João Rodrigues declarou em suas redes sociais que Chapecó não terá leis que envolvam esse assunto

Prefeito João Rodrigues, de Chapecó (SC) Fotos: Reprodução Instagram/ Reprodução TikTok

O prefeito de Chapecó (SC), João Rodrigues (PSD), publicou um vídeo em suas redes sociais nesta sexta-feira (16) para anunciar uma medida para lá de polêmica a respeito dos pais de bebês reborn, que são bonecas hiper-realistas que se tornaram febre nas redes sociais.

O polício informou que, se algum cidadão for até o sistema de saúde da cidade para buscar atendimento para o boneco, ele autorizará a internação compulsória.

– Se alguém inventar de entrar em uma unidade de saúde para pegar uma ficha, para levar o bebê reborn para consultar, a ordem está dada: Pode pegar o autor, o proprietário desse bonequinho e nós vamos internar involuntariamente, que não pode, a pessoa não pode estar bem – disse Rodrigues no vídeo.

Segundo o prefeito, está faltando “espiritualidade” e “Deus no coração” de quem tem tratado esses bonecos como crianças reais.

– Não tenho nada contra. Quem quer ter, que tenha. Trata como um boneco. Mas agora tem gente querendo tratar como um bebê de verdade. E tem gente querendo levar para consulta – declarou.

E continuou:

– Tem estado brasileiro que tem deputado criando uma lei proibindo o atendimento em unidades de saúde. Quero deixar muito claro, Chapecó não vai ter lei nenhuma lei dessa natureza. Isso é um absurdo!

João Rodrigues declarou ainda que “o sentimento por uma criança jamais pode ser substituído por um boneco” e terminou dizendo que precisamos “parar com essa loucura”.

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Seis países, incluindo Uruguai e México, suspenderam importações de frango brasileiro após confirmação de gripe aviária no RS; ministro Carlos Fávaro garante segurança do consumo humano.

Gripe aviária aparece em várias Províncias da Argentina | Foto: Shutterstock
Seis países já interromperam a compra do frango brasileiro desde a última quinta-feira, 15 | Foto: Reprodução/Shutterstock 

Mais três países anunciaram, neste sábado, 17, a suspensão da importação da carne de frango do Brasil. As suspensões ocorrem no Uruguai, no Chile e no México.

Dessa forma, o número de mercados internacionais que interromperam as compras do frango brasileiro desde a confirmação do caso de gripe aviária em granja comercial no país subiu para seis. Anteriormente, China, Argentina e União Europeia já haviam adotado tal medida.

O registro do primeiro foco de gripe aviária em uma granja comercial do país ocorreu na última quinta-feira, 15, em Montenegro (RS). O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) monitora a situação.

Em comunicado, a pasta demonstrou otimismo em controlar a doença no país. Além disso, destacou como não se dá a transmissão da gripe aviária.

“O Mapa alerta que a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos”, afirmou o ministério, conforme nota disponível em seu site oficial. “A população brasileira e mundial pode se manter tranquila em relação à segurança dos produtos inspecionados, não havendo qualquer restrição ao seu consumo. O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas).”

Governo destaca mercados que seguem a importar o frango brasileiro

Gripe Aviária
Mesmo com caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, Brasil segue a exportar carne de frango para determinados mercados | Foto: Reprodução/Redes sociais

No mesmo comunicado, o Mapa informou que alguns mercados estrangeiros seguem a comprar normalmente o frango brasileiro. Exemplos nesse sentido são Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Filipinas e Japão.

A manutenção da exportação para esses países ocorrem em decorrência de acordos sanitários firmados a partir do que se chama de princípio da regionalização. No caso da gripe aviária, isso permite a manutenção do comércio do frango criado fora do raio de 10 quilômetros do foco da doença.

“Portanto, não há restrição generalizada da exportação de produtos de aves do Rio Grande do Sul”, reforça o ministério que tem Carlos Fávaro no comando. “Quando as exigências estão relacionadas à sanidade e à qualidade dos produtos, o Brasil se compromete a seguir rigorosamente os protocolos internacionais estabelecidos, garantindo a segurança e a confiança dos nossos parceiros comerciais.”

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Ministro reconheceu, porém, que instituição da qual é sócio teve contrato com entidade

Gilmar Mendes Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (15) que exista qualquer conflito de interesse ao julgar casos envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mesmo existindo uma parceria entre o Instituto Brasileiro de Ensino Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), do qual é fundador, e a entidade que comanda o futebol nacional.

As polêmicas começaram quando Gilmar Mendes foi sorteado para julgar casos relacionados a Ednaldo Rodrigues. Gilmar negou alguns pedidos de afastamento do mandatário e o reconduziu ao cargo em janeiro de 2024, o que aumentou a pressão sobre a relação do ministro com a entidade. Ednaldo foi afastado do cargo nesta quinta (15) pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

– Eu sou sócio do IDP e, em dado momento histórico, o IDP aceitou uma proposta da CBF para realizar os custos que a CBF Academy [instituição de ensino da entidade] fazia. Foi somente um contrato de direito privado dirigido pela direção do IDP. Não há conflito de interesse em relação a esta questão. O IDP é uma instituição extremamente conceituada no Brasil e no exterior – disse o ministro ao UOL.

E prosseguiu.

– Houve um acordo feito entre três remanescentes nessas ações que corriam no Rio de Janeiro desistindo e retirando qualquer pleito ou queixa. Isso veio para cá [STF] e foi homologado por mim, que era o relator de um processo que tem conexão com esta matéria. Aí surgiram imputações de que um dos signatários não estaria em condições de fazer a assinatura, que seria falsa, ou muito provavelmente falsa – apontou.

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, congressistas se movimentam para estabelecer CPIs que tenham como principal alvo Ednaldo Rodrigues. Esse grupo vê na fragilidade da situação do dirigente a possibilidade de atingir o ministro Gilmar Mendes.

É citado, ainda, tanto nos pedidos de afastamento de Ednaldo enviados ao STF, quanto em requerimentos para a presença de Ednaldo Rodrigues no Congresso Nacional, a relação do ministro Gilmar Mendes com a CBF.

*AE


Uso do remédio exige prescrição médica, segundo o órgão

Metbala é uma bala feita com tadalafila | Foto: Metbala/Reprodução
Metbala é uma bala feita com tadalafila | Foto: Metbala/Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, a distribuição, a fabricação, a manipulação, a propaganda e o uso de todos os lotes do medicamento Metbala, à base de tadalafila, da empresa FB Manipulação Ltda.

Em nota, a agência reguladora informou que a medida foi adotada porque o produto em questão, uma bala do tipo gummy, não tem nenhum tipo de regularização na Anvisa. “Além disso, a empresa identificada não tem autorização para fabricar medicamentos”, completou o comunicado.

A proibição, segundo a agência, também se aplica a qualquer pessoa, física ou jurídica, ou veículos de comunicação que comercializem ou divulguem o produto. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 14.

“De acordo com a legislação, medicamentos só podem ser comercializados por farmácias e drogarias e precisam estar registrados na agência”, destacou a Anvisa. “O registro é a comprovação de que o produto possui eficácia, segurança e qualidade.”

No comunicado, a agência reforçou que a tadalafila, indicada para tratar disfunção erétil, é um medicamento sujeito à prescrição médica e que seu uso depende de avaliação clínica sobre condições específicas do paciente.

“A automedicação coloca sua vida em risco”, alerta a Anvisa. “Esses produtos não são inofensivos. Quem faz a propaganda de produtos irregulares também comete infração sanitária e está sujeito a penalidades, incluindo multas.”

O que é a tadalafila, vendida como bala

A tadalafila é um medicamento utilizado para tratar a disfunção erétil. O comprimido deve ser usado por homens adultos e vendido somente com receita médica. A tadalafila só funciona quando há estímulo sexual, ou seja, ela não causa ereção sozinha.

Seu funcionamento se baseia no aumento do fluxo sanguíneo durante a excitação, o que permite uma ereção mais eficaz e duradoura. O efeito do comprimido pode começar a partir de 30 minutos depois da ingestão e durar até 36 horas. O medicamento não deve ser usado mais de uma vez por dia.

A tadalafila não deve ser usada por pessoas alérgicas à substância ou por quem toma medicamentos à base de nitrato (como certos remédios para o coração), pois a combinação pode causar queda perigosa da pressão arterial. Também é contraindicada para homens que não sofrem de disfunção erétil. Mulheres, especialmente grávidas, não devem usar o medicamento.

Pfizer remédio obesidade efeitos colaterais - perda de peso - remédio | A farmacêutica espera que uma mudança no mecanismo de liberação do remédio possa reduzir os colaterais | Foto: Wirestock/Freepik
A tadalafila é um medicamento utilizado para tratar a disfunção erétil | Foto: Wirestock/Freepik

Alguns cuidados são necessários antes do uso. Pacientes com problemas cardíacos, de pressão, fígado, rins ou visão devem informar o médico. Também é importante relatar o uso de outros medicamentos, como antibióticos ou remédios para o estômago, pois podem interferir nos efeitos da tadalafila.

Os efeitos colaterais mais comuns incluem dor de cabeça, dores nas costas, tontura e vermelhidão no rosto. Há também reações mais raras, como alterações na visão e audição, dor abdominal, ereção prolongada e reações alérgicas na pele. Em caso de sintomas mais graves, é fundamental buscar atendimento médico imediato.

Por fim, o comprimido deve ser ingerido inteiro, por via oral, sempre sob orientação médica. Não deve ser partido nem mastigado. Deve ser armazenado em temperatura ambiente e fora do alcance de crianças. Em caso de ingestão em excesso, o ideal é procurar socorro médico rapidamente.

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A denúncia feita em setembro daquele ano levou à abertura de uma investigação pela Polícia Federal, concluída em 2024 sem indiciamentos

Pelo menos sete entidades de fachada participaram da fraude no INSS | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Pelo menos 11 associações participaram da fraude no INSS | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Em 2020, um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) denunciou à polícia do Distrito Federal desvios ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas. Ele, que preferiu anonimato por temer represálias, relatou ter recebido ameaças de morte depois de identificar as irregularidades. A informação é da TV Globo.

O funcionário, que atuava na análise dos descontos, percebeu anomalias e decidiu notificar as autoridades. A denúncia feita em setembro de 2020 levou à abertura de uma investigação pela Polícia Federal, concluída em 2024 sem indiciamentos. 

“Na época que a Diretoria de Benefícios estava cortando ali os ACTs [Acordos de Cooperação Técnica], eu estava fazendo uma auditoria em cima deles, alguns servidores receberam ameaças”, afirmou o servidor. “Isso foi falado lá dentro.”

Investigações paralelas e irregularidades no INSS

Operação Sem Desconto; INSS
Operação Sem Desconto, deflagrada em abril | Foto: Divulgação/PF

Simultaneamente, a Polícia Civil do Distrito Federal iniciou sua investigação, no mesmo ano, depois de receber denúncias de aposentados ao Ministério Público. Em fevereiro de 2021, o órgão convocou o servidor para depor, e ele reiterou suas alegações sobre os descontos irregulares feitos pela Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).

Ele destacou um aumento significativo nos descontos associados à Conafer ao longo de 2020. Em janeiro daquele ano, a Conafer tinha cerca de 80 mil filiados com descontos nos benefícios previdenciários. Esse número subiu para mais de 250 mil em outubro de 2020, mês em que o acordo da Conafer com o INSS estava suspenso em razão de irregularidades.

Firmado inicialmente em 2017, o acordo permitia à Conafer realizar descontos diretamente nos benefícios dos filiados. Em setembro de 2020, depois da detecção dos problemas, houve a suspensão da permissão. 

Em outubro, a responsabilidade por analisar os documentos passou da Diretoria de Benefícios para a Diretoria de Atendimento do INSS, o que possibilitou a reabilitação da Conafer. Na ocasião, a Conafer homenageou Jobson de Paiva Sales, então diretor de atendimento do INSS, responsável por reverter a suspensão.

Um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) de 2024 revelou que a Conafer apresentou o maior crescimento no volume de descontos entre 2019 e 2024. Os números saltaram de R$ 400 mil por ano, em 2019, para R$ 57 milhões, em 2020, e chegaram a R$ 202 milhões, em 2023.

Depoimentos e novas descobertas

Em março de 2021, Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer, prestou depoimento na investigação da Polícia Civil, mas recusou-se a informar seus rendimentos, em razão de confidencialidade. 

Durante sua fala, afirmou que “a Conafer ou seus integrantes não foram responsáveis pela inserção de descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas, mas, sim, se tal fato ocorreu, a responsabilidade seria da Dataprev”, empresa pública federal que processa os pagamentos do INSS.

Entretanto, a Polícia Civil encontrou indícios de que, entre 2019 e 2020, Carlos Roberto e sua mulher, Bruna Braz, negociaram cinco imóveis de alto valor, incluindo uma fazenda avaliada em R$ 3 milhões. Em 2021, a Justiça do Distrito Federal decidiu que a competência para conduzir a investigação seria da Polícia Federal. 

A operação para desarticular o esquema só ocorreu em abril de 2025. A Operação Sem Desconto resultou na queda do então ministro da Previdência do governo Lula, Carlos Lupi, e do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

Informações Revista Oeste


Reconhecido como um dos principais líderes espíritas do país e embaixador da paz, Divaldo dedicou mais 70 anos à divulgação da doutrina espírita no Brasil

Foto: Reprodução/ assessoria

O médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco morreu na terça-feira (13), às 21h45, em Salvador, aos 98 anos. A informação foi divulgada pela Mansão do Caminho, instituição fundada por ele e por Nilson de Souza Pereira em 1952. A causa da morte não foi oficialmente informada, mas ele enfrentava um câncer na bexiga desde novembro do ano passado.

Reconhecido como um dos principais líderes espíritas do país e embaixador da paz, Divaldo era natural de Feira de Santana (BA) e dedicou mais de sete décadas à divulgação da doutrina espírita no Brasil e no exterior. Ao longo de sua trajetória, realizou mais de 20 mil conferências em 71 países e publicou mais de 260 livros psicografados, com mais de 10 milhões de exemplares vendidos. Suas obras foram traduzidas para 17 idiomas.

Além do trabalho como escritor e conferencista, Divaldo desenvolveu um reconhecido trabalho social. A Mansão do Caminho, localizada no bairro Pau da Lima, atende diariamente mais de 5 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social, oferecendo serviços nas áreas de educação, saúde e assistência social. O complexo abriga 44 edificações, incluindo escolas, creches e unidades de atendimento médico.

Divaldo também ficou conhecido por ter adotado mais de 650 filhos ao longo da vida. Foi homenageado por mais de 800 instituições nacionais e internacionais por sua atuação humanitária. Ele era chamado carinhosamente de “Tio Divaldo” por muitos dos que foram acolhidos por seu trabalho.

O velório será realizado nesta quarta-feira (14), das 9h às 20h, no ginásio da Mansão do Caminho, em Salvador. O sepultamento está marcado para quinta-feira (15), às 10h, no Cemitério Bosque da Paz.

Com a morte de Divaldo Franco, o espiritismo brasileiro perde uma de suas vozes mais influentes e respeitadas.

Informações Bahia.ba


Alta foi de 48,6% na comparação anual. Conselho de Administração aprovou pagamento de dividendos de R$ 11,72 bilhões

Foto: Agência Petrobras

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (12) um lucro líquido de R$ 35 bilhões (US$ 6 bilhões) no primeiro trimestre do ano. O número significa um aumento de 48,6% em relação ao mesmo período de 2024 que foi de R$ 23,7 bilhões. A presidente da estatal, Magda Chambriard falou apontou a alta na produção nos últimos três meses do ano passado.

“Assim, alcançamos um caixa de US$ 8,5 bilhões com as nossas operações, que nos permite investir para continuar gerando valor e remunerar os nossos acionistas”, disse no comunicado da divulgação do balanço financeiro. “Iniciamos o ano de 2025 com resultados operacionais e financeiros robustos, que refletem a capacidade técnica da Petrobras em superar desafios e gerar valor para a sociedade brasileira”, completou.

Os investimentos atingiram R$ 23,7 bilhões (US$ 4,1 bilhões), concentrados em projetos do pré-sal nos campos de Búzios e Atapu, no pré-sal da Bacia de Santos, na costa do Rio de Janeiro. A companhia também registrou uma forte geração de caixa, alcançando um EBTIDA, um dos indicadores financeiros utilizados para avaliar uma empresa, ajustado de R$ 61 bilhões (US$ 10,5 bilhões) e um Fluxo de Caixa Operacional (FCO) de R$ 49,3 bilhões (US$ 8,5 bilhões). O FCO representa o que a empresa gerou de caixa a partir de suas operações.

O Conselho de Administração da Petrobrás aprovou o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio intercalares de R$ 11,72 bilhões. O valor corresponde a R$ 0,90916619 por ação ordinária e preferencial em circulação, como antecipação da remuneração aos acionistas relativa ao exercício de 2025.

Informações Bahia.ba


Os aposentados e pensionistas notificados deverão indicar, já na quarta-feira (14), se autorizaram ou não os descontos

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A partir desta terça-feira (13), aposentados e pensionistas que tiveram descontos em seus benefícios previdenciários por meio de associações receberão uma notificação do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A mensagem será enviada exclusivamente pelo aplicativo Meu INSS.

Segundo o órgão, cerca de 9 milhões de beneficiários serão informados sobre os valores descontados e os nomes das entidades responsáveis. Os aposentados e pensionistas notificados deverão indicar, já na quarta-feira (14), se autorizaram ou não os descontos.

Caso declarem que não autorizaram, poderão solicitar o ressarcimento dos valores também a partir de quarta. O INSS informou que os reembolsos se referem a cobranças realizadas entre março de 2020 e março de 2025.

A devolução será responsabilidade das associações, que terão até 15 dias úteis para efetuar o pagamento após serem acionadas. Em caso de descumprimento, poderão ser cobradas judicialmente. O beneficiário não precisará apresentar nenhum documento para ser reembolsado.

O INSS reforça que a notificação será feita apenas pelo aplicativo Meu INSS. Não haverá envio de SMS, ligações telefônicas ou uso de intermediários. Em caso de dúvida, o segurado pode entrar em contato com a central 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.

Informações Bahia.ba


Ministro já teve convocação aprovada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional

Ministro Ricardo Lewandowski Foto: Jamile Ferraris/MJSP

A decisão do governo Lula (PT) de não atender a um pedido dos Estados Unidos para enquadrar as facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas segue gerando reações, especialmente no Congresso Nacional.

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Creden), presidida pelo deputado Filipe Barros (PL-PR), pretende cobrar explicações do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Barros anunciou que a comissão está preparando um pacote de ações para tratar da atuação internacional dessas facções.

Para o parlamentar, a recusa do governo Lula de classificar as facções como terroristas é desarrazoada e ignora alertas já emitidos pela própria Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que apontam o risco de deterioração das relações diplomáticas com países vizinhos devido à presença transnacional dos grupos criminosos.

Na última quarta-feira (7), a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional aprovou as convocações para ouvir Lewandowski e também o ministro Mauro Vieira (Itamaraty). No caso de Lewandowski, porém, o pedido está mais relacionado ao asilo diplomático concedido à ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia.

Vieira, por sua vez, será questionado sobre a “omissão do Estado brasileiro diante da grave situação humanitária enfrentada por oposicionistas do regime de Nicolás Maduro” que estavam refugiados na Embaixada da Argentina em Caracas. O grupo foi retirado do local e enviado aos EUA em uma operação que contou com a participação do governo americano.

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Alta cúpula do Judiciário dribla regras da transparência e mantém em segredo quem viajou e o por quê

Fab
A FAB identifica apenas as viagens do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF | Foto: Reprodução/Flickr/Supremo Tribunal Federal 

Supremo Tribunal Federal (STF) tem ocultado informações sobre viagens de ministros em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) desde 2023. O tribunal também desrespeitou prazos legais ao responder com atraso a dois pedidos feitos via Lei de Acesso à Informação. O jornal Folha de S.Paulo divulgou as informações neste domingo, 11. 

Apesar das solicitações feitas em fevereiro e março deste ano, o STF não esclareceu quais magistrados utilizaram os voos, tampouco revelou a lista de passageiros. A resposta só veio depois de um questionamento da imprensa à assessoria da Corte.

A FAB identifica apenas as viagens do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF. Ainda assim, os registros disponíveis no site são parciais e não incluem a identificação de quem acompanhou o magistrado.

Portanto, as demais viagens foram classificadas como “à disposição do Ministério da Defesa”, um subterfúgio previsto em decreto de 2020. Esse enquadramento permite que autoridades viajem sob o pretexto de “segurança”, sem a devida prestação de contas.

De acordo com o Ministério da Defesa, ministros da Corte realizaram ao menos 154 voos com essa classificação entre janeiro de 2023 e fevereiro de 2025 — mais de 70% transportaram apenas um magistrado.

Falta de padrão e transparência agrava cenário político

A ausência de uniformidade na divulgação dos dados compromete a imagem institucional do tribunal. O advogado Bruno Morassutti, da ONG Fiquem Sabendo, afirma que os ministros adotam entendimentos próprios sobre o que divulgar ou manter em sigilo.

“O STF perde muito em não dar transparência adequada a essas informações”, disse Bruno. “Prejudica a imagem da instituição desnecessariamente num momento politicamente sensível.”

Embora a legislação determine que toda informação classificada como sigilosa deve vir acompanhada do nível “reservado, secreto ou ultrassecreto” e prazo de validade, o STF ignorou essa exigência.

O site da Corte, que deveria listar os dados sob sigilo, afirma que não há registros ocultos — uma contradição flagrante.

STF só respondeu depois de ser cobrado pela imprensa

A Lei de Acesso estabelece um prazo de cinco dias úteis para respostas a recursos. A assessoria de comunicação do STF só respondeu ao pedido da Folha de S.Paulo depois que o jornal a pressionou diretamente, mais de um mês depois do prazo legal.

Nas respostas padronizadas, a Corte citou um acórdão do Tribunal de Contas da União que autoriza sigilo em viagens que coloquem “em risco a segurança de autoridades”. Entretanto, omitiu o grau do sigilo adotado e evitou mencionar as viagens dos demais ministros.

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