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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

No último mês, um escândalo envolvendo exames de sangue em doadores de órgãos chocou a população do Rio de Janeiro. O Laboratório PCS Saleme, responsável pela análise de testes de HIV, está sob investigação após a descoberta de laudos que, erroneamente, atestaram a ausência do vírus em doadores, resultando na infecção de seis receptores de órgãos. Este fato levantou questões sobre a segurança e a eficácia dos procedimentos realizados pelo laboratório, que até recentemente era contratado pelo governo estadual.

“Erro” de registro e seus impactos

Um dos elementos centrais da investigação é a suposta falsificação de registros profissionais. Um laudo foi assinado em nome de Jaqueline Iris Bacellar de Assis, uma biomédica cujo registro apresentado – CRBM 41250 – não a pertence. O número mencionado está vinculado a Júlia Moraes de Oliveira Lima, biomédica residente no Recife, e que não atua na área há três anos. Júlia expressou indignação ao saber da utilização de seu registro em um caso de tamanho impacto, afirmando nunca ter trabalhado em análises clínicas.

Reação das autoridades e medidas tomadas

A descoberta das irregularidades levou à suspensão dos serviços do Laboratório PCS Saleme e à sua interdição por parte da vigilância sanitária, que identificou 39 falhas nas inspeções realizadas nas suas unidades. O Ministério da Saúde, o Ministério Público do Rio de Janeiro, o Conselho Regional de Medicina e a Polícia Federal estão envolvidos nas investigações em curso.

A suspensão das atividades do laboratório levou o governo do estado a buscar uma nova empresa para a realização dos exames, em caráter emergencial e sem licitação. A Fundação Saúde enfatizou a necessidade imediata de continuidade desses serviços vitais, embora um processo licitatório esteja em andamento para regularizar a situação.

Posicionamentos e respostas dos envolvidos

Em resposta às acusações, o Laboratório PCS Saleme declarou que utilizou kits de teste aprovados pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde e comprometeu-se a oferecer suporte médico e psicológico aos afetados. A questão do uso indevido do registro de Júlia está sendo investigada internamente. Entretanto, até o momento, Jaqueline Iris Bacellar de Assis, nome citado nos laudos, não foi localizada para prestar esclarecimentos.

Conexões políticas sob análise

Os vínculos entre dois dos sócios do laboratório, Matheus e Walter Vieira, e o ex-secretário estadual de saúde, Doutor Luizinho, agora deputado federal, também estão sendo examinados. O laboratório foi contratado pouco após a saída de Luizinho da secretaria, levantando questões sobre a influência política nas contratações de serviços de saúde. Contudo, o ex-secretário negou qualquer envolvimento em tais processos.

Este caso destaca a necessidade de fiscalização rigorosa e transparência nos contratos públicos, especialmente aqueles que afetam direta e significativamente a saúde da população. As investigações continuarão, buscando responsabilizar aqueles por trás dessas graves falhas que colocaram vidas em risco.

Informações TBN


O psolista solicitou a remoção de um vídeo que mostrava sua vitória nos presídios de São Paulo, mas teve o pedido negado

Boulos Nunes aniversário SP
Juiz não considerou que vídeo publicado por Nunes ligava Boulos ao crime | Foto: Montagem/Reprodução/Bernardo Guerreiro e Prefeitura de São Paulo 

O deputado federal Guilherme Boulos (Psol),candidato à Prefeitura de São Paulo, sofreu uma derrota contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB), na Justiça Eleitoral.

O psolista solicitou a retirada um vídeo que mostrava que a maioria dos presos em São Paulo votou nele. O pedido, no entanto, foi negado pelo juiz Murillo D’Avila Vianna Cotrim, da 2ª Zona Eleitoral de São Paulo, no sábado 12.

Na ação movida por Boulos, ele acusou Nunes de “transmitir informações falsas, com porcentual que não considera mesários e funcionários, tampouco informa o porcentual de votos recebidos pelo próprio autor, induzindo o eleitor a erro, bem como incorre em ofensa ao vincular Guilherme Boulos ao crime”.

Para o juiz, não há imputação direta ou vinculação imediata de Boulos ao crime. Ele disse que o vídeo publicado pelo prefeito apenas informa sobre a votação em seções eleitorais de centros de detenção e da Fundação Casa. Por isso, autorizou que a propaganda continue no ar.

Boulos venceu com 48% nos presídios de São Paulo

Guilherme Boulos (Psol), em encontro com prefeitos e lideranças globais, realizado no Novotel Jaraguá, em São Paulo - 28/6/2024 | Foto: Yuri Murakami/FotoArena/Estadão Conteúdo
Guilherme Boulos (Psol), em encontro com prefeitos e lideranças globais, realizado no Novotel Jaraguá, em São Paulo – 28/6/2024 | Foto: Yuri Murakami/FotoArena/Estadão Conteúdo

Conforme noticiou Oeste, na terça-feira 8, Guilherme Boulos foi o candidato à Prefeitura de São Paulo mais bem votado nos presídios.

O psolista conquistou 48% dos votos nas seções eleitorais situadas em presídios e unidades da Fundação Casa. Esses locais abrigam indivíduos que cometeram delitos na adolescência. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) divulgou esse levantamento.

O Presídio Romão Gomes, na zona norte paulistana, foi a única exceção à votação expressiva de Boulos. Nesse local, onde policiais condenados cumprem pena, tanto Boulos quanto Tabata Amaral (PSB) obtiveram apenas dois votos cada um. Em contraste, Ricardo Nunes (MDB) recebeu 25 votos. O candidato tucano, José Luiz Datena, não conseguiu nenhum voto.

Os detentos do Centro de Detenção Provisória 4 de Pinheiros, localizado na zona oeste, votaram em Boulos de forma unânime. Nenhum outro candidato recebeu votos dos encarcerados na unidade.

A Justiça Eleitoral estabeleceu 51 seções eleitorais em instituições prisionais e unidades de internação no Estado de São Paulo. No total, 2,7 mil presos e menores infratores estavam aptos a votar. Entretanto, nem todos decidiram registrar suas preferências nas urnas.

Informações Revista Oeste


Durante evento em Roma, presidente disse ainda acreditar na importância do tribunal para a ‘consolidação da democracia’

Rodrigo Pacheco
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco| Foto: Pedro França/Agência Senado 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse, neste sábado, 12, que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 28/24 que permite a revisão de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Congresso Nacional, pode ser declarada inconstitucional no STF.

Pacheco sinalizou ainda que, caso aprovada na Câmara dos Deputados e enviada ao Senado, a proposta não avançará.

“A palavra final sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de uma lei num país democrático de Estado de Direito é do Supremo”, afirmou Pacheco, em evento em Roma. “Isso nós não discutimos e não questionamos, pelo menos de minha parte.”

A declaração vem depois da PEC 28/24 ser aprovada pela CCJ da Câmara com 38 votos a 12. A proposta visa a permitir que o Congresso suspenda decisões do STF com o apoio de dois terços dos parlamentares em ambas as casas, ou seja, 342 deputados e 54 senadores.

Em contrapartida, Pacheco manifestou apoio à PEC 08/21, que busca limitar decisões monocráticas de ministros do STF. A medida, já aprovada pelo Senado, também recebeu parecer favorável da CCJ da Câmara. 

“Ela está longe de ser qualquer tipo de revanchismo, de retaliação ou de afronta ao Supremo Tribunal Federal ou ao Poder Judiciário”, acrescentou. “Eu não me permitiria isso, eu tenho plena noção da importância do Poder Judiciário, da importância do Supremo Tribunal Federal, inclusive na consolidação da nossa democracia.”

Pacheco também disse que a constitucionalidade de uma lei aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidência não deve ser decidida por um único ministro em decisão monocrática. “A força do Supremo Tribunal Federal está na sua colegialidade e não na sua individualidade”, destacou.

Rodrigo Pacheco classifica proposta de impeachment de ministros como “capenga”

pacheco e moraes impeachment
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/Twitter/X/@soucriscaiado

Sobre a proposta de impeachment de ministros do STF (PL 4754/2016), Pacheco classificou-a como “capenga”. O projeto define como crime de responsabilidade dos ministros do STF a usurpação de competências do Legislativo. 

“Definitivamente, nós não podemos cuidar do Brasil de sermos casuístas. Ou seja, fazer um projeto de lei para resolver um problema específico de impeachment de ministro do Supremo Penal Federal é algo capenga”, disse. “É algo isolado, que não estabelece uma conjuntura mais ampla.”

Para Pacheco, o ideal é criar uma lei atual que se aplique tanto aos ministros do STF quanto aos ministros de Estado e ao presidente da República.

Informações Revista Oeste


Departamento de Justiça americano solicitou informações de contrato para compra de 36 caças Gripen à FAB; Lula foi acusado de tráfico de influência no processo de licitação

Caças F-39 Gripen, da sueca Saab
Caças F-39 Gripen, da sueca Saab • SaabDivulgação

A fabricante sueca Saab North America Inc. informou nesta quinta-feira (10) que o Departamento de Justiça dos EUA solicitou informações sobre o contrato fechado em 2014 com o governo brasileiro para a compra de 36 caças Gripen E/F.

A transação foi objeto de uma investigação de corrupção, em que a empresa afirma que autoridades brasileiras e suecas já investigaram anteriormente partes do processo e que essas investigações foram encerradas sem indicar irregularidades por parte da Saab.

“A Saab pretende cumprir com a solicitação de fornecimento de informações e cooperar com o DoJ [Departamento de Justiça dos EUA] neste assunto”, disse a Saab em comunicado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi acusado formalmente de tráfico de influência para beneficiar a Saab no processo de licitação para a venda dos caças, no valor de US$ 5,4 bilhões.

Os advogados de Lula disseram que o caso equivale a uma “perseguição política”.

A Força Aérea Brasileira (FAB) escolheu em 2014 o Gripen para renovar sua frota de caças, em detrimento do F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, e do Rafale, fabricado pela francesa Dassault Aviation SA.

As primeiras aeronaves já foram entregues ao Brasil, e o restante deve ser entregue até 2027.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), as ações da Saab caíam 6,38%.FAB recebe os quatro primeiros caças F-39E Gripen, da Saab, na Suécia em 2021 • Saab\Divulgação

Projeto FX-2

A entrega dos primeiros Gripen de série à FAB é a concretização do Projeto FX-2, iniciado em 2006 durante o governo do então presidente Lula, em substituição ao programa anterior, denominado Projeto FX.

Após mais de dez anos de discussão, em 2013 o governo brasileiro, durante a administração de Dilma Rousseff, optou pela compra do caça sueco, preterindo os modelos Boeing F/A-18E/F Super Hornet, dos Estados Unidos, e o Dassault Rafale, da França.

O contrato de compra das novas aeronaves da FAB é avaliado em 39,6 bilhões de coroas suecas, cerca de R$ 21,2 bilhões na cotação atual. O negócio também inclui a transferência de tecnologia do jato sueco para o Brasil, que terá a licença para a produzir a aeronave.

Quase a metade dos jatos encomendados (nas versões E e F, para um e dois pilotos, respectivamente) será finalizada na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto (SP), onde um modelo de teste (e não de série) do Gripen vem sendo testado desde o último trimestre de 2020.

Após 16 anos do lançamento do projeto FX-2, o caça sueco F-39 Gripen E/F entrou, em 2022, em operação na (FAB. Trata-se da mais moderna aeronave em operação na América Latina, que equipa o 1.º Grupo de Defesa Aérea (1.º GDA), em Anápolis (GO).

A renovação da aviação de caça é um dos principais projetos estratégicos do Ministério da Defesa.

Outras quatro aeronaves foram acrescidas neste ano ao contrato em vigor, totalizando 40 caças, que serão produzidos pela Saab em parceria com a Embraer. A FAB estuda ainda adquirir mais 26 Gripen por meio de outro contrato.

A nova máquina de guerra do Brasil pode muito. Pode voar a 2.400 km/h e a 16 km de altitude. Cobre a distância entre São Paulo e Rio em 12 minutos e leva debaixo das asas seis toneladas de mísseis e bombas. Uma dessas armas, o míssil Meteor, atinge alvos a até 200 km. Custa, a peça, US$ 2,5 milhões.

O segundo míssil é o Iris-T, para atuar no raio de 30 km. Sai por US$ 430 mil. Ambos são fornecidos por consórcios europeus. Carregado para sua missão básica, a defesa aérea, cobre 1.500 km de raio de ação.

Informações CNN Brasil


A aeronave da corporação caiu enquanto ajudava nas buscas de monomotor em Ouro Preto. Bombeiros, médico e enfermeiro morreram

Imagem colorida do helicóptero Arcanjo 4, que caiu em MG

Após 12 horas de busca, uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais foi encontrada morta devido à queda de um helicóptero da corporação, o Arcanjo 4. A tragédia ocorreu no momento em que o grupo ajudava nas buscas de um monomotor em Ouro Preto, região Central de Minas Gerais.

O helicóptero levava seis tripulantes, entre bombeiros, médicos e enfermeiros – todos morreram. A aeronave perdeu contato com a central na sexta-feira (11/10), mas só foi encontrada neste sábado (12/10).

Mais de 80 pessoas, cães de busca e aeronaves se concentraram nas buscas. Depois de 12 horas, quatro bombeiros militares, um médico e um enfermeiro do Samu foram encontrados nos destroços do Arcanjo 4, em uma região de Serra íngreme de Ouro Preto.

O Corpo de Bombeiros soltou nota de pesar pelo ocorrido. Veja:

Imagem de nota de pesar do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

Informações Metrópoles


Órgão reiterou às autoridades a necessidade de que laboratórios de análises clínicas, “em especial os que prestam serviços ao SUS

Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

Após as denúncias de contaminação pelo vírus HIV de seis pessoas transplantadas no Rio de Janeiro, o Conselho Federal de Medicina cobrou do Ministério da Saúde “assumir sua missão e apresentar respostas para não comprometer a credibilidade no funcionamento do sistema nacional de transplantes de órgãos em todo o País”. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

De acordo com a publicação, o plenário do CFM pediu também que as autoridades tenham “máxima transparência e celeridade na condução das investigações, com a responsabilização de indivíduos, empresas e órgãos públicos”.

O órgão reiterou às autoridades a necessidade de que laboratórios de análises clínicas, “em especial os que prestam serviços ao SUS, sejam alvo de fiscalização ostensiva da Vigilância Sanitária, com a cobrança de efetivo cumprimento de critérios e protocolos adequados ao seu funcionamento”.

“Trata-se de situação inadmissível que aponta fragilidades na gestão de uma área de alta complexidade no campo da saúde, expondo a vida de inúmeros brasileiros”, diz um trecho da nota.

Informações Bahia.ba


Foto: Reprodução/TV Globo

O humorista Ary Toledo, de 87 anos, morreu em São Paulo neste sábado (12). Ele estava internado no Hospital Sírio Libanês, no Centro da capital paulista, e faleceu por volta das 08h17.

A informação foi confirmada pela família através do perfil oficial do humorista no Instagram e também pela funerária responsável pelo preparo do corpo do artista. A causa da morte ainda não foi divulgada.

“Com profundo pesar, anunciamos o falecimento de Ary Christoni de Toledo, um humorista brilhante que iluminou nossas vidas com seu talento e risadas. Que sua memória continue a trazer sorrisos a todos nós… Sentiremos a sua falta Mestre”, disse a publicação.

O velório de Ary Toledo será no Ossel Memorial, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, neste sábado (12), a partir de 19h. Ele será cremado.

G1


A iniciativa visa a aumentar em até 900% o atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo

Hospital Regional Rota dos Bandeirantes, em Barueri Sírio-Libanês Governo SP
Hospital Regional Rota dos Bandeirantes, em Barueri está para ser inaugurado | Foto: Reprodução/Governo de SP

O governado do Estado de São Paulo anunciou, nesta terça-feira, uma parceria na qual transfere a gestão de três hospitais estaduais para o Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL), ligado ao hospital Sírio-Libanês.

O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo governador Tarcísio de Freitas. A gestão do IRSSL será implementada no Hospital Geral de Taipas, Hospital Geral de Vila Penteado e Hospital Regional Rota dos Bandeirantes. A iniciativa visa a aumentar em até 900% o atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo.

Durante a apresentação, realizada no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio destacou que já são visíveis os ganhos em eficiência e logística. Ele afirmou que o objetivo é suprir a demanda da população, com a abertura de novas especialidades médicas, como neurologia e obstetrícia de alto risco. “Vamos atender mais de 4 milhões de pessoas e oferecer um padrão de qualidade do Sírio-Libanês.”

O secretário de Saúde, Eleuses Paiva, reforçou a importância da parceria, ao afirmar que ela representa um passo crucial na melhoria dos serviços de saúde no Estado.

O modelo de Organização Social de Saúde permite que o governo contrate instituições do terceiro setor para gerir unidades de saúde, com custeio integral do Estado e acompanhamento das metas assistenciais.

Com exceção do Rota dos Bandeirantes, que ainda não foi inaugurado, a gestão do IRSSL nos hospitais teve início em 1º de setembro, depois da vitória em um chamamento público.

Início da gestão

Nos primeiros 30 dias de gestão no Hospital Geral de Taipas, houve um aumento de 100% nas cirurgias e de 10% nos atendimentos do pronto-socorro. A unidade atenderá uma população de 2,5 milhões de habitantes.

No Hospital Geral de Vila Penteado, referência em média e alta complexidade, as cirurgias cresceram 14% em setembro. A unidade deve receber 41 novos leitos até o próximo ano.

O Hospital Regional Rota dos Bandeirantes, em Barueri, será inaugurado ainda este ano. Com investimento de R$ 125 milhões, a unidade contará com 356 leitos, que incluem 50 de UTI, e operará 100% digital, sem papel.

Carolina Lastra, diretora-executiva do IRSSL, também destacou que a iniciativa tem por objetivo garantir um atendimento humanizado e de qualidade ao SUS.

Informações Revista Oeste


CCJ da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (9), quatro propostas que visam atingir os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)

Congresso Nacional e STF Supremo Tribunal Federal Metrópoles 14

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou duas propostas de emenda à Constituição (PECs) e dois projetos de leis (PLs), na quarta-feira (9/10), que visam restringir os poderes dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As medidas avançam na Casa Legislativa um dia antes da audiência convocada pelo ministro Flávio Dino, do STF, para discutir as emendas parlamentares RP8 e RP9.

A manobra dos deputados é vista como uma resposta às recentes tensões entre o Legislativo e Judiciário, em especial depois que Flávio Dino suspendeu as emendas impositivas apresentadas pelos parlamentares ao orçamento da União. A decisão estabelece que o Congresso aponte novos procedimentos para garantir a transparência, rastreabilidade e eficiência dos recursos públicos destinados pelos membros das duas Casas.

Dino convocou representantes do Senado, da Câmara, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) para discutir as emendas parlamentares. Um primeiro encontro aconteceu em agosto, quando o ministro determinou que a Controladoria-Geral da União (CGU) indicasse as cidades mais beneficiadas pela transferência de recursos do chamado orçamento secreto, entre 2020 e 2023.

CCJ da Câmara

A presidente da CCJ da Câmara, Caroline de Toni (PL-SC), pautou quatro propostas que têm como objetivo reduzir os poderes dos ministros do STF, como conceder ao Congresso Nacional a anulação de julgamentos e criar novo rito para o andamento de processos de impeachment dos magistrados da Suprema Corte.

PEC 8/2021, de autoria do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) e relatada pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), busca modificar a concessão de medidas cautelares e a declaração de inconstitucionalidade nos tribunais.

O tema mais polêmico da proposta proíbe que decisões monocráticas (individuais) suspendam a eficácia de leis ou atos do presidente da República, do Senado ou da Câmara dos Deputados. A medida visa garantir que as decisões sejam tomadas de forma colegiada, em respeito ao princípio de reserva de plenário.

Outro ponto da PEC do senador Oriovisto Guimarães estabelece o prazo de seis meses, sob pena de perda de eficácia da medida, para julgamento de ações de inconstitucionalidade de uma medida cautelar.

Já a PEC 28/2024, do deputado Reinhold Stephanes (PSD-PR) e relatada por Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), busca criar mecanismos de controle das decisões dos ministros do STF. Como, por exemplo, permitir que o Congresso Nacional tenha o poder de sustar as deliberações dos magistrados, com voto de dois terços de ambas as Casas, por dois anos, com a possibilidade de prorrogar por mais dois.

Por tratar de alterações na Constituição, depois de aceitas na CCJ da Câmara, as matérias ainda precisam ser votadas em uma comissão especial, que deve ser criada pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). No entanto, o político alagoano deve avaliar se pretende ampliar o atrito com o Judiciário no fim do mandato, visto que ele deixa a presidência da Câmara em fevereiro de 2025.

O colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, adiantou que os ministros do STF mandaram um alerta a lideranças do Congresso Nacional a respeito da PEC 8/2021, que limita as decisões monocráticas dos magistrados.

A CCJ da Câmara também aprovou o PL 4.754/2016, de autoria do deputado Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) e relatada por Alfredo Gaspar (União-AL). A matéria estabelece novas possibilidades para impeachment de ministros do STF.

A proposta estabelece como crime de responsabilidade a usurpação de competências do Legislativo, seja por meio de decisão ou voto dos magistrados. Além disso, inclui a divulgação de opinião em meios de comunicação sobre processos pendentes de julgamento na penalidade.

Agora o PL 658/22, do ex-deputado Paulo Eduardo Martins e que teve relatoria de Gilson Marques (Novo-SC), também modifica a lei de responsabilidade e acrescenta como crime violar, por meio de decisão ou interpretação semelhante, a imunidade material parlamentar.

O texto também impõe que, caso a denúncia de crime de responsabilidade seja respeitada, caberá recurso ao plenário do Senado Federal, apresentado por, no mínimo, um terço dos membros da Casa.

No caso dos PLs, eles ainda precisam ser aprovados no plenário da Câmara dos Deputados.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elogiou o avanço das propostas que limitam os poderes dos ministros do STF. “Acho que é um movimento natural de, enfim, de se evitar os arroubos de alguns ministros do Supremo, que se acham no direito de, numa canetada, declarar inconstitucional, por exemplo, uma lei que foi aprovada em dois turnos no Congresso Nacional, sancionada ou vetada pelo presidente, e depois tem um veto derrubado pelo Congresso Nacional. Uma canetada e fala que é inconstitucional. Isso não é justo”, disse ao Metrópoles.

O deputado Patrus Ananias (PT-MG), por sua vez, enfatiza que os projetos aprovados na CCJ da Câmara são apadrinhados pelos mesmos parlamentares que defendem os manifestantes que participaram dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

“Todos eles voltados para limitar, cercear os espaços de atuação do Poder Judiciário no Brasil, especialmente do Supremo Tribunal Federal. E é claro que essas propostas que nós votamos hoje aqui, duas propostas de emenda constitucional, estão vinculadas às manifestações golpistas do 8 de janeiro de 2023 e às posições que o Supremo adotou em relação a essas manifestações golpistas que não se restringem ao desmonte que fizeram aqui no Congresso Nacional, aqui na Câmara dos Deputados, no Supremo Tribunal Federal, no Palácio do Planalto, mostrando claramente que era uma manifestação contra os poderes constituídos”, frisou o deputado do PT.

O STF já condenou mais de 200 pessoas envolvidas nos atos antidemocráticos. No entanto, a CCJ da Câmara pautou para esta semana também um PL que visa anistiar todos os envolvidos. Apesar disso, a proposta está paralisada após pedido de vista, ou seja, mais tempo para analisar.

Informações Metrópoles


O emedebista aparece à frente na disputa pelo Poder Executivo paulistano, indica levantamento do instituto Paraná Pesquisas

ricardo nunes prefeito de são paulo
Ricardo Nunes é o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição pelo MDB | Foto: Reprodução/Facebook/@prefeitoricardonunes

Paraná Pesquisas divulgou, na manhã desta quinta-feira, 10, o seu primeiro levantamento de intenções de voto para a Prefeitura de São Paulo depois da realização do primeiro turno. No material do instituto, Ricardo Nunes (MDB) aparece à frente de Guilherme Boulos (Psol).

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Ricardo Nunes e Guilherme Boulos disputam o segundo turno na capital paulista | Foto: Montagem Revista Oeste/Reprodução/Facebook//Marcelo Camargo/Agência Brasil//Reprodução/Redes sociais

Conforme a pesquisa, o atual prefeito paulistano supera o deputado federal em dois diferentes cenários. A empresa apresenta números tanto da espontânea, quando não se menciona nenhum candidato, quanto da estimulada, situação em que os políticos em disputa são citados pelos entrevistadores.

Na espontânea, Nunes aparece com 35,3%. Boulos, por sua vez, registra 29%. Nessa parte, o Paraná Pesquisas informa que 2,7% dos entrevistados citaram outros nomes. Enquanto isso, 7,8% ficaram no bloco de nenhum/branco/nulo. Já 25,3% não souberam responder ou não quiseram participar do levantamento.

A vantagem do emedebista sobre o psolista é ainda maior na estimulada. De acordo com a pesquisa, o prefeito abre 13,8 pontos porcentuais: 52,8% versus39%. Do total de entrevistados, 4,8% disseram que vão anular ou votar em branco. Além disso, 3,4% não souberam ou não quiseram responder.

O Paraná Pesquisas aproveitou para divulgar a evolução das intenções de voto para o segundo turno. Conforme o instituto, que já mapeava projeções mesmo antes do primeiro turno, Nunes alcança a sua maior pontuação para um embate direto contra Boulos. O membro do Psol, no entanto, segue o mesmo caminho — com a queda se dando somente entre brancos, nulos e indecisos.

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Evolução das intenções de voto para o segundo turno na capital paulista | Foto: Divulgação/Paraná Pesquisas

2º turno em São Paulo: Boulos supera Nunes em rejeição

Não são em todos os indicadores em que, contudo, Nunes aparece na liderança. Boulos supera o adversário no quesito rejeição. De acordo com o Paraná Pesquisas, 48,1% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum no psolista para ocupar o cargo de prefeito de São Paulo, contra 33,1% que disseram a mesma coisa em relação ao emedebista.

Para mapear as intenções de voto — e de rejeição — de Nunes e Boulos na disputa pela Prefeitura de São Paulo, a equipe do Paraná Pesquisas entrevistou 1,2 mil eleitores em potencial na capital paulista. O trabalho de campo ocorreu, a saber, de 7 a 9 de outubro.

Conforme o instituto, a margem de erro é de 2,9 pontos porcentuais para mais ou para menos. Nesse sentido, a empresa afirma que o nível de confiança do material é de 95%.

O levantamento conta com registro no Tribunal Superior Eleitoral. O código SP-08049/2024 é o protocolo de acompanhamento nesse sentido.

Informações Revista Oeste

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