O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), recebeu nesta sexta-feira (6) o título de cidadão ipiauense durante sessão na Câmara de Vereadores de Ipiaú. A homenagem foi proposta pelo vereador Robson Moreira.
“Eu já tenho uma relação de muitos anos com história com Ipiaú, agora aumenta ainda mais a minha responsabilidade. Então, é um misto de gratidão, por um lado, e de compromisso pelo outro”, declarou Neto.
A visita faz parte da agenda política de Neto pelo interior do estado. Durante a passagem pela cidade, o ex-prefeito também participou de um encontro para discutir a crise que atinge a produção de cacau na região sul da Bahia.
O evento reuniu lideranças políticas e representantes de cerca de 40 municípios, entre eles Mutuípe, Itagi, Buerarema, Boa Nova, Governador Mangabeira, Wenceslau Guimarães, Dário Meira, Maraú, Itiruçu, Iramaia, Itacaré, Mirante, Caetanos, Aramari, Apuarema, Jaguaquara, Maracás, Jitaúna, Jequié, Itabuna, Ubatã, Gandu, Ibirataia, Barra do Rocha, Itagibá, Aiquara, Itapé, Ibirapitanga, Floresta Azul, Itapitanga, Poções, Iguaí, Lafaiete Coutinho, Lajedo do Tabocal, Jussari, Ibicuí e Salvador.
Entre as autoridades presentes estavam os prefeitos Valderico Júnior, de Ilhéus, e Zenildo Matos, de Itaeté. Também participaram o presidente do PL na Bahia, João Roma, os deputados estaduais Pedro Tavares, Robinho e Sandro Régis, além do deputado federal Leur Lomanto Jr..
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, afirmou nesta sexta-feira (6) que o produtor rural enfrenta “preconceito” por parte do Partido dos Trabalhadores (PT) e defendeu mudanças na condução das políticas voltadas ao setor agrícola na Bahia. A declaração foi feita durante evento realizado em Ipiaú para discutir a crise que atinge a produção de cacau no estado.
O encontro reuniu lideranças políticas e representantes de 40 municípios da Bahia, entre eles Itacaré, Mirante, Caetanos, Itamari, Apuarema, Jaguaquara, Itiruçu, Maracás, Jitaúna, Jequié, Ilhéus, Itabuna, Ibirataia, Gandu, Barra do Rocha, Wenceslau Guimarães, Itagibá, Dário Meira, Itagi, Aiquara, Lafaiete Coutinho, Iramaia, Itaeté, Itapetinga, Boa Nova, Itapé, Ubaitaba, Lajedo do Tabocal, Brejões, Jussari, Maraú e Buerarema.
Além disso, o encontro conta com a presença dos prefeitos de Ilhéus, Valderico Júnior (União Brasil), e de Itaeté, Zenildo Matos. Também participam o presidente do PL na Bahia, João Roma, os deputados estaduais Pedro Tavares, Robinho e Sandro Regis, o deputado federal Leur Lomanto Jr, além de ex-prefeitos, vereadores e representantes da sociedade.
A reunião foi marcada pela presença de produtores rurais, representantes do setor agrícola e lideranças regionais preocupadas com os impactos da crise sobre a economia da região cacaueira.
Durante seu discurso, ACM Neto afirmou que os produtores enfrentam uma série de obstáculos estruturais no Brasil e criticou as condições impostas ao setor ao longo das últimas décadas. “As razões da queda abrupta e descontrolada do preço do cacau não são recentes. Elas são estruturais, porque nessas últimas duas décadas o Brasil foi predominantemente governado pelo PT. Quando a gente compara as condições de produção no Brasil com outros lugares do mundo, a gente só pode chegar à conclusão que o produtor aqui é um herói”, disse.
Segundo ele, os agricultores convivem com custos elevados e dificuldades burocráticas que prejudicam a competitividade do setor. “O produtor enfrenta todo custo da mão de obra, enfrenta uma carga tributária que prejudica a nossa economia pelo peso dos impostos, enfrenta a insegurança jurídica de regras que mudam a cada instante, enfrenta a burocracia a nível estadual e federal. A gente sabe qual é a dificuldade para conseguir uma licença nesse estado da Bahia”, afirmou.
O ex-prefeito também disse que existe, na sua avaliação, uma visão negativa sobre o agronegócio por parte do PT. “O produtor enfrenta o preconceito de uma visão equivocada, enviesada do PT, e eu não tenho nenhum receio de apontar isso”, declarou.
Durante o evento, ACM Neto também falou sobre como pretende conduzir a política agrícola do estado caso chegue ao governo. Ele afirmou que a Secretaria da Agricultura não será utilizada como instrumento de negociação política, ao criticar a condução da pasta pelo PT.
“A Seagri não vai ser colocada numa bandeja de negociação política com nenhum partido. Nós vamos conversar, e esse é um dos compromissos que eu assumo, com os pequenos, os médios e os grandes produtores. Vamos conversar com os sindicatos e com a Federação da Agricultura para abrir as portas e ter um canal fluido e permanente”, afirmou.
O encontro em Ipiaú ocorreu em meio à preocupação crescente entre produtores da região sul da Bahia com a crise enfrentada pela cacauicultura, marcada por oscilações de preços, aumento de custos e dificuldades estruturais na produção. Lideranças presentes defenderam a construção de políticas públicas e ações emergenciais para garantir sustentabilidade econômica ao setor, que historicamente tem papel central na economia regional.
A crise tem gerado preocupação entre agricultores e cooperativas da região cacaueira, tradicionalmente uma das mais importantes do estado. Segundo relatos apresentados na reunião, muitos produtores afirmam se sentir abandonados pelo governo estadual, diante da ausência de medidas mais efetivas para enfrentar os desafios da produção.
A Justiça da Bahia confirmou a condenação dos pastores Joel Miranda e Fernando Aparecido da Silva pelo assassinato do adolescente Lucas Terra. A decisão foi tomada por unanimidade por três desembargadores durante sessão realizada nesta quinta-feira (5), em Salvador.
O caso aconteceu em março de 2001, quando o adolescente tinha 14 anos. Ele foi estuprado, queimado vivo e seu corpo foi abandonado em um terreno baldio da capital baiana.
Os dois foram sentenciados a 21 anos de prisão em regime fechado no julgamento realizado em abril de 2023, mais de duas décadas após o crime. Mesmo condenados, eles permaneciam em liberdade enquanto aguardavam a análise de recursos apresentados pela defesa.
Ainda há prazo para novos questionamentos jurídicos, como embargos, mas a legislação permite que seja solicitada a execução imediata da pena após a decisão do tribunal. A família de Lucas informou que pretende pedir oficialmente à Justiça que os condenados sejam presos.
Para os parentes da vítima, a confirmação da sentença representa um passo importante após anos de espera. O irmão de Lucas, José Carlos Terra Júnior, afirmou que a decisão reforça a busca por justiça e disse esperar que os responsáveis cumpram a pena na prisão. Já a mãe do adolescente, Marion Terra, celebrou o resultado nas redes sociais e declarou estar emocionada com o desfecho do processo após anos de mobilização.
Família pedirá execução imediata da pena de 21 anos mantida em decisão unânime pelos desembargadores
Fotos: Reprodução
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) manteve, de forma unânime, a condenação dos pastores Joel Miranda e Fernando Aparecido da Silva pelo assassinato do adolescente Lucas Terra, ocorrido em 2001. A decisão foi proferida por três desembargadores nesta quinta-feira (5), em Salvador, após a análise de recurso apresentado pela defesa dos religiosos.
Os réus haviam sido condenados em abril de 2023 a 21 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. No entanto, ambos aguardavam o julgamento da apelação em liberdade. Com a confirmação da sentença em segunda instância, a legislação brasileira permite o requerimento da execução da pena.
Relembre o caso
Lucas Terra tinha 14 anos quando desapareceu em março de 2001. Segundo os autos, o jovem foi estuprado e queimado vivo. O corpo foi encontrado em um terreno baldio na capital baiana.
As investigações apontaram que o crime foi motivado pelo fato de a vítima ter presenciado atos de cunho sexual entre os pastores dentro de uma unidade da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).
Prisão
Apesar da manutenção da condenação, a defesa dos pastores ainda pode apresentar recursos, os embargos de declaração. Contudo, a família da vítima informou que formalizará o pedido de prisão imediata dos condenados.
A mãe de Lucas, Marion Terra, que liderou a busca por justiça durante as últimas duas décadas, publicou vídeo nas redes sociais celebrando o resultado do julgamento. Até o fechamento desta edição, a defesa dos pastores Joel Miranda e Fernando Aparecido não havia se pronunciado sobre a decisão do Tribunal.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, lidera a corrida eleitoral pelo governo da Bahia em 2026, de acordo com a pesquisa realizada pela Séculus Análise e Pesquisa, encomendada pelo Bahia Notícias. Neto aparece com 48,28% das intenções voto, frente a 31,15% do atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Esse é o primeiro levantamento da Séculus neste ano sobre a disputa estadual. Ao todo, a pesquisa ouviu 1.535 entrevistados em 72 municípios baianos.
José Carlos Aleluia (Novo) aparece com 0,65% das intenções de voto, seguido de Ronaldo Mansul (PSol), com 0,52%. Não souberam ou não opinaram 9,93% dos eleitores, enquanto 9,47% indicaram votar branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados.
A pesquisa da Séculus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob nº BA-09740/2026 e possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%.
A Defesa Civil de Salvador (Codesal) elevou o nível de alerta da capital para o estado de atenção nesta quarta-feira (4), após os acumulados de chuva ultrapassarem a média histórica prevista para todo o mês de março.
O agravamento das condições climáticas é provocado pela atuação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) combinada a um sistema de baixa pressão. Esse fenômeno cria um extenso corredor de umidade que transporta nuvens carregadas da região amazônica diretamente para o litoral baiano, resultando em tempestades persistentes.
Bairros mais atingidos
A região da Ilha de Bom Jesus dos Passos registrou o maior volume de chuva da cidade, contabilizando 174,2 mm nas últimas 72 horas. O índice é impressionante, pois a média esperada para os 31 dias de março em Salvador é de apenas 147,3 mm.
Outros bairros como São Tomé de Paripe (144,4 mm), Liberdade, Monte Serrat, Barra e Rio Vermelho também apresentam acumulados críticos, variando entre 121 mm e 128 mm, o que mantém o solo saturado e aumenta consideravelmente o risco de deslizamentos de terra.
Diante do cenário, a Codesal intensificou o monitoramento das encostas e áreas de risco, permanecendo em regime de prontidão 24 horas. As autoridades recomendam que moradores de áreas vulneráveis fiquem atentos a qualquer sinal de rachaduras em paredes ou movimentação de terra.
O órgão também reforçou que o número 199 deve ser acionado imediatamente em qualquer situação de emergência.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (3), uma operação para cumprir três mandados de busca e apreensão que apuram um esquema de venda ilegal de terrenos dentro da Terra Indígena Barra Velha, localizada em Porto Seguro, no sul da Bahia.
A investigação aponta para a invasão e comercialização irregular de terras da União, além de possíveis crimes de degradação ambiental, tráfico de drogas e até o uso da área como esconderijo de um homem foragido da Justiça.
Durante a operação, os agentes buscam apreender documentos de propriedade, contratos de cessão ou venda de terrenos, comprovantes de transações, materiais de engenharia, notas fiscais de insumos e registros contábeis. O objetivo é identificar financiadores e outros envolvidos no comércio ilegal de terras dentro da reserva indígena.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder por crimes como estelionato qualificado, usurpação de terras públicas e tráfico de drogas, além de outros delitos que possam ser identificados ao longo das investigações.
Feira de Santana vive um cenário epidemiológico de atenção em saúde pública com o aumento de casos associados a viroses gastrointestinais e diarreia aguda. Dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde mostram que 769 casos de diarreia aguda foram notificados em janeiro de 2026, registrados em diferentes faixas etárias, com maior frequência entre crianças de 1 a 4 anos e pessoas acima de 10 anos. No ano anterior, o mesmo mês havia registrado 1.252 casos, totalizando 9.317 casos ao longo de 2025, o que evidencia um padrão sazonal de ocorrência destes agravos no início do ano. 
Para o gastroenterologista Dr. Fábio Teixeira, credenciado à União Médica, esse quadro reforça a importância de atenção às viroses gastrointestinais — que incluem infecções causadas por diferentes vírus que afetam o trato digestivo.
“O aumento de casos de diarreia e sintomas gastrointestinais no início do ano é esperado, sobretudo em períodos de calor, aglomerações, viagens e alimentação fora de casa. Esses fatores favorecem a transmissão de vírus pelo contato fecal-oral e por alimentos e água contaminados”, explica Dr. Fábio Teixeira.
Sinais e sintomas comuns
Os quadros de virose gastrointestinal podem se manifestar de forma abrupta e envolver: • diarreia aquosa • vômitos • febre baixa • dor e cólicas abdominais • náuseas e perda de apetite • mal-estar geral e fadiga
“Geralmente esses quadros são autolimitados, com duração média de 24 a 72 horas, mas a maior preocupação é a desidratação, sobretudo em crianças, idosos e pessoas com condições crônicas de saúde”, esclarece o médico.
Agentes virais e transmissão
As viroses gastrointestinais são causadas por vários agentes, incluindo norovírus, rotavírus e adenovírus entéricos, os quais se propagam com facilidade em períodos de maior circulação de pessoas e contato com superfícies contaminadas. 
“A transmissão ocorre por via fecal-oral, mãos sujas, água ou alimentos contaminados, e pode ser potencializada pela manipulação inadequada de alimentos ou pela falta de higienização das mãos”, diz Dr. Fábio.
Fatores que favorecem a disseminação
O especialista destaca fatores comportamentais e ambientais que contribuem para a disseminação desses vírus: • consumo excessivo de álcool • alimentação irregular ou mal conservada • privação de sono • calor intenso e desidratação • falta de higiene adequada
“O calor acelera a proliferação microbiana e a deterioração dos alimentos, aumentando o risco de contaminação. A combinação de festas, viagens e alimentação fora de casa intensifica esses riscos”, reforça o gastroenterologista.
Como diferenciar quadros
É importante diferenciar uma virose gastrointestinal de outros problemas:
Virose gastrointestinal
diarreia aquosa, vômitos e febre baixa.
Gripe ou virose respiratória
febre alta súbita, fadiga intensa e sintomas respiratórios predominantes.
Intoxicação alimentar
sintomas mais intensos, diarreia com sangue ou muco e febre alta.
“Nem toda diarreia vem de uma intoxicação ou bactéria. Em muitos casos, estamos diante de uma infecção viral que se resolve com suporte clínico adequado”, afirma Dr. Fábio.
Tratamento e cuidados domiciliares
O manejo inicial enfatiza suporte clínico e hidratação: • hidratação oral constante com água, soro de reidratação ou água de coco • alimentação leve e fracionada • repouso • evitar bebidas alcoólicas e alimentos gordurosos
“Antibióticos não são indicados na maioria das viroses. A hidratação é a principal intervenção”, destaca o médico.
Sinais de alerta e atendimento médico
A procura por atendimento deve ocorrer se surgirem: • vômitos persistentes • diarreia por mais de três dias • febre alta ou prolongada • sangue nas fezes • dor abdominal intensa • sinais de desidratação — boca seca, pouca urina, fraqueza
“A avaliação médica precoce em casos de agravamento é fundamental para evitar complicações e garantir a recuperação adequada”, orienta Dr. Fábio.
Prevenção é essencial
A prevenção das viroses gastrointestinais pode ser alcançada com medidas simples: • lavar as mãos frequentemente com água e sabão • evitar compartilhar utensílios e copos • consumir água potável e alimentos devidamente higienizados • manter vacinação atualizada — especialmente contra rotavírus e influenza • manter boa hidratação, especialmente em dias de calor intenso
“As viroses gastrointestinais estão em alta neste início de ano, mas a adoção de práticas de higiene e prevenção reduz muito o risco de transmissão e complicações”, conclui Dr. Fábio Teixeira.
As chuvas que atingem a Bahia desde o fim de semana deixaram ao menos 28 municípios do interior em situação de emergência, enquanto cerca de 400 cidades seguem sob alerta vermelho de “grande perigo”, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O alerta meteorológico ocasiona uma série de impactos diretos no fornecimento de serviços básicos, mobilização de equipes de emergência e bloqueios em áreas rurais.
De acordo com a Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec), os decretos foram oficializados após registro de alagamentos, deslizamentos pontuais e danos à infraestrutura urbana e rural. O órgão informou que o balanço de prejuízos ainda está em consolidação e pode ser atualizado a qualquer momento.
Integram a lista de municípios em emergência: Alagoinhas, Araci, Arataca, Barra, Boa Nova, Camacan, Cícero Dantas, Dário Meira, Encruzilhada, Ibirataia, Irecê, Itaberaba, Itambé, Itarantim, Ituaçu, Jaguarari, Lauro de Freitas, Macaúbas, Medeiros Neto, Mutuípe, Pau Brasil, Porto Seguro, Ribeira do Amparo, Ribeira do Pombal, Santa Maria da Vitória, Santana, Sítio do Mato e Wagner.
Segundo o Inmet, o alerta vermelho permanece até às 23:59 desta terça-feira (3) para parte da Bahia, com previsão de acumulados que podem chegar a 100 milímetros por dia. O volume eleva o risco de transbordamento de rios, enxurradas e deslizamentos, especialmente em áreas de encosta e regiões já com solo encharcado. Entre as cidades que decretaram emergência, 25 estão dentro da faixa de maior severidade do aviso meteorológico.
Para procurador do MP-BA, medida não é uma imposição arbitrária, mas uma resposta a um estudo aprofundado que detectou distorções graves nos valores cobrados
Foto: Luana Neiva/bahia.ba
O Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Pedro Maia, apresentou nesta segunda-feira (2) as diretrizes da Nota Técnica que norteará os gastos públicos com o São João em 2026. Em um movimento inédito que une o MP, os Tribunais de Contas (TCE e TCM) e a União dos Municípios da Bahia (UPB), o órgão estabeleceu um limitador indicativo de R$ 700 mil para a contratação de atrações artísticas.
De acordo com Maia, a medida não é uma imposição arbitrária, mas uma resposta a um estudo aprofundado que detectou distorções graves nos valores cobrados. “É uma noite de entendimento e avanço na direção da proteção do erário. O gasto público terá regramento e ineditismo, fruto de um estudo que contou com a participação de unidades federativas de todo o Nordeste”, afirmou o Procurador-Geral.
O Ministério Público esclarece que o valor de R$ 700 mil funciona como um sinal de alerta. Atrações que custarem acima deste patamar — que representa o topo de 99% dos contratos realizados no estado — colocarão o município sob lupa imediata dos órgãos de controle.
Pedro Maia explica que a fiscalização se baseará em duas “molduras” fundamentais: variação do artista: onde não será aceita uma variação expressiva e sem justificativa entre o que o artista cobrou na média do ano (maio a julho de 2025) e o valor pedido para 2026; e o gasto total do município, que pondera que o valor total investido pela prefeitura na festa deste ano não deve ultrapassar o montante do ano passado, corrigido apenas pelo IPCA.
“Não pode haver uma variação expressiva sem justificação de um artista em relação à média do que ele cobrou ao longo do ano. O objetivo é evitar que os valores destoem absurdamente do que foi realizado nos anos anteriores”, pontuou Maia.
Ao finalizar, Pedro Maia celebrou o consenso alcançado entre os órgãos de fiscalização e os gestores. “Estamos satisfeitos com o que fazemos. É um avanço na proteção do gasto público dos municípios, do Estado e da União, inclusive no que diz respeito às emendas parlamentares destinadas a essas contratações”, concluiu.