Em discurso na passagem por Salvador durante os festejos do 2 de Julho, neste sábado, o presidente Jair Bolsonaro (PL) destacou os feitos de sua gestão, falou sobre luta entre “o bem e o mal” contra adversários e provocou Rui Costa (PT) e outros governadores do Nordeste que contestam judicialmente o projeto que zera a cobrança do ICMS pelos estados.
“Voces sabem o que todos nós passamos recentemente com essa pandemia que ceifou muitas vidas. Mas sabem também que nós não paramos, fizemos todo o possível para que a economia não parasse e o Brasil se desponta realmente como um país do futuro para todos nós”, disse o mandatário na concentração de apoiadores no bairro da Boca do Rio, após a segunda edição da Motociata da Independência. “Os números da economia vêm mostrando qual é o nosso potencial, mas o grande potencial nosso é o seu povo”, acrescentou.
Afirmando que o país “está progredindo”, Bolsonaro prometeu ainda que os benefícios deste avanço serão estendidos “aos poucos” para toda a população. “O ano que vem vocês sentirão já o benefício da vitória da nossa economia”, assegurou o chefe do Executivo, que concorre à reeleição em outubro contra o ex-presidente Lula (PT).
“Com, honestidade, sem corrupção e com muita vontade nós superamos as questões materiais. Nós sabemos contra quem e o que cada um de nós luta no Brasil. Nós acreditamos em Deus, nós confiamos nos nossos policiais e nos nossos militares, nós defendemos a família brasileira. E esse governo deve lealdade ao seu povo”, disse Bolsonaro, em meio aos recentes escândalos envolvendo denúncias de corrupção no Ministério da Educação e supostos abusos sexuais cometidos pelo ex-presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, contra funcionárias do banco.
Durante o discurso, o presidente voltou a mencionar o episódio da facada sofrida durante as eleições de 2018 ao prometer transformações no país para os próximos anos. “Eu só quero agradecer a Deus, como sempre, mais uma vez, pela minha segunda vida e pela oportunidade, ou melhor, pela missão de estar à frente do Executivo federal”, disse o mandatário, agradecendo também à presença dos motociclistas que, segundo ele, “abrilhantaram” o evento.
Sob gritos de “mito”, Bolsonaro destacou as ações de sua administração que agradam aos condutores de motos. “Vocês sabem que toda a nova concessão de rodovias pelo Brasil, o pedágio será zerado para motociclistas, assim como já zeramos o pedágio da rodovia Presidente Dutra, entre o Rio de Janeiro e Sao Paulo”, prometeu.
“E [quero] dizer a todos agora que estão reclamando dos reajustes nos combustíveis, chegou a hora, depois de um ano de luta, a verdade está aí. O Brasil todo está diminuindo o preço da gasolina, do diesel e do álcool”, disse o presidente após aprovada lei que prevê redução da cobrança do ICMS nos estados, além da controversa PEC dos Combustíveis.
“Lamentamos que reluta ainda governador do Nordeste que entra na Justiça, mas pode ter certeza que também vai baixar, porque a lei é federal e o governador vai ter que cumprir”, disse Bolsonaro, arrancando aplausos da plateia. “Vamos reduzir o preço dos combustíveis em todo Brasil, na Bahia não será diferente. Ninguém manda na Bahia, quem manda na Bahia é o seu povo!”, concluiu, ao som de “fora Rui” dos apoiadores.
O encontro aconteceu neste sábado, 02 de julho, onde o Presidente recebeu lideranças para tratar de diversos assuntos da política baiana.
Foram traçadas diretrizes para o futuro da Bahia, junto aos três indicados por Bolsonaro aos principais cargos eletivos no estado:
Dra. Raissa (pré-candidata ao Senado)
João Roma (ex-ministro da Cidadania e pré-candidato a Governador)
Capitão André Porciuncula (ex-secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Governo Federal e atual pré-candidato a Deputado Federal)
O trio saiu alinhado com os anseios do Presidente da República acerca das demandas do estado e depois seguiram para a motociata, porém apenas João Roma poderá acompanhar o Presidente, devido a regra do TSE, onde apenas Deputados em mandato podem estar presentes em eventos públicos, como o Capitão Porciuncula foi nomeado pelo Presidente e Dra Raissa ainda não tem mandato, devem acompanhar com seus apoiadores e participar de eventos reservados.
O Presidente Bolsonaro está no estado para uma agenda intensa, que inclui visitas e inaugurações de obras, como a Avenida Contorno de Feira, no Eixo Oeste e culmina com a grande Motociata da Independência, alusiva aos 200 anos de Independência da Bahia.
O Concurso 2.497 da Mega Sena, que será sorteado hoje (3) à noite em São Paulo, pagará R$ 43 milhões a quem acertar as seis dezenas. O sorteio será às 20h, no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê.
O último concurso, na quinta-feira (30), não teve acertadores das seis dezenas, e o prêmio ficou acumulado para o sorteio de hoje.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.
Brasil assumiu a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU Foto: Divulgação/ONU News
Nesta sexta-feira (1º), o Brasil assumiu uma importante função na Organização das Nações Unidas (ONU), a presidência rotativa do Conselho de Segurança (CSNU). O país irá ocupar a posição durante todo o mês de julho.
Em nota, o Ministério de Relações Exteriores explicou que, “durante o mandato do Brasil no CSNU e, em especial durante a presidência em julho, o Brasil buscará ampliar espaços de negociação e diálogo, promover agenda construtiva e investir em iniciativas que contribuam de maneira concreta para a manutenção da paz e segurança internacionais, em consonância com os preceitos constitucionais relevantes”.
Entre os temas que serão analisadas no período estão previstas questões de segurança na Ucrânia, Síria, África Ocidental e região do Sahel, Colômbia, Líbano, Sudão, Oriente Médio, Haiti, Iêmen, Chipre, Líbia e Ásia Central.
No total, o Conselho de Segurança é composto por 15 países, sendo que cinco deles são membros permanentes, (China, Estados Unidos, França, Rússia e Reino Unido).
Usuários do Twitter comentaram a declaração do ex-presidente a uma rádio
Opositores do ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato ao Palácio do Planalto, usaram o Twitter para criticar a fala em que ele chamou de “imbecil” quem acumula muito dinheiro.
“Essas pessoas não podem ser ignorantes de quererem só acumular riqueza. ‘Ah, o fulano é o mais rico do mundo, tem US$ 50 bilhões, o outro tem US$ 70 bilhões. Pra quê? Você vai gastar no quê? Pra que você quer acumular tanto dinheiro, imbecil? Distribua parte disso em salário”, afirmou em entrevista a uma rádio de Salvador.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, disse que “quem discorda do establishment é tachado de imbecil”.
Coordenador do Mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza afirmou que ouviu do então secretário-geral do PT, Sílvio Pereira, detalhes sobre o que seria a relação entre petistas e o PCC, a principal facção criminosa do país.
A declaração foi feita por ele em delação premiada que o publicitário fechou com a Polícia Federal (PF) e que foi homologada pelo ex-ministro do STF Celso de Mello. As gravações da delação foi obtida pela revista Veja e divulgada nesta sexta-feira (1º).
De acordo com o relato de Marcos Valério, o empresário do ramo dos transportes Ronan Maria Pinto chantageava o então presidente Lula para não revelar o que supostamente seria uma bala de prata contra o PT: detalhes de como funcionava o esquema de arrecadação ilegal de recursos para financiar petistas.
O delator do Mensalão afirma ainda que soube da suposta chantagem contra Lula após conversar Pereira.
Segundo Marcos Valério, o então secretário-geral do PT o informou que Ronan ameaçava revelar que o partido de esquerda recebia clandestinamente dinheiro de empresas ônibus, de operadores de transporte pirata e de bingos e que, neste último caso, os repasses financeiros ao partido seriam uma forma de lavar recursos do crime organizado.
Na gravação, Marcos Valério é claro ao explicar a quem se referia ao mencionar, genericamente, crime organizado: o PCC.
Nos depoimentos, o operador do mensalão informa que o então prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002, havia produzido um dossiê detalhando quem, dentro dos quadros petistas, estava sendo financiado de forma ilegal.
O que Celso Daniel não sabia, disse o delator aos investigadores, é que a arrecadação clandestina por meio de empresas de ônibus não beneficiava apenas a cúpula partidária: vereadores e deputados petistas que mantinham relações com o crime organizado estavam recebendo livremente dinheiro sujo.
Segundo Marcos Valério, o dossiê elaborado pelo prefeito assassinado simplesmente sumiu. “Ninguém achou esse dossiê mais”, afirma na gravação.
Após o assassinato do prefeito de Santo André, afirma Valério, o partido cuidou de afastar os políticos envolvidos com o PCC:
“A posteriori, o PT fez uma limpa, tirando um monte de gente, vereador, que era ligado ao crime organizado. Vocês podem olhar direitinho que vocês vão ver que o PT fez uma limpa, expulsando do partido essas pessoas”.
A revista VEJA tentou falar com Silvio Pereira, que não retornou os contatos.
Já Paulo Okamotto, um dos atuais coordenadores da campanha de Lula, demonstrou irritação ao ser questionado sobre as acusações de Marcos Valério sobre ligações do partido com a facção criminosa.
“Tem que perguntar para o pessoal do PCC. Eu não tenho nada para te informar sobre isso”, afirmou.
Queda influenciou na saída de Luiza Trajano, proprietária da varejista, da lista de bilionários da Forbes
Magazine Luiza teve queda de mais de 90% nas ações, em 20 meses Foto: Reprodução/Google Maps
Acompanhando uma tendência de queda que já se estende por quase dois anos, as ações do Magazine Luiza fecharam o mês de junho deste ano com um recuo de mais de 30%. Ao longo dos últimos 20 meses, a diminuição do preço dos papéis da varejista chega a mais de 91%.
Em novembro de 2020, quando as ações da empresa atingiram a maior cotação, os papéis valiam R$ 27,34. Já nesta quinta-feira (30), o valor de cada ação era R$ 2,34, representando uma queda de 91,4%. No mês de junho deste ano, os papéis do Magalu apresentaram uma redução de 36,7%, com a cotação do dia 1° em R$ 3,71 e do dia 30 em R$ 2,34.
A queda nas ações do Magalu influenciaram negativamente na fortuna de sua proprietária, Luiza Trajano, que saiu da lista de bilionários da Forbes. O patrimônio da empresária registra redução desde julho de 2021, quando atingiu 5,6 bilhões de dólares (R$ 28,6 bilhões). Atualmente, Luiza possui cerca de 17% das ações da empresa. Ela passou o cargo de CEO para o filho Frederico Trajano.
Em visita à Bahia nesta sexta-feira (1º), o presidente Jair Bolsonaro voltou a falar sobre o preço dos combustíveis no Brasil. Ele afirmou que a redução no valor cobrado pelo litro dos combustíveis aconteceu devido ao trabalho do governo federal.
Bolsonaro esteve no estado para visitar obras do Rodoanel em Feira de Santana. Ele seguirá na Bahia até este sábado (2), quando viajará ao Rio de Janeiro para participar do Louvorzão 93 FM, na Praça da Apoteose, centro da capital do estado.
Sobre o preço dos combustíveis, o presidente afirmou que a redução se iniciou após o governo federal cortar impostos.
– Eu perguntaria a vocês: estão gostando da baixa dos combustíveis? Há pouco me culpavam pelo aumento. Quando baixa, muitos se calam. É um trabalho nosso. Começou com o governo federal abrindo mão dos seus impostos – apontou.
Bolsonaro também criticou governadores do Nordeste que entraram na Justiça para não reduzir o preço dos combustíveis.
– A maioria dos governadores já começaram a reduzir o preço dos impostos estaduais. Infelizmente os nove governadores do Nordeste entraram na Justiça contra a redução de impostos estaduais. Não querem colaborar com o povo. Não se preocupam com a sua população. Querem arrecadar de vocês cada vez mais, extorquir o contribuinte brasileiro (…) Mas a força da lei se fará presente. Essa redução se fará, de uma forma ou de outra – destacou.
O Ministério Público de São Paulo, por meio do promotor Ricardo Manuel Castro, entrou com um recurso contra a decisão da justiça paulista que revogou, no último dia 19, o bloqueio dos bens do ex-governador Geraldo Alckimin (PSB-SP) até o valor de R$ 9,9 milhões.
O pré-candidato a vice-presidente na chapa de Lula (PT) é réu em uma ação de improbidade administrativa por suposto recebimento de caixa dois da Odebrecht nas eleições de 2014. Alckmin foi acusado de receber R$ 7,8 milhões da construtora na época em que foi reeleito governador pelo PSDB.
Além da delação dos ex-executivos da empreiteira, o MP agregou à investigação planilhas de um doleiro, mensagens trocadas pela transportadora encarregada de distribuir os valores e gravações telefônicas que mostram entregas de dinheiro vivo na casa de um ex-assessor do governo em São Paulo. Alckmin nega todas as acusações.
O bloqueio dos bens havia sido determinado em 2019 para garantir que Alckimin tenha como devolver dinheiro aos cofres públicos em caso de condenação.
A juíza Luiza Barros Rozas Verotti, da 13ª Vara da Fazenda Pública, afirmou que não havia mais motivo para manter os imóveis, veículos e contas bancárias em nome de Alckmin indisponíveis depois das alterações feitas pelo Congresso na Lei de Improbidade no ano passado, afrouxando as punições.
Para a magistrada, o MP agora precisaria provar que “há indícios concretos de dilapidação do patrimônio” para justificar o bloqueio. Ou seja, seria necessário comprovar que Alckmin tinha a intenção de se desfazer do patrimônio para escapar da devolução do dinheiro em caso de condenação.
A promotoria, por sua vez, afirma que a nova Lei de Improbidade não deve ser aplicada de forma retroativa, em ações já aceitas pela Justiça no passado, e o bloqueio de bens no caso de Alckmin se mostra “razoável e proporcional” para quem “dilapidou o patrimônio público apossando-se fraudulentamente daquilo que não lhe pertencia”.
O recurso pedindo o novo bloqueio de bens do ex-governador ainda será analisado pela Justiça e pode causar incômodo à chapa Lula-Alckmin em plena campanha.
Pesquisa do Instituto Futura, encomendada pelo Banco Modal, mostra Lula e Jair Bolsonaro tecnicamente empatados. O petista teria 38,9% dos votos e o atual presidente marcaria 37,6%. Ciro Gomes teria 7,3% das intenções de voto, seguido de André Janones (2,2%) e Simone Tebet (2%).
Segundo a pesquisa, Lula teria rejeição de 40%, um aumento de cerca de 2 pontos percentuais em relação a setembro (37,9%). A de Bolsonaro estaria em 50,3%, quase cinco pontos abaixo da apresentada há 10 meses (45,2%).
Num eventual segundo turno, Lula venceria Bolsonaro com 49% contra 41,7%
Para 44,5% dos entrevistados, a pauta econômica é a prioridade neste momento (combater a fome, reduzir a inflação e reduzir o desemprego).
Registrada no TSE, a pesquisa entrevistou 2 mil pessoas e tem margem de erro de 2,2 pontos.