Em nota, a Voepass anunciou diversas mudanças nas áreas de comando da empresa. Tragédia aérea com 62 mortos aconteceu em agosto
A VoePass Linhas Aéreas informou, por meio de nota divulgada na noite dessa quarta-feira (25/6), série de mudanças no comando e na diretoria da empresa, com a demissão dos responsáveis pela manutenção, segurança operacional e operações.
As alterações ocorrem após o desastre aéreo do voo 2283, que matou 62 pessoas a bordo de uma aeronave ATR-72, em agosto, em Vinhedo (SP).
De acordo com o informe, o atual presidente e cofundador, José Luiz Felício Filho, assume a liderança executiva e a gestão direta das operações, mantendo o cargo de presidente e acumulando funções. Felício, que é piloto há mais de 30 anos, é o comandante mais antigo da empresa e está na presidência da companhia desde 2004.
O CEO, Eduardo Busch, passa a liderar a frente de questões jurídicas da Voepass.
Demissões
Eric Cônsoli, que estava à frente da chefia de Manutenção, David Faria, da Diretoria de Segurança Operacional, e Marcel Moura, da Diretoria de Operações, deixam a companhia. “A Voepass reconhece e agradece as importantes contribuições que os executivos desempenharam na trajetória da empresa”, detalha a nota.
Carlos Alberto Costa, o comandante Diego Hangai, há 13 anos na VoePass, e o comandante Raphael Limongi assumem, respectivamente, os cargos deixados na diretorias de Manutenção, de Segurança Operacional e de Operações.
Em 9 de agosto, um avião do modelo ATR-72, da companhia VoePass, antiga Passaredo, caiu em Vinhedo, no interior de São Paulo, e matou todas as 62 pessoas a bordo, sendo quatro tripulantes e 58 passageiros.
A aeronave partiu, em 9 de agosto, de Cascavel (PR), às 11h46 e tinha como destino o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, com pouso previsto às 13h40, mas perdeu sustentação em voo e colidiu com o solo às 13h22.
Segundo a Polícia Técnico-Científica de São Paulo, todas as 62 vítimas da queda do avião em Vinhedo, no interior do estado, morreram de politraumatismo quando a aeronave despencou de uma altura de cerca de 4 mil metros e atingiu o solo.
A empresa afirma que a aeronave decolou do Paraná com todas as condições operacionais para cumprir a programação, informação confirmada pelo Cenipa no dia da divulgação do relatório preliminar.
Segundo o órgão, a última revisão da aeronave ocorreu em 24 de junho de 2023. No dia do acidente, foi realizado um “check diário”, que constatou que a aeronave estava apta para voar, conforme normas previstas.
Signatários dizem que o Twitter/X foi a única rede social que se recusou a censurar discursos indesejáveis por alguns servidores públicos
Elon Musk e Alexandre de Moraes têm travado embates em relação ao Twitter/X no Brasil | Foto: Reprodução/Twitter/X
Na semana passada, acadêmicos se uniram em uma carta aberta para apoiar a decisão de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o banimento do Twitter/X no Brasil. Eles alegaram que era necessário controlar os “abusos” das empresas de tecnologia. Em resposta, renomados especialistas defenderam, em um novo documento, a posição de Elon Musk em favor da liberdade de expressão.
No dia 31, depois da decisão do ministro Alexandre de Moraes, a rede social foi suspensa por tempo indeterminado no Brasil. Entre os signatários desta nova carta, que critica a atitude de Moraes e o suporte dado a ele, estão Rodrigo Peñalozada, da Universidade de Brasília, e Adilson Dallari, da PUC-SP.
“Ficamos desapontados com a carta pública ‘Contra o Ataque das Big Techs à Soberania Digital’, assinada por muitos acadêmicos notáveis, incluindo Daron Acemoglu e Thomas Piketty”, lamentou o documento. “Embora a carta mencione ‘Big Techs’ em geral, ela destaca o X, de Elon Musk, como um ‘exemplo de um esforço mais amplo para restringir’ a ‘agenda de desenvolvimento digital’ do Brasil (e de outras nações)”.
A carta argumenta que o Twitter/X foi a única rede social que “se recusou a censurar discursos considerados indesejáveis por alguns servidores públicos”.
Rodrigo Peñalozada, da Universidade de Brasília, é a favor da liberdade de expressão | Foto: Divulgação/UnB
Defesa da liberdade de expressão
Os nomes que assinaram a carta também expressaram gratidão a Musk. Eles afirmaram ser defensores da liberdade de expressão.
“O mundo deve gratidão a Elon Musk por salvaguardar esse direito fundamental e manter o X como um espaço onde todas as vozes podem ser ouvidas”, destacaram “Defendemos a liberdade de expressão e estamos comprometidos em manter um mercado livre de ideias onde a troca de pensamentos não é suprimida, independentemente de serem considerados indesejáveis por alguns”.
A carta afirma também que “apenas o debate vigoroso sobre todas as ideias pode levar a julgamentos informados e, consequentemente, ao verdadeiro progresso”.
Conflito entre Moraes e Musk
A suspensão da rede social ocorreu devido a uma série de conflitos entre Moraes e Elon Musk, dono da plataforma. Em 17 de agosto, Musk fechou os escritórios no Brasil por discordar de várias exigências de Moraes, como banir contas de usuários que não cometeram crime algum.
Depois do fechamento, o ministro exigiu que Musk indicasse um representante legal brasileiro para o X. Mas o pedido foi ignorado, e a plataforma foi suspensa.
Medidas adicionais contra empresa de Musk
Posteriormente, o ministro bloqueou as contas da empresa de internet Starlink, também de Musk, como garantia de pagamento das multas aplicadas ao X. Após um bloqueio de cerca de R$ 18 milhões, as contas foram liberadas, mas o X permanece suspenso.
Medida será tomada por advogado de Daniel Silveira, que vê ‘abuso de autoridade e poder’ do ministro no caso do ex-deputado
O ministro Alexandre de Moraes, durante uma sessão plenária – 08/08/2024 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo
Nos próximos dias, o advogado Paulo Faria vai denunciar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Washington D.C.
Faria disse a Oeste que tomou a decisão em virtude “das condutas” do juiz do STF no caso de Daniel Silveira. O ex-deputado é defendido por Faria, Michael Robert, Paola Silva e Sebastião Coelho.
Conforme o advogado, Moraes cometeu crime de tortura, além de “abuso de poder e autoridade”.
Ontem, Moraes determinou ao governo do Estado do Rio de Janeiro informações adicionais sobre o exame criminológico de Silveira. O laudo médico enviado há algumas semanas ao magistrado é favorável à concessão da progressão de regime solicitada por Faria. Para Moraes, contudo, o documento é “superficial”.
A exigência desse exame sucedeu ao pagamento de uma multa de aproximadamente R$ 270 mil.
Depois de quitar o saldo devedor informado por Moraes, Faria precisou complementar a dívida, por exigência da Procuradoria-Geral da República.
O advogado Paulo Faria, durante entrevista ao programa Oeste Sem Filtro | Foto: Reprodução/YouTube
Críticas de Alexandre de Moraes a exame criminológico
De acordo com Moraes, em um despacho sobre o exame, houve uma “única entrevista, sendo que as ‘conclusões referem-se ao momento atual’, não permitindo predizer condutas futuras”. A uma assistente social do governo estadual, Silveira disse que foi “mal interpretado” pelo STF e que não tinha intenção de “configurar delito” ao gravar o vídeo no qual ofendeu os magistrados do tribunal.
“Elemento comum a todos os laudos produzidos, em que pese a superficialidade, é a falta de reconhecimento, por parte do sentenciado, dos graves crimes cometidos, de modo a manter o discurso de que teria sido injustiçado e perseguido”, observou Moraes. “Aliado a referido fato, ainda, observa-se a ausência de prognose relacionada às condutas futuras do sentenciado, característica essencial de qualquer exame criminológico.”
Presidente do TSE condenou violência na campanha eleitoral deste ano
Cármen Lúcia fez anúncio na terça-feira 24 de setembro, depois de caso que envolveu assessor de Pablo Marçal | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, anunciou na última terça-feira, 24, que acionou a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e os Tribunais Regionais Eleitorais para que deem prioridades aos casos de agressões em debates e intensifiquem o combate à violência nas eleições deste ano.
O anúncio de Cármen Lúcia foi feito um dia depois de um assessor do candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (PRTB) desferir um soco em um membro da equipe do prefeito e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), no fim do debate organizado pelo Flow Podcast.
Entretanto, a violência física começou há dez dias, em 15 de setembro, quando José Luiz Datena, também candidato à Prefeitura de São Paulo, deu uma cadeirada em Marçal. No debate do Flow Podcast, na última segunda-feira, 23, o videomakerNahuel Medina agrediu o marqueteiro Duda Lima com um soco no rosto. A confusão se deu depois de Marçal ser expulso do debate pelo mediador, Carlos Tramontina.
Datena arremessou uma cadeira contra Pablo Marçal durante debate | Foto: Reprodução/TV Cultura
Cármen Lúcia defende prioridade nas investigações de agressões
Segundo a ministra, é necessário dar prioridade a investigações, acusações e julgamentos desses casos de violência. “Casos de violência da mais variada deformação vêm se repetindo neste processo eleitoral e afrontam até mesmo a nobilíssima atividade da política, tão necessária. Política não é violência, é a superação da violência. Violência praticada no ambiente da política, não apenas o agredido, se não que ofende toda a sociedade e a própria democracia”, afirmou a presidente do TSE.
Sem citar os casos de violência que marcam a campanha em São Paulo, Cármen Lúcia afirmou que os eleitores se tornaram reféns de “cenas de pugilato”. A presidente do TSE também declarou que a campanha deste ano possui “cenas e práticas que envergonham e ofendem a civilidade democrática”.
“Por despreparo, descaso ou tática ilegítima e desqualificada de campanha, atenta-se contra cidadãs e cidadãos, atacam-se pessoas e instituições e, na mais subalterna e incivil descompostura, impõem-se às pessoas honradas do país, que querem apenas entender as propostas que os candidatos oferecem para a sua cidade, sejam elas obrigadas a assistir a cenas abjetas e criminosas que rebaixam a política a cenas de pugilato, desrazão e notícias de crimes”, declarou Cármen Lúcia.
Cármen Lúcia também cobrou um posicionamento incisivo dos partidos políticos, que, de acordo com ela, não podem compactuar com “cenas de vilania”. “Democracia exige respeito, e humanidade impõe confiança, e não se confia em quem não possui compostura e modos para viver”, afirmou Cármen Lúcia.
O momento em que Pablo Marçal foi advertido por Carlos Tramontina | Foto: Reprodução/YouTube/Flow Podcast
Por causa da escalada de violência, os debates na campanha da capital paulista estão tendo reforços na segurança. No debate da RedeTV!, que ocorreu no último dia 17, as cadeiras ocupadas pelos candidatos foram parafusadas no chão. No encontro do Flow, não houve embates diretos entre os postulantes à prefeitura.
Drama Ainda Estou Aqui é a esperança para conquista inédita da indústria cinematográfica brasileira
Protagonizado por Fernanda Torres, Ainda Estou Aquirepresentará o Brasil no Oscar | Foto: Divulgação
Estrelado por Fernanda Torres, o filme Ainda Estou Aqui foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais (ABCAA) para representar o Brasil em uma vaga na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2025.
O longa de Walter Salles surpreendeu o público que assistiu a ele no Festival de Veneza no início de setembro, recebendo dez minutos de palmas. Além da atriz renomada, estão no elenco nomes como Selton Mello, Fernanda Montenegro e Valentina Herszage.
A produção foi anunciada como escolhida pela Academia através de um comunicado à imprensa e disputou a vaga ao lado de outros 11 títulos. Composta de 24 profissionais, a Comissão de Seleção escolheu Ainda Estou Aqui por unanimidade.
Disputaram a vaga, além do longa de Fernanda Torres, títulos como Cidade Campo, de Juliana Rojas; Levante, de Lillah Halla; Motel Destino, de Karim Aïnouz; Saudade Fez Morada Aqui Dentro, de Haroldo Borges; e Sem Coração, de Nara Normande e Tião.
Ainda Estou Aqui representará o Brasil no próximo Oscar | Foto: Divulgação
Filme de Fernanda Torres é visto como ‘momento histórico’
“Estou orgulhosa de presidir essa comissão, que foi unânime na escolha desse grande filme sobre memória, um retrato emocionante de uma família sob a ditadura militar”, declarou a atriz Bárbara Paz, presidente da Comissão de Seleção.
“Ainda Estou Aqui é uma obra-prima, sobre o olhar de uma mulher, Eunice Paiva, e com atuações sublimes das duas Fernandas. Esse é um momento histórico para nosso cinema. Não tenho dúvida que o filme tem grandes chances de colocar o Brasil entre os melhores do mundo. Nós, da indústria do audiovisual brasileiro, merecemos”, complementou a atriz.
O Instituto Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados, divulgou o ranking de saneamento básico das cem cidades brasileiras mais populosas. O estudo revelou que 15 das 20 cidades mais bem avaliadas no acesso a água, coleta e tratamento de esgoto, estão localizadas nos estados de São Paulo e Paraná. Destaques do ranking incluem Maringá (PR), São José do Rio Preto (SP) e Campinas (SP).
A pesquisa considera diversos indicadores para avaliar a eficiência dos serviços de saneamento, incluindo o acesso à água potável e o tratamento e coleta de esgoto. Utiliza também dados de 2022, com base nos critérios do Novo Marco Legal do Saneamento Básico.
Como foi feita a avaliação do saneamento básico?
A metodologia do Instituto Trata Brasil considera fatores como a eficiência no serviço, desperdício de água e investimentos no setor. Entre as 20 melhores cidades, a média de acesso à água potável é impressionante: 98,8% da população. Em relação à coleta de esgoto, a média é de 96%, enquanto 78,4% do esgoto coletado é tratado.
Quais são as cidades com os melhores e piores índices de saneamento?
Maringá (PR) destacou-se ao saltar da 14ª posição para a liderança no ranking atual. Em contraste, cinco capitais da região Norte ocupam as últimas colocações: Porto Velho, Macapá, Rio Branco, Belém e Manaus. Porto Velho ocupa a última posição do ranking, um indicativo preocupante sobre a desigualdade regional no acesso ao saneamento básico.
Confira o ranking do top 10 melhores cidades:
1º – Maringá (PR)
2º – São José do Rio Preto (SP)
3º – Campinas (SP)
4º – Limeira (SP)
5º – Uberlândia (MG)
6º – Niterói (RJ)
7º – São Paulo
8º – Santos (SP)
9º – Cascavel (PR)
10º – Ponta Grossa (PR)
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Confira em seguida o top 10 piores cidades:
100º – Macapá
99º – Santarém (PA)
98º – Rio Branco
97º – Belford Roxo (RJ)
96º – Duque de Caxias (RJ)
95º – São Gonçalo (RJ)
94º – Belém
93º – Várzea Grande (MT)
92º – Juazeiro do Norte (CE)
91º – Ananindeua (PA)
Quão grave é o desperdício de água nas cidades brasileiras?
O desperdício de água no sistema de distribuição continua a ser um grande desafio. Em média, as maiores cidades perdem 35,4% da água tratada, enquanto a média nacional é de 37,8%. Contudo, nas 20 melhores cidades, o desperdício é significativamente menor, sendo de 28,4%, contra 48,5% nas 20 piores. Porto Velho e Macapá registraram perdas alarmantes de 77% e 71%, respectivamente.
Quanto as cidades investem em saneamento básico?
Os investimentos variam drasticamente entre os melhores e piores municípios. As cidades mais bem avaliadas investiram em média R$ 201,47 por habitante, enquanto as piores investiram apenas R$ 73,85. O Plano Nacional de Saneamento Básico recomenda um investimento anual de R$ 231,09 por habitante; no entanto, apenas dez municípios atingem ou superam este valor.
O que dizem os dados sobre a universalização do saneamento básico?
De acordo com a presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, o progresso da universalização do saneamento no Brasil tem sido lento. Ela ressalta que as eleições municipais deste ano são uma oportunidade crucial para discutir e priorizar a questão do saneamento básico.
Expectativas e desafios futuros
O Brasil tinha como metas fornecer água potável a 99% da população e garantir a coleta e tratamento de esgoto para 90% até 2023. Entretanto, a falta de acesso a esses serviços ainda é alarmante: 32 milhões de brasileiros não têm acesso a água potável e mais de 90 milhões não contam com coleta de esgoto.
Disparidades regionais
O estudo destaca que 22 municípios já tratam 100% da água, e outros 18 tratam mais de 99%, cumprindo assim os requisitos do Novo Marco Legal do Saneamento Básico. No entanto, essas conquistas são contrastadas pelas graves desigualdades nas regiões Norte e Nordeste do país, onde várias capitais não tratam nem 35% do esgoto gerado.
Um recente levantamento do Banco Central (BC) revelou dados alarmantes sobre o envolvimento dos beneficiários do Bolsa Família com casas de apostas. Entre janeiro e agosto deste ano, foram transferidos R$ 10,51 bilhões para essas empresas pelo Pix. Essa pesquisa foi requisitada pelo senador Omar Aziz (PSD-AM).
Durante um evento em São Paulo, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, expressou preocupações sobre essa situação. Ele destacou o impacto significativo que essas transferências têm tido na inadimplência das famílias. Cerca de 8,9 milhões de beneficiários enviaram, em média, R$ 1.179 cada, para essas casas de apostas no período analisado.
Quanto os Beneficiários do Bolsa Família Estão Apostando?
Os dados mostram que os beneficiários do programa gastam, em média, R$ 1,31 bilhão mensalmente em apostas, o que equivale a R$ 147 por pessoa. Destes apostadores, 60,5% são chefes de família, os quais enviaram um valor total de R$ 6,23 bilhões por Pix. É importante notar a diferença no comportamento de apostas entre homens e mulheres beneficiários.
Quem São os Principais Apostadores?
O Banco Central apontou que aproximadamente 24 milhões de pessoas físicas participaram de apostas no Brasil entre janeiro e agosto de 2024. As transferências mensais variaram entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões, com as apostas retendo cerca de 15% desse valor e o restante distribuído como prêmios aos ganhadores.
Qual é o Perfil dos Apostadores?
Segundo o levantamento, a maior parte dos apostadores tem entre 20 e 30 anos. Entretanto, os valores transferidos aumentam com a idade. Para os mais jovens, a média mensal é de R$ 100, enquanto para os mais velhos pode chegar a R$ 3.000.
Por Que as Pessoas Apostam Tanto?
O apelo das apostas parece ser particularmente forte entre as famílias de baixa renda. Conforme mencionado pelo Banco Central, o chamado “glamour” do enriquecimento rápido atrai especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade financeira. Acredita-se que essa busca por uma melhora rápida na condição financeira seja um dos grandes motivadores para o alto volume de apostas entre os beneficiários do Bolsa Família.
O Que Pode Ser Feito Para Mitigar Esse Problema?
O Banco Central afirma que necessita de mais dados e tempo para entender plenamente as implicações das apostas na economia e no bem-estar financeiro da população. Medidas regulatórias e educativas podem ser avaliadas para reduzir o impacto das apostas, especialmente nas famílias de baixa renda.
Considerações Finais
Os dados apresentados pelo Banco Central sobre o envolvimento dos beneficiários do Bolsa Família com casas de apostas são preocupantes e requerem ações coordenadas para mitigar os impactos negativos. É crucial continuar monitorando essa situação para proteger as famílias vulneráveis e garantir que os programas de assistência cumpram seu objetivo principal de oferecer suporte financeiro a quem mais precisa.
Locação de veículos será para serviços do instituto em cidades da PA
O presidente Lula, durante a posse do economista Marcio Pochmann na presidência do IBGE – 18/08/2023 | Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo Lula deve gastar pouco mais de R$ 1,5 milhão com o aluguel de carros para o IBGE, presidido pelo economista Marcio Pochmann.
Conforme a encomenda, que prevê 564 locações em dois anos, os sedãs brancos serão usados em atividades do IBGE na Paraíba.
Agência de viagem para o IBGE de Marcio Pochmann
No mês passado, o Poder Executivo disponibilizou R$ 14 milhões para contratar uma agência de viagem voltada a prestar serviços ao IBGE por 12 meses.
“A escolha pelo transporte aéreo justifica-se considerando a condição laborativa produtiva do servidor, relacionada ao tempo despendido, segurança do passageiro e custo-benefício resultante desta modalidade de deslocamento”, observou o governo, no pedido. “Importante considerar ainda a distribuição nacional das superintendências.”
Eventos
O economista Marcio Pochmann, durante a cerimônia na qual tomou posse como presidente do IBGE – 18/8/2023 | Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo
Em abril, o governo Lula pagou R$ 6 milhões para cerimônias do IBGE. A encomenda contempla o serviço de garçons, copeiros, louças e veículos para transportar convidados.
De acordo com o pedido, dividido em dez categorias, a iniciativa será para “organização e promoção de eventos sob demanda nas dependências do IBGE, em hotéis ou em outras instalações, a serem coordenadas pelo IBGE, na cidade do Rio de Janeiro, conforme condições, quantidades e exigências”.
Na ocasião, o IBGE informou a Oeste que a encomenda é “para atender ao calendário de eventos do IBGE, 2 º semestre de 2024 e 1º semestre de 2025, sem a obrigatoriedade de contratação na totalidade dos itens licitados”.
Debate do Flow teve menos ataques pessoais, mas acabou com Marçal expulso no fim e assessor de influencer socando marqueteiro de Nunes
São Paulo – O oitavo debate entre os principais candidatos à Prefeitura de São Paulo, realizado pelo Flow News na noite desta segunda-feira (23/9), terminou com o candidato do PRTB, Pablo Marçal, expulso faltando 10 segundos para o fim e o marqueteiro Duda Lima, responsável pela campanha do prefeito Ricardo Nunes (MDB), agredido com um soco no rosto por um assessor do influencer.
Com duas horas de duração, o debate que ocorreu no Esporte Clube Sírio, na zona sul paulistana, foi marcado por menos ataques pessoais, mais discussão de propostas e teve Nunes como principal alvo das críticas dos candidatos. No final, contudo, durante as considerações finais, Marçal, que foi o último a falar, insistiu em desrespeitar as regras do debate e atacou o atual prefeito, dizendo que ele será preso.
Apesar das advertências do jornalista Carlos Tramontina, mediador do debate, o candidato do PRTB insistiu nos ataques ao emedebista. Na terceira vez que repetiu que Nunes será preso, Marçal teve o microfone cortado e foi expulso do debate.
“No debate, ele [Marçal] se comportou como os outros. No final, como era ele o último a falar, ele iniciou com uma série de afirmações injuriosas, caluniosas, que, de acordo com regulamento, eu interrompi. Ele ficou bravo”, explicou Tramontina depois da confusão. “Na terceira vez, ele foi excluído do debate, faltando 10 segundos, conforme está na regra”, completou.
Marçal e Nunes já haviam batido boca nos bastidores, na chegada para o debate, depois que o influenciar gritou Tchutchuca do PCC para o prefeito. Depois, durante praticamente todo o debate, o encontro entre os seis candidatos mais bem colocados nas pesquisas foi mais propositivo, com menos ataques pessoais.
O evento teve dobradinhas entre Guilherme Boulos(PSol) e Tabata Amaral (PSB), que disputam votos do eleitorado de esquerda, e alfinetadas entre Marçal e José Luiz Datena (PSDB), que protagonizaram o episódio da cadeirada dada pelo tucano no influenciador, há oito dias, no debate da TV Cultura.
Ao iniciar o debate, o jornalista Carlos Tramontina, mediador do encontro, avisou que “nenhuma cadeira está parafusada, nenhuma banqueta está presa” e disse que o candidato eleito prefeito terá “problemas maiores para resolver” do que ter de se segurar ao sentar perto de um adversário. Ele se referiu ao fato de os candidatos terem sido colocados no estúdio sentados de forma muito próxima.
No entanto, as respostas foram definidas por sorteio e reduziram as chances de embates diretos entre os candidatos. Em todos os blocos que envolveram perguntas, um candidato respondia as questões e outro comentava.
O debate teve quatro blocos: no primeiro, especialistas fizeram perguntas sobre questões como segurança, saúde, educação e mobilidade; no segundo, eleitores questionaram os candidatos; no terceiro, as perguntas foram feitas por jovens internautas e no quarto, foram feitas considerações finais.
O debate Flow News foi o oitavo encontro entre os principais candidatos à Prefeitura de São Paulo. Participaram Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Boulos (PSol), Pablo Marçal (PRTB), Tabata Amaral (PSB), José Luiz Datena (PSDB) e Marina Helena(Novo). Em um dos debates, organizado pela revista Veja, Nunes, Boulos e Datena não compareceram.
Na última pesquisa Datafolha, divulgada na última quinta-feira (19/9), Nunes aparece com 27% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Guilherme Boulos, com 26%. Na sequência estão Pablo Marçal (19%), Tabata Amaral (8%), Datena (6%) e Marina Helena (3%).
Confusão nos bastidores
Antes de entrarem no estúdio, Marçal e Nunes discutiram. Os dois se encontraram no corredor e trocaram ofensas, com o influenciador dizendo que colocaria o prefeito na cadeia em 2025 e o chamando de “tchutchuca do PCC”, apelido dado pelo próprio Nunes a Marçal em outro debate. Já o emedebista se referiu ao adversário como “condenadinho”.
O debate estava programado para iniciar às 20h, mas atrasou mais de meia hora. Parte do atraso se deu pelo fato de que Pablo Marçal entrou com mais assessores do que o permitido dentro do estúdio. O Metrópoles apurou que a organização havia permitido apenas quatro por candidato, mas Marçal entrou acompanhado de seis. As campanhas discutiram e Tramontina precisou elevar a voz para acalmar os ânimos e dar início ao programa.
No primeiro bloco, os candidatos fizeram aceno a um eleitorado mais jovem. Questionados sobre reinserção de egressos do sistema penitenciário no mercado de trabalho, tanto Tabata quanto Boulos falaram sobre propostas para quem está chegando ao mercado – não especificamente para o caso de ex-presidiários.
Ao falar sobre mobilidade voltada para pessoas com deficiência, Nunes disse que a cidade oferece “atividades esportivas e culturais” aos PCDs. “Tirolesas, onde você, inclusive, faz a tirolesa com a sua cadeira de rodas”, declarou ele.
Durante o intervalo entre o segundo e o terceiro bloco, a primeira-dama Regina Nunes tentou entrar no estúdio e foi barrada, já que Nunes estava acompanhado de quatro assessores. Ela discutiu com funcionários do clube e da organização, mas acabou ficando de fora.
A campanha de Nunes alega que Regina não foi barrada e que assistiu ao debate em uma sala reservada à equipe do prefeito, que é candidato à reeleição.
Datena x Marçal
No segundo bloco, Datena e Marçal foram escolhidos por sorteio para responder a uma pergunta sobre oportunidades para imigrantes, mas trocaram indiretas sobre agressões, numa alusão à cadeirada desferida pelo tucano no influenciador.
“Todos vocês, que são de outras terras, são muito bem-vindos aqui em São Paulo. Aqui, você não vai ser agredido, aqui a gente não vai perder a inteligência emocional ao tratar vocês, porque somos um só povo”, disse Marçal.
Datena respondeu: “A nossa promessa é também que você não vai receber a falsa agressão de que, por ser estrangeiro, vai sofrer xenofobia. A agressão física é deplorável, mas a agressão mentirosa é pior ainda.
No terceiro bloco, os dois voltaram a se alfinetar. Após Marçal dizer que um “assediador” não poderia se candidatar, Datena utilizou sua resposta a uma pergunta sobre empreendedorismo para dizer que foi “agredido de forma subliminar” por um “bandido”. O tucano foi advertido pela mediação pelas acusações e o influenciador ganhou um direito de resposta – o único concedido entre quatro pedidos, feitos por Nunes, Boulos e Datena.
Boulos x Marçal
Em outra troca de ofensas, Guilherme Boulos e Pablo Marçal trocaram ironias após serem escolhidos por sorteio para responder a uma pergunta sobre poluição atmosférica. Marçal falou sobre incentivos para a eletrificação das frotas de automóveis e do transporte público e passou a criticar a poluição dos rios da cidade. Boulos, por sua vez, prometeu trocar metade da frota de ônibus por veículos híbridos e fez promessas relacionadas à reciclagem.
Em sua réplica, Marçal partiu para o ataque e saiu do tema. “Boulos não vai ganhar porque ele é o único aqui que não tem chance de vencer a Prefeitura de São Paulo”, disse. “Queria até me dirigir a você, que fez essa pergunta: se alguém fizer uma invasão e a Guarda Civil Metropolitana intervir para combater isso, de que lado o Boulos vai ficar? É um conflito de interesse?”.
Marçal, que em debates anteriores acusou, sem nenhuma prova, Boulos de usar cocaína, fez uma referência indireta à acusação. Ele já foi multado pela Justiça Eleitoral por causa da acusação. “Você falou sobre poluição. A gente não aguenta mais cheirar essa poluição”, disse o ex-coach, enfatizando o verbo “cheirar”.
Boulos não tinha mais direito de falar naquela rodada de perguntas, mas, por sorteio, acabou ficando no púlpito na pergunta seguinte, que era sobre o analfabetismo.
Antes de responder à pergunta, Boulos rebateu o ex-coach: “Ô Marçal, a única coisa que vou invadir nessa campanha é a sua cabecinha vazia. E vou invadir com ideias, com propostas”. Ele finalizou a fala perguntando se, assim, Marçal não votaria nele.
A notícia da prisão preventiva do cantor sertanejo Gusttavo Lima sacudiu as redes sociais na última segunda-feira, dia 23 de setembro. A juíza Andrea Calado da Cruz, do estado de Pernambuco, determinou a medida após suspeitas de envolvimento do artista em uma investigação sobre apostas e suspeitas de lavagem de dinheiro.
Pablo Marçal, candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo e aliado político de Lima, saiu publicamente em defesa do cantor. Por meio de um vídeo postado em suas redes sociais, Marçal questionou a decisão judicial e expressou sua crença na inocência do artista.
Por que Gusttavo Lima foi preso?
A prisão de Gusttavo Lima foi decretada sob a alegação de que o cantor teria facilitado a fuga de dois suspeitos em uma viagem recente à Grécia. Segundo a magistrada, a relação financeira entre o sertanejo e os envolvidos em atividades ilícitas, bem como movimentações financeiras suspeitas, levaram à necessidade de sua detenção preventiva.
Marçal, ao comentar sobre o caso, sugeriu que a prisão poderia ter motivações políticas. Ele destacou que Lima é um apoiador declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro e da sua própria candidatura a prefeito. Segundo o empresário, a decisão judicial estaria relacionada a essas posturas políticas do cantor.
De acordo com a juíza Andrea Calado da Cruz, as ações de Gusttavo Lima ao auxiliar foragidos demonstram um desrespeito preocupante pela Justiça. Além disso, a magistrada mencionou a intensa relação financeira do cantor com pessoas envolvidas em crimes, o que inclui movimentações suspeitas de capitais e possíveis conexões com redes de lavagem de dinheiro.
No vídeo, Pablo Marçal afirmou que conversou com Gusttavo Lima, que estava em Miami na época da ordem de prisão, e disse que o cantor estava tranquilo e confiante de que a decisão seria revertida. Marçal acredita que a justiça reconhecerá a inocência do artista e que essa situação será resolvida em breve.
O caso de Gusttavo Lima ainda está em desenvolvimento e muitas perguntas permanecem sem resposta. As próximas semanas serão cruciais para determinar os desdobramentos dessa polêmica situação e as reais implicações legais para um dos maiores nomes da música sertaneja do Brasil.