Um homem de 41 anos foi levado à delegacia, sábado (11), após ser flagrado com uma microcâmera instalada no tênis, supostamente usada para captar imagens de mulheres de saia no metrô. A abordagem ocorreu na estação Carrão, linha 3-vermelha, na Zona Leste da capital paulista.
Segundo a polícia, além da câmera, foram encontrados com o suspeito, e apreendidos, cabos de vídeo, baterias, cartão de memória e até um monitor de vídeo. A abordagem ocorreu no período da tarde, quando o homem foi levado à Delpom (Delegacia do Metropolitano), onde o caso foi registrado como crime contra a dignidade sexual.
Os objetos apreendidos foram encaminhados para a perícia, que será realizada pelo Instituto de Criminalística. A Secretaria da Segurança Pública, da gestão João Doria (PSDB), não informou se o suspeito permanecia preso.
Segundo pesquisa dos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, 97% das mulheres afirmam que já foram vítimas de situações de assédio sexual no transporte público, por aplicativo ou ainda em táxis. Além disso, 71% das entrevistadas afirmaram conhecer alguma mulher que passou por alguma situação do tipo. Ao todo, foram ouvidas 1.081 mulheres, em todo o Brasil, em fevereiro do ano passado.
Ainda de acordo com a pesquisa, 41% das entrevistadas afirmaram que foram vítimas de “olhares insinuantes” no transporte público (ônibus, metrô e trem), 10% em veículos de aplicativos e 11% em táxis. Este foi o tipo de situação de assédio mais relatado nas três formas de locomoção.
Bolsonaro deve fazer um novo exame nesta terça-feira, 14. Ele disse que, caso esteja tudo bem, retorna aos trabalhos. O presidente concedeu entrevista à CNN Brasil sobre o seu estado de saúde, e disse estar “muito bem”. Em seguida, voltou a dizer que foi medicado com hidroxicloroquina.
Segundo Bolsonaro, o exame que deve ser feito nesta terça é do tipo PCR, que identifica o vírus no período em que está ativo a partir de coleta no nariz.
De acordo com informações repassadas por investigadores para a coluna Radar, da revista Veja, o ex-secretário de Saúde do governo Witzel, Edmar Santos, entregou um conjunto de provas que revelariam a participação clara do governador do Rio de Janeiro no esquema de corrupção que motivou a prisão do próprio Edmar na última semana.
As revelações fariam parte de um acordo de delação negociado entre o ex-secretário e a Procuradoria-Geral da República (PGR). A publicação apontou, inclusive, que os termos foram atrapalhados pela prisão de Edmar, mas que a PGR já pediu a liberação do ex-secretário para que a negociação possa prosseguir.
Um grupo de empresas anunciou recentemente, segundo reportagem da revista Veja, que vai migrar suas operações da Argentina para o Brasil – alegando falta de condições econômicas para seguir no país vizinhos. As empresas, ligadas ao setor automotivo, anunciaram o fechamento de suas plantas argentinas, com demissões, para concentrar suas atividades em solo brasileiro.
Segundo a Veja, as primeiras a revelarem seus planos de transição foram a gigante alemã Basf e a Axalta, duas que produzem tintas e resinas para uso na fabricação e montagem de veículos. A divulgação ocorreu na semana passada.
Além dessas, um terceiro grupo anunciou um mesmo movimento: a francesa Saint-Gobain Sekurity, que produz vidros utilizados nos para-brisas de carros. Segundo a Veja, 150 funcionários da empresa foram dispensados com o fechamento da fábrica argentina, inaugurada em 2016 após um acordo com o então presidente Mauricio Macri. A operação argentina da Saint-Gobain Sekurity será incorporada pela unidade brasileira da empresa.
Em todos os casos, a alegação oficial para a saída é a mesma: “falta de condições econômicas”.
Mas, segundo um tuíte do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, pode ter havido conversas de autoridades brasileiras no sentido de atrair essas empresas dos vizinhos argentinos para território brasileiro. Bolsonaro escreveu, em novembro do ano passado, que havia sido feito um “mapeamento” de empresas argentinas interessadas em fazer a mudança – multinacionais como a Honda.
O governador de São Paulo, João Doria, disse hoje (13) que os policiais militares do estado vão passar a utilizar uma câmera em seus uniformes para que suas ações nas ruas de São Paulo sejam monitoradas. O objetivo do governo é tentar reduzir a violência policial.
Segundo o governador, as bodycams, pequenas câmeras de lapela, serão fixadas na farda policial. As imagens produzidas são gravadas em nuvem e não podem ser apagadas. A partir do dia 1º de agosto, 2 mil policiais militares utilizarão as câmeras no policiamento de rua no estado. Depois, disse ele, serão adquiridos mais 3 mil desses equipamentos.
Ontem (12), o programa Fantástico mostrou uma abordagem policial violenta na região de Parelheiros, na capital paulista. Na imagem, uma comerciante é agredida por policiais. Um deles, pisa sobre o pescoço da mulher, enquanto ela está deitada no chão. Imagem muito parecida a que ocorreu nos Estados Unidos e que levou à morte George Floyd, dando início a uma série de protestos no mundo todo.
Segundo Doria, os policiais envolvidos nessa ocorrência foram afastados das ruas e suas condutas estão sendo investigadas por um inquérito policial.
No dia 22 de junho, Doria havia determinado que todos os policiais do estado passassem por novo treinamento para evitar abordagens violentas. Isso ocorreu após imagens nas redes sociais terem mostrado uma abordagem policial violenta em Carapicuíba, região metropolitana do estado, no mês de junho. Na imagem, duas pessoas que estão em uma motocicleta são abordadas por policiais. Um policial militar aplica uma técnica de estrangulamento em uma das vítimas, que cai desacordada no chão.
Também no mês passado, ocorreram mais dois casos de violência policial. Em um deles, policiais militares estão sendo investigados por envolvimento na morte de um jovem negro de 15 anos. O jovem, identificado como Guilherme, desapareceu na noite de domingo, na Vila Clara, distrito de Jabaquara, na zona sul de São Paulo. Além desse caso, policiais militares de São Paulo foram flagrados, em imagens que circularam pelas redes sociais, agredindo pessoas rendidas no Jaçanã, na capital paulista, e em Barueri (SP).
Uma igreja evangélica da cidade de Curitiba (PR) precisou interromper a transmissão de um culto online ontem (12), após a chegada de nove viaturas policiais e um caminhão guincho.
A ação, realizada por policiais militares, guarda municipal e membros da Superintendência de Trânsito (Setran), aconteceu após uma denúncia de que existiria uma aglomeração na Assembleia de Deus Ministério de Madureira em Curitiba.
Ao chegar no local, porém, as autoridades constataram que a igreja estava transmitindo um culto online com a presença do pastor e integrantes do grupo de louvor, fatos que estão dentro das normas do Ministério da Saúde para o funcionamento de igrejas.
Após não encontrarem irregularidades no templo, as autoridades ameaçaram multar os veículos estacionados em frente à igreja.
O pastor e líder da Igreja, Davi Secundo de Souza, declarou que a operação foi um desperdício de recursos e lamentou o ato em um local que não representa qualquer ameaça ao Estado Brasileiro. Além do protesto, ele também pediu orações pelas autoridades estatais como o presidente Jair Bolsonaro, o governador do Paraná, Ratinho Júnior e o prefeito de Curitiba, Rafael Greca.
Clientes de uma lanchonete de São Paulo relataram nas redes sociais terem encontrado um pedaço de dedo humano em uma encomenda de esfiha. O produto foi pedido por delivery. O estabelecimento, localizado na Zona Norte de São Paulo capital, foi fechado pela Polícia Militar paulista.
O caso foi registrado no 20º Distrito Policial (Água Fria), mas será investigado pelo 9 DP (Carandiru) como crime contra as relações do consumo, perigo para a vida ou saúde de outro, localização/apreensão de objeto e lesão corporal culposa. A polícia se deslocou até a lanchonete ao perceber a aglomeração formada pelos clientes atingidos.
A PM afirmou que conversou por telefone com o dono do estabelecimento, que teria relatado um acidente com um funcionário que decepou o dedo enquanto cortava calabresa. O empregado foi encaminhado ao hospital.
A coordenadora-geral de Observação da Terra do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Lubia Vinhas, foi exonerada nesta segunda-feira (13), pelo governo federal. A exoneração, assinada pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, foi publicada na edição desta segunda-feira (13) do “Diário Oficial da União”.
A Observação da Terra é a área do Inpe responsável, entre outras atribuições, pelo monitoramento da devastação da Amazônia, por meio do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).
Na semana passada, o Inpe divulgou que junho teve o maior número de alertas de desmatamento para o mês em toda a série histórica, iniciada em 2015.
No acumulado do semestre, os alertas indicam devastação em 3.069,57 km² da Amazônia, aumento de 25% em comparação ao primeiro semestre de 2019. Só em junho, a área de alerta foi de 1.034,4 km².
Os dados servem de indicação às equipes de fiscalização sobre onde pode estar havendo crime ambiental. Os números não representam a taxa oficial de desmatamento, que é medida por outro sistema, divulgado uma vez ao ano.
A doutora Nise Yamaguchi se defendeu das acusações de que teria feito um comentário antissemita, que resultou no seu afastamento do Hospital Albert Einstein. Por meio de um advogado, a imunologista afirmou que houve “interpretações errôneas sobre assuntos sensíveis ao grande sofrimento judaico” e pediu desculpas à comunidade.
– É, portanto, inegável que o posicionamento da doutora Nise Yamaguchi nunca foi antissemita, ao contrário, expressa verdadeira e irrestrita admiração ao conhecimento e toda a contribuição que o povo judeu deu ao planeta, quer por suas percepções científicas, quer pela sua convivência mais íntima, como por exemplo, de sua irmã Greice Naomi Yamaguchi, convertida ao judaísmo. Por fim, a doutora Nise manifesta o pedido de desculpas por expressões outras e interpretações errôneas sobre assuntos sensíveis ao grande sofrimento judaico que envolveram seu nome, pois é solidária à dor dessa ilustre comunidade como a maior das atrocidades de nossa história ocidental – disse a nota.
A polêmica se refere a uma fala da pesquisadora durante o programa Impressões, da TV Brasil, onde ela, segundo o hospital, teria feito uma “analogia infeliz e infundada entre o pânico provocado pela pandemia e a postura de vítimas do Holocausto”. Nise deve ser ouvida nesta semana e o presidente do Albert Einstein, Sidney Klajner, acredita que ela possa ser demitida.
Um policial militar pisou sobre sobre o pescoço de uma mulher negra, de 51 anos, durante uma confusão por causa de atividade comercial em um bar na zona sul de São Paulo. A cena, gravada por moradores da região, foi exibida pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo (12).
As imagens mostram uma sequência de ações da Polícia Militar em ocorrência por causa de um cliente cujo veículo estava com som em alto volume, na tarde de 30 de maio (um sábado), em Parelheiros.
A dona do bar, viúva, com cinco filhos e dois netos, foi agredida por um dos policiais ao tentar defender um amigo, que foi dominado pela PM e estava imobilizado no chão. Ela afirma ter pedido ao policial para não bater mais no homem, que já estaria desfalecido e havia sido agredido com joelhadas no rosto.
Um segundo policial, que estava armado e abordando outras pessoas, aproximou-se da mulher e a empurrou contra uma grade. A vítima diz ter sido agredida com três socos e derrubada com uma rasteira. Na queda, ela teria fraturado a tíbia, um osso da perna.
A gravação não mostra essa parte da cena. Na sequência, porém, a mulher aparece deitada de bruços, no meio-fio, ao lado de um carro e sendo imobilizada por um policial militar que pisa em seu pescoço. O policial chega a apoiar todo o peso do corpo sobre a vítima.
Depois, o policial a algema e a arrasta até a calçada. No relato, a comerciante diz que desmaiou quatro vezes e que se debatia, mas a violência não parava. “Quanto mais eu me debatia, mais ele apertava a botina no meu pescoço”, contou.
Ainda segundo a reportagem, os policiais alegaram que foram atacados com uma barra de ferro, e estavam se defendendo. Eles registraram um boletim de ocorrência por desacato, lesão corporal, desobediência e resistência.
A comerciante foi atendida num hospital com ferimentos no rosto, nas costas e com a perna quebrada. Depois, foi levada para uma delegacia, onde ficou detida até o dia seguinte.
Em nota divulgada na noite de domingo, o governador João Doria (PSDB) declarou que os agentes foram afastados.
“Os policiais militares que agrediram uma mulher em Parelheiros, na Capital de SP, já foram afastados e responderão a inquérito. As cenas exibidas no Fantástico causam repulsa. Inaceitável a conduta de violência desnecessária de alguns policiais. Não honram a qualidade da PM de SP”, disse no comunicado.