mediram as respostas de anticorpos neutralizantes de 104 indivíduos e os dividiram em três grupos. No primeiro, 42 pessoas que foram vacinadas e não tiveram infecção; 31 que foram vacinadas após uma infecção e 31 que tiveram infecções após a vacinação.

A equipe levou em consideração fatores como idade, sexo e tempo de vacinação e infecção.

Os pesquisadores coletaram amostras de sangue de cada participante e expuseram-nas a três variantes do coronavírus no laboratório Marquam Hill de nível 3 de biossegurança da OHSU.

Os resultados mostraram que dois grupos com “imunidade híbrida” — infectados e vacinados — podem gerar maiores níveis de anticorpos em comparação com o grupo de vacinados sem infecção, cerca de 10 vezes mais em comparação aos fornecidos pela vacinação.

Covid-19 pode se tornar endemia?

Bill Messer, professor de microbiologia molecular e imunologia e medicina (doenças infecciosas) na Escola de Medicina da OHSU, e coautor do estudo, acredita que, neste momento, muitas pessoas vacinadas acabem com infecções – e, portanto, uma forma de imunidade híbrida.

Para Curlin, “os resultados indicam que em algum momento o SARS-CoV-2 poderá se tornar infecção endêmica leve, como doença sazonal do trato respiratório, em vez de pandemia” — o que é o caso da gripe.

A pesquisa não testou pacientes com reinfecções de Covid-19.

Informações CNN Brasil


Músico repercutiu teoria da “hipnose de massa”, não reconhecida pela Psicologia

eric clapton
Eric Clapton no Festival Internacional de Cinema de Toronto Foto: EFE/Warren Toda

Declaradamente contra as vacinas anticovid, o guitarrista Eric Clapton sugeriu, na última sexta-feira (21), que pessoas vacinadas contra a Covid-19 estão sob efeito de “hipnose” ou “psicose de formação em massa”.

Em entrevista ao canal do Youtube, Real Music Observer, o músico britânico disse ter tomado conhecimento da teoria da “hipnose de massas” por meio do professor de Psicologia Clínica da Universidade de Gent (Bélgica), Mattias Desmet.

– Assim que comecei a procurar pelos sinais de hipnose, comecei a vê-los em todo o lado. Me lembrei de ver coisas no YouTube que eram tipo publicidade subliminar – afirmou o músico.

A expressão mencionada por Clapton ficou conhecida após o médico estadunidense Robert Malone, banido do Twitter, dizer que as pessoas foram hipnotizadas para acreditar na eficácia dos imunizantes. A teoria também ganhou repercussão depois de ser citada no podcast do comediante Joe Rogan.

Especialistas consultados pela agência de notícias Reuters ressaltam que a expressão (“hipnose de massas”) não é reconhecida pela Psicologia e que não há evidências do fenômeno.

– Ele [o termo] surge das teorias da sociedade de massa e das teorias da psicologia das multidões, que se desenvolveram no século 19 e que refletiam o medo das massas. A alegação era [de] que as pessoas, em massa, perdem seu senso de identidade e sua capacidade de raciocinar, regridem a um estado mental inferior onde são manipuláveis por líderes inescrupulosos. [Isto] Foi totalmente desacreditado pelo trabalho contemporâneo sobre grupos e multidões – disse Steven Reicher, professor de Psicologia Social da Universidade de St. Andrews e especialista em multidões há mais de 40 anos.

Clapton já se posicionou contra as vacinas anticovid em outras ocasiões e afirmou reiteradamente que não tocará em lugares que exijam comprovante de imunização. O músico chegou a tomar a primeira dose da vacina da AstraZeneca, mas desistiu de completar o esquema vacinal após passar a acreditar em uma “conspiração” envolvendo as vacinas.

Informações Pleno News


Nas últimas 48h, Feira de Santana confirmou 902 casos da Covid-19 e nenhuma morte foi registrada. Somente hoje (26), 546 casos foram positivos.
Apesar do crescimento nos casos, Feira de Santana apresenta poucos leitos ocupados, com seis pacientes internados. O município manteve a marca de 49.389 curados da doença, índice que representa 89,7% dos casos confirmados.

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTA QUARTA-FEIRA
26 de janeiro de 2022

Casos confirmados no dia: 546
Pacientes recuperados no dia: 0
Resultados negativos no dia: 325
Total de pacientes hospitalizados no município: 6
Óbito comunicado no dia: 0

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 573 (Dados da Sesab)
Total de casos confirmados no município: 55.038 (Período de 06 de março de 2020 a 26 de janeiro de 2022)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 4.616
Total de recuperados no município: 49.389
Total de exames negativos: 90.609 (Período de 06 de março de 2020 a 26 de janeiro de 2022)
Aguardando resultado do exame: 1.144
Total de óbitos: 1.027

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 26.265 (Período de 06 de março de 2020 a 26 de janeiro de 2022)
Resultado positivo: 5.186 (Período de 06 de março de 2020 a 26 de janeiro de 2022)
Em isolamento domiciliar: 0
Resultado negativo: 21.079 (Período de 06 de março de 2020 a 26 de janeiro de 2022)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).


Governo do democrata havia determinado que os funcionários de todas as empresas com mais de cem trabalhadores se vacinassem

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden Foto: EFE/EPA/Michael Reynolds

O governo de Joe Biden retirou nesta terça-feira (25) a ordem para que os funcionários de todas as empresas dos Estados Unidos com mais de cem trabalhadores se vacinassem ou apresentassem semanalmente resultados negativos de testes de Covid-19, após a Suprema Corte decidir contra a medida.

A Administração de Segurança e Saúde no Trabalho, do Departamento do Trabalho, confirmou em documento publicado no Registro Federal dos EUA que retirou a regra que tinha desenvolvido sobre o assunto, a qual deveria entrar em vigor em fevereiro.

A entidade explicou que “recomenda plenamente” a vacinação para todos os trabalhadores do país e que está trabalhando para “completar um padrão permanente” para garantir a segurança dos trabalhadores durante a pandemia.

A mudança ocorre menos de duas semanas depois de a Suprema Corte dos EUA ter bloqueado o mandado de Biden para as grandes empresas do país, o que teria afetado cerca de 80 milhões de trabalhadores, mais de dois terços da força de trabalho do país.

Vários grupos empresariais e 27 estados liderados por conservadores processaram o governo Biden para anular a medida. No final, seis dos nove juízes da Suprema Corte decidiram que o governo federal não tinha autoridade suficiente para emitir tal ordem.

Em contraste, a Suprema Corte autorizou outra ordem de Biden para vacinar profissionais em mais de 50 mil estabelecimentos de saúde dos EUA, aqueles que recebem subsídios federais dos programas Medicare ou Medicaid, e onde trabalham cerca de 17 milhões de pessoas.

Os EUA são o país do mundo mais afetado pela pandemia em termos absolutos, com mais de 72 milhões de casos de Covid-19 e mais de 871 mil mortes, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins.

*EFE


Exames da Covid-19 coletados entre os dias 16 de dezembro de 2021 e 19 de janeiro de 2022 que estavam aguardando resultado do laboratório, ou seja, mais de um mês, confirmaram 270 casos positivos nesta segunda-feira (24).
Devido o surgimento do surto de síndromes gripais, principalmente a Influenza, os laboratórios que realizam a coleta do exame RT-PCR no município ficaram sobrecarregados com o aumento da demanda de notificações, resultando no acúmulo de coletas e divulgação dos resultados.
A sobrecarga é evidente percebida nos boletins diários da Covid-19. Entre 01 de dezembro de 2021 e janeiro deste ano, 1.963 casos foram registrados.
Apesar do crescimento nos casos, Feira de Santana apresenta poucos leitos ocupados, com dois pacientes internados. Mais de 49,3 mil pessoas estão recuperadas.

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTA SEGUNDA-FEIRA
24 de janeiro de 2022

Casos confirmados no dia: 270
Pacientes recuperados no dia: 0
Resultados negativos no dia: 237
Total de pacientes hospitalizados no município: 2
Óbito comunicado no dia: 1
Data do óbito: 19/01/2022

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 576 (Dados da Sesab)
Total de casos confirmados no município: 54.136 (Período de 06 de março de 2020 a 24 de janeiro de 2022)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 3.718
Total de recuperados no município: 49.389
Total de exames negativos: 90.089 (Período de 06 de março de 2020 a 24 de janeiro de 2022)
Aguardando resultado do exame: 956
Total de óbitos: 1.027

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 26.265 (Período de 06 de março de 2020 a 24 de janeiro de 2022)
Resultado positivo: 5.186 (Período de 06 de março de 2020 a 24 de janeiro de 2022)
Em isolamento domiciliar: 0
Resultado negativo: 21.079 (Período de 06 de março de 2020 a 24 de janeiro de 2022)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).


Nas últimas 24h, o número de pacientes internados com Covid-19 reduziu de 12 para dois, em Feira de Santana. O município atingiu a marca de 49.389 recuperados da doença, índice que representa 91,6% dos casos confirmados.
Exames da Covid-19 coletados entre os dias 17 de dezembro de 2021 e 20 de janeiro de 2022 que estavam aguardando resultado do laboratório, ou seja, mais de um mês, confirmaram 303 casos positivos neste domingo (23).
Devido o surgimento do surto de síndromes gripais, principalmente a Influenza, os laboratórios que realizam a coleta do exame RT-PCR no município ficaram sobrecarregados com o aumento da demanda de notificações, resultando no acúmulo de coletas e divulgação dos resultados.
A sobrecarga é evidente percebida nos boletins diários da Covid-19. Entre 01 de dezembro de 2021 e janeiro deste ano, 1.693 casos foram registrados.

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTE DOMINGO
23 de janeiro de 2022

Casos confirmados no dia: 303
Pacientes recuperados no dia: 21
Resultados negativos no dia: 248
Total de pacientes hospitalizados no município: 2
Óbito comunicado no dia: 0

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 453 (Dados da Sesab)
Total de casos confirmados no município: 53.866 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de janeiro de 2022)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 3.439
Total de recuperados no município: 49.389
Total de exames negativos: 89.852 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de janeiro de 2022)
Aguardando resultado do exame: 923
Total de óbitos: 1.026

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 26.223 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de janeiro de 2022)
Resultado positivo: 5.144 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de janeiro de 2022)
Em isolamento domiciliar: 0
Resultado negativo: 21.079 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de janeiro de 2022)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).


Surgimento de variantes altamente transmissíveis impulsionam pesquisas nessa área

De spray a pílula, cientistas já miram 2ª geração de vacinas contra a Covid-19 Foto: EFE/Chema Moya

Em formato de pílulas, sprays nasais ou à prova de variantes: a segunda geração de vacinas contra a Covid-19 está a caminho. O surgimento de variantes altamente transmissíveis, como a Ômicron, e a perspectiva de que o mundo terá de conviver com o coronavírus impulsionam pesquisas nessa área.

Por outro lado, barreiras como a falta de insumos e até a dificuldade de recrutar voluntários atrasam resultados.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que há 140 imunizantes em fase de estudo clínico (quando a vacina é testada em humanos) e 194 em estágio pré-clínico, com testes em animais. A lista inclui candidatas brasileiras e, no caso das nacionais, a expectativa é de que fiquem prontas no início de 2023.

Imunizantes que, atualmente, estão à disposição, vêm cumprindo sua função principal: prevenir o adoecimento e a morte. Apesar disso, cientistas em todo o mundo veem um campo aberto para marcar novos gols contra a Covid-19.

O desenrolar da pandemia já deixou claro que as vacinas podem ser aprimoradas para reduzir infecções e transmissão.

No momento, especialmente com a Ômicron, vacinados se infectam e transmitem, ainda que em escala menor do que não imunizados. O avanço da variante fez a Coalizão Internacional de Autoridades Reguladoras de Medicamentos convocar uma reunião para debater “estratégias de longo prazo” sobre tipos de vacinas necessárias para gerenciar a Covid-19.

– Uma das razões pela qual a Ômicron é tão transmissível é que muita gente já vacinada tem o vírus (alojado) no nariz, mas é assintomático – disse o pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Jorge Kalil.

O cientista quer armar o organismo contra o Sars-Cov-2 antes que ele invada e se multiplique pelo corpo. Por isso, ele desenvolveu uma vacina de spray nasal, e poucas com este método estão em teste no mundo.

– O gol final é ter uma vacina de imunidade esterilizante, aquela que gera tantos anticorpos na porta de entrada, de forma que o vírus praticamente não infecta. Mas isso é difícil de alcançar – afirmou o virologista Fernando Spilki, da Universidade Feevale.

Spilki também é membro do comitê de especialistas da Rede Vírus, do Ministério da Ciência e Tecnologia. Tecnologias como a do spray nasal podem, se não barrar totalmente a entrada do Sars-Cov-2, reduzir o alcance, diminuindo o contágio.

E, embora não tenham efeito direto no nariz, vacinas injetáveis, no braço, também diminuem a transmissão porque evitam a replicação do vírus dentro do corpo. Essa função é melhor desempenhada à medida em que o imunizante é capaz de atacar de forma certeira a variante em circulação.

– Vamos continuar dando dose de reforço a quem perde parte da proteção, mas o ideal é conseguir vacinas melhores, inclusive para prevenir formas leves – falou Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Com a Ômicron, é possível que vacinas disponíveis se atualizem para cumprir melhor esse papel, e as farmacêuticas já engatilharam isso.

MUTAÇÕES
Outros estudos em teste miram evitar o problema das mutações, com vacinas “à prova de variantes”, que é mais uma meta difícil de alcançar.

Uma das tentativas é da empresa americana Gritstone bio, que projetou um produto com foco nas células assassinas de estruturas infectadas pelo vírus. O CEO André Allen diz que a vacina é um primeiro passo para desenvolver um imunizante “pancoronavírus”.

Já em teste em brasileiros, uma vacina desenvolvida pelo Senai Cimatec, em parceria com a empresa americana HDT Bio Corp, aposta em alta proteção com baixíssimas doses, até 30 vezes menores do que a da Pfizer. Isso é possível porque o imunizante usa uma técnica para que o RNA, que contém informações para a síntese de proteínas, se autorreplique nas células.

Uma das possíveis vantagens seria juntar, em uma só injeção, doses projetadas para cada uma das variantes – o fato de cada dose ser pequena facilitaria, em tese, criar esse “combo” sem causar tanta reação.

– A expectativa para o futuro é que essa plataforma consiga ter o RNA de diferentes variantes por causa da tecnologia de baixíssimas doses. Talvez seja possível ter uma vacina multivalente – disse a pesquisadora Bruna Machado, líder técnica do projeto no Senai Cimatec.

Outras vacinas da segunda geração estão mais adiantadas: a da americana Novavax, por exemplo, foi aprovada na Europa. Sem usar tecnologia de RNA mensageiro, é uma aposta para convencer quem ainda resiste a se vacinar. Já contra o medo das agulhas, há propostas como a da Vaxart, na Califórnia, que criou uma vacina em forma de pílula e começou testes em humanos.

Além da possibilidade aumentar a proteção na mucosa da boca, outra vantagem seria a facilidade de transporte e administração. Desenvolvimentos de vacinas levam em conta, agora, não só o nível de proteção, mas o quanto podem melhorar as campanhas.

Novas vacinas para reforço com proteção de maior duração podem ampliar, por exemplo, os prazos para revacinação. A Agência Europeia de Medicamentos já deixou claro ao dizer, em comunicado semana passada, que aplicar doses de reforço em intervalos curtos não é uma “abordagem sustentável” a longo prazo. O reforço demanda alto investimento, e nem sempre tem boa adesão.

DESAFIOS
Pesquisas da 2ª geração de vacinas encontram entraves logísticos e financeiros. A pesquisa da vacina de spray nasal, por exemplo, do cientista da USP Jorge Kalil, está travada pela dificuldade de conseguir lotes piloto para ensaios em seres humanos. Não há como fabricá-los no Brasil.

Outra vacina em parceria com pesquisadores da USP, a Versamune, também atrasou.

– Houve escassez geral: de luvas a frascos para envases – contou Helena Faccioli, CEO da Farmacore.

Além disso, estudos precisam ser constantemente redesenhados diante da falta de voluntários não vacinados. Especialistas, no entanto, são otimistas: as pesquisas podem servir não só para a Covid, mas para melhorar vacinas que já temos e encontrar soluções para doenças ainda sem prevenção.

*AE

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