A atriz Regina Duarte respondeu às declarações de Antônio Fagundes, seu ex-colega de elenco em Vale Tudo (1988), após o ator dizer que considera a artista “equivocada” em seu ponto de vista político.
A fala de Fagundes aconteceu no final de setembro, durante entrevista a uma rádio portuguesa, na qual ele foi indagado sobre as divergências políticas entre os dois:
– Não tenho raiva dela. Regina foi uma excelente companheira de trabalho. Equivocada, do meu ponto de vista, mas tem muita gente que a apoia. Eu respeito a posição dela, ela tem direito a apoiar quem quiser – assinalou.
Durante lançamento da biografia da filha, Gabriela Duarte, realizada em São Paulo na última sexta-feira (3), Regina foi questionada pelo canal Conexão Entrevista sobre como avaliava a fala de Fagundes, e respondeu de forma conciliadora:
– Alguém me falou sobre isso e disse que ele foi muito carinhoso comigo, e eu estou muito feliz: “Fagundes, beijão querido, parceirão!” Eu não me sinto autorizada a ficar julgando o que está acontecendo, cada um vai agir do seu jeito, da sua maneira. A gente precisa respeitar o próprio trabalho e respeitar o trabalho dos outros, pronto. Feito isso, está tudo ok – declarou.
A atriz tem um ponto de vista político abertamente conservador, e chegou a ser ex-secretária especial da Cultura do Brasil em 2020, durante o governo Jair Bolsonaro (PL).
O empresário Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti, ex-sócio do advogado Nelson Wilians, será ouvido nesta segunda-feira (6) pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, ele é apontado como dirigente de companhias envolvidas em supostas fraudes ligadas a descontos irregulares em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social.
A convocação de Cavalcanti foi solicitada em quatro requerimentos aprovados pela CPMI. A senadora Leila Barros (PDT-DF) destacou, em um dos requerimentos, sua ligação com Nelson Wilians, já ouvido pela comissão, e citou os bens apreendidos durante a operação, incluindo uma Ferrari, uma réplica de carro de Fórmula 1, relógios de alto valor e uma quantia expressiva em espécie.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou a oitiva durante sessão na última quinta-feira (2), enquanto o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius Marques de Carvalho, prestava depoimento. Além disso, os parlamentares aprovaram a solicitação de autorização ao ministro André Mendonça, do STF, para ouvir o empresário preso Maurício Camisotti.
Também foram aprovadas convocações de ex-integrantes do INSS, com oitivas a serem agendadas. Entre os nomes estão: Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral da Procuradoria Federal Especializada no INSS; Thaisa Hoffmann Jonasson, sua esposa; Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira, irmã; e Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador-geral de Pagamentos de Benefícios.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por videoconferência nesta segunda-feira (6) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A conversa estava marcada para as 10h30, e durou cerca de meia hora.
Em nota, o Planalto divulgou que Lula convidou Trump para a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que ocorre em Belém, no Pará, em novembro. O presidente brasileiro também pediu para que o líder norte-americano revogasse a sobretaxa de 40% a produtos brasileiros em território norte-americano. Nos 30 minutos de conversa os presidentes ainda relembraram a “boa química” que tiveram em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU.
Lula estava no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, durante a conversa. As informações foram obtidas pela TV Globo. Ele estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin, do assessor especial Celso Amorim e dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Sidônio Palmeira (Secom).
Lula expôs a possibilidade de um encontro presencial na Malásia, durante a reunião da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), no final deste mês. Os dois presidentes foram convidados a participar do evento.
*Metro1 Foto: Divulgação/Organização das Nações Unidas
O Ministério da Saúde informou neste domingo (5) que o Brasil tem 209 casos em investigação de intoxicação por metanol após ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas. Outros 16 casos foram confirmados, sendo 14 em São Paulo e 2 no Paraná.
Os dados, consolidados pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS), indicam que o estado de São Paulo concentra a maioria das notificações, com 14 confirmações e 178 casos ainda sob apuração.
Ao todo, 13 estados notificaram suspeitas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rondônia, São Paulo, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba e Ceará. Os casos registrados na Bahia e no Espírito Santo foram descartados. O Ceará teve o primeiro caso suspeito confirmado neste fim de semana.
Até o momento, o país contabiliza 15 mortes possivelmente relacionadas ao metanol, sendo duas confirmadas em São Paulo e 13 ainda em investigação, sete em São Paulo, três em Pernambuco, uma no Mato Grosso do Sul, uma na Paraíba e uma no Ceará.
Para reforçar o tratamento dos pacientes, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição de etanol farmacêutico, antídoto usado em casos de intoxicação por metanol. Nesta primeira remessa, foram encaminhadas 580 ampolas a cinco estados: 240 para Pernambuco; 100 para Paraná; 90 para Bahia; 90 para o Distrito Federal; 60 para Mato Grosso do Sul.
O antídoto faz parte do lote de 4,3 mil ampolas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), fornecidas por hospitais universitários federais em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
A intoxicação por metanol é considerada uma emergência médica grave, podendo causar cegueira e morte. Os principais sintomas incluem visão turva, perda de visão, náuseas, vômitos, dores abdominais e sudorese.
O Ministério da Saúde recomenda que pessoas que apresentem sintomas ou que tenham consumido bebidas de origem duvidosa procurem imediatamente atendimento médico e entrem em contato com o Disque-Intoxicação Anvisa: 0800 722 6001 e Centro de Controle de Intoxicações de SP (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800 771 373
O rapper Hungria, de 34 anos, recebeu alta médica neste domingo (5) do Hospital DF Star, em Brasília, após quatro dias de internação. O músico foi hospitalizado na última quinta-feira (2) com um quadro de saúde compatível com intoxicação por metanol.
Segundo o boletim médico da unidade de saúde, o paciente Gustavo da Hungria Neves apresentou uma “excelente evolução clínica” e seguirá o restante do tratamento em casa, com acompanhamento ambulatorial. Nas redes sociais o cantor manifestou seus agradecimentos.
“Primeiramente, agradeço a Deus por mais uma oportunidade de celebrar a vida e este dia. Sou grato a toda a equipe do Hospital DF-STAR e, em especial, ao Dr. Leandro Machado, que cuidou com dedicação da minha recuperação”, confirma o cantor em postagem.
Embora o exame laboratorial tenha descartado a presença de metanol nas garrafas de vodca adquiridas pelo rapper, o resultado do teste que analisa a substância em seu organismo ainda não foi concluído. A previsão é que o laudo seja divulgado nos próximos dias.
Outras sete continuam sendo investigadas no estado
O governo de São Paulo confirmou a segunda morte decorrente de intoxicação por metanol no estado, segundo informação divulgada na tarde deste sábado (4). Outras sete seguem em investigação.
De acordo com a Secretaria de Saúde do estado, São Paulo tem 162 casos, entre confirmados e investigados, de intoxicação por metanol. O balanço deste sábado indica 14 casos confirmados, com dois óbitos, ambos na capital. Outros 148 casos são investigados, sendo sete óbitos.
O número de prisões feitas pela Polícia Civil de São Paulo em operações por conta de adulteração de bebidas subiu de 30, no balanço divulgado nessa sexta-feira (3), para 41 hoje, em operações desde o início do ano, 19 nesta semana. As prisões ocorreram na capital paulista, em Diadema, Santo André, Jacareí e Jundiaí.
Foram apreendidos também milhares de materiais, como garrafas, rótulos de marcas e outros. As ações fazem parte da força-tarefa do governo de São Paulo para combater casos de contaminação por metanol. Ao todo, 11 estabelecimentos tiveram interdição – de alguns produtos ou total – pela força-tarefa.
Emergência médica
A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.
Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).
Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:
Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui);
Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;
É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.
O médico Cláudio Birolini explicou que o ex-presidente Jair Bolsonaro sofre crises recorrentes de soluços que podem provocar reflexos de vômito. Ele acompanha Bolsonaro desde a última cirurgia abdominal, realizada em abril deste ano.
– Ele persiste com crises de soluços, mais intensas quando se exalta ou fala muito. O vômito ocorre de forma reflexa quando as crises ficam muito fortes, e auxilia na interrupção dos soluços. Estamos insistindo em tratamento medicamentoso para controle e profilaxia dessas crises. Não tem uma causa definida – explicou Birolini ao jornal O Globo.
Pessoas próximas relataram que Bolsonaro tem se mostrado abatido nos últimos dias. A família chegou a cogitar internação na segunda-feira (30), após pelo menos quatro episódios seguidos de vômito. Birolini passou a noite em sua casa e descartou hospitalização imediata.
No dia seguinte, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse que os soluços haviam dado uma “trégua” e agradeceu pelas orações recebidas.
Apesar da fragilidade, Bolsonaro tem recebido aliados em sua residência no Jardim Botânico. Entre os que já o visitaram estão Tarcísio de Freitas, Caroline de Toni, Esperidião Amin, Magno Malta e Delegado Caveira.
Além dessas visitas, a defesa pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para que Bolsonaro receba também Valdemar Costa Neto, Sóstenes Cavalcante, Márcio Bittar e Gilson Machado Neto. A decisão caberá ao ministro Alexandre de Moraes.
O Boteco da Villa, local onde o rapper Hungria se apresentou no último domingo (28), em São Bernardo do Campo, foi interditado pela Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo. Nesta quinta-feira (2), o cantor deu entrada em um hospital de Brasília (DF) com sintomas de dor de cabeça, náuseas, visão turva, e acidose metabólica.
A internação do artista acontece em meio ao crescimento de casos suspeitos de pessoas intoxicadas por metanol por conta da ingestão de bebidas alcoólicas possivelmente adulteradas. Apesar da assessoria de Hungria informar que o rapper está fora de risco iminente, ele precisou cancelar apresentações e foi submetido a procedimento de hemodiálise.
Em nota, o Boteco da Villa afirma que a interdição é “precipitada”, “meramente cautelar”, e acrescenta que não há comprovação de irregularidades envolvendo o local.
– Todas as nossas bebidas são adquiridas com procedência garantida, sempre acompanhadas de nota fiscal – disse o estabelecimento em nota publicada nas redes sociais.
– Nunca houve qualquer indício ou evidência de adulteração em nossos produtos – acrescentou.
O Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que a exigência de altura mínima para ingresso em cargos do Sistema Único de Segurança Pública, como polícias militares estaduais, só é válida se estiver prevista em lei e seguir os parâmetros da carreira do Exército, definidos pela Lei Federal n.º 12.705/2012: 1,60 metro para homens e 1,55 metro para mulheres.
A decisão, que agora tem status de repercussão geral, foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 1469887 e passa a valer para todos os casos semelhantes no país. O entendimento reafirma a jurisprudência consolidada da Corte sobre o assunto, registrada no Tema 1.424.
O caso concreto que levou à definição da tese envolvia uma candidata à Polícia Militar de Alagoas que foi reprovada no teste de aptidão física por medir 1,56m. A legislação local exigia estatura mínima de 1,60m para mulheres e 1,65m para homens. A defesa da candidata argumentou que a norma estadual era mais rigorosa que a adotada pelo Exército e violava o princípio da razoabilidade. “É inadmissível, no Estado de Alagoas, onde as pessoas geralmente são de estatura baixa e mediana, se delimitar o acesso para um cargo público pela altura”, sustentou.
O relator do processo, ministro Luís Roberto Barroso, acolheu o argumento e determinou o prosseguimento da candidata no concurso. Em seu voto, seguido pela maioria, Barroso reafirmou que o STF admite a exigência de altura para cargos da segurança pública, mas que a regra deve observar os parâmetros federais. A Corte, no entanto, entende que a exigência é inconstitucional para oficiais bombeiros militares da área de saúde e capelães, pois os fatores de diferenciação precisam estar ligados às funções efetivas do cargo.
O julgamento foi realizado no Plenário Virtual, com o ministro Edson Fachin registrando voto vencido. A tese de repercussão geral fixada foi: “A exigência de altura mínima para ingresso em cargo do Sistema Único de Segurança Pública pressupõe a existência de lei e da observância dos parâmetros fixados para a carreira do Exército (Lei federal n.º 12.705/2012, 1,60m para homens e 1,55m para mulheres).”
A pós o crescimento de casos de intoxicação por metanol, um alerta sanitário foi emitido no Brasil, com preocupações para fornecer acesso ao fomepizol, medicamento usado como antídoto nesses envenenamentos em hospitais. O medicamento não é comercializado no país, mas agora, com a urgência, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acionou autoridades reguladoras de diferentes países para viabilizar a importação.
Foram contatadas a FDA (Estados Unidos), a EMA (União Europeia) e as agências de Canadá, Reino Unido, Japão, China, Argentina, México, Suíça e Austrália. Com o objetivo de acelerar os trâmites para trazer o produto ao país e ampliar as opções de tratamento em hospitais.
O remédio fomepizol, é um tratamento de referência contra o metanol, porque age bloqueando a transformação da substância em metabólitos tóxicos, responsáveis por danos graves ao sistema nervoso e ao fígado.
Com a ausência desse medicamento, os serviços de saúde precisam recorrer a alternativas, como o uso controlado de etanol grau farmacêutico, que pode retardar o efeito do veneno, mas não é tão seguro nem eficaz.
Para garantir um fornecimento mais rápido, a Agência publicou um edital de chamamento internacional em busca de fabricantes e distribuidores com estoque disponível, após pedido de urgência do Ministério da Saúde.
Além da corrida pelo remédio, três laboratórios, o Lacen/DF, Laboratório Municipal de São Paulo e o INCQS/Fiocruz, foram acionados para analisar amostras suspeitas de bebidas adulteradas. As fiscalizações em campo já começaram em diferentes estados, em parceria com as vigilâncias sanitárias locais.