Apostas podem ser feitas até as 19h, horário de Brasília
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A Caixa Econômica Federal (CEF) realiza nesta terça-feira (27), a partir das 20h no horário de Brasília, o concurso 2.868 da Mega-Sena. O prêmio está estimado em R$ 7,5 milhões. O sorteio será transmitido ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e na página das Loterias Caixa no Facebook.
As apostas podem ser realizadas até as 19h, em casas lotéricas credenciadas pela Caixa, espalhadas por todo o país, ou por meio da internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.
Ministério da Fazenda avalia impacto financeiro de fraudes em cobranças associativas e inicia devolução de valores
Segundo Haddad, o valor exato será definido depois da conclusão da apuração conduzida pelo governo Foto: | Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O Ministério da Fazenda calcula que o ressarcimento a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vítimas de descontos indevidos pode chegar a R$ 2 bilhões.
A estimativa considera as denúncias feitas por beneficiários que relataram cobranças associativas não autorizadas ao longo dos últimos cinco anos.
Segundo o ministro Fernando Haddad, o valor exato será definido depois da conclusão da apuração conduzida pelo governo.
A equipe técnica ainda avalia os dados coletados por meio do aplicativo Meu INSS e da central telefônica 135, canais que registraram o volume de reclamações depois da descoberta das fraudes.
A devolução dos valores começa nesta segunda-feira, 26. Os primeiros reembolsos se referem às cobranças irregulares realizadas no mês de abril e somam R$ 292 milhões.
O calendário de pagamento varia conforme o valor do benefício e o número final do registro do segurado. Como resultado, todos os aposentados e os pensionistas que tiveram descontos associativos no mês de abril receberão o reembolso integral.
Os próximos passos dependerão da resposta das entidades envolvidas, que deverão apresentar, em até 15 dias úteis, documentos que comprovem a autorização para as deduções. Se não houver comprovação, terão o mesmo prazo para devolver os valores.
Entidades poderão pagar aposentados com bens pessoais
O governo já bloqueou centenas de milhões de reais das associações investigadas. Haddad declarou que a responsabilização será total.
“Nós temos ainda uma estimativa, mas são muitas centenas de milhões de reais bloqueados dessas associações”, disse o ministro. “Ninguém será prejudicado, mas essa turma vai ter que pagar, inclusive com os seus bens pessoais.”
A Advocacia-Geral da União pediu o bloqueio de R$ 2,5 bilhões em bens de 12 entidades. A Justiça ainda analisa a possibilidade de rastrear integralmente os recursos devidos, o que pode atrasar a restituição aos segurados lesados.
A Polícia Federal, no fim de abril, conduziu a operação que revelou o esquema nacional de descontos indevidos.
Batizada de Sem Desconto, a investigação revela que empresários, sindicatos e associações se beneficiaram dos valores cobrados indevidamente de aposentados.
O total de descontos efetuados entre março de 2020 e março de 2025 soma R$ 5,9 bilhões. O governo acredita que cerca de um terço desse montante possa ter sido fraudado.
Ex-vice-presidente falou em omissão. Ministro Alexandre de Moraes interrompeu depoimento
Hamilton Mourão apontou omissão do ministério da Defesa | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro irritou o ministro Alexandre de Moraes durante a tomada de depoimento do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS)ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira, 23.
Vice-presidente da República na gestão Bolsonaro, Mourão prestou depoimento como testemunha no inquérito que investiga atribuições que culminaram nos atos do 8 de janeiro de 2023. Ele foi testemunha do tenente-coronel Mauro Cid e do general Augusto Heleno.
Mourão respondeu advogado de Bolsonaro
O advogado Paulo Amador Cunha Bueno questionou Mourão sobre a existência de uma sessão do Exército especializada em análises de cenário de risco e alertas que resultam de relatório de inteligência.
O senador falou da competência das Forças Armadas para alertar sobre a iminência dos atos do 8 de janeiro. Mourão apontou para a omissão do Ministério da Defesa em relação aos ataques.
“É a sessão de inteligência encarregada de analisar as informações que chegam”, disse o ex-vice-presidente. “Por óbvio que isso perdura até os dias de hoje e deveria ter acionado os meios respectivos.”
Durante o depoimento, o ex-vice-presidente culpou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela omissão do governo atual.
Reação de Moraes
Moraes interrompeu o advogado que seguia perguntando se o 8 de janeiro teria sido orquestrado. O ministro proibiu a indagação e disse que Mourão não é “perito” para fazer análises de cenário. O relator ainda insistiu que a defesa deveria se ater aos fatos.
Mourão negou durante a oitiva a existência de uma reunião em que tenha participado de debates sobre suposta preparação golpista.
A modalidade estava bloqueada desde o último dia 8, após determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Foto: Assessoria/GovBr
Os aposentados e pensionistas segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) poderão contratar novos empréstimos consignados a partir desta sexta-feira (23), desde que tenha a biometria cadastrada.
A medida foi tomada em meio à crise da fraude do INSS e tem o objetivo de inibir a ação de golpistas. A modalidade estava bloqueada desde o último dia 8, após determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).
A decisão estabelece que a identificação biométrica de aposentados e pensionistas do Regime Geral da Previdência Social atende à necessidade de avaliação do serviço de desbloqueio de benefícios para empréstimos consignados.
O objetivo é mapear vulnerabilidades operacionais e implementar medidas corretivas e aprimoramentos, garantindo maior segurança e conformidade aos processos envolvidos. O crédito consignado permite que sejam liberados empréstimos com bancos e instituições financeiras, e paguem o valor por meio de parcelas descontadas diretamente da folha de seus benefícios, como aposentadoria, pensão ou Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Associações usaram brechas e ferramentas próprias para realizar cobranças sem autorização dos segurados, segundo apuração do Jornal Nacional
Fachada do INSS em Brasília – 2.11.2023 | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Uma série de documentos obtidos pelo Jornal Nacional revelou que o INSS ignorou as próprias normas internas e permitiu descontos em massa nos benefícios, mesmo sob denúncias e investigação. O instituto autorizou o uso de sistemas paralelos que driblam regras criadas para proteger os segurados.
No mês de julho de 2024, o próprio INSS havia estabelecido que qualquer autorização para descontos exigiria assinatura eletrônica avançada. A norma também incluía a obrigatoriedade de biometria vinculada aos sistemas oficiais do governo.
Mesmo sem histórico de realizar esse tipo de operação, a ANDDAP (Associação Nacional de Defesa do Direito dos Aposentados e Pensionistas) conseguiu, naquele período, filiar mais de 184 mil pessoas. A entidade utilizou uma brecha aberta pelo próprio INSS e aplicou um site de assinatura virtual simplificada, criado exclusivamente para ela.
O mesmo modelo também foi adotado por outras entidades. A Amar Brasil ABCB, em dezembro de 2024, adicionou 39 mil beneficiários. A Masterprev, em julho, inseriu mais 15 mil filiados por meio desse sistema.
Dados oficiais apontam que mais de 99% das contestações confirmam que os segurados não deram permissão para qualquer tipo de desconto
Cresceram na internet as reclamações contra essas associações. Centenas de beneficiários relataram nunca ter autorizado os descontos. Além dos protestos online, surgiram também ações judiciais. Dados oficiais do INSS apontam que mais de 99% das contestações confirmam que os segurados não deram permissão para qualquer tipo de desconto.
Mesmo diante de denúncias, além de investigações da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU), o INSS manteve brechas operacionais. No mês de março de 2024, editou uma norma exigindo assinatura eletrônica avançada. Também determinou a suspensão de novos descontos por seis meses, enquanto aguardava a finalização do sistema oficial de biometria da Dataprev.
No entanto, em junho, Alessandro Stefanutto, então presidente do INSS, cedeu aos pedidos das associações. Ele autorizou novos descontos com base em uma biometria paralela, realizada diretamente pelas entidades, sem conexão com sistemas oficiais de reconhecimento facial.
Em setembro, a Dataprev entregou ao governo o sistema de biometria oficial. Apesar disso, Stefanutto prorrogou, por duas vezes, o uso da biometria paralela. Primeiro até dezembro, alegando que o sistema precisava de ajustes. Depois, estendeu até janeiro de 2025, mesmo com o sistema da Dataprev em funcionamento.
As auditorias da CGU e as investigações da Polícia Federal colocaram quatro dessas entidades sob suspeita. O número anormal de novos associados levantou alerta nas autoridades. Apesar disso, essas organizações não aparecem na lista das doze que já enfrentam processos com bloqueio de bens na Justiça.
Medida passou a ser válida após o Parlamento italiano aprovar uma lei que concede apenas aos filhos e netos de italianos nascidos no exterior o direito automático à cidadania
Foto: Pixabay
O Parlamento da Itália aprovou, por 137 votos a favor, 83 contrários e duas abstenções, um projeto que torna definitiva as restrições ao acesso à cidadania italiana por descendência. A decisão foi proferida na terça-feira (20).
Com a mudança, apenas filhos e netos de italianos nascidos no exterior continuarão com o direito automático à cidadania. Gerações mais distantes como bisnetos e trinetos perderam o direito.
Com a nova regra é necessário que o ascendente tenha, ou tenha tido até a morte, exclusivamente a cidadania italiana. A norma, que deve atingir 95% dos brasileiros que antes tinham direito à cidadania, busca impedir que estrangeiros reivindiquem o direito com base em laços familiares distantes.
Processos iniciados até 27 de março de 2025 não serão impactados pelas novas regras.
O objetivo é conter o uso excessivo da cidadania como meio para conseguir o passaporte europeu, especialmente na América do Sul. A Embaixada da Itália calcula que 32 milhões de descendentes de italianos vivem no Brasil.
Desabafo se deu após críticas por relatar mau atendimento em cafeteria; caso gerou demissão e intensa repercussão nas redes sociais
Foto: TV Globo
Após relatar um episódio de mau atendimento em uma cafeteria de Joinville (SC), Padre Fábio de Melo voltou às redes sociais nesta terça-feira (20) para desabafar sobre a onda de críticas e ataques que passou a receber desde então. O caso, que resultou na demissão do gerente do estabelecimento, gerou ampla repercussão e polarização nas redes sociais.
No desabafo, o padre afirmou estar “a um passo de desistir” diante do que classificou como um ambiente digital tomado por “ódio orquestrado”. Sem citar diretamente o nome da cafeteria ou do gerente, ele lamentou a forma como sua fala foi distorcida e se disse vítima de calúnias e ataques virtuais.
“O principal instrumento do ódio é a palavra, a pior de todas as armas”, escreveu. Ele ainda apontou que a violência verbal se estende até mesmo a postagens pessoais, como homenagens à sua mãe, e criticou o ambiente tóxico das redes sociais, agravado pela polarização política.
Segundo o religioso, sua intenção nunca foi provocar represálias, mas sim relatar um atendimento que o desagradou. No entanto, a situação acabou tomando proporções inesperadas e trouxe, segundo ele, um desgaste emocional significativo.
Patrick Fernandes quer contar histórias de famílias destruídas pelo vício em jogos
Padre Patrick Fernandes Fotos: Instagram @padre_patrick
A CPI das Bets, do Senado Federal, aprovou o requerimento para convidar o padre Patrick Fernandes a depor sobre os impactos das apostas online. O pedido foi feito pela relatora da comissão, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), na última sexta-feira (16).
Patrick Fernandes é padre e influenciador digital. Ele tem 6,6 milhões de seguidores no Instagram e 2,9 milhões no TikTok. Recentemente, publicou um vídeo afirmando que queria ser ouvido pela CPI. No vídeo, disse que escuta com frequência histórias de pessoas viciadas e famílias afetadas por esses jogos.
Segundo ele, as apostas têm causado prejuízos financeiros e problemas emocionais. O padre também contou que já recebeu propostas do setor para divulgar esse tipo de conteúdo, mas recusou.
– Todo momento vêm pessoas aqui falidas, viciadas, tomadas por conta desses joguinhos aí e tudo mais. Eu sei o estrago que isso está fazendo na vida de tantas pessoas e famílias. Esse negócio de jogar com responsabilidade?! Pelo amor de Deus, gente, não existe isso, não – afirmou.
A senadora Soraya destacou que o depoimento pode ajudar a mostrar os efeitos sociais das apostas. Ela disse que o padre se ofereceu espontaneamente para colaborar com as investigações.
– Ele poderá contribuir para evidenciar os efeitos sociais e humanos da disseminação das apostas online, especialmente no que se refere ao avanço da ludopatia no Brasil, que tem se configurado como uma verdadeira pandemia silenciosa, atingindo pessoas de todas as idades e classes sociais – declarou a parlamentar.
A CPI apura como os jogos online estão afetando o orçamento das famílias brasileiras. Também investiga se há ligação dessas plataformas com lavagem de dinheiro e o uso de influenciadores digitais para divulgar apostas.
O projeto, de autoria do deputado Sidney Leite (PSD-AM), revoga o dispositivo da Lei de Benefícios da Previdência Social, o qual autoriza o débito mediante autorização do segurado
Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Depois de o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ter anunciado que priorizaria projetos “destinados a impedir fraudes no INSS”, o plenário deve analisar uma proposta que impossibilita os descontos mensais em aposentadorias e pensões.
O Projeto de Lei (PL) 1846/2025, de autoria do deputado Sidney Leite (PSD-AM), propõe o fim dos descontos mensais aplicados sobre aposentadorias e pensões do INSS destinados a entidades de aposentados. O texto revoga o dispositivo da Lei de Benefícios da Previdência Social que permite esse tipo de desconto mediante autorização do segurado.
Nesta terça-feira, 20, a Casa deve analisar a urgência do PL. São necessários 257 votos para aprovar a tramitação acelerada da proposta — sem que o texto precise passar por comissões temáticas e possa ser votado diretamente no plenário.
O quórum para aprovação do projeto de lei também é de 257 votos favoráveis. Se a matéria passar na Câmara, segue para o Senado, onde precisará de no mínimo 41 votos. Caso os senadores façam alterações, o texto volta à Câmara para decisão final. Se aprovado sem modificações, segue diretamente para sanção presidencial.
Proposta surge em meio ao escândalo do INSS
A proposta surge em meio a um cenário alarmante: uma investigação conjunta da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal revelou, em abril deste ano, um esquema de descontos ilegais de bilhões em benefícios do INSS. Segundo o relatório, diversos aposentados tiveram valores retirados de seus benefícios sem consentimento claro ou sequer conhecimento da filiação a associações.
Sidney Leite defende que a medida é uma resposta necessária diante das irregularidades identificadas. “É dever deste Parlamento agir com firmeza para proteger os aposentados e pensionistas, que são alvos frequentes de abusos e se encontram, muitas vezes, em situação de vulnerabilidade”, afirmou.
Atualmente, segurados do INSS podem autorizar descontos mensais diretamente na folha de pagamento para contribuir com entidades de classe, como associações ou federações de aposentados. O projeto propõe a extinção dessa possibilidade, com o objetivo de evitar fraudes e dificultar que organizações usem métodos pouco transparentes para obter recursos.
Ajuste dos relógios poderia, segundo o ONS, atrasar o pico de consumo e ajudar a preservar a estabilidade do sistema; entenda
Foto: Manu Dias/GOVBA
O risco de um apagão no Brasil reacendeu as discussões dentro do governo federal sobre o possível retorno do horário de verão a partir de 2025. A medida voltou ao radar após o cancelamento do leilão de reserva de capacidade, previsto para junho, o que aumentou a preocupação com a capacidade de atendimento aos picos de demanda por energia elétrica no segundo semestre deste ano.
A possibilidade de retomar o horário de verão foi inicialmente avaliada em 2023, quando o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) recomendou a medida como forma de aliviar a chamada “rampa da carga”, que ocorre entre 18h e 19h — horário em que há queda na geração de energia solar e aumento no consumo de eletricidade. O ajuste dos relógios poderia, segundo o ONS, atrasar o pico de consumo e ajudar a preservar a estabilidade do sistema.
Apesar da recomendação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), em setembro do ano passado, o governo decidiu, na ocasião, não adotar a medida para o verão 2023/2024. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, declarou que a segurança energética estava garantida, mesmo com chuvas e reservatórios em níveis ainda baixos.
Com o agravamento do cenário e o adiamento do leilão que garantiria reserva de capacidade, o tema voltou à pauta. Caso a decisão de reinstaurar o horário de verão seja confirmada, o governo precisará agir rapidamente para que setores estratégicos da economia tenham tempo de se adaptar. Tradicionalmente, o horário de verão era aplicado entre outubro/novembro e fevereiro/março.