Secretário Mário Frias foi o entrevistado no programa Sem Censura

O secretário especial da Cultura, Mario Frias, participa do programa Sem Censura, na TV Brasil


Secretário especial de Cultura, Mario Frias, disse que a secretaria, vinculada ao Ministério do Turismo, vai criar uma linha de crédito, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para injetar R$ 408 milhões no mercado para ajudar o setor de eventos a partir do segundo semestre. “O mercado [cultural] foi dizimado [com a pandemia] e a gente corre o sério risco de não se recuperar se a gente não fizer alguma coisa”, disse.

Frias destacou que o mercado cultural movimenta 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços produzidos no país) do Brasil. “Não é uma questão de se é bonitinho, ou se eu gosto ou não gosto. É um mercado real e a gente não pode abandonar”, disse. O secretário participou nesta segunda-feira (21) do programa Sem Censura da TV Brasil e falou também de seu trabalho à frente da secretaria, do apoio ao setor de games, da descentralização da cultura, da Cinemateca Brasileira e do Projeto de Lei Paulo Gustavo, que está em tramitação no Congresso Nacional e que amplia os efeitos da Lei Aldir Blanc. 

Sobre a Lei Aldir Blanc, Frias disse que a responsabilidade do governo federal foi cumprida a risca. “A gente trabalhou nos incisos para entrega desses R$ 3 bilhões da Lei Aldir Blanc, então a gente fez essa distribuição para 4.176 municípios e 26 estados e o Distrito Federal em menos de 50 dias, então o governo federal está de parabéns por todo o profissionalismo, toda a transparência que ele agiu na entrega desses recursos para os estados e municípios”, disse.

O secretário explicou que, dos R$ 3 bilhões, R$ 1,5 bilhão foi para estados e R$ 1,5 bilhão para municípios, mas que os recursos estavam vinculados à Lei do Orçamento Anual (LOA) de 2020. “O governo federal fez essa distribuição com a intenção de chegar ao maior número de artistas possíveis no Brasil. As pessoas tinham que empenhar essas verbas em 2020 e executar elas em 2020 também. Daí a gente teve eleição, teve uma série de coisas, e R$ 1 bilhão não conseguiu ser executado. O que o governo fez, se você empenhou esse dinheiro em 2020, vamos permitir que você execute em 2021 e preste contas em 2022”, disse. 

Frias acrescentou que os conteúdos para onde os recursos da Lei Rouanet foram destinados, não foram de responsabilidade do governo federal. A responsabilidade da definição de conteúdos para essa verba ficou a cargo de estados e municípios. “Então eu, Mário, se você me perguntar, eu não fiquei satisfeito 100% com a destinação dessas verbas. Algumas coisas que eu não concordo aconteceram com essas verbas”, disse.


Auxílio emergencial, Caixa Econômica Federal
Foto: Marcello Casal Jr

A Caixa paga nesta terça-feira (22) a terceira parcela do auxílio emergencial aos trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em abril, inscritos no programa por meio do site e do aplicativo, mas estão fora do Bolsa Família. A quarta parcela está marcada para 1º de agosto.

Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta-corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro apenas podia ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

Calendário de pagamento da terceira parcela do auxílio emergencial

Bolsa Família

Também hoje, a Caixa realiza o pagamento da terceira parcela do auxílio para beneficiários do Bolsa Família com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 4. O pagamento do auxílio é feito da mesma forma e nas mesmas datas do benefício regular do programa.

Para quem recebe por meio da Poupança Social Digital, os recursos podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem e na Rede Lotérica de todo o Brasil, ou sacados por meio do Cartão Bolsa Família ou Cartão Cidadão.

Calendário de pagamento do Bolsa Família

Atendimento ao cidadão

A central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h, gratuitamente, e está pronta para atender os beneficiários do Auxílio Emergencial. Além disso, o banco disponibiliza, ainda, o site auxilio.caixa.gov.br.

Pelas regras estabelecidas pela Medida Provisória 1.039/2021, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo.

É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso. O beneficiário recebe o maior valor, seja a parcela paga no programa, seja a do auxílio emergencial.

O valor médio do benefício será de R$ 250, variando de R$ 150 a R$ 375, a depender do perfil do beneficiário e da composição de cada família.

Informações Agência Brasil


Foto: Marcello Casal

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, falou hoje (21), em entrevista ao programa A Voz do Brasil, sobre o andamento do Plano Nacional de Imunização (PNI) e sobre a articulação do governo federal para adiantar doses de vacinas. O ministro também falará sobre a produção de insumo farmacêutico ativo (IFA) e sobre as transferências de conhecimento e tecnologia envolvidas no processo de produção

Agência Brasil


Apoiadores parabenizaram o presidente e chamaram emissora de “lixo”

Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Isac Nóbrega

Na tarde desta segunda-feira (21), apoiadores do governo federal usaram uma rede social para expressar apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Após o chefe do Executivo ter criticado a Rede Globo e a CNN, usuários do Twitter o parabenizaram por sua coragem e atitude.

– Parabéns, presidente Jair Bolsonaro. Só ouvi verdades! #GloboLixo – destacou um apoiador.

– Tratou a Globolixo como o lixo que ela é. Arrebentou a Globolixo. A #GloboLixo e a esquerda têm sangue nas mãos pelas mais de 500 mil mortes, desde o começo negando tratamento contra o Covid. Chupa Globolixo – escreveu outro.

Confira, na galeria abaixo, as manifestações contra a emissora.

BOLSONARO SE IRRITA COM JORNALISTA
Durante uma entrevista com jornalistas nesta segunda-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro mostrou irritação com uma repórter da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo, e disparou críticas à emissora e ao trabalho da Globo. As declaração foram dadas durante uma viagem que o presidente fez a Guaratinguetá, em São Paulo.

Na entrevista, Bolsonaro falou sobre a pandemia de Covid-19 no Brasil e lamentou as 500 mil mortes pela doença. Então, ele voltou a defender o tratamento precoce.

– Lamento todos os óbitos […] Desde o começo, o governo federal teve coragem de falar em tratamento precoce. E alguns até dizem como está sendo conduzida esta questão. Parece que é melhor se consultar com jornalistas do que com médicos. Tem municípios que vão voltar agora, como Chapecó [SC], que está sendo conhecida como a cidade do tratamento precoce […] Sempre se falou em tratamento precoce. Não sei por que [não] se pode falar em tratamento precoce no Brasil. Eu sou uma prova viva [de que funciona] – destacou.

Após sua fala, Bolsonaro foi questionado pela repórter da TV Vanguarda sobre a multa aplicada pelo governo de São Paulo. Inicialmente o presidente se recusou a responder e passou a palavra a outro repórter, mas depois decidiu voltar ao questionamento.

– Rede Globo. Eu estava com um capacete balístico à prova de 7,62. Então eu vou ser multado toda vez que andar de moto por aí – apontou.

Bolsonaro foi interrompido pela repórter, mas continuou falando e ainda pediu para os outros presentes “calarem a boca”.

– Deixa eu falar, porque eu sou um alvo de canalhas do Brasil – disse.

A repórter então voltou a comentar que o presidente chegou ao estado sem máscara, o que foi rebatido por ele.

– Eu chego como quiser e onde quiser. Eu cuido de minha vida. Agora, tudo que falei sobre a Covid, infelizmente, para vocês deu certo. Tratamento precoce salvou a minha vida e [a de] mais de 200 pessoas no meu prédio. Jornalistas falam comigo, reservadamente, que usaram hidroxicloroquina, que usaram ivercmectina. Por que vocês não admitem isso? Você acha que vou me consultar com o Bonner ou a com Míriam Leitão sobre o assunto? – questionou.

Depois Bolsonaro retirou sua máscara, perguntou se iria aparecer no Jornal Nacional e disparou críticas pesadas à Globo.

– Pare de tocar no assunto. Me bota no Jornal Nacional. Estou sem máscara em Guaratinguetá. Está feliz agora? Essa Globo é uma me*** de imprensa. Vocês são uma porcaria de imprensa. São canalhas. Vocês fazem jornalismo canalha, que não ajuda em nada. Vocês destroem a família brasileira… a religião brasileira. Vocês não prestam. A rede Globo não presta. É um péssimo órgão de informação. Se você não assiste à Globo, você não tem informação. Se assiste, está desinformado. Você tinha que ter vergonha na cara de prestar um serviço porco, que é esse que você faz na Rede Globo.

Informações Pleno News


Matéria segue para sanção presidencial; foi a primeira desestatização autorizada na gestão de Jair Bolsonaro

Foto: Divulgação/Eletrobras
Foto: Divulgação/Eletrobras

A Câmara aprovou nesta segunda-feira (21), por 258 votos favoráveis e 136 contrários, a Medida Provisória que permite a privatização da Petrobras. Os deputados ainda apreciam os destaques apresentados ao texto do relator Elmar Nascimento (DEM-BA). Em seguida, a matéria segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro.

A estatal do setor elétrico é a primeira desestatização aprovada na gestão Bolsonaro. Junto com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o titular do Palácio do Planalto mira alienar cerca de 20 ativos. Os próximos focos devem ser os Correios e portos.

De acordo com o texto, a União fica autorizada a conceder, pelo prazo de 30 anos, novas outorgas de concessões de geração de energia elétrica sob titularidade ou controle da Eletrobras. A desestatização será executada na modalidade de aumento do capital social. O governo não participará da compra destes papeis,  passando a ter menos de 50% das açoes e, com isso, perdendo o controle da empresas. Com informações da CNN Brasil.

Informações Bahia.ba


Foto: Divulgação/Unysis

O deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Voto Impresso Auditável, afirmou que pretende apresentar seu relatório a respeito do projeto na próxima semana. À CNN Brasil, Barros relatou que deve promover, nesta semana, audiências públicas e fará visita técnica ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes de apresentar a análise.

O esforço dos parlamentares favoráveis à medida tem sido o de deixar a medida pronta para ser pautada já no mês de julho pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Lira, por sua vez, disse que ainda não definiu uma data para levar a iniciativa ao Plenário da Câmara.

Em tramitação desde o mês passado em comissão especial, a PEC prevê a instalação de um sistema que imprime o voto. Para que seja válida para as próximas eleições, ela precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado até o dia 2 de outubro, um ano antes do primeiro turno da disputa de 2022.

Na prática, a medida permitirá que o eleitor cheque se o voto impresso confere com o eletrônico. A impressão é depositada em uma urna trancada, de forma automática e sem contato manual, para que seja usada em eventual auditoria.

Informações: Pleno News


Jorcilei Rosa Sales disse ainda que, para o serial killer do DF, o mato é como um quintal

Lázaro Barbosa Foto: Reprodução

Quando tinha 21 anos, Jorcilei Rosa Sales conheceu o ‘serial killer do DF’, Lázaro Barbosa, de 32 anos. Atualmente, ele está com 35 anos de idade e é casado com uma tia materna do assassino.

Sales mora em Barro Alto, na Bahia, e disse que para Lázaro o mato é como um quintal.

– [O mato] Em Goiás, para Lázaro, é como se ele estivesse aqui dentro deste quintal – disse ele ao portal Metrópoles.

Ele é considerado o melhor amigo de Lázaro, com quem conviveu por bastante tempo no sertão da Bahia. Fora isso, os dois já trabalharam juntos em Goiás.

– Ali [em Goiás] é muito pequeno para ele; não tem dificuldade nenhuma. É como se ele estivesse dentro de uma casa. Ele é esperto, tem artimanha. Mas isso não quer dizer que seja feitiçaria. E ele [Lázaro] sabe se defender no mato, mesmo. Porque, imagina: nós estamos numa região de caatinga, onde tem muito espinho. E lá em Goiás não há espinhos na mata. Aqui tem xique-xique, unha de gato, muita madeira perigosa.

Ao contar que já deixou uma navalha na mão de Lázaro, para que ele fizesse sua barba e cortasse seu cabelo, o homem disse ainda que “não tem um pingo de medo” do assassino.

Após cometer vários crimes, Barbosa completou neste domingo (20) 12 dias como foragido das forças de segurança do Distrito Federal e de Goiás. Policiais fazem buscas em uma mata, nos arredores de Girassol, distrito de Cocalzinho de Goiás.

Informações Pleno News


São 842,4 mil doses de imunizantes contra a covid-19

FILE PHOTO: Vials of the Pfizer-BioNTech vaccine against COVID-19

Uma remessa com 842,4 mil doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech desembarcou no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), neste domingo (20), pelo consórcio Covax Facility.

Esse é o primeiro lote da farmacêutica que desembarca no país correspondente à aliança liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros parceiros. 

Segundo o Ministério da Saúde, o contrato do Brasil com a Covax prevê 42,5 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 de diferentes laboratórios até o fim de 2021. Até agora, a pasta informou que já recebeu e distribuiu mais de 5 milhões de doses adquiridas via consórcio global.

Informações Agência Brasil


Derrocada do jornalismo da emissora nasce na pretensão de querer ser babá social e moral do espectador, editando o que ele deve ver, consumir, e surrupiando e invertendo os fatos

Foto: Reprodução/ Rede Globo

Por Adrilles Jorge

Jornalismo é interpretação do mundo embalada na percepção do jornalista e sua leitura dos fatos. Simples assim. Expor os fatos, mostrá-los, escolher os que devem ser exibidos é editar a realidade. Não há realidade bruta. Há angulação da realidade editada pelo olhar de quem observa e edita a realidade. Isto não significa dar lição de moral sobre como o espectador deve reagir, viver, se comportar. A arte, a literatura e até o jornalismo podem ser didáticos quando humildemente expõem uma percepção da realidade, com suas ambiguidades e complexidades. Sem querer impor goela abaixo do leitor/espectador uma visão única de mundo e de como viver. “Fique em casa”, berrava o jornalismo da Globo no ano passado. Não saia. Não se movimente. Sua liberdade de ir e vir pode matar. Sua liberdade de vida pode matar. Colou para a maioria. Durante um ano, baseando-se em pretensa ciência, pessoas abdicaram de viver. Nenhum resultado satisfatório provou que isto salvou alguma vida, como prometido. Ceifou a liberdade de viver e de trabalhar. Não a dos jornalistas da Globo, que seguiram com seu trabalho essencial para eles mesmos, vivendo os riscos de viver — que eles guardaram só pra eles mesmos.

O mandamento moral jornalístico piorou mais com a guerra política contra um presidente que priorizava o trabalho e a liberdade, além do risco de viver. Duelo de percepções de vida. Um militar que mandava enfrentar os riscos numa guerra contra um vírus e uma emissora que mandava se esconder do vírus — que penetrava em transportes e periferias lotadas por eventuais “trabalhadores essenciais”, nos lares de quem ficou em casa — e foi contaminado — em casa. Países que mais mandaram ficar em casa tiveram números maiores dos que não ficaram, na maior parte dos casos. Duelo de percepção de vida. Mas a Globo acreditava que falava em nome dos fatos, da realidade, do jornalismo, da ciência. A Globo errou. Errou sobretudo em tratar a apuração da realidade com lição de moral. Lição esgotada em seu erro fatal. O que as pessoas suportam cada vez menos é uma certa mania jornalística de transformar apuração em lição de moral de como se deve comportar, agir, como se deve emocionar, viver, deixar de viver.

Apuração dos fatos virou didática da realidade para o jornalismo da Globo e em grande medida para a maior parte do jornalismo da grande mídia. Jornalistas querem ensinar o que pensar, com o que se emocionar, com quais fatos se preocupar. Escrever, pesquisar sobre a realidade é dialogar com quem lê, não impor uma realidade editada por convicção narcisista. Jornalistas da Globo e da grande mídia parecem crer que o espectador seja uma criança que deva ser levado pela mão à interpretação social, ideológica e política da realidade que ele, jornalista, aprendeu — errado — em faculdades ideologicamente doutrinadoras de comunicação ou na própria redação de jornal. A Globo errou. Erro feio. Tem errado feio não só na campanha do “fique em casa”, como nesta guerrilha ideóloga estúpida contra o governo federal. Faz ilações sobre o assassinato de Marielle Franco e o presidente, esconde manifestações populares de apoio a Jair Bolsonaro, responsabiliza ele por mortes por Covid-19 por não ter “ficado em casa”, chama de antidemocráticos atos de pessoas que se insurgem contra atos antidemocráticos do STF, endossa prisões arbitrárias de pessoas que criticam juízes tiranos, embarca num tipo de propaganda de pseudo progressismo identitário que chama indiscriminadamente pessoas de racistas, homofóbicas e machistas por serem meramente conservadoras. Fecha os olhos para a humilhação de cientistas, mulheres massacradas por corruptos notórios, inocentes que tem sigilos bancários abertos em investigação promovida por corruptos notórios pelo único objetivo de demonizar um presidente.

A Globo se transformou num órgão de militância política comportamental contra o que ela crê ser autoritário, reacionário, fascista. A Globo se transformou num juiz moral injusto que não enxerga a própria injustiça e erro. Como um ministro que compõe nosso STF atual. Recebe, por óbvio, críticas acerbas de diversas fatias da sociedade por ter trocado um jornalismo que busca triangular, apurar os fatos, dialogando com o espectador sobre a realidade, por um ativismo militante moral e social. Agora, numa campanha narcísica, chora as pitangas por se crer vítima de disseminadores de fake news. Fake news, segundo a Globo, seria tudo que não se coaduna com as teorias lançadas por ela de como se comportar e ler a realidade, a ciência, a vida, a presidência, a justiça. Fake news, segundo a Globo, é não viver e pensar como a Globo quer que você viva e pense. Agora, lançam uma campanha dizendo como jornalistas da emissora são humanos, e compartilham a intimidade dos profissionais com suas famílias. De como são mártires sociais que sofrem as pedradas de quem não comunga com sua visão de mundo. Agora, o ego, o narcisismo ferido do jornalista da Globo é a notícia. Nada mais tradutor da egolatria da rede Globo que trocou o jornalismo por um didática ególatra da moral social. A derrocada do jornalismo da Globo nasce na pretensão do jornalista que quer ser babá social e moral do espectador, editando o que ele deve ver, consumir, qual ângulo da notícia, surrupiando e invertendo os fatos, como deve se comover. Nenhum cidadão suporta ser tratado como criança. A Globo faz pior: virou uma babá vitimista ressentida com a contrariedade de quem ousa não ser tratado como criança. O povo brasileiro não é criança, rede Globo. O povo sai às ruas para trabalhar, viver, se arriscar, pensar e agir por conta própria. O povo brasileiro não vai chorar por seu narcisismo contrariado. Chore em casa, rede Globo. Não na nossa casa.

Informações Jovem Pan


Tribunal de Contas foi acionado pela oposição após lucrativa coincidência que rendeu à empresa duas linhas da CPTM.

Foto: Rodrigo Paiva/Getty Images

O governo do Estado de São Pauloindenizou em mais de R$ 1 bilhão a concessionária ViaQuatro, responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela, do Metrô da capital paulista. O acerto, feito em março passado, se deveu – na justificativa oficial – a um desequilíbrio contratual originado de atrasos nas obras da estação Pinheiros, na zona oeste da cidade.

A demora foi motivada pelo desmoronamento no canteiro de obras da expansão do Metrô em 2007. Uma cratera de 80 metros de diâmetro se abriu e sete pessoas morreram. Um reajuste estava pendente desde então no contrato reivindicado pela empreiteira CCR – líder da ViaQuatro ao lado da RuasInvest, que opera frotas de ônibus na capital, e da Mitsui, empresa japonesa que atua em serviços, investimentos e comércio.

Um mês depois de receber a quantia do governo paulista, a CCR e a RuasInvest formaram outro consórcio — o ViaMobilidade —, que venceu um leilão de R$ 980 milhões no dia 20 de abril – praticamente o mesmo valor da indenização. Com isso, as empresas abocanharam a concessão de outras duas linhas de trens metropolitanos em São Paulo: a 8, a Diamante, e 9, a Esmeralda, da CPTM, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. A CCR e a RuaInvest passarão a operá-las por 30 anos.

A bancada do Partido dos Trabalhadores, o PT, na Assembleia Legislativa de São Paulo estranhou a coincidência de valores e, em 10 de junho, entrou com uma denúnciasobre a indenização no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, o TCESP.

No documento, o deputado estadual Paulo Fiorilo, do PT, pediu análise dos valores pagos à ViaQuatro e dos contratos de concessão das linhas 8 e 9 para checar se houve eventuais irregularidades e um possível caso de “enriquecimento ilícito” dos proprietários da concessionária.

Para justificar os valores à ViaQuatro quase às vésperas do leilão das duas linhas da CPTM, o governo do tucano João Doria afirmou que a medida faz parte de uma série de “reequilíbrios” negociados entre o estado e as suas concessionárias.

O próprio acidente na estação Pinheiros, argumentam os petistas, foi uma tragédia anunciada. Teria sido consequência de mudanças no método construtivo implantadas pelo consórcio de empreiteiras, o Via Amarela, e realizadas para diminuir os custos da obra. Formado pela Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, o grupo foi contratado para a execução da construção.

“O desastre não é culpa do solo nem fruto do acaso, como tentam despistar as autoridades tucanas do governo paulista. É obra da pressa e da negligência de gestores públicos que não quiseram dar ouvido às preocupações que deputados da oposição, sindicalistas e órgãos da sociedade civil da região de Pinheiros levantaram em várias ocasiões”, registrou, três dias depois do acidente, o então deputado estadual Simão Pedro, do PT, ao pedir a apuração de responsabilidades ao Ministério Público Estadual.

Após o acidente, o outrora parlamentar foi o autor das primeiras denúncias do trensalão tucano — um esquema de pagamento de propinas e formação de cartel para disputar licitações do Metrô e da CPTM no estado de São Paulo. Sob o governo do PSDB, as multinacionais Alstom e Siemens foram acusadas de fraudar licitações.

Uma parceria em que todos os riscos ficam com o estado

Logo depois do acidente na estação Pinheiros, os detalhes do contrato da concessão da Linha 4-Amarela vieram a público. “O governo do estado estava entrando com quase 90% do custo da obra, e não com 73%, como se dizia”, garante o ex-parlamentar Simão, que se tornou um especialista em assuntos metroferroviários e hoje é assessor da bancada petista.

Já que o governo assumiu quase o total do investimento, por que não administra a linha?”, questiona o ex-deputado.

“O que está havendo em São Paulo é uma transferência brutal de renda do estado para a concessionária privada. Na parceria público-privada, os riscos são divididos entre o estado e a concessionária”, diz Simão. “Mas, no caso da Linha-4, todo o risco ficou com o estado”, avalia. Perguntado, o governo não respondeu à crítica.

Além da parceria público-privada pouco favorável ao estado, a bancada petista faz outros questionamentos sobre o repasse de parte da receita do Metrô à ViaQuatro, pois a Linha 4-Amarela funciona integrada a outras vias controladas pela Companhia do Metropolitano de São Paulo, a estatal responsável pela rede metroviária.

Como não se sabe quantos passageiros compram os bilhetes numa conexão sob o controle da estatal, há dúvidas sobre esses cálculos. Esses dados nunca foram tornados públicos, de acordo com Simão Pedro.

O valor da tarifa não estaria sequer sendo dividido entre as linhas, mas repassado integralmente à concessionária, segundo o ex-parlamentar.

“Quem estimou o número de passageiros? Que cálculo foi esse? Como foi feito esse estudo e qual foi o valor combinado com a concessionária? Esses números estão apenas na cabeça da direção do Metrô. Nunca tivemos acesso”, reclama.

Procurada para comentar as críticas sobre a indenização de mais de R$ 1 bilhão à ViaQuatro e os repasses do valor das passagens, a Companhia do Metropolitano de São Paulo não se manifestou até a publicação desta reportagem.

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Acusado de receber propina defende pagamento

Apesar das dificuldades financeiras do estado — a gestão Doria corta recursos orçamentários na saúde, educação, cultura e programas sociais — e do agravamento da crise econômica por causa da pandemia de covid-19, o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, defende o pagamento à ViaQuatro.

“O capital privado precisa de estabilidade institucional e poder regulatório. Eventuais aditivos e reequilíbrios são comuns, e São Paulo não se furta a fazer isso. Temos feito um grande esforço de resolver passivos regulatórios para ter estabilidade regulatória”, explicou Garcia ao jornal Valor Econômico.

O vice-governador é um velho conhecido do setor metroferroviário. Em 2007, quando era deputado estadual em São Paulo pelo então Partido da Frente Liberal, o PFL, atual DEM, o advogado teria recebido R$ 1 milhão em espécie para acelerar a liberação de verba para a Linha 4-Amarela, do Metrô, segundo o ex-presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro, preso pela Lava Jato em Curitiba.

Esse relato fez parte da proposta de delação do executivo, compartilhada por procuradores do Ministério Público Federal pelo Telegram, e tornada pública pelo Intercept e pela Folha de S.Paulo em reportagem da série Vaza Jato.

Em resposta, o vice-governador disse não ter tempo para comentar a denúncia de Pinheiro, por se tratar de “uma história sem pé nem cabeça”.

Ex-deputado federal e ex-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo e da Comissão de Transportes e Comunicações da casa, Garcia também foi acusado de receber propinas da Siemens, em 2013, num esquema para facilitar a compra e a manutenção de trens da CPTM.

No ano seguinte, o ministro do Superior Tribunal Federal, o STF, Marco Aurélio Mello viu indícios de envolvimento de parlamentares paulistas — entre eles, Garcia, no trensalão tucano.

Citado pelo delator Everton Rheinheimer, ex-diretor da Siemens, Garcia disse não existir, no despacho de Marco Aurélio, “qualquer outro indício ou prova” contra ele. Em 2018, a 2ª Turma do STF, por 4 votos a 1, decidiu arquivar a acusação contra o político.

Em 2019, em outra delação, o ex-diretor do Metrô, Sérgio Côrrea Brasil, também contou que teria repassado dinheiro de propina a vários políticos, entre eles, Garcia. O suborno, de acordo com ele, se referia a repasses que o ex-executivo recebeu pelas obras da Linha 2-Verde, do Metrô.

Na época, via assessoria de imprensa, o vice-governador respondeu que a acusação de Corrêa Brasil não tinha fundamento. “Rodrigo Garcia já foi inocentado no STF por falsas acusações referentes ao Metrô de São Paulo e lutará novamente contra essa injustiça”, informou.

Um dos líderes do DEM em São Paulo, Garcia abandonou o seu partido e se filiouao PSDB em 14 de maio. É cogitado como candidato de João Doria para concorrer ao governo de São Paulo e sucedê-lo em 2022.

Quem comanda a ViaQuatro?

Atualmente, a CCR é uma das empreiteiras mais próximas do governo tucano paulista. Detém várias concessões na área de mobilidade urbana na região metropolitana de São Paulo.

Além da Linha 4-Amarela, é responsável pelas linhas 5-Lilás e 17-Ouro, também em parceria com a RuasInvest. Em 2019, as empresas, unidas no consórcio ViaMobilidade, venceram o leilão da Linha 15-Prata. Mas o contrato foi anulado, e a pendência segue na justiça.

Maior operadora de concessões da América Latina, a CCR ainda opera a rodovia Presidente Dutra, a NovaDutra, o Rodoanel, a Via Oeste, a Bandeirantes e a Anhanguera, em São Paulo, e outras estradas no Rio, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Administra também o Metrô de Salvador, as barcas e os VLT no Rio de Janeiro e aeroportos — como os de Belo Horizonte, Quito, no Equador, Curaçao, nas Antilhas Holandesas, e San José, na Costa Rica.

Questionada sobre a indenização de R$ 1 bilhão, a CCR respondeu que “não comenta especulações”.

Informações The Intercept