O ex-ministro da Cidadania e presidente estadual do PL, João Roma, falou sobre especulações que circulam nos bastidores da política nacional envolvendo o nome de ACM Neto para as eleições de 2026.
Questionado sobre a possibilidade de o ex-prefeito de Salvador integrar uma chapa presidencial, Roma afirmou que essa hipótese já foi tratada publicamente e descartada pelo próprio ACM Neto.
“Ele mesmo já respondeu que a chance disso era zero”, disse.
Segundo João Roma, o foco de ACM Neto está em outro projeto político, considerado por ele mais estratégico neste momento.
“Ele acredita que consegue ajudar muito mais sendo candidato a governador, fazendo com que vários votos possam ser revertidos em benefício da Bahia e do Brasil”, concluiu.
Relatório de ONG internacional cita o caso do Banco Master, que envolve Moraes e Toffoli, ministros do STF, e cuja investigação sigilosa é permeada de dúvidas
Caso Master e envolvimento de Toffoli e Moraes é citado por ONG que faz relatório sobre percepção da corrupção | Foto: Divulgação
O Brasil registrou em 2025 a segunda pior nota de sua história no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), com 35 pontos, segundo relatório divulgado nesta terça-feira, 10, pela ONG Transparência Internacional. O resultado mantém o país na 107ª posição entre os 182 avaliados. O caso do Banco Master, que envolve ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), foi citado pela ONG. O caso é chamado de “maior fraude bancária já registrada no país”.
A pontuação, que varia de 0 a 100 — sendo 0 a pior percepção de corrupção e 100 a melhor —, mostra o Brasil ainda abaixo da média mundial e do recorte das Américas, ambos com 42 pontos. Em 2024, o país havia registrado 34 pontos, mas a entidade considerou a oscilação de 1 ponto como estatisticamente irrelevante.
Países como Argentina, Belize e Ucrânia ficaram levemente à frente do Brasil, com 36 pontos. Sri Lanka teve desempenho idêntico ao brasileiro. Já Dinamarca (89), Finlândia (88) e Cingapura (84) lideram o ranking com as melhores avaliações, enquanto Somália e Sudão do Sul dividem a lanterna, com apenas 9 pontos.
Organizações criminosas avançam sobre o Brasil
Junto da publicação do IPC, a Transparência Internacional lançou o relatório Retrospectiva 2025. O documento denuncia o aprofundamento da influência do crime organizado nas estruturas do Estado, em especial por meio de esquemas de corrupção no sistema financeiro e em escritórios de advocacia.
A entidade afirma que parte do poder público brasileiro apresenta sinais de captura por interesses ilícitos. Nesse sentido, elenca medidas urgentes para conter o avanço dessa infiltração.
A organização também defende a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso do Banco Master.
As referências ao caso Master, Toffoli e Moraes
O diretor-executivo da Transparência Internacional – Brasil, Bruno Brandão, disse que o Brasil chamou atenção internacional em 2025, pela “resposta firme e histórica do Supremo Tribunal Federal na responsabilização do ex-presidente Bolsonaro e outros conspiradores que atentaram contra a democracia”, mas, ao mesmo tempo, “chocou o mundo com casos de macrocorrupção em escala inédita, como INSS e Master, impunidade generalizada mesmo para corruptos confessos e condutas desmoralizantes de ministros do próprio STF”. “A corrupção também corrói profundamente a democracia e o Brasil precisa, urgentemente, resgatar e priorizar o enfrentamento deste problema”, declarou.
A ONG também menciona a “rede poderosa de influência” revelada até agora na investigação do caso Master, que perpassa os Três Poderes, mas com audácia maior no Judiciário. “Foi no Judiciário — em especial no STF — que seus tentáculos se mostraram mais audaciosos”, diz o texto da Transparência.
“Tornou-se público um contrato ainda inexplicado de R$ 129 milhões entre o escritório Barci de Moraes, da esposa do ministro Alexandre de Moraes, e o banco fraudador de Daniel Vorcaro — cifra muito acima de padrões nacionais e internacionais de honorários, incluindo bancas globais envolvidas em litígios transnacionais”, afirma a ONG.
Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, conversam durante evento | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Em seguida, cita condutas “anômalas” do ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF. “As investigações do caso foram avocadas pelo ministro Dias Toffoli, que imediatamente decretou sigilo máximo e passou a exercer ingerência anômala sobre diligências”, afirma a ONG. “Pouco depois, veio à tona que o ministro havia viajado em um jato particular com o advogado do diretor de compliance do Master, alvo da Compliance Zero. Na virada do ano, surgiram revelações ainda mais graves que envolvem negócios imobiliários sem lastro aparente da família Toffoli, com aportes de indivíduos ligados ao Master e à JBS — empresa que já se beneficiou de decisões do próprio ministro”, relembra.
A Transparência solicita ainda que o Legislativo cobre formalmente informações do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Banco Central sobre o inquérito do caso Master, incluindo dados sobre sigilo, cronogramas, atos já praticados e registros de contatos institucionais.
Outra medida sugerida é o envio à Comissão de Constituição e Justiça de um parecer técnico sobre prevenção de conflitos de interesse nos tribunais superiores, com base em boas práticas internacionais.
Ministério Público e STF também são alvo de recomendações
A entidade recomenda que a Procuradoria-Geral da República abra investigações preliminares sobre possíveis irregularidades que envolvem contratos do Master e operações financeiras do Tayayá Resort.
Também pede que o Ministério Público atue pela manutenção dos acordos de leniência e colaboração premiada já firmados. Além disso, exige respeito ao teto constitucional de remuneração para seus membros.
No caso do Judiciário, as propostas incluem a criação de um Código de Conduta para o STF. O texto deve estabelecer regras claras sobre impedimentos, divulgação de agendas e limites para participação em eventos patrocinados.
A Transparência também sugere o sorteio de novo relator para o inquérito do Master, sob a justificativa de evitar conflitos de interesse.
Por fim, a organização cobra o cumprimento das decisões que declararam inconstitucional o chamado “orçamento secreto”. A medida busca conter práticas opacas na destinação de recursos públicos, inclusive em instâncias subnacionais.
Durante a missa deste domingo (8), na Capela São Sebastião Pingo D’Água (MG), o padre Flávio Ferreira Alves negou dar a eucaristia para os fiéis que apoiam o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e pediu para que eles se retirassem da igreja.
Duas mulheres que assistiam à missa gravaram o momento e, indignadas, compartilharam em suas redes sociais. Rapidamente o vídeo viralizou.
– Tem católico concordando com ele. Tem católico concordado com Nikolas. Vou falar uma coisa grave, se você concorda com o Nikolas, que não quer dar botijão de gás para o pobre, por favor, saia da igreja agora. Você não merece receber a eucaristia – disse o padre.
A Diocese de Caratinga, responsável pela paróquia, se pronunciou por meio de uma nota pública (leia ao final da matéria), dizendo que a fala do padre “não condiz com as orientações pastorais da Igreja” e que o sacerdote “expressa seu profundo arrependimento” e pede perdão a toda a comunidade.
A crítica é sobre o deputado ter votado contra a medida provisória 1313/25 do governo que modifica o programa de distribuição de gás. Nikolas explicou que votou contra porque o novo formato proposto tira o valor do botijão que era pago aos beneficiários do Vale-Gás e obriga o cidadão a retirar o produto apenas em pontos cadastrados.
– Óbvio que votei contra o projeto “Gás do Povo”, do Lula, porque sou a favor do “Gás dos Brasileiros”, um programa que já existe e que o Lula quer complicar. Antes, o auxílio caía direto na conta da mãe de família. Ela decidia onde comprar. Agora, o Lula quer te obrigar a buscar o seu gás em revendas credenciadas pelo governo, sem prazo claro de quanto tempo você terá esse benefício, sem autonomia, sem liberdade – explicou o parlamentar, pelas redes sociais.
E continuou:
– No final, deixará seu gás mais caro e com a finalidade de manter as pessoas presas pra ter o voto dela nas eleições. E o povo sabe disso. E não custa perguntar: se a pobreza caiu como o Lula diz, por que 50 milhões de brasileiros ainda dependem de gás “gratuito” pra cozinhar?
A MP aprovada altera o nome do programa Gás dos Brasileiros para Gás do Povo e prevê o fim definitivo da ajuda em dinheiro até 2027. Pela regra, a família não poderá acumular o recebimento em dinheiro e a retirada gratuita do botijão.
*Pleno.News Fotos: Diocese de Caratinga | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
A Bahia está com inscrições abertas para o segundo ciclo do Mais Médicos Especialistas. A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, que visa ampliar o acesso ao atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS). No estado, foram disponibilizadas 43 vagas imediatas em serviços hospitalares e ambulatórios especializados da rede pública de 19 cidades baianas.
O edital prevê a seleção de 1206 médicos especialistas em todo o país, distribuídos em 16 especialidades prioritárias, como anestesiologia, cirurgia geral, radiologia, mastologia, ginecologia e oncologia clínica. O foco de atuação desses profissionais são regiões remotas, com alta demanda e maior vulnerabilidade social.
Segundo o ministério, atualmente, 583 médicos especialistas atuam no programa em todas as regiões do país e, com o novo edital, a expectativa é chegar a 1.500 profissionais. A maior parte deles atua no interior (48,7%) e nas regiões metropolitanas (34%). Na Bahia, 45 médicos atuam em áreas como cirurgia ginecológica e oncológica, endoscopia e colposcopia, em diversos municípios baianos.
“Isso só é possível graças ao esforço do programa Agora Tem Especialistas, que integra um conjunto de iniciativas do Ministério da Saúde voltadas à formação profissional na área da saúde. Em articulação com o Ministério da Educação, estamos vivendo um momento histórico no fortalecimento da formação e do provimento de profissionais para o SUS”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
As inscrições podem ser feitas na plataforma da UNA-SUS até o dia 19 de fevereiro.
O senador e general da reserva Hamilton Mourão (Republicanos) criticou o julgamento em curso no Superior Tribunal Militar (STM) que pode levar à perda da patente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros quatro integrantes das Forças Armadas. Segundo ele, o caso está inserido em um contexto de “injustiças”.
Ele também disse considerar a situação “extremamente desgastante”.
De acordo com Mourão, o processo afeta militares que, em sua avaliação, dedicaram toda a trajetória profissional ao Exército e ao país e que agora terão sua conduta analisada sob o aspecto da honra militar.
– O julgamento acontece na esteira das injustiças ocorridas no processo conduzido ilegalmente pelo STF. No STM serão julgados se infringiram, ou não, a honra militar. Extremamente desgastante para quem dedicou toda uma vida ao Exército e à nação – afirmou ao Metrópoles.
O MPM apresentou ações de perda do oficialato contra Bolsonaro, capitão da reserva do Exército, os generais da reserva Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Braga Netto, além do almirante Almir Garnier. Todos foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O STM é formado por 15 ministros, sendo cinco civis e dez militares, com cadeiras distribuídas entre Exército, Marinha e Aeronáutica.
Confira os relatores:
– Bolsonaro: ministro Carlos Vyuk Aquino (Aeronáutica); – Almirante Garnier: ministra Veronica Sterman (Civil); – General Paulo Sérgio Nogueira: ministro Barroso Filho (Civil); – General Augusto Heleno: ministro Celso Luiz Nazareth (Marinha); – General Braga Netto: ministro Flavio Marcus Lancia (Exército).
O presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares, foi exonerado do cargo de assistente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quinta-feira (5). A decisão foi assinada pelo deputado Guilherme Delaroli (PL), primeiro vice-presidente da Casa em exercício, e publicada no Diário Oficial Legislativo.
A exoneração ocorre às vésperas do carnaval de 2026, quando a Acadêmicos de Niterói desfilará na Marquês de Sapucaí com um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil.
A escola abrirá a primeira noite de desfiles no Sambódromo, em 15 de fevereiro.
Palhares ocupava o cargo na Alerj desde 2025 e estava lotado na Comissão de Transportes, vinculada ao gabinete do deputado Dionísio Lins (PP), vice-líder do governo Cláudio Castro (PL). Em janeiro deste ano, recebeu R$ 7.961,34 – valor que quase triplicou em relação a abril de 2025 – segundo dados do Portal da Transparência da Alerj.
Procurada, a Acadêmicos de Niterói não respondeu. A assessoria de Delaroli informou que não comenta casos específicos e afirmou que as exonerações fazem parte do processo de transição administrativa da Alerj.
A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen como inventariante do espólio de seu tio, o médico Miguel Abdalla Netto, encontrado morto em janeiro na casa onde vivia, no bairro do Campo Belo, Zona Sul da capital. A decisão faz com que Suzane passe a ser a responsável por administrar o patrimônio estimado em cerca de R$ 5 milhões até a conclusão do processo de partilha.
Na decisão, a juíza Vanessa Vaitekunas Zapater, da 1ª Vara da Família e Sucessões, afirmou que o passado criminal de Suzane não interfere na condução do inventário. Segundo a magistrada, diante da ausência de manifestação formal de outro interessado na função, Suzane seria a única pessoa apta a exercer o encargo legal de inventariante.
Miguel Abdalla Netto morreu aos 76 anos, solteiro, sem filhos e sem deixar testamento. Nesses casos, a legislação prevê que a herança seja destinada aos sobrinhos vivos, entre eles Suzane e o irmão, Andreas. O conjunto de bens inclui dois imóveis e um veículo, avaliados em aproximadamente R$ 5 milhões.
No caso de Suzane, ela terá o dever de administrar e preservar os bens do falecido durante o andamento do processo judicial, prestando contas ao juízo e sem autorização para vender, transferir ou usufruir do patrimônio. A nomeação não implica automaticamente o direito à herança, que ainda será analisado no decorrer do inventário.
A empresária Carmem Silvia Gonzalez Magnani, que sustenta que teve uma união estável com o médico, também disputava a função de inventariante e informou que pretende recorrer da decisão. A defesa afirma ter sido surpreendida antes do término do prazo para apresentação de documentos que, segundo ela, comprovariam a existência da união.
Paralelamente, a disputa familiar ganhou novos contornos após o registro de um boletim de ocorrência de Carmem no qual ela acusa Suzane de retirar itens da residência do médico sem autorização judicial, entre eles móveis e uma bolsa com documentos e dinheiro. A Polícia Civil apura se houve invasão e eventual furto.
As regras precisam ser publicadas até 5 de março, conforme determina a legislação
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Ministério Público Eleitoral sugeriu a aplicação de penalidades financeiras para combater o uso de conteúdos falsos criados com inteligência artificial nas eleições de 2026. A proposta prevê multas que variam de R$ 5 mil a R$ 30 mil para quem divulgar materiais manipulados ou gerados por IA com objetivo de desinformar eleitores.
A medida foi apresentada durante uma audiência pública no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que debate mudanças nas normas eleitorais. A punição poderá atingir tanto quem compartilha o conteúdo quanto os beneficiários diretos, desde que fique comprovado que tinham conhecimento prévio da prática.
As sugestões serão avaliadas pelo vice-presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, e podem integrar a regulamentação que será submetida ao plenário do TSE. Para valer nas eleições de 2026, as regras precisam ser publicadas até 5 de março, conforme determina a legislação.
Durante o debate, o governo federal também defendeu limites mais rígidos ao uso de sistemas de inteligência artificial no período eleitoral, incluindo restrições a recomendações automatizadas de candidatos, exigência de redirecionamento para canais oficiais da Justiça Eleitoral e maior responsabilidade das plataformas de IA para prevenir abusos.
Em depoimento à CPMI, Gilberto Waller Júnior afirma que o rompimento com instituição ocorreu por ‘excesso de reclamação do serviço’; ele nega ter se reunido com Daniel Vorcaro
O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, afirmou que a decisão de não renovar o acordo de cooperação técnica com o Banco Master foi tomada antes da liquidação da instituição financeira e muito antes de o caso ganhar repercussão pública.
Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Waller Júnior declarou que o rompimento do acordo de cooperação técnica com o Master teve como base o volume elevado de reclamações feitas por beneficiários do instituto: “Algo estava errado”.
“O Master tinha um acordo de cooperação técnica assinado desde 2020, que vigora por cinco anos”, disse. “Esse acordo de 2020 venceu em 18 de setembro. Nós verificamos a quantidade de reclamação dos nossos segurados, entendemos por bem não renovar o acordo de cooperação técnica.”
O presidente do INSS ressaltou que a medida não foi influenciada por investigações externas ou pela atuação de órgãos de controle, mas por uma avaliação interna da autarquia.
“Detalhe: muito antes da liquidação do Master, de qualquer órgão de controle falar sobre isso, muito antes de sair na imprensa o nome Master”, prosseguiu. “A nossa preocupação com os aposentados e pensionistas, por determinação do presidente da República foi: passe o pente fino, pois há algo de errado com o Master. Não tem como eles continuarem prestando serviço aos aposentados e pensionistas com esse nível de reclamação.”
Ao detalhar o histórico da relação entre o instituto e o banco, Waller Júnior informou que existem 324.849 contratos celebrados com o Master. Desse total, 251 mil não têm comprovação e sequer foram inseridos na plataforma do INSS, o que reforçou a decisão pelo encerramento do acordo.
A CPMI do INSS realiza oitiva do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Presidente nega reunião com dono do Master
Durante a oitiva, o presidente do INSS também negou qualquer contato direto com o dono do Banco Master Daniel Vorcaro: “Nunca foi ao INSS”. “Eu nunca fiz uma reunião com o Vorcaro.”
Waller Júnior confirmou, no entanto, que o contrato entre o instituto e o Master vigorou entre 2020 e 2025 para a concessão de empréstimos consignados. Ele disse que com o fim do contrato, representantes da instituição financeira procuraram o INSS para tentar reverter a decisão.
“A gente verificou que tinha algo errado com o Master”, sinalizou. “A gente entendeu que não tem como eles continuarem prestando serviço aos nossos aposentados e pensionistas com esse nível de reclamação.”
Segundo ele, o banco tentou firmar um termo de compromisso para sanar as irregularidades, em reuniões realizadas nos dias 31 de outubro e 10 de novembro, mas a proposta não foi aceita.
Por fim, o presidente do INSS também defendeu a atuação do instituto diante do avanço das investigações: “Trabalhamos com transparência e com informação”.
O almoço do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, com ministros da Corte, que estava previsto para o próxima dia 12, foi adiado. O ministro avisou aos colegas sobre o adiamento na quarta-feira (4), pela manhã. De acordo com a assessoria de comunicação do Tribunal, o adiamento foi por causa de um conflito de agenda. A nova data ainda não foi definida, mas será após o feriado de carnaval.
No Supremo, a reunião é tratada como mais uma confraternização entre os ministros, que segue a tradição iniciada na gestão de Luís Roberto Barroso. Mas há uma expectativa de que o código de ética, que enfrenta resistência interna, figure como um dos principais assuntos do encontro.
Fachin já conversou com todos os ministros individualmente sobre a proposta e tem dito que tratará do tema com diálogo, sem imposições. Em entrevista ao Estadão no mês passado, Fachin disse que conta com apoio da maioria dos ministros para aprovar o código, mas que parte deles tem ressalvas quanto à discussão em um ano eleitoral. Outros são contrários a qualquer endurecimento das regras.
Na primeira sessão plenária de 2026, realizada nesta quarta, o ministro Alexandre de Moraes deu recados que mostram resistência ao código. Durante o julgamento que trata das regras para o uso de redes sociais por magistrados, Moraes afirmou que “não há nenhuma carreira pública com tantas vedações como a magistratura”.
– Magistrado não pode ter ligação com o processo que julga. E todos os magistrados, inclusive desta Suprema Corte, não julgam nenhum caso em que tenha ligação – acrescentou.
Embora os magistrados já soubessem do adiamento desde a manhã desta quarta, a informação chegou à imprensa ao final do dia, alimentando especulações de que Fachin teria reagido às declarações de Moraes.