A Pfizer completa, neste domingo (3), 100 milhões de doses da vacina contra Covid-19 entregues ao Brasil. Ao todo, quatro voos chegam hoje ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), com mais 4 milhões de doses. Esta é a segunda maior remessa que a farmacêutica envia ao país em um único dia.
O primeiro dos quatro chegou no terminal de Campinas às 5h35, carregado com 520.650 doses. O segundo, com 1,5 milhão de doses, pousou às 6h. Essa operação esteve marcada inicialmente para ocorrer na sexta, mas acabou reprogramada pela empresa.
Ainda no período da manhã o aeroporto deve receber uma terceira aeronave carregada com 854.100 imunizantes, enquanto o quarto e último voo, com mais 1,1 milhões de doses, está previsto para pousar à tarde.
Com as entregas deste domingo, a Pfizer vai completar 10,5 milhões de vacinas enviadas em uma semana e cumprir o primeiro contrato de 100 milhões de doses da empresa com o governo federal. Pelo documento assinado em março de 2021, a farmacêutica deveria completar a entrega das 100 milhões de doses até o fim do terceiro trimestre (30 de setembro). No entanto, em comunicado, a empresa destacou que trata o período até domingo como mais uma semana logística e que isso “não representa atraso ou comprometimento na entrega da vacina”.
Um segundo contrato entre Pfizer e governo federal, assinado em 14 de maio, prevê mais 100 milhões de vacinas entre outubro e dezembro.
Estimativa foi divulgada pelo governo de São Paulo na noite deste sábado
Ato na Avenida Paulista reuniu cerca de 8 mil pessoas Foto: Reprodução/Redes Sociais
Na noite deste sábado (2), a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que os atos contra o presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista juntaram cerca de 8 mil pessoas. O número mostra uma evolução em relação aos atos do dia 12 de setembro, quando o estimado foi de cerca de 6 mil pessoas.
Os protestos deste sábado foram puxados por movimentos sociais, sindicatos e esquerdistas. Entre as pautas reivindicadas estavam o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, o aumento do custo de vida e o retorno do auxílio emergencial nos moldes que foi aplicado no início da pandemia, de maneira mais generalizada.
Nas redes sociais, aliados e admiradores de Bolsonaro fizeram piada sobre a baixa adesão aos atos, e confrontaram as imagens com a suposta alta na rejeição ao presidente.
Com esse depósito, banco conclui pagamento da 6ª parcela do benefício
Foto: Leonardo Sá/ Agência Senado
Trabalhadores informais nascidos em dezembro recebem hoje (3) a sexta parcela da nova rodada do auxílio emergencial. O benefício tem parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.
O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos no mesmo mês. O dinheiro é depositado nas contas poupança digitais e pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a três semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta corrente.
Com o depósito aos nascidos em dezembro, a Caixa Econômica Federal conclui hoje o pagamento da sexta parcela. A etapa de saques começará amanhã (4), para os trabalhadores nascidos em janeiro, e irá até o dia 19, conforme o mês de nascimento do beneficiário.
As datas da prorrogação do benefício foram anunciadas em agosto. Ao todo, 45,6 milhões de brasileiros estão sendo beneficiados pela nova rodada do auxílio emergencial. O auxílio é pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada (veja guia de perguntas e respostas no último parágrafo).
Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do NIS.
O pagamento da sexta parcela aos inscritos no Bolsa Família começou no último dia 17 e terminou em 30 de setembro. O auxílio emergencial somente é depositado quando o valor é maior que o benefício do programa social.
Em todos os casos, o auxílio está sendo pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.
O programa se encerraria em julho, mas foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para as parcelas.
Empresário aproveitou ida ao colegiado para anunciar descontos em produtos
Luciano Hang Foto: Divulgação/Havan
Neste sábado (2), o empresário Luciano Hang utilizou suas redes sociais para fazer uma propaganda da Havan e ao mesmo tempo ironizar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. Ele publicou uma foto em que aparece dando depoimento ao colegiado e depois anunciou o ‘Circo de Ofertas Havan’.
Os senadores decidiram convocar o empresário após a acusação de que Luciano Hang teria manipulado informações relacionadas ao tratamento e à morte de sua própria mãe, “para não desmerecer” o tratamento precoce contra a Covid-19. Após o depoimento, ele concedeu uma entrevista coletiva na qual chamou a CPI de “tribunal de inquisição” e disse ser atacado desde que se “posicionou politicamente”.
Ao anunciar a promoção, Hang apontou que “com um limão se faz uma limonada”.
– Outubro chegando com muitas novidades. Como sempre falo: de um limão se faz uma limonada. Neste final de semana vamos fazer o Circo de Ofertas Havan. Aproveite! – escreveu.
Manifestantes foram às ruas em diversas cidades, neste sábado (2), para protestar contra o governo Jair Bolsonaro. Muito longe da grandiosidade que foram os atos pró-governo, em 7 de setembro, os protestos de hoje são puxados por movimentos sociais, sindicatos e esquerdistas.
Foram registradas aglomeração em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Sul, Maranhão, Paraíba, Pauí, Goiás e Tocantins.
A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou nesta sexta-feira (1º), um novo parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre os pedidos do PT e do PSOL para investigar se o presidente Jair Bolsonaro cometeu crime ao sair sem máscara e causar aglomeração em eventos públicos durante a pandemia.
Em seu despacho, a ministra diz que a primeira manifestação enviada pela PGR tem ‘dubiedades’ e cobrou esclarecimentos.
Ao se manifestar sobre o caso no mês passado, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo considerou que Bolsonaro não cometeu crime. Ela argumentou que não é possível atestar a ‘exata eficácia da máscara de proteção como meio de prevenir a propagação do novo coronavírus’, o que em sua avaliação impede o enquadramento do presidente por deixar de usar o equipamento. Também concluiu que o comportamento teve ‘baixa lesividade’.
Rosa Weber disse que o argumento causa ‘alguma perplexidade’. A ministra afirmou que não cabe ao Ministério Público ou ao Judiciário fazer juízo de valor sobre as normas sanitárias em vigor na pandemia.
– O motivo para que não se delegue aos atores do sistema de justiça penal competência para auditar a conveniência de medidas desta natureza é elementar: eles não detêm conhecimento técnico para tanto; falta-lhes formação nas ciências voltadas a pesquisas médicas e sanitárias – escreveu.
A ministra também afirmou que o que a PGR chamou de ‘mera infringência da determinação sanitária do poder público’ tem ‘intensidade suficiente’ para ofender a saúde pública.
– Dito de outro modo, [o Código Penal] parece ter estabelecido presunção legal de que a determinação imposta pelas autoridades sanitárias competentes é, de fato, meio eficaz e apropriado para a contenção do contágio – diz outro trecho do despacho.
Rio de Janeiro já tem concentração de manifestantes, e São Paulo deve ter maior presença de presidenciáveis nos atosFoto: Lucas Neves/CNN Brasil (2.out.2021)
Manifestações de protesto contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ocorrem neste sábado (2) em diversas cidades brasileiras. No Rio de Janeiro, os manifestantes começaram a se concentrar na Candelária, região central da capital, por volta das 10 horas.
Por volta das 10h30, os manifestantes começaram a caminhar pela avenida Presidente Vargas, que já está interditada. A expectativa é que eles caminhem até a Cinelândia onde há um palco.
Os atos de hoje contam com a adesão de mais de 20 legendas partidárias. Segundo os organizadores, há eventos confirmados em 251 cidades brasileiras e em 16 países.
As principais lideranças políticas, além de artistas, devem se concentrar na Avenida Paulista, região central de São Paulo, a partir das 13h (horário de Brasília). A abertura da manifestação na capital paulista será feita por líderes de diversas religiões.
Candidato do PT em 2018, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad, assim como os presidenciáveis Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o senador Alessandro Vieira (Cidadania), confirmaram presença na Paulista. Também provável candidato em 2022, Ciro Gomes (PDT) anunciou que estará nos atos em São Paulo e no Rio de Janeiro. O governador de São Paulo, João Doria, não comparecerá por estar em campanha das prévias do PSDB, em Minas Gerais.
Não há previsão de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) compareça nos atos de São Paulo. No entanto, ele tem sido pressionado pelas centrais sindicais a participar ao menos por vídeo. A presidente do partido, Gleisi Hoffmann, anunciou que estará presente.
Há ainda a previsão de que parlamentares participem por meio de vídeos que serão exibidos próximo ao Masp (Museu de Arte de São Paulo). A senadora Simone Tebet (MDB), o senador José Anibal (PSDB), os deputados Junior Bozzella (PSL) e Fabio Tradi (PSD) e o fundador do Novo, João Amoedo, devem falar por vídeo.
Os protestos de hoje foram organizados em conjunto pela campanha Fora Bolsonaro (que promoveu os atos anteriores e reúne centrais sindicais, movimentos populares e partidos de esquerda), pela entidade civil Fórum pela Democracia Direitos Já! e por lideranças dos nove partidos que assinaram pedidos de impeachment do presidente (PSOL, PCdoB, PT, PDT, PSD, Rede, PV, Cidadania e Solidariedade).
Em 12 de setembro, atos convocados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelos grupos Vem Pra Rua e Livres aconteceram em 18 capitais e no Distrito Federal, mas tiveram baixa adesão.
As manifestações também contaram com apoio de políticos da direita, do centro e de esquerda. O PT e outras legendas de esquerda não participaram e já se articulavam para os atos deste sábado. Doria, Ciro, Mandetta e Amoêdo participaram dos atos no último dia 12 na Paulista.
Avaliada em R$ 6,6 bilhões, a rede mineira comprou recentemente uma empresa de tecnologia e se prepara para avançar em regiões pouco exploradas pelos grandes grupos
Foto: Henrique Salvador, CEO da Rede Mater Dei
Toda semana, religiosamente as terças e quintas-feiras, Henrique Salvador, médico e CEO da Rede Mater Dei, cumpre a mesma agenda: se reúne com os profissionais da butique de M&A Inspire Capital para tratar de possíveis fusões e aquisições.
“E, internamente, com nosso CFO, ainda temos uma estrutura de M&A que mapeia os ativos”, diz Salvador ao NeoFeed. Filho de José Salvador Silva, o médico que fundou a Rede Mater Dei há 41 anos, ele está à frente de um projeto para tornar o grupo um player consolidador de mercado.
Não é uma missão fácil, diante de players com muita envergadura e poder de fogo para aquisições como Rede D’Or, avaliada em R$ 131,8 bilhões, e Dasa, com valor de mercado de R$ 23,3 bilhões. A Rede Mater Dei, que é considerada de médio porte, abriu seu capital em abril, captou R$ 1,4 bilhão e atualmente vale R$ 6,6 bilhões,
Desde o IPO, a Rede Mater Dei desembolsou R$ 800 milhões na compra de 70% do Grupo Porto Dias, em Belém (PA), e, mais recentemente, R$ 40 milhões por 50,1% da empresa de tecnologia A3Data. “A estratégia tem várias vertentes e o movimento maior, neste momento, vai ser de aquisição”, diz Salvador.
Mas qual seria o mapa a ser perseguido? “Faz todo sentido ir consolidando entre Salvador e Belém. A região do Centro-Oeste também, é a região do agronegócio e tem carência grande de bons ativos hospitalares”, afirma o comandante da Mater Dei.
Na entrevista que segue, o executivo e um dos principais acionistas fala sobre o aquecido mercado de saúde, os desafios na consolidação e o que procura para fazer da Rede Mater Dei uma gigante no mercado. Com três hospitais em Minas Gerais, um em Belém (PA) e outro em construção em Salvador (BA), ele explica os próximos passos. Acompanhe:
O grupo sempre foi voltado ao crescimento greenfield, construindo os próprios hospitais. O que mudou? Há dois anos, chegamos à conclusão de que o mercado brasileiro está passando por aquilo que já aconteceu na América do Norte e na Europa: um movimento de consolidação grande na indústria. É um mercado fragmentado, com mais de 4,3 mil hospitais privados no Brasil. Muitos deles pequenos e sem condições de subsistir ao longo do tempo. Por outro lado, há redes de tamanho intermediário como a nossa precisando ganhar musculatura para ganhar competitividade também. E, como a viagem nossa na saúde é de médio e longo prazo, achávamos que para sermos perenes e sustentáveis, precisamos fazer o movimento de capitalização. Tínhamos as condições básicas para crescer, mas faltava capital.
Qual é o objetivo do grupo? Ser uma plataforma consolidadora de hospitais, sem perder o que nos trouxe aqui. Costumamos dizer que não queremos ser um amontoado de hospitais. Tem que fazer sentido, estar alinhado com os nossos valores e não deixar com que o DNA do Mater Dei se perca ao longo da estrada.
O grupo abriu capital, em abril, numa janela ruim. Está conseguindo entregar o que prometeu no roadshow? Como existe uma identidade muito grande entre a nossa família e o Mater Dei, e para a gente é muito cara a reputação que conseguimos construir, entregar o que prometemos no roadshow é muito importante. Então começamos a cumprir uma agenda que estava muito alinhada com o nosso discurso pré-IPO, com aquilo que fez com que os investidores se sentissem atraídos para acreditar na Rede Mater Dei.
“Costumamos dizer que não queremos ser um amontoado de hospitais”
Por exemplo? Uma dúvida que tinha era a seguinte: ‘vocês não têm experiência em realizar M&As, estamos em um mercado extremamente competitivo, como vocês vão fazer para competir com Rede D’Or e Dasa pelos melhores ativos?’. Aí, compramos o Porto Dias, em Belém (PA), um ativo que não tinha problema de concorrência, ou seja, Rede D’Or e Dasa poderiam ter comprado, e a família que vendeu nos escolheu.
Por que escolheu vocês? Uma família empreendedora, que tem compromisso com Belém, que é vista como referência pela comunidade local e que, de repente, quer continuar no negócio e que o negócio continue relevante. Eles queriam alguém que viesse e estivesse alinhado com o posicionamento estratégico que eles tinham. O fit entre a Rede Mater Dei e eles foi muito grande. Agora estamos no momento de integração, vamos fazer o closing em outubro. O Porto Dias foi a primeira compra do Mater Dei e a outra foi a empresa de tecnologia A3Data.
E agora, qual é o plano? Comprar novos hospitais ou construir do zero como estão fazendo em Salvador? A estratégia tem várias vertentes e o movimento maior, neste momento, vai ser de aquisição. Essa aquisição pode, por si só, se bastar, ou ter um crescimento brownfield, de expandir o hospital a partir de uma plataforma original que ele já tinha. Nesse momento, pretendemos focar em M&As.
“Nesse momento, pretendemos focar em M&As”
Já tem alvos mapeados? Constantemente. Para você ter uma ideia, tem uma butique de M&A que nos assessora, chamada Inspire, que é muito experiente no setor de saúde, e tenho reunião com eles as terças e quintas-feiras. E, internamente, com nosso CFO, ainda temos uma estrutura de M&A que mapeia os ativos, a partir das regiões, depois das cidades e dos hospitais.
O que é levado em conta nesse mapeamento? Vemos qual é a penetração de plano de saúde naquela região, qual é o rol de operadoras de planos que mais estão presentes naquela cidade para ver se são os que estamos acostumados a trabalhar, qual é o posicionamento e relevância do ativo naquela cidade, quais são as relações com o corpo clínico e comunidade. São análises muito profundas.
Quais cidades o grupo está olhando? Se eu pudesse falar os nomes das cidades, eu falaria. Mas vou te falar qual é a nossa estratégia loco-regional. Temos uma plataforma muito concentrada em Belo Horizonte e Grande BH. Aí fomos para Salvador, que é porta de entrada para o Nordeste. Depois, fizemos aquisição em Belém, que está no extremo norte do País. Então, faz todo sentido ir consolidando entre Salvador e Belém. A região do Centro-Oeste também faz sentido investir, é a região do agronegócio e tem carência grande de bons ativos hospitalares. A região Sudeste está sempre no nosso radar. Mas o que não queremos, como já disse anteriormente, é ser um amontoado de hospitais. Nossa ideia é fazer hubs regionais a partir dos quais possamos crescer. Então, Salvador, Belém e BH seriam hubs.
Como funcionaria? São centros mais complexos, onde você pode concentrar uma atuação terciária e quaternária de alta complexidade e pode ter também clusters de gestão especializada. Por exemplo, hoje temos em Belém um diretor para a região Norte, que é um membro da família Porto Dias. Ele tem qualificação para poder prospectar ativos na região Norte e criar uma constelação de ativos a partir de um núcleo que seria o Porto Dias. A mesma coisa vale para Salvador e Belo Horizonte.
Cada hub seria um consolidador da região com sua marca âncora? Exatamente. E cada um conversando com o corporativo nacional, com uma central de compras robusta, uma política de relacionamento das operadoras bem definida, uma política de relacionamento com médicos e corpo clínico.
Mas só interessa hospitais ou redes de clínicas interessariam? Existem sistemas de saúde que integram clínicas e unidades de SADT (Serviço de Apoio Diagnóstico Terapêutico). Não temos nada clínicas ou unidades de atenção primária ou secundária, desde que conversem com a unidade hospitalar. Se houver sinergia na aquisição de clínicas e de unidades diagnósticas, faz todo o sentido.
Então não está descartado olhar para esse tipo de ativo? Não, não está descartado.
Quanto o grupo tem em caixa para aquisições? O IPO trouxe R$ 1,45 bilhão. Foram destinados R$ 800 milhões para a aquisição do Porto Dias. A compra foi parte em dinheiro e parte em ações. Eles ficaram com 7% das ações da Rede Mater Dei. Numa determinada transação, você oferecer ações da Rede Mater Dei, desde que sejam transações transformacionais e muito relevantes, faz todo o sentido para a gente. E tem outra coisa, o nosso balanço é muito saudável, nossa dívida é negativa em relação a geração de ebitda. Então, podemos pensar capitalização através de dívida.
“Podemos pensar capitalização através de dívida”
Com Rede D’Or e Dasa no páreo pelos ativos, não é uma disputa inglória? Eles não chegam com muito dinheiro na mesa? Chegam. Mas temos de identificar – e estamos identificando – ativos que prefiram a Rede Mater Dei. No caso da família Porto Dias, eles abriram mão da Rede D’Or e Dasa e escolheram a Rede Mater Dei. Kora (Kora Saúde) também estava na jogada, e eles preferiram Mater Dei.
No mercado de saúde estão acontecendo muitos M&As. Os ativos estão caros? Estão caros, sim. Acho que vai haver um ajuste nisso. Mas, se a regra do jogo é essa hoje, o que temos de fazer numa mesa de negociação é tentar o melhor custo-benefício para uma aquisição relevante. Por isso, acho que não tem sentido sair por aí a torto e a direito comprando hospital que não esteja alinhado com a estratégia de posicionamento.
Muitas operadoras têm hospitais. Vocês pensam em criar um plano de saúde próprio? Muitos clientes nos perguntam isso. Temos parceiros históricos que são seguradoras, autogestões, medicinas de grupo, e a gente entende que o Mater Dei é uma âncora para que possam negociar seus planos. Nesse momento, não é do nosso core ter plano de saúde. Obviamente, essa é uma carta que está sempre na manga. Se, no futuro, precisarmos migrar para uma proposta que haja na rede uma operadora junto, isso pode ser conjecturado, mas no momento não.
E a compra da A3Data, qual é o racional por trás dessa aquisição? A indústria da saúde está passando por um movimento crescente de discussão de novos modelos de relacionamento entre as operadoras e os prestadores, no caso os hospitais e médicos. O que a gente vê com muita frequência é sentarem as mesas de negociação os dois lados, num relacionamento de muito desgaste com um ponto em comum. A vida inteira a operadora vai ser receita para a gente e nós seremos custo para elas. E, com isso, começamos a fazer testes com inteligência artificial e data analytics para a gente entender se poderíamos oferecer para as operadoras produtos onde elas tivessem uma maior previsibilidade e uma menor variabilidade. E que tivéssemos, do nosso lado, a mesma coisa, prever margem, prever receita. E fizemos o primeiro produto para uma operadora, que foi o Direto, com a SulaAmérica, com base nessa construção.
Como isso foi feito e onde a A3Data entra? Pegamos, por exemplo, todos os casos de pneumonia comunitária, nos últimos cinco anos, e vimos qual foi o perfil de utilização de recursos, drogas, materiais, mão de obra. Compusemos uma matriz de custos e, dentro de um simulador de inteligência artificial, começamos a perceber qual era o preço máximo e mínimo que poderíamos oferecer para a SulAmérica uma maior previsibilidade com menor variabilidade de preço. Conseguimos construir essa ferramenta muito legal, que nos deu essa informação. A A3Data foi testada no curso dessa viagem e começamos a perceber que era importante primarizar esse recurso.
Por quê? Porque essas informações são tão estratégicas que elas precisam ficar sob o domínio da Rede Mater Dei. Elas não podem ficar transitando em terceiros que, eventualmente, prestam serviços para a gente e para concorrentes. Aí, compramos 50,1% das ações e, a partir de agora, na área de saúde vão trabalhar preferencialmente para a Rede Mater Dei.
Benefício varia de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família
Trabalhadores informais nascidos em novembro recebem hoje (2) a sexta parcela da nova rodada do auxílio emergencial. O benefício tem parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.
O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos no mesmo mês. O dinheiro será depositado nas contas poupança digitais e poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a três semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta-corrente.
As datas da prorrogação do benefício foram anunciadas em agosto. Ao todo, 45,6 milhões de brasileiros serão beneficiados pela nova rodada do auxílio emergencial. O auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.
Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do NIS.
O pagamento da sexta parcela aos inscritos no Bolsa Família começou no último dia 17 e terminou em 30 de setembro. O auxílio emergencial somente é depositado quando o valor for maior que o benefício do programa social.
Em todos os casos, o auxílio está sendo pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.
O programa se encerraria em julho, mas foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para as parcelas.
O titular do Ministério da Saúde, Marcelo Queiroga, não poderá deixar os Estados Unidos nesta sexta-feira, 1º, como era esperado, pois seu novo teste para covid-19 realizado ontem seguiu dando positivo para a doença.
“Infelizmente, o exame RT-PCR que fiz ontem continua positivo, o que me impede de retornar ao Brasil ainda hoje. Sigo trabalhando a distância para acelerar a imunização dos brasileiros. Agradeço a todos que estão torcendo por mim. Estou sem sintomas e logo logo estarei de volta”, publicou o ministro em seu Twitter.
Segundo interlocutores próximos a Queiroga, um novo teste deve ser realizado nos próximos dias, e em caso de resultado negativo para o coronavírus, ele retornará imediatamente ao Brasil.