A ordem foi decretada pela Justiça de São Paulo, na última quarta-feira (7)
Foto: Reprodução/Twitter
A ordem de falência decretada pela Justiça de São Paulo, na última quarta-feira (7), da Máquina de Vendas, controladora da Ricardo Eletro foi suspensa por um despacho da 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial de São Paulo. As informações são da Folha de S.Paulo.
De acordo com o relator do despacho, o desembargador Maurício Pessoa, deve-se prosseguir com a recuperação judicial no que possível, “especialmente com a fiscalização e o acompanhamento, pela administradora judicial durante o processamento deste recurso”.
Entretanto, Pessoa ressaltou, que a própria administradora judicial, a Laspro Consultores, registrou que teria havido “esvaziamento patrimonial”.
“Neste cenário, então, cabia providenciar, com a devida transparência, clareza, rapidez, objetividade e concretude, esclarecimentos quanto à sua atividade operacional (…) esclarecendo se existem efetivamente produtos à disposição para comercialização que impacte no incremento de suas receitas”, pontuou.
O governo brasileiro se solidarizou neste domingo (12) com o líder oposicionista venezuelano, Juan Guaidó, depois de o político ter sido alvo de agressões ao deixar um restaurante na cidade de Cojedes, no sábado (11).
Em sua página oficial no Twitter, o Itamaraty publicou mensagem de apoio a Guaidó e condenou as agressões. O líder oposicionista foi forçado a deixar o estabelecimento em que estava acompanhado de apoiadores do partido Voluntad Popular.
“O governo brasileiro se solidariza com o Presidente Encarregado da Venezuela, Juan Guaidó, e manifesta sua condenação aos novos atos de violência dirigidos contra ele e sua comitiva, no estado de Cojedes, no dia de ontem”, disse o Itamaraty.
O governo também reafirmou o apoio à realização de eleições presidenciais “livres e justas” para superar a crise na Venezuela. “O governo brasileiro reitera seu apoio à retomada do diálogo nacional na Venezuela, com vistas à realização de eleições presidenciais livres e justas, passo necessário para a superação da crise multidimensional naquele país”, declarou.
Sobre o episódio de agressão, Guaidó disse que “os covardes da ditadura” não irão impedi-lo de estar nas ruas. “Continuaremos acompanhando todo o país em seu desejo de mudança e de reunir seus entes queridos, aqueles que a ditadura expulsou com seu ressentimento. Continuamos!”, disse em seu perfil no Twitter.
Em 2019, Juan Guaidó declarou-se presidente interino da Venezuela e foi reconhecido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente brasileiro recebeu Guaidó no Palácio do Planalto em fevereiro de 2019. Nicolás Maduro, no entanto, continua no poder como chefe de Estado venezuelano.
Rio Itaquaí na região da Terra Indígena Vale do Javari, em Atalaia do Norte (AM); Imagem: BRUNO KELLY/AMAZÔNIA REAL
Relatórios elaborados pelas equipes de vigilância da Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari) afirmam que há atuação de invasores, incluindo grupos armados, na região onde hoje estão desaparecidos o jornalista britânico Dom Phillips, do The Guardian, e o indigenista Bruno Araújo Pereira.
Os documentos obtidos pelo UOL foram encaminhados a diversos órgãos de segurança, como a PF (Polícia Federal), o MPF (Ministério Público Federal) e a Funai entre fevereiro e maio deste ano.
O Vale do Javari é a segunda maior terra indígena do Brasil. Localizada na fronteira com o Peru e a Colômbia, com acesso restrito por vias fluviais e aéreas, a região de 85 mil km² (maior que a Áustria) abriga 6.300 indígenas de 26 grupos diferentes, 19 deles isolados.
Dom e Bruno desapareceram em 5 de junho. A suspeita de lideranças indígenas é de que a dupla sumiu enquanto retornava para a cidade de Atalaia do Norte (AM) após visitarem a comunidade ribeirinha de São Gabriel (AM).
Em ofício com data de 12 de abril, enviado à Funai e à Força Nacional de Segurança Pública, a Univaja relata invasões nos rios Ituí e Itaquaí entre 13 de março e 4 de abril.
“Podemos afirmar que a invasão continua intensa e, com a cheia dos rios, quando a floresta é inundada, o aumento do ‘ingresso’ de infratores foi constatado pela EVU (Equipe de Vigilância da Univaja) em campo e por nós na cidade de Atalaia do Norte. Milhares de tracajás e tartarugas e toneladas de carne de caça e de pirarucu chegaram até a sede municipal”, relata o documento.
A rede de informações ainda afirmava que ao menos seis equipes de caçadores em embarcações de médio porte pescavam no interior da terra indígena.
“Algumas delas foram formadas por até 8 integrantes armados, em atividades há mais de 20 dias no interior da TI [terra indígena] e com mais de 900 kg de sal. Os nomes dos integrantes dessas quadrilhas, bem como seus líderes, receptadores, financiadores e métodos de atuação estão sendo repassados à Polícia Federal”, afirma o relatório.
Um episódio narrado pelas equipes de vigilância descreve ainda um ataque armado ocorrido em 2 de abril, quando um dos pontos de apoio se deparou com “três pescadores, com camisas no rosto, se evadindo da terra indígena”.
São acionados os botes e eles são iluminados com holofotes no meio do rio Itaquaí, nas proximidades do cano do lago do Jaburu. Os infratores reagiram atirando sete vezes com espingarda contra a equipe da EVU, que recua ao ver eles adentrando no igapó na margem esquerda do Itaquaí” Relatório das equipes de segurança da Univaja
Segundo o documento, a Base de Proteção da Funai foi acionada após a ocorrência, mas não foi autorizada a saída da equipe.
Em reunião com a PF, o MPF e a Univaja, o comandante da Força Nacional de Segurança Pública justificou a medida em razão do “baixo contingente na base naquele momento (2 policiais) e a carência de equipamentos logísticos na embarcação à disposição da Funai, sobretudo holofotes”.
Suspeito no desaparecimento é citado no relatório
Embora não identificado pelo nome, o apelido “Pelado” é citado no relatório da Univaja. Segundo o documento, no fim da noite de 3 de abril, quando a equipe de segurança estava finalizando as atividades, foi enviada a informação de que “Pelado”, morador da comunidade São Gabriel e de Benjamin Constant, estaria com “outros 4 ou 5 infratores pescando no interior da terra indígena”.
“‘Pelado’ tem sido apontado como um dos autores dos diversos atentados com arma de fogo contra a Base de Proteção da Funai entre 2018 e 2019”, diz o relatório.
Um dos suspeitos de envolvimento no sumiço do jornalista e do indigenista, Amarildo da Costa de Oliveira, 41 anos, também é conhecido como “Pelado”. Na quinta-feira passada (9), a PF pediu a prisão preventiva dele após encontrar vestígios de sangue em sua lancha, e testemunhas relatarem à Polícia Militar terem visto “Pelado” seguir a embarcação que levava Dom e Bruno.Imagem: Arte/UOL e Folhapress
Embarcações foram mapeadas
Há relatos, ainda, de embarcações de médio e grande porte na região voltadas para a caça e pesca na terra indígena.
Segundo o relatório, foram mapeadas somente em 15 de março cerca de “5 embarcações de grande porte (13 metros, caixa de gelo de 8 toneladas, e carga total de aproximadamente 12 toneladas) nas proximidades da Base de Proteção da Funai na boca do rio Ituí, estando três delas entre a comunidade São Rafael e a base”.
Foram mapeados também diversas estradas para embarcações menores, como canoas motorizadas de 9 a 12 metros, com capacidade de carga de até cinco toneladas.
No mesmo dia 15 de março, as equipes de vigilância descrevem que uma embarcação de médio porte conduzida por uma equipe de pesca de um homem conhecido como “Cabôco” conseguiu “sair tranquilamente da terra indígena pelo igapó, entre a Base da Funai e o Lago Jaburu”.
“Dois dias depois, centenas de tracajás e tartarugas estavam sendo comercializados em Atalaia do Norte”, disse.
Os relatórios das equipes de vigilância foram encaminhados a órgãos de segurança, controle e fiscalização, como a PF, o MPF (Ministério Público Federal) e a Funai.
Em nota, o MPF afirmou que instaurou um procedimento administrativo a partir dos relatórios em novembro do ano passado e, a partir dele, abriu um inquérito policial na semana passada para apurar os crimes praticados por invasores.
“Em novembro de 2021, o MPF realizou missão institucional à região com a Univaja para acompanhar os trabalhos e assegurar que tudo estava sendo realizado conforme as regras. A reunião de apresentação dos resultados das atividades da EVU ao MPF foi realizada em março, após passado o novo período de restrições devido à pandemia, ocasião em que o MPF destacou a importância de haver uma parceria direta com a Polícia Federal e a Força Nacional para que as irregularidades constatadas pela EVU fossem comunicadas e apuradas pelas autoridades competentes”, narra a Procuradoria.
O MPF diz ainda que, em maio, realizou missão institucional in loco em Atalaia do Norte, “durante a qual reforçou, entre outros assuntos, a necessidade de trabalho conjunto entre a EVU e as forças policiais para resguardar a segurança dos membros da entidade”.
A PF respondeu a reportagem dizendo que informações relacionadas à Operação Javari serão unificadas e expedidas diariamente à imprensa. A Funai ainda não respondeu. O espaço segue aberto a manifestações.
O empresário Luciano Hang rebateu uma coluna publicada por Miriam Leitão no jornal O Globo sobre o projeto de lei que reduz o ICMS de combustíveis. A jornalista escreveu que a redução do ICMS iria empurrar a inflação para 2023 e seria considerado um “estelionato eleitoral”.
O dono das Lojas Havan “lamentou” que Miriam torça contra o Brasil e a mandou ir para a Venezuela.
– Deve ser difícil ter que torcer todos os dias contra o Brasil. Sempre o mesmo mimimi. Estelionato eleitoral é ser comunista desde criança e depois de velha não ter a coragem de admitir. Sai do armário Miriam e vá para Venezuela. Lá tudo o que você prega deu certo – escreveu Hang nas redes sociais.
Além de Hang, o presidente Jair Bolsonaro (PL) também rebateu a jornalista. Em sua live semanal na última sexta-feira (10), o chefe do Executivo disse não que existe notícia boa com Miriam.
– Não tem notícia boa com ela. E essa senhora aqui, para o sistema Globo, é uma grande economista do Brasil – apontou
– Temos uma matéria aqui, da nossa querida Miriam Leitão. Redução do ICMS empurra inflação para 2023 e é estelionato eleitoral. Então, pegando a matéria dela e fazendo ao contrário, se eu tivesse aumentando impostos, não seria estelionato eleitoral. Não vou discutir com a Miriam Leitão – declarou o presidente, além de ironizar que a Globo a considera uma grande economista.
A Secretaria de Saúde de São Paulo informou que os dois pacientes confirmados com varíola dos macacos no estado estão em bom estado e em isolamento, um deles no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o outro em casa.
Na última quinta-feira (9), o governo paulista confirmou o primeiro caso no país: um morador da capital paulista que está internado no Emílio Ribas, com boa evolução do quadro clínico.
A segunda ocorrência da doença foi detectada em um homem, de 29 anos, que está isolado em sua residência em Vinhedo, no interior do estado.
Transmissão
A varíola dos macacos, em inglês monkeypox, é uma doença viral rara, transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode ser por abraço, beijo, massagens ou relações sexuais. A doença também é transmitida por secreções respiratórias.
Ela pode ser transmitida ainda pelo contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies utilizadas pelo doente. Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões.
Sintomas
De acordo com a Secretaria de Saúde, os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.
Para a prevenção, deve-se evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado, assim como com qualquer material que tenha sido utilizado pelo infectado. Também é importante a higienização das mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool gel.
Nas redes sociais, presidente disse que “qualquer cidadão brasileiro” deve ser livre para se expressar
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Marcos Corrêa/PR
Neste sábado (11), o presidente Jair Bolsonaro utilizou as redes sociais para esclarecer que “rebater matérias enviesadas não é atacar a imprensa, é se defender”. Para ele, alguns jornalistas “mentem, inventam e distorcem informações”.
– Rebater matérias enviesadas não é atacar a imprensa, é se defender. Atacá-la é controlar, prender e censurar como uns fazem e outros desejam. Se crítica for ataque, alguns jornalistas fazem pior, pois mentem, inventam e distorcem informações para manipular e enganar as pessoas – apontou.
Bolsonaro afirmou que os cidadãos também deve ser livres para se expressarem.
– A imprensa é livre para se expressar, assim como qualquer cidadão brasileiro também deve ser. Nós defendemos isso! Vivemos em uma democracia. Ninguém está acima de ninguém. Não existe meia liberdade. Ou ela existe, ou ela não existe. Boa tarde a todos! – ressaltou.
A Comissão de Transparência das Eleições (CTE), instaurada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em setembro do ano passado, acolheu, total ou parcialmente, dez sugestões feitas pelas Forças Armadas e pelo ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, para o pleito deste ano.
Na última sexta-feira (10), Nogueira enviou um documento ao presidente do TSE, ministro Edson Fachin, cobrando que as propostas feitas pelas Forças Armadas fossem atendidas. Disse também que “eleições transparentes são questões de soberania nacional” e que “não nos interessa concluir a eleição sob a sombra da desconfiança”.
Ao todo, a comissão acolheu 32 das propostas recebidas. Ou seja, um terço das sugestões aprovadas é de autoria dos militares. Além das Forças Armadas, o colegiado recebeu apontamentos feitos por pessoas ligadas a instituições de transparência eleitoral, universidades e da Polícia Federal.
Outras cinco recomendações feitas pelos militares serão analisadas somente para o próximo ciclo eleitoral. Apenas uma proposta foi rejeitada. Ela foi enviada pelo ministro Paulo Sérgio Nogueira.
O mais popular aplicativo de paquera chegou ao Brasil em 2013. De lá para cá, centenas de casais foram formados e, neste Dia dos Namorados, muitos deles vão comemorar a data, graças a essas ferramentas tecnológicas.
É o caso da fonoaudióloga Michele Ferreira, 45 anos, que usou a tecnologia para filtrar o perfil do futuro parceiro. “Eu entrei nele [no aplicativo] na intenção de poder selecionar, um pouco mais, pessoas que eu tivesse afinidade no ponto de vista de como que eu vejo o mundo, de que forma eu respeito as pessoas, que isso coincidisse um pouco mais e eu tivesse a oportunidade de conversar muito antes de conhecer pessoalmente.”
Os usuários desses aplicativos podem selecionar os perfis tanto pelas fotos como por informações que fornecem a plataforma, ajudando o algoritmo a fazer a curadoria do parceiro ou parceira ideal, como explica a pesquisadora do Instituto Tecnologia e Sociedade Nina Desgranges. “O histórico de uso da plataforma vai fazer com que determinados perfis sejam mostrados pra ela ou não. Os recursos da plataforma fazem muito mais do que orientar e facilitar interações social. Mas ele vai promover algoritmicamente alguns perfis em detrimento de outros.”
Já para o doutor em psicologia Marcelo Santos, esses aplicativos de relacionamentos deram uma resposta tecnológica a uma transformação que a sociedade já vinha passando. “Eu consigo, de repente, ter a possibilidade de, virtualmente, conhecer dez pessoas, quando eu conhecia uma só. A probabilidade dentre essas séries de eu ter uma aproximação maior com uma é maior do que antes, quando tinha que conhecer uma por uma. Então eu diria que é uma resposta tecnológica a um movimento dentro da transformação dessas relações.”
Para Ramon*, usuário desses aplicativos, a ferramenta tem um lado positivo que é a facilidade para se relacionar e conhecer pessoas fora do círculo social mais imediato. Por outro lado, segundo ele, torna os encontros menos espontâneos: “De certa forma parece que no meio virtual ela é uma coisa mais objetiva. Acho que perdeu uma certa magia dos encontros. Antigamente, a coisa era mais espontânea. Era algo que acontecia sem muita previsão, era menos objetivo.”
De toda forma, foi graças ao aplicativo de paquera que Ramon* encontrou a atual namorada. Tomando os devidos cuidados de segurança para evitar golpes, o importante é namorar.
O gigante Caio Coppolla, aquele mesmo que derrubou na CNN todos os seus debatedores de esquerda com argumentos, fez neste sábado (11) a abertura do CPAC BRASIL 2022. Preparado, Coppolla trouxe em sua palestra argumento para quebrar sete narrativas da esquerda.
Fique em casa, a economia a gente vê depois, a despiora da economia, a inflação mundial e tantas outras narrativas construídas pela esquerda foram literalmente quebradas com os argumentos de Caio.
O CPAC BRASIL 2022 é o maior Congresso Conservador do Brasil e está sendo realizado em Campinas de 11 a 12 de junho.
Jair Bolsonaro (foto) voltou a fazer criticas neste sábado (11) aos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Em entrevista na saída de uma churrascaria em Orlando, na Flórida, o presidente chamou Barroso de “mau-caráter” e “mentiroso”.
Ao criticar a abertura de um inquérito no STF contra ele para apurar o vazamento de dados da Polícia Federal, Bolsonaro disse que Barroso mentiu ao declarar que os dados da PF eram sigilosos. Já Alexandre de Moraes foi atacado por sua atuação no processo contra o deputado bolsonarista Daniel Silveira, indultado pelo presidente.
“Eu dei um indulto para este parlamentar e ele [Moraes] continua perseguindo, multando ele, agora bloqueando o celular da esposa dele, que é a advogada que o defende. O TSE lá do senhor Alexandre de Moraes desmonetiza páginas, derruba páginas. Isso não é democracia, É censura.”