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A França venceu a partida contra a Austrália em sua estreia na Copa do Mundo de 2022. O jogo desta terça-feira (22) finalizou em 4 a 1, com dois gols de Olivier Giroud. Com isso, o atleta se igualou a Thierry Henry na artilharia da seleção francesa, com 51 pontos.

O primeiro gol do duelo aconteceu aos 31 minutos da primeira etapa, quando Giroud ficou sozinho dentro da área, após o passe de Rabiot e fez o gol da virada francesa. Ele também fez o quarto gol da seleção, de cabeça, após um cruzamento de Mbappé, aos 25 minutos do segundo tempo

Líder do Grupo D, a França volta a campo neste sábado contra a Dinamarca, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, às 13h, no estádio 974, em Doha.

*Metro1


Seleção francesa, assim como outras da Europa, é marcada pela presença de muitos jogadores negros - James Williamson/Getty Images
Seleção francesa, assim como outras da Europa, é marcada pela presença de muitos jogadores negros Imagem: James Williamson/Getty Images

Vinte anos separam os dois títulos mundiais da seleção francesa. Em 1998, Zinédine Zidane brilhou e, em 2018, o jovem Kylian Mbappé foi o grande destaque dos bleus. Além de ídolos na França, ambos possuem outra característica em comum: a origem africana. Zidane é descendente de argelinos, e Mbappé tem mãe argelina e pai camaronês.

Essa característica é muito comum nas seleções francesas. Na primeira Copa do Mundo, disputada no Uruguai em 1930, a França tinha em seu elenco dois jogadores que nasceram na Argélia. Um deles, inclusive, Alexandre Villaplane, foi capitão do time e o primeiro atleta argelino a defender a França. Uma curiosidade: Villaplane foi condenado à morte por ter colaborado com os nazistas na década de 1940.


Voltando à história das Copas, não é algo incomum ter jogadores descendentes de imigrantes ou até mesmo nascidos em outros países compondo as seleções europeias. Ainda falando da França, na Eurocopa de 1996, dos 22 jogadores convocados, 15 tinham ascendência estrangeira e, por conta disso, a equipe ganhou o apelido de BBB: blanc, black et beur (branco, negro e árabe).

Já na Copa do Mundo de 2014, que aconteceu no Brasil, por exemplo, pela primeira vez, todos os times de países que estão na União Europeia tiveram pelo menos um jogador de origem imigrante. Mas por que isso acontece?

Seleção Francesa na UEFA Nations league - Soccrates Images/Getty Images - Soccrates Images/Getty Images
Entre os jogadores negros da Seleção Francesa estão Kylian Mbappé, Ferland Mendy, Benoit Badiashile, Varane eYoussouf FofanaImagem: Soccrates Images/Getty Images

A resposta mais curta seria colonialismo. A França invadiu e colonizou inúmeros territórios africanos. Se você se lembra de suas aulas de História, uma conferência realizada em Berlim em 1884 ficou conhecida como “Partilha da África”. Ali, países europeus dividiram entre si o continente africano escravizando e explorando a população local. Uma curiosidade: por ter conseguido menos território, a Alemanha se sentiu prejudicada e esse foi um dos motivos da Primeira Guerra Mundial.

Mas, afinal, por que há tantos imigrantes e descendentes de imigrantes na Seleção Francesa?

A seleção de um país, de modo geral, reflete a sociedade que ela representa. A França, assim como toda a Europa, é uma sociedade multicultural, ou seja, que possui muitas culturas em um mesmo local. Isso porque o continente passou por diversas ondas de migração não só internas, mas de pessoas de outros continentes.

Contudo, em entrevista a Ecoa, Guilherme Freitas, autor do livro “As seleções de futebol da União Europeia: identidade, migração e multiculturalismo através da bola” (2022), explica outros fatores que levam para maior diversidade cultural e étnica em seleções europeias:

Migração: ondas de trabalhadores vão para o continente após a Segunda Guerra Mundial para ajudar na reconstrução dos países e acabam ficando por ali e constituindo família.

União Europeia: o bloco, que surgiu depois da Segunda Guerra Mundial, ao longo das décadas vai adicionando mais e mais países e liberando a livre circulação de pessoas dentro do continente.

Jogadores estrangeiros: a Europa foi o grande centro do futebol dos anos 1990, e, com isso, os grandes jogadores vão para lá levando a um intercâmbio maior entre vários países do mundo.

Políticas públicas: as políticas de acolhimento dos imigrantes foram mudando ao longo do tempo. A França, por exemplo, criou nos anos 1970 um centro de treinamento para investir no seu futebol e, consequentemente, expandiu esses centros para as periferias. Assim, os filhos de imigrantes começam a jogar bola também. A Alemanha recentemente fez um projeto semelhante. Assim, vai crescendo esse movimento de criação de projetos de inclusão através do esporte.

Por que há tantos negros na seleção?

A França é um dos principais destinos na Europa para refugiados, muitos deles africanos. Além disso, o processo migratório francês também está ligado ao fato do país ter colonizado boa parte dos países do noroeste da África como a República do Congo e a Mauritânia, países de origem dos jogadores Presnel Kimpembe e Ousmane Dembélé, respectivamente.

Kylian Mbappe - Quality Sport Images/Getty Images - Quality Sport Images/Getty Images
Mbappé, jogador francês mais jovem a marcar numa Copa representa a segunda geração de imigrantes da França. O jogador nasceu em Paris, mas seus pais são do continente africano.Imagem: Quality Sport Images/Getty Images

Segundo o INSEE (Instituto de Estatística e Estudos Econômicos da França), os filhos de imigrantes correspondem a 12% da população francesa, ou seja, 7,5 milhões de pessoas. Os mais jovens, 53%, são majoritariamente da África.

Qual é a reação a isso?

Nos times e seleções europeias, o preconceito racial que vem da torcida, muitas vezes, é explícito nos jogos e esse comportamento está ligado à imigração.

“Quando a gente vê uma manifestação racista e xenofóbica através nos estádios, esse tipo de coisa não acontece só para atingir o atleta, mas para atingir tudo o que ele representa. Embora esses jogadores não sejam necessariamente imigrantes, eles são descendentes”, comenta Guilherme Freitas.

De acordo com o pesquisador, boa parte desse comportamento surge quando os atletas perdem o jogo dentro de campo ou, mesmo ganhando, não atuam bem.

“Na seleção francesa, por exemplo, o atleta que tem uma origem migratória e um bom desempenho, essa questão de imigração é vista de forma positiva como alguém que se integrou à sociedade, um caso de sucesso”, diz Freitas. Mas, se o jogador perde, a coisa muda.

“Se o resultado em campo é ruim ou ele é o culpado pela derrota, o jogador passa a ser visto como um exemplo de que a imigração não dá certo ou como alguém que não se esforçou o suficiente para se integrar aos costumes franceses”, completou.

Como a Copa do Mundo pode entrar nisso?

Equipes com perfis multiculturais, ou seja, que têm atletas de ascendência estrangeira, estão crescendo de 1990 para cá, segundo levantamento feito por Freitas. Sendo assim, o assunto é cada vez mais discutido na sociedade e mais pesquisa no setor acadêmico é feita sobre o assunto.

“Na Copa do Mundo, um evento que atinge bilhões de pessoas no mundo todo, a gente vai ter, sim, esse tema bastante discutido, ainda mais que estamos tendo agora uma onda mais conservadora na Europa. Assim, imagino que as seleções podem ser usadas como exemplos positivos.”none

Guilherme Freitas autor do livro “As seleções de futebol da União Europeia: identidade, migração e multiculturalismo através da bola” (2022)

Informações UOL


Lionel Messi lamenta chance desperdiçada pelo ataque da seleção argentina - Matthias Hangst/Getty Images
Lionel Messi lamenta chance desperdiçada pelo ataque da seleção argentina Imagem: Matthias Hangst/Getty Images

A primeira zebra da Copa do Mundo do Qatar já deu as caras. Ampla favorita em seu jogo de estreia, a Argentina até saiu na frente com Messi marcando de pênalti logo aos 10min de partida, mas sofreu um apagão no começo do segundo tempo, levou a virada da Arábia Saudita e acabou derrotada por 2 a 1, gols de Al Shehri e Al-Dawsari, em duelo disputado hoje (22), no estádio Lusail Iconic. Com a surpreendente derrota, a Argentina perdeu sua longa invencibilidade de 36 jogos — que durava desde a derrota para o Brasil na semifinal da Copa América de 2019, no dia 2 de julho.

A Argentina começou a partida em cima da Arábia e, com auxílio do VAR, fez 1 a 0 com Messi —que faz a sua última Copa do Mundo— convertendo pênalti. Os hermanos chegaram a marcar outros três gols ainda na etapa inicial, mas todos eles foram assinalados com impedimento pela arbitragem.

Mas a história mudou no segundo tempo, e como… Em apenas oito minutos, a Arábia Saudita aproveitou o apoio da torcida e a superioridade física por conta do forte calor e virou o jogo com dois belos gols.

A Argentina bem que tentou, Scaloni mexeu no time, mas a reação não veio. O que se viu até o apito final foi um duelo de ataque contra defesa, mas com os hermanos —e Messi— pouco criativos e eficientes. Mais inteiros em campo que os argentinos, os sauditas aguentaram a pressão e fizeram a festa de sua torcida no estádio Lusail Iconic.

As outras duas seleções do Grupo C, México e Polônia, entram em campo ainda nesta terça-feira (22), às 13h (de Brasília). Na segunda rodada, marcada para o próximo sábado (26), o time de Lionel Messi mede forças com os mexicanos, às 16h, enquanto os árabes pegam a Polônia, às 10h.

Argentina abre placar com Messi (e VAR)

Lionel Messi marcou, de pênalti, o primeiro gol da Argentina na Copa do Mundo do Qatar - Catherine Ivill/Getty Images - Catherine Ivill/Getty Images
Imagem: Catherine Ivill/Getty Images

Apesar do tornozelo inchado e da preocupação dos argentinos com a condição física de Messi, o camisa 10 começou a partida no estádio Lusail ‘on fire’. Em dois minutos ele aproveitou um rebote e já exigiu uma grande defesa do goleiro Al-Owais; com 8min, ele já estava comemorando o seu oitavo gol em Copa do Mundo.

Mas o primeiro gol argentino contou com uma ‘ajudinha’ do VAR. Depois de alguns segundos de atraso para Slavko Vincic ser acionado, o árbitro da partida foi até o monitor de vídeo e interpretou o ‘abraço’ em Paredes dentro da área como pênalti. Messi bateu com categoria e fez 1 a 0.

Depois disso, porém, o VAR tornou-se um problema para os hermanos…

Argentina faz 4, mas só um vale

A Argentina sofreu com muitos impedimentos em sua estreia na Copa do Mundo - Hector Vivas - FIFA/FIFA via Getty Images - Hector Vivas - FIFA/FIFA via Getty Images
Imagem: Hector Vivas – FIFA/FIFA via Getty Images

Depois de Messi abrir o placar, a Argentina aproveitou a linha alta defensiva da Arábia e voltou a balançar as redes outras três vezes no primeiro tempo, com Messi de novo e Lautaro Martínez, duas vezes.

Em dois deles, o sistema de impedimento semiautomático trabalhou rápido e não demorou para anular as jogadas. Mas o golaço de Lautaro com cavadinha, aos 26min, gerou apreensão na torcida argentina. Foram alguns segundos até o árbitro de vídeo usar a tecnologia para confirmar a posição irregular do argentino.

Apagão argentino na volta do 2ºT

Al-Dawsari comemora segundo gol da Arábia Saudita contra a Argentina - Clive Brunskill/Getty Images - Clive Brunskill/Getty Images
Imagem: Clive Brunskill/Getty Images

Nem o argentino mais pessimista imaginaria o que estaria prestes a acontecer no começo do segundo tempo. Em menos de 10 minutos de segundo tempo, a Arábia Saudita, impulsionada pela barulhenta torcida no estádio Lusail, tomou a frente no placar. Mas como?

A virada começou aos 3min. Al-Shehri esticou a bola, ganhou na corrida de Romero e, ao invadia a área, chutou cruzado sem chances para o goleiro Emi Martínez. 1 a 1, e tinha mais! Depois de Messi perder a bola no meio-campo, Al-Dawsari aproveitou rebote, girou entre dois marcadores, passou pelo terceiro e acertou um lindo chute, no ângulo, mais uma vez sem chance para o arqueiro argentino.

Choque forte e desespero árabe

Yasser Al-Shahrani, da Arábia Saudita, no momento em que leva uma joelhada de seu próprio goleiro, Mohammed Al-Owais, durante partida contra a Argentina pela Copa - KIRILL KUDRYAVTSEV / AFP - KIRILL KUDRYAVTSEV / AFP
Imagem: KIRILL KUDRYAVTSEV / AFP

No fim da partida, apesar da vitória heroica sobre a Argentina, um lance preocupante tomou conta da seleção árabe. Al-Owais saiu do gol para afastar de soco e acabou acertando o joelho no rosto de Al-Shahrani. A Argentina seguiu atacando, e só depois de alguns segundos que o árbitro parou o jogo para o atendimento.

Apesar do susto, Al-Shahrani deixou o campo acordada na maca e fez um sinal de positivos aos médicos da Arábia Saudita.

Yasser Al-Shahrani, da Arábia Saudita sai de maca após levar joelhada de próprio goleiro na Copa do Mundo - GLYN KIRK / AFP - GLYN KIRK / AFP
Imagem: GLYN KIRK / AFP

Messi iguala Pelé e CR7

Lionel Messi marcou, de pênalti, o primeiro gol da Argentina na Copa do Mundo do Qatar - Catherine Ivill/Getty Images - Catherine Ivill/Getty Images
Imagem: Catherine Ivill/Getty Images

Apesar do revés, Messi alcançou uma marca importante. Ao marcar de pênalti contra a Arábia Saudita, o craque argentino se tornou o quinto jogador a marcar gols em quatro Copas diferentes. Até então, apenas quatro jogadores haviam balançado as redes em quatro edições do Mundial: Pelé, Cristiano Ronaldo e os alemães Miroslav Klose e Uwe Seeler.

Ficha técnica

Argentina 1 X 2 Arábia Saudita 

Competição: 1ª rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2022
Local: Estádio Lusail Iconic, em Lusail (QAT)
Data e hora: 22 de novembro de 2022, às 7h (de Brasília)
Árbitro: Slavko Vincic (SLO)
Assistentes: Tomaz Klancnik (SLO) e Andraz Kovacic (SLO)
Cartões amarelos: Al-Malki, Al Bulayhi, Al-Dawsarri, Abdulhamid, Al-Abid e Al-Owais (ARS)
Gols: Messi, aos 10min do primeiro tempo; Al Shehri, aos 3min, e Al-Dawsari, aos 8min do segundo tempo
Argentina: Emi Martínez; Molina, Romero (Lisandro Martínez), Otamendi e Tagliafico (Acuña); Paredes (Enzo Fernandez) e De Paul; Di María, Messi e Papu Gómez (Julian Alvarez); Lautaro Martínez. Técnico:Lionel Scaloni
Arábia Saudita: Al-Owais; Abdulhamid, Al Bulayhi, Tambakti e Al-Shahrani (Al-Burayk); Al-Malki, Kanno e Al-Faraj (Al-Abid) (Al-Amri); Al-Shehri (Al-Ghannam), Al-Dawsari e Al-Brikan (Al Siri).Técnico: Hervé Renard

Informações UOL


As autoridades do Catar e da Fifa anunciaram nesta sexta-feira (18) que está proibida a venda de cerveja e de outras bebidas alcoólicas ao redor dos estádios da Copa do Mundo 2022.

O anúncio ocorre dois dias antes do pontapé inicial, no próximo domingo (20), do principal evento do futebol mundial, que será disputado no país muçulmano e onde o consumo de bebida alcoólica configura crime.

“Diante das conversas mantidas entre as autoridades do país organizador e da Fifa, foi tomada a decisão de concentrar a venda de bebidas alcoólicas nas fan zones [pontos de encontro oficiais no Catar para a torcida assistir às partidas em telões], outros lugares de encontro dos torcedores e nos locais que disponham de licença, e eliminar os pontos de venda de cerveja no perímetro dos estádios da Copa do Mundo”, diz o comunicado, sem deixar claras as razões de tal decisão.
A entidade informou que a comercialização será feita apenas nas fan fests e em pontos licenciados, como em alguns hotéis.

Anteriormente, a Fifa tinha um acordo com o governo do Catar, país que não permite a livre venda de álcool, para que, nos estádios, fosse possível o consumo de cerveja, decisão que foi revogada hoje.

A resolução pode gerar um problema importante para a Fifa, já que um dos principais patrocinadores do torneio é a companhia americana Budweiser.

A entidade informou que a comercialização será feita apenas nas fan fests e em pontos licenciados, como em alguns hotéis.

Anteriormente, a Fifa tinha um acordo com o governo do Catar, país que não permite a livre venda de álcool, para que, nos estádios, fosse possível o consumo de cerveja, decisão que foi revogada hoje.

A resolução pode gerar um problema importante para a Fifa, já que um dos principais patrocinadores do torneio é a companhia americana Budweiser.
A cervejaria, mais cedo, publicou apenas uma mensagem no Twitter com comentário sobre o assunto. “Bem, isso é um incômodo”, afirmou o perfil da companhia.

Segundo o jornal britânico The Times, a Budweiser, que é a patrocinadora máxima da Copa, poderia exigir uma indenização milionária por não obter a visibilidade desejada nem poder vender os produtos nos palcos das partidas do Mundial.

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