Luciana Chong, a diretora do Datafolha, esteve nesta segunda-feira (3) na GloboNews para tentar explicar o fiasco da pesquisa presidencial.
Tanto o instituto quanto o Ipec, ex-Ibope, cravavam na véspera do primeiro turno que a diferença de Lula (PT) para Jair Bolsonaro (PL) seria de 14 pontos percentuais; concluída a apuração das urnas neste domingo (2), ela foi de 5 pontos. É uma diferença muito superior à margem de erro dos levantamentos dos institutos, que é de 2 pontos para mais ou para menos.
Chong alegou que a diferença entre pesquisas e os resultados na urna foi causada por um “movimento de última hora para Bolsonaro de votos de Ciro [Gomes], Simone [Tebet], brancos e nulos”.
Observando os resultados eleitorais, verifica-se que 1% equivale a cerca de 1,18 milhão de votos. Para ser verdade, a redução de nove pontos na diferença para Lula (de 14 para 5) significa que Bolsonaro teria que ter recebido dos eleitores de Ciro, Tebet e brancos/nulos nada menos que 10,6 milhões de votos da noite para o dia — literalmente.
Em vídeo divulgado no seu canal do YouTube, o pastor Silas Malafaia faz uma análise e explica como a mídia expõe sua parcialidade ao falar do presidente Jair Bolsonaro durante as eleições.
Integrantes da campanha de Jair Bolsonaro (PL) se reuniram, na tarde desta segunda-feira (3/10), com o presidente, no Palácio da Alvorada, para definir os próximos passos da campanha à reeleição. Entre eles, estão o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, um dos principais articuladores políticos do governo, e o coordenador de comunicação da campanha, Fabio Wajngarten.
Bolsonaro não teve compromissos oficiais como presidente da República nesta segunda, mas recebeu aliados no Palácio do Planalto pela manhã. Entre eles, o ex-ministro da Infraestrutura e candidato ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além das duas candidatas mais bem votadas para a Câmara dos Deputados e para o Senado Federal, Bia Kicis (PL) e Damares Alves (Republicanos).
Em vídeo que circula nas redes sociais, uma mulher de nome ainda não identificado, discute com um vizinho sobre política. Segundo informações, a discussão aconteceu em um bairro luxuoso da cidade de Natal-RN.
As imagens mostram a mulher exaltada após o homem ter criticado o ex-presidente Lula, ela parte para cima e diz: “Respeite Lula, respeite Lula!”.
Descontrole: Vizinha "quebra o pau" com vizinho em condomínio luxuoso em Natal por não aceitar que Lula pode voltar para a prisão: "vá se lascar, Lula é um heroi"; VEJA VÍDEO pic.twitter.com/QdoY7ELH6p
O mais votado para o cargo no país foi o mineiro Nikolas Ferreira
Plenário da Câmara dos Deputados deputados Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O Brasil elegeu 513 deputados federais para a Câmara neste domingo (2). Alguns partidos predominam a lista dos candidatos eleitos, como União Brasil, Progressistas (PP) e o PL de Jair Bolsonaro. Outros, como PDT, PT e PSOL, aparecem em menor quantidade. O mais votado para esse cargo no país foi o mineiro Nikolas Ferreira (PL-MG), com 1.492.047 votos. Em segundo lugar vem Guilherme Boulos (PSOL-SP), com pouco mais de 1 milhão. Veja a lista completa:
ACRE Socorro Neri (PP): 25.842 votos
Meire Serafim (União Brasil): 21.285 votos
Coronel Ulysses (União Brasil): 21.075 votos
Zezinho Barbary (PP): 19.958 votos
Gerlen Diniz (PP): 19.560 votos
Dr. Eduardo Velloso (União Brasil): 16.786 votos
Antônia Lucia (Republicanos): 16.280 votos
Roberto Duarte (Republicanos): 14.522 votos
ALAGOAS Arthur Lira (PP): 219.452 votos
Alfredo Gaspar (União Brasil): 102.039 votos
Luciano Amaral (PV): 101.508 votos
Marx Beltrão (PP): 88.512 votos
Isnaldo Bulhões Jr (MDB): 83.965 votos
Paulão (PT): 65.814 votos
Daniel Barbosa (PP): 63.385 votos
Delegado Fabio Costa (PP): 60.767 votos
Rafael Brito (tio Rafa) (MDB): 58.134 votos
AMAPÁ Josenildo(PDT): 27.112 votos
Acácio Favacho (MDB): 24.064 votos
Vinicius Gurgel (PL): 13.253 votos
Dorinaldo Malafaia (PDT): 11.473 votos
Sonize Barbosa (PL): 9.200 votos
Professora Goreth (PDT): 8.409 votos
Dr. Pupio (MDB): 5.787 votos
Silvia Waiãpi (PL): 5.435 votos
AMAZONAS Amom Mandel (Cidadania) – 288.552 votos
Capitão Alberto Neto (PL) – 147.821 votos
Saullo Vianna (União) – 127.236 votos
Silas Câmara (Republicanos) – 125.009 votos
Atila Lins (PSD) – 102.359 votos
Sidney Leite (PSD) – 102.104 votos
Adail Filho (Republicanos) – 89.677 votos
Zé Ricardo (PT) – 88.985 votos
BAHIA Otto Filho (PSD): 200.909 votos
Elmar Nascimento (União Brasil): 175.439 votos
Diego Coronel (PSD): 171.684 votos
Antonio Brito (PSD): 165.386 votos
Neto Carletto (PP): 164.655 votos
Roberta Roma (PL): 160.731 votos
Claudio Cajado (PP): 154.098 votos
Mario Negromonte Jr (PP): 147.711 votos
Leo Prates (PDT): 143.763 votos
Deputado Dal (União Brasil) – 140.435 votos
Gabriel Nunes (PSD) – 138.448 votos
Paulo Azi (União Brasil) – 137.383 votos
Ricardo Maia (MDB): 136.834 votos
Jorge Solla (PT): 128.968 votos
Zé Neto (PT): 128.439 votos
Daniel (PCdoB): 125.374 votos
Alice Portugal (PCdoB): 124.358 votos
Adolfo Viana (PSDB): 123.199 votos
Marcio Marinho (Republicanos): 118.904 votos
Afonso Florence (PT): 118.021 votos
Sergio Brito (PSD): 116.960 votos
Waldenor Pereira (PT): 113.110 votos
Lídice da Mata (PSB): 112.385 votos
Bacelar (PV): 110.787 votos
Arthur Maia (União Brasil): 108.672 votos
Paulo Magalhães (PSD): 107.093 votos
Alex Santana (Republicanos): 106.940 votos
Ivoneide Caetano (PT): 105.885 votos
Joseildo Ramos (PT): 104.228 votos
João Leão (PP): 102.376 votos
Capitão Alden (PL): 95.151 votos
João Carlos Bacelar (PL): 90.229 votos
Valmir Assunção (PT): 90.148 votos
Rogeria Santos (Republicanos): 82.012 votos
Leur Lomanto Jr (União Brasil): 82.004 votos
José Rocha (União Brasil): 78.833 votos
Pastor Sargento Isidório (Avante): 77.164 votos
Felix Mendonça (PDT): 71.774 votos
Raimundo Costa (Podemos): 53.486 votos
CEARÁ André Fernandes (PL): 229.509 votos
Júnior Mano (PL): 216.531 votos
Célio Studart (PSD): 205.106 votos
Eunício (MDB): 188.289 votos
Idilvan (PDT): 187.433 votos
Guimarães do PT (PT): 186.136 votos
Luizianne Lins (PT): 182.232 votos
Domingos Neto (PSD): 175.074 votos
AJ Albuquerque (PP): 155.456 votos
Robério Monteiro (PDT): 151.030 votos
Matheus Noronha (PL): 150.823 votos
Mauro Filho (PDT): 135.038 votos
Fernanda Pessoa (União Brasil): 121.469 votos
Moses Rodrigues (União Brasil): 113.294 votos
André Figueiredo (PDT): 111.886 votos
Eduardo Bismark (PDT): 102.287 votos
Luiz Gastão (PSD): 96.537 votos
Yury do Paredão (PL): 90.425 votos
Danilo Forte (União Brasil): 88.470 votos
José Airton (PT): 82.274 votos
Dr. Jaziel (PL): 79.358 votos
Dayany do Capitão (União Brasil): 54.526 votos
DISTRITO FEDERAL Bia Kicis (PL): 214.733 votos
Fred Linhares (Republicanos): 165.358 votos
Erika Kokay (PT): 146.092 votos
Rafael Prudente (MDB): 121.307 votos
Julio Cesar (Republicanos): 76.274 votos
Professor Reginaldo Veras (PV): 54.557 votos
Fraga (PL): 28.825 votos
Gilvan Maximo (Republicanos): 20.923 votos
ESPÍRITO SANTO Helder Salomão (PT): 120.337 votos
Gilvan, o federal da Direita (PL): 87.994 votos
Evair de Melo (PP): 75.034 votos
Gilson Daniel (Podemos): 74.215 votos
Da Vitória (PP): 71.779 votos
Dr. Victor (Podemos): 53.483 votos
Amaro Neto (Republicanos): 52.375 votos
Jack Rocha (PT): 51.317 votos
Paulo Foletto (PSB): 48.776 votos
Messias Donato (Republicanos): 42.640 votos
GOIÁS Silvye Alves (União Brasil): 254.653 votos
Gustavo Gayer (PL): 200.586 votos
Flavia Morais (PDT): 142.155 votos
Glaustin da Fokus (PSC): 117.981 votos
José Nelto (PP): 104.504 votos
Delegada Adriana Accorsi (PT): 96.714 votos
Adriano do Baldy (PP): 95.518 votos
Célio Silveira (MDB): 92.469 votos
Professor Alcides (PL): 90.162 votos
Dr. Zacharias Kalil (União Brasil): 87.919 votos
Rubens Otoni (PT): 83.539 votos
Magda Mofatto (PL): 81.996 votos
Marussa Boldrin (MDB): 80.464 votos
Daniel Agrobom (PL): 70.529 votos
Jerson Rodrigues (Republicanos): 56.026 votos
Dr. Isamel Alexandrino (PSD): 54.791 votos
Leda Borges (PSDB): 51.346 votos
MARANHÃO Detinha (PL): 161.206 votos
Pedro Lucas Fernandes (União Brasil): 159.786 votos
Josimar de Maranhãozinho (PL): 158.360 votos
Juscelino Filho (União Brasil): 142.419 votos
André Fufuca (PP): 135.078 votos
Aluísio Mendes (PSC): 126.577 votos
Marreca Filho (Patriota): 116.246 votos
Duarte Júnior (PSB): 111.019 votos
Amanda Gentil (PP): 108.699 votos
Márcio Jerry (PCB): 106.143 votos
Roseana Sarney (MDB): 97.008 votos
Fábio Macedo (Podemos): 95.270 votos
Júnior Lourenço (PL): 93.123 votos
Rubens Júnior (PT): 91.872 votos
Josivaldo JP (PSD): 79.699 votos
Cléber Verde (Republicanos): 70.275 votos
Pastor Gil (PL): 69.530 votos
Márcio Honaiser (PDT): 54.547 votos
MATO GROSSO Fábio Garcia: 98.704 votos;
Abílio: 87.072 votos;
José Medeiros: 82.182 votos;
Juarez Costa: 77.528 votos;
Emanuelzinho: 74.720 votos;
Amália Barros: 70.294 votos;
Coronel Fernanda: 60.304 votos;
Coronel Assis: 47.479 votos
MATO GROSSO DO SUL Marcos Pollon (PL): 103.111 votos
Prefeito Ricardo Nunes tentará convencer o MDB a apoiar Tarcísio de Freitas (Republicanos) no segundo turno contra Fernando Haddad (PT)
Uma das principais lideranças do MDB paulista, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, defende que o partido apoie Tarcísio de Freitas (Republicanos) no segundo turno das eleições ao governo do estado.
“Vou defender irmos contra o (Fernando) Haddad(PT)”, afirmou Nunes à coluna, informando que os dirigentes do MDB terão reunião até terça-feira (4/10) para discutirem o assunto.
O temor de Nunes é que um eventual apoio do MDB a Haddad no segundo turno ajude a fortalecer a esquerda na capital paulista, o que pode prejudicar sua reeleição para a prefeitura em 2024.
No primeiro turno, o MDB apoiou o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), tendo indicado o candidato ao Senado da chapa. O tucano, porém, não conseguiu se reeleger e acabou a disputa em terceiro lugar.
O governador reeleito Romeu Zema (Novo) afirmou, nesta segunda-feira (3), que deve anunciar o apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2º turno “amanhã ou depois”. Reeleito com 56,18% dos votos válidos, Zema reforçou que não irá apoiar o PT “de forma alguma”. Adversário de Bolsonaro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou o 1º turno em Minas com 48,29%, 563 mil votos à frente do atual presidente.
De acordo com Zema, as conversas para apoiar Bolsonaro estão bem adiantadas. “As conversas que nós já tivemos hoje estão caminhando muito bem. É provável que amanhã ou depois anunciemos o apoio ao presidente. Apoiar o PT, de forma alguma”, reafirmou o governador em entrevista à Globo News. Para Zema, os mineiros estão vacinados contra o PT, porque sabe que a gestão do partido irá trazer “problemas seríssimos”.
Questionado, Zema desconversou quando questionado se uma contrapartida sobre a mesa seria o apoio de Bolsonaro a uma eventual candidatura sua à presidência em 2026. “O meu foco é governador Minas. Eu, que venho do setor privado, até cinco anos atrás, sequer havia passado pela minha ideia ser político e governador. O foco é Minas Gerais. Não sei se vou estar vivo lá na frente”, ponderou o governador, que, ao comemorar a reeleição no comitê central no último domingo (2), foi saudado com os gritos de “Zema presidente”.
O governador reeleito ainda apontou que, caso Lula seja eleito, a relação com o Palácio do Planalto será republicana. “Temos em Minas muitos prefeitos do PT, por exemplo, e eu trato todos igualmente. Pagamos as dívidas bilionárias com os municípios para todos e de maneira isonômica. As obras foram definidas de acordo com a necessidade técnica de cada região”, pontuou.
Zema atribuiu a boa avaliação de Lula quando deixou a presidência a uma “série de boas coincidências”, como o boom das commodities e a descoberta do pré-sal. “Então, existe, sim, de boa parte dos mineiros e dos brasileiros lembrança de que aquela época foi boa. Só que foi mais por coincidência do que competência. Há o PT da coincidência, que costuma ser bom, e o PT da realidade, que não é”, criticou.
O índice de abstenções no primeiro turno das eleições de 2022 chegou a 20,89%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Isso significa que cerca de 31 milhões de eleitores não compareceram às urnas no último domingo (2).
Esse é o maior número de ausentes desde as eleições de 1998, quando o índice de abstenção foi de 21,5%. Nas últimas Eleições Gerais, em 2018, 20,3% dos eleitores optaram por não votar.
Já em 2014, a Justiça Eleitoral registrou 19,4% de abstenção. Desde 2006, tem crescido o número de eleitores que optam por não votar. Naquele ano, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito, cerca de 16,8% dos eleitores não foram votar. Quatro anos depois, em 2010, a a abstenção subiu para 18,1%. Já em 2002, o índice foi de 17,7%.
Ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves (Republicanos) foi eleita senadora pelo Distrito Federal com mais de 650 mil votos.
Além de política, Damares é advogada e pastora evangélica. Nascida em Paranaguá (PR), ela se mudou com a família para o Nordeste ainda criança e, depois, para o interior de São Paulo, onde se formou em direito na extinta Fadisc, em São Carlos. Ela se mudou para Brasília e se tornou assessora parlamentar, sobretudo de parlamentares da bancada evangélica.
Antes de sair candidata ao Senado, Damares, uma das ministras mais conhecidas do presidente Bolsonaro, foi cotada para concorrer à Câmara dos Deputados e até ao cargo de vice-governadora ao lado do atual governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), que disputa a reeleição.
Depois de divulgado o resultado do primeiro turno das eleições para presidente, Lula discursou para militantes na Avenida Paulista. O petista mandou fechar um trecho da Avenida Paulista para comemorar a “vitória”.
“Quero agradecer, mais uma vez, a imprensa por seu comportamento nestas eleições”, declarou o petista, no domingo 2. “Dou os parabéns às pessoas que se elegeram, independentemente do partido, se são contra nós ou a favor. Quero agradecer ao povo brasileiro por mais esse gesto de generosidade.”
Segundo o petista, há quatro anos, ele era “um ser humano jogado fora da política”. “Eu disse que a gente retornaria com mais força, vontade e disposição”, observou Lula. “A única razão de a gente parar de lutar é o dia que o povo brasileiro tiver outras centenas de lideranças que consigam fazer com que eles conquistem aquilo que eles precisam para melhorar de vida.”
O ex-presidente anunciou que o partido vai mapear os locais onde recebeu menos votos e que São Paulo — maior Estado do país — será o principal palco de confronto com o presidente Jair Bolsonaro (PL).
No primeiro turno, Lula obteve 57,2 milhões de votos; Bolsonaro, 51 milhões.