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Presidente indicou que houve acordo por trás da ‘Nota à Nação’

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Alan Santos/PR

Nesta sexta-feira (10), o presidente Jair Bolsonaro indicou que há um acordo por trás da divulgação da “Nota à Nação”, em que adotou um tom apaziguador com o Supremo Tribunal Federal (STF). Ao ser questionado se o gesto estaria relacionado à soltura do deputado federal Daniel Silveira, o chefe do Executivo afirmou que não pode entrar em detalhes e pediu a confiança dos apoiadores.

– Não posso… Tem coisas que eu não posso falar com vocês. O que foi ou o que não foi acordado. Certas coisas você confia ou não confia. É o que eu digo. Posso um dia errar, mas até hoje não errei – declarou.

No decorrer da conversa, o presidente sugeriu que a postura estaria relacionada a um “plano de longo prazo” que envolve a indicação de dois novos ministros ao Supremo Tribunal Federal, que caberá ao vencedor das eleições do próximo pleito presidencial.

– Quem for eleito em 22, tem duas vagas [no STF] pro início de 23. Tem certos povos que esperam 100 anos pra atingir seus objetivos e tem alguns que querem em um dia. Tá indo devagar, mas tá indo – acrescentou.

Bolsonaro também respondeu às críticas acerca de sua aproximação com o ex-presidente Michel Temer, de quem partiu a ideia do comunicado em reunião de quatro horas com o chefe do Planalto.

– Alguns criticam porque eu conversei com o Temer… vocês sabem quem é o Temer. Foi ele que indicou [Alexandre de Moraes ao Supremo]. Alguns querem que eu vá e degole todo mundo – assinalou.

Informações Pleno News


STF revoga mandado de prisão do jornalista Oswaldo Eustáquio

O quinto mandado de prisão do jornalista Oswaldo Eustáquio acaba de ser revogado pelo Supremo Tribunal Federal, informou o ex-senador Magno Malta pelas redes sociais. Esse seria o primeiro aceno do STF para a pacificação entre os poderes. Nas próximas horas, o ministro Alexandre de Moraes deve apreciar um pedido de habeas corpus ajuizado por deputados federais da base do presidente Bolsonaro e deferir o pedido de Zé Trovão. Os dois estão juntos na Cidade do México.

O próximo passo será um pedido do Procurador-Geral da República Augusto Aras pelo arquivamento dos inquéritos 4871, 4874 e 4879, com a liberação do deputado Daniel Silveira, do presidente nacional do PTB Roberto Jefferson e do jornalista Wellington Macedo. Com o fim dos inquéritos também serão beneficiados todos os presos políticos como Sara Winter, Emerson MitoShow, Daniel Ativista, Renan Morais, Arthur Castro e Érica Ribeiro, além dos ativistas paulistas Jurandir e Bronze.

Informações: Diário Popular


 Foto: PR/Marcos Corrêa

Na quinta-feira (9), ao realizar sua tradicional live pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro disse compreender a chateação de seus apoiadores após seu comunicado à nação. Em nota, Bolsonaro havia declarado que, durante seus discursos nos atos de 7 de setembro, “não houve intenção de agredir quaisquer dos Poderes”.

– Eu sempre disse que ia jogar dentro das quatro linhas da Constituição. Alguns se irritam, querem que eu saia atirando, fechando as instituições, e entendo que estejam chateados […] Queriam que eu respondesse ao presidente do Supremo, Fux, que fez uma nota dura. Também usou da palavra o Arthur Lira, da Câmara; o Augusto Aras, nosso procurador-geral da República. Alguns do meu lado aqui, alguns poucos, vieram até com o discurso pronto: “Tem que reagir, tem que bater”. Calma, amanhã a gente fala. Deixa acalmar para amanhã – disse o presidente da República.

Bolsonaro explicou também sobre a participação do ex-presidente Michel Temer no texto do comunicado.

– Comecei a preparar uma nota. Eu telefonei para Michel Temer. Ele veio a Brasília e colaborou com algumas coisas na nota e publiquei. Não tem nada aí. Eu estou pronto para conversar. Sei que todo mundo me criticou, mas eu sou chefe da nação – acrescentou.

O presidente disse ainda que as manifestações do 7 de setembro foram pacíficas e que os apoiadores “não pediram para fechar nada”.

– Querem democracia, querem que todos joguem dentro da Constituição, querem liberdade, querem que ninguém acorde com a Polícia Federal na porta de casa por causa de fake news – declarou Bolsonaro.

Informações: Pleno News


Por José Aparecido Ribeiro

Para os apressados é importante lembrar que o tempo, a moral e a lógica da política não são as mesma das do povo

O povo brasileiro acordou com a sensação de ter sido traído, e alguns jogaram a toalha. A turma do deixa disso está em êxtase com o posicionamento desta quinta-feira (09) do presidente Jair Bolsonaro. Na leitura mundana e imediatista, Brasília hoje deveria acordar e ver 11 “traidores” dependurados em forcas na Praça dos Três Poderes. Esse é o desejo de milhões de pessoas. É legítimo? Sim, possível? Evidente que não.

Os ministros que chamaram o povo de “baderneiro”, “radical”, “insano” merecem punição, afinal se dizem defensores da democracia, mas se comportam como inimigos do povo quando agem sendo policiais, delegados, promotores e juízes, rasgando a Constituição que juraram defender. Dão provas do menosprezo que sentem pelo povo no próprio luxo que vivem, isso ninguém pode negar.

Fato é que a lei do talião, “olho por olho, dente por dente”, ficou para trás e os tempos são outros, aqui o buraco é  mais embaixo. A surra precisa ser dada de outra forma, não na baioneta, mas na caneta e nas quatro linhas da Constituição – frase repetida centenas de milhares de vezes, mas pouco praticada por quem ataca o chefe do executivo.

Bolsonaro muito provavelmente não leu “A Arte da Guerra de Sun Tzu”, mas alguém deve ter lido e no pé do ouvido deve ter sugerido que ele aplicasse parte das teorias que estão lá. Também não deve ter lido “O Príncipe de Nicolau Maquiavel”, mas Michel Temer com certeza leu e citou trechos nas 5 horas que conversaram ontem quinta-feira (09).

O presidente pediu e o povo atendeu

O presidente pediu e o povo atendeu, fez o que ele precisava que os inimigos e o mundo visse no último 7 de setembro de 2021.  Não foi por acaso a negação, o desespero, a manipulação de imagens e a tentativa tresloucada da imprensa de mostrar outra versão que não era a das imagens. Eles sabem o que significou o povo nas ruas, embora o desprezo deles pelo povo também seja maior do que a razão e os fatos.

Uma trégua às vezes é necessária para ganhar fôlego, desarmar o inimigo e se fortalecer para continuar na guerra. Apesar de esgotado, exaurido e legitimamente impaciente, o povo terá que compreender que não é hora de abandonar o barco e jogar a toalha.  Conversando com gente mais experiente do que eu em Brasília tive noticias de que nos bastidores a trégua, que chamam de “pacto de não beligerância” estava sendo construído há um mês.

Bolsonaro não está sozinho no covil, conhece as serpentes e o modus operandi delas

Na mesa de negociações o executivo governamental está sendo representado pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. O legislativo tem na mesa o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL) e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG) e pelo judiciário, responde o ministro do Supremo Tribunal Federal – STF, Gilmar Mendes, ele que se fosse jogado aos leões (povo), viraria pó.

Mas é assim a lógica e a moral da política, que não é a mesma dos homens. Basta ver onde foi parar Renan Calheiros. O fato é que os atos que alguns ministros do STF e a imprensa em uníssono chamam de “antidemocráticos” conferiu ao presidente um up-grade no palco dos acontecimentos.

Sabendo disso entra em cena como mediador, o animal político Michel Temer, homem que a história há de ser justa e reconhecer por ter tirado o Brasil do maior buraco da sua história, cavado por Dilma Rousseff e pelos aliados do PT que saquearam o cofres públicos por 20 anos.

Bolsonaro tem pela frente dependendo do Supremo Tribunal Federal ação que pede derrubada dos decretos de armas; o inquérito dos “atos antidemocráticos” devendo ser transferido para a PGR saindo das mãos de Moraes, seu maior desafeto. Tão importante e não menos falada, a questão Raposa Serra do Sol em Roraima.

Nas mãos do Legislativo, a aprovação de Emenda Constitucional que bota freio definitivo no STF limitando suas ações a questões  constitucionais ou inconstitucionais, aumentando o prestígio do próprio legislativo. Não acabou ele terá que costurar a aprovação do ICMS fixo para combustíveis; o Auxílio Brasil e os precatórios, além da sabatina de André Mendonça para o STF.

Em troca, o presidente foi obrigado a contrariar os caminhoneiros em uma greve que estava pronta para um blackout que provocaria desabastecimento e impactos imprevisíveis na economia, obrigando o presidente a decretar a “Garantia da lei e da Ordem” – GLO, prevista da Constituição Federal.

Portanto, o recuo foi um ato simbólico e de boa vontade do presidente com os dois poderes que contou com a maturidade e sagacidade do “mordomo” e safo Michel Temer. Há quem diga que a participação dele nesta articulação não foi de graça. E, convenhamos, merecida pela sua capacidade e lhaneza do trato da política.

Ele vai receber apoio de Bolsonaro para sua candidatura a deputado federal podendo já na próxima legislatura, substituir Lira na presidência da Casa. Com efeito, em se tratando de Brasília, o melhor a fazer é manter o sentimento de patriotismo, esperar o lago decantar e o líder te surpreender, pois de bobo ele só tem a caneta Compass que escreve igual a Montblanc.

José Aparecido Ribeiro é jornalista


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Foto: Lucas Figueiredo/ CBF/Direitos Reservados

O Brasil derrotou o Peru por 2 a 0, na noite desta quinta-feira (9) na Arena Pernambuco, e manteve o aproveitamento perfeito nas Eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2022 (Catar) com oito vitórias em oito jogos.

A vitória teve um significado especial para o camisa 10 Neymar, que marcou uma vez pelo time comandado por Tite e se tornou o maior artilheiro da seleção brasileira na história da competição, com o total de 12 gols, um a mais do que Romário e Zico, os segundos colocados da relação.

Vitória tranquila

Após optar pela formação que iniciou o duelo com os argentinos (Weverton; Danilo, Lucas Veríssimo, Éder Militão e Alex Sandro; Casemiro, Gerson, Lucas Paquetá e Éverton Ribeiro; Neymar e Gabriel Barbosa) o técnico Tite viu sua equipe assumir o comando das ações, com Neymar criando muito.

E foi dos pés do camisa 10 que surgiu o primeiro gol do Brasil. Aos 13 minutos Santamaría perdeu para Neymar, que avançou livre em velocidade pela esquerda e cruzou para o meio da área, onde Gabriel Barbosa furou e a bola sobrou para Éverton Ribeiro bater de chapa, de primeira, para abrir o placar.

Se no primeiro Neymar foi o arco, no segundo ele foi a flecha. Aos 39 minutos Danilo lançou Gabriel Barbosa, que avançou pela direita e finalizou, a defesa afastou parcialmente e Éverton Ribeiro aproveitou a sobra e chutou, mas Santamaría conseguiu cortar e a bola ficou com o camisa 10 do Brasil, que só teve o trabalho de escorar para o fundo das redes.

Se na etapa inicial o Brasil dominou, na segunda diminuiu o ritmo e pouco criou, o que manteve o placar inalterado até o fim.

A seleção brasileira volta a jogar pelas Eliminatórias em outubro, quando mede forças com Colômbia, Venezuela e Uruguai.

Informações Agência Brasil


A divulgação da declaração foi um conselho a Bolsonaro do ex-presidente Michel Temer.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) divulgou um texto intitulado “Declaração à Nação” nesta quinta-feira (9) no qual escreveu que nunca teve “intenção de agredir quaisquer dos poderes”. De acordo com a carta, Bolsonaro afirma que “as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de ‘esticar a corda’, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia”. 

A divulgação da declaração foi um conselho a Bolsonaro do ex-presidente Michel Temer. 

Leia a íntegra da declaração:

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil. 

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA

Presidente da República federativa do Brasil

Informações G1


Presidência divulgou declaração oficial do presidente, na tarde desta quinta-feira

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Marcos Corrêa/PR

Na tarde desta quinta-feira (9), o governo federal divulgou uma nota do presidente Jair Bolsonaro. No texto, o chefe do Executivo destaca que nunca teve “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes”.

– A harmonia entre eles não é vontade minha, mas [uma] determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar. Sei que boa parte dessas divergências decorre de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news. Mas, na vida pública, as pessoas que exercem o poder não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia. Por isso, quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram ao bem comum – afirma Bolsonaro em trechos do comunicado.

Nota oficial do presidente foi divulgada nesta quinta-feira Foto: Reprodução/Twitter

Leia, abaixo, a nota na íntegra:

Declaração à nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições, é meu dever, como presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorre de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas, na vida pública, as pessoas que exercem o poder não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso, quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram ao bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previstos no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo, e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes, pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores e conduzo os destinos do nosso Brasil.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA

Jair Bolsonaro

Presidente da República Federativa do Brasil

Informações Pleno News


De acordo com jornal, categoria pretende discutir impeachment de ministros do STF com o presidente do Senado

Caminhoneiros realizaram bloqueios por todo o país Foto: EFE/ Joédson Alves

Nesta quinta-feira (9), o presidente Jair Bolsonaro recebeu caminhoneiros no Palácio do Planalto para discutir os bloqueios feitos pela categoria em estados do país.

Ao jornal O Globo, um representante dos caminhoneiros falou sobre o movimento e disse que a classe não pretende se desmobilizar até uma reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Francisco Dalmora Burgardt, conhecido como Chicão Caminhoneiro, afirmou que eles estão “representando um segmento da sociedade brasileira”.

– A gente está aqui manifestando, representando um segmento da sociedade brasileira. A gente estabeleceu uma pauta de entrega de um documento ao senador Rodrigo Pacheco e, até o momento, não tivemos êxito nisso. Permanecemos no aguardo de sermos recebidos pelo mesmo. E talvez existam algumas questões sobre quanto tempo vai durar; estamos aguardando sermos recebidos pelo Senador Rodrigo Pacheco. Até que isso seja realizado, estamos mobilizados em todo o Brasil – apontou.

De acordo com o veículo de imprensa, entre a pauta que os caminhoneiros desejam encaminhar ao presidente do Senado está o desarquivamento e encaminhamento de todos os pedidos de impeachment de ministros do STF e a instauração de um processo de cassação do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Ele também falou sobre o encontro que a categoria teve com Jair Bolsonaro e disse que nada foi pedido pelo presidente.

– Não, o presidente não nos pediu nada. Estamos numa visita de cortesia visto que viemos ao Senado e, até o momento, não pudemos ser recebidos. Como nós estamos mobilizados aqui, aproveitamos a oportunidade para estar com o presidente que, diga-se de passagem, foi muito cordial. E estamos avançando no sentido de construir uma agenda positiva para o povo brasileiro – destacou.

Informações Pleno News


Foto: Reprodução

Após ser localizado pela Polícia Federal nesta quinta-feira (9), em um hotel no México, o caminhoneiro Zé Trovão já publicou mais três vídeos. Em um, ele avisa que fugirá novamente, pois “não querem que ele se entregue”. Zé também pede que o nome do presidente Jair Bolsonaro não seja usado nas manifestações.

– Tirem as faixas onde está escrito Bolsonaro! – bradou o caminhoneiro, explicando que a convocação de protestos não foi feita pelo chefe do Executivo.

Zé Trovão enfatiza que sua luta é “contra os desmantelos do STF e o Alexandre de Moraes”. Na segunda gravação, o caminhoneiro faz um discurso ainda mais inflamado, convocando as pessoas a “entupirem Brasília”.

– Cadê o povo de Brasília? Vamos entupir Brasília. Vamos fechar o comércio – declarou.

Em uma terceira publicação, por volta das 15h, o caminhoneiro aparece junto a Oswaldo Eustáquio e volta a esclarecer que sua luta não envolve o presidente Bolsonaro, embora o respeite como presidente da República.

– A gente admira a coragem de Bolsonaro por assumir o país e enfrentar um sistema corrupto, mas a pauta que defendemos é a favor do Brasil – afirmou.

– Queremos libertar o país dessa imundícia chamada Alexandre de Moraes, que está tentando acabar com a liberdade de expressão – completou.

*Pleno News


Mensagem foi divulgada em áudio pelas lideranças do movimento

O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, discursa durante a cerimônia de Lançamento das Autorizações Ferroviárias - Setembro Ferroviário.

O Ministério da Infraestrutura informa a ocorrência de manifestações de caminhoneiros em que 15 estados na manhã de hoje (9). Diante da situação, circulou, entre os caminhoneiros, um áudio com uma mensagem do presidente Jair Bolsonaro pedindo a desmobilização, de forma a evitar desabastecimento e mais inflação.

No último boletim divulgado pelo ministério, com base em informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), “às 8h do dia 9 de setembro de 2021, são registrados pontos de concentração em rodovias federais de 15 estados, com 10% de redução de ocorrência desde o último boletim da madrugada”.

Segundo a nota, os estados onde ainda há manifestações em rodovias são Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Rio de Janeiro, Rondônia. Maranhão, Roraima, Pernambuco e Pará.

Ainda segundo a pasta, a PRF conseguiu liberar a passagem em alguns “corredores logísticos essenciais” nesta manhã: BR-040/Minas Gerais; BR-116/Rio de Janeiro (Dutra/Barra Mansa); BR-040/Rio de Janeiro (Reduc); BR-101/Espírito Santo; BR-376/Paraná; e BR-153/Goiás (Anápolis).

Em Brasília, a Esplanada dos Ministérios está interditada por caminhoneiros, que permanecem sentados na pista, de forma a não possibilitar a passagem de veículos. A liberação da via ainda está sendo negociada com as autoridades. Vários caminhões encontram-se estacionados na lateral e no gramado localizado próximo ao Congresso Nacional.

Mensagem

Em um áudio direcionado aos caminhoneiros, ainda não publicado de forma oficial, o presidente Bolsonaro pediu às lideranças do movimento que desbloqueiem as vias para evitar desabastecimento e aumento da inflação.

“Fala para os caminhoneiros que são nossos aliados que esses bloqueios atrapalham, nossa economia. Isso provoca desabastecimento e inflação. Prejudica todo mundo, em especial os mais pobres. Dá um toque para os caras, para liberar, para a gente seguir a normalidade. Deixa com a gente em Brasília, aqui, agora. Não é fácil negociar e conversar por aqui com outras autoridades, mas a gente vai fazer nossa parte e vamos buscar uma solução para isso, tá ok? Aproveita e em, meu nome dá um abraço em todos os caminhoneiros”, disse o presidente.

Na noite dessa quarta-feira (8), o ministro Tarcísio Freitas confirmou a autenticidade do áudio com a voz do presidente. “Esse áudio é real e de hoje. Ele mostra a preocupação do presidente com a paralisação dos caminhoneiros, que iria agravar efeitos na economia e inflação, e ia impactar nos mais pobres e vulneráveis”.

Freitas disse que o país já vive atualmente efeito da pandemia nos preços dos produtos. Segundo ele, “a inflação tem hoje uma componente internacional, e uma paralisação vai trazer desabastecimento, prejudicando a população”. “A gente não pode tentar resolver um problema criando outro”. “Peço a todos que escutem atentamente as palavras do presidente, e que tenhamos serenidade para pavimentar um futuro melhor. A solução do problema se dará através do diálogo das autoridades. Vamos confiar nessa condução e no diálogo”, acrescentou o ministro.

Informações Agência Brasil

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