O número de mortes por covid-19 teve um aumento de 892 óbitos nas últimas 24 horas. Com isso, o total de óbitos pelo novo coronavírus no Brasil subiu para 114.250.
Dos 3.582.362 casos já confirmados – número que inclui 50.032 casos registrados de ontem (21) para hoje (22) – 2.709.638 se recuperaram, segundo balanço diário divulgado há pouco pelo Ministério da Saúde.
De acordo com o ministério, a taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) está em 3,2%, e a de mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) em 54,4. Já a incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes está em 1.704,7.
Os estados com mais mortes são: São Paulo (28.392), Rio de Janeiro (15.267), Ceará (8.268), Pernambuco (7.364) e Pará (6.047). Já Tocantis lidera entre as unidades da federação com menos óbitos, com 573 mortes. Em seguida vem Roraima (579), Acre (598), Amapá (630) e Mato Grosso do Sul (722).
São Paulo também lidera entre os estados com mais casos confirmados de covid-19, com 749.244. Depois vem Bahia (234.204), Rio de Janeiro (210.464), Ceará (204.587) e Pará (188.644). Já os estados com menor número de casos são: Acre (23.665), Mato Grosso do Sul (41.888), Tocantins (42.839), Amapá (41.031) e Roraima (41.527).
O governo da Bahia registrou nas últimas 24 horas 4.661 casos de Covid-19, com taxa de crescimento de 1,9%, e 3.024 curados (+1,4%). De acordo com o boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), 15.111 dos casos confirmados encontram-se ativos.
Ao todo, já foram confirmados 234.204, sendo 214.261 considerados curados. Os casos confirmados ocorreram em 413 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (31,49%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Almadina (4.941,43), Dário Meira (4.547,15), Salinas da Margarida (4.257,36), Itapé (4.189,02) e Ibirataia (4.120,95).
Um homem de 40 anos foi preso nesta sexta-feira (21), suspeito de estuprar e engravidar a própria filha, uma adolescente de 15 anos. O caso ocorreu em Boa Nova, no sudoeste baiano. De acordo com a Polícia Civil, o pai confessou o crime e relatou que os abusos acontecem há três anos.
Ainda segundo a polícia, o crime foi descoberto após a adolescente sentir dores abdominais e ser atendida em uma unidade de saúde da cidade, onde a gravidez foi constatada.
“Após os exames comprovarem a gestação de cinco meses, diante de membros do Conselho Tutelar da cidade, a vítima informou que era violentada desde os 12 anos”, explicou o delegado da cidade, Cleber Andrade.
A garota passou por exames no Departamento de Polícia Técnica (DPT) e também receberá atendimento médico e psicológico. Preso por estupro de vulnerável, o homem foi encaminhado ao sistema prisional.
O Governo do Estado da Bahia abriu uma licitação eletrônica para a compra de 1,5 milhões de caixas do remédio hidroxicloroquina. Solicitada pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), a licitação pública tem pregão previsto para o dia 27 deste mês. Defendida pelo presidente da república Jair Bolsonaro, como uma medida para o tratamento contra a Covid-19, ainda sem comprovações científicas concretas, o Governo do Estado declara que não recomenda o uso do medicamento para combater a doença. Nesta sexta-feira (22), a Comissão Nacional de Saúde da China recomendou o uso da cloroquina para o tratamento contra a covid-19, segundo informou a agência de notícias local, o ‘China Morning Post’. Confira aqui o trecho do Diário Oficial correspondente à licitação.
A Bahia criou 3.182 postos de trabalho com carteira assinada em julho de 2020. O resultado representa a diferença entre 34.820 admissões e 31.638 demissões. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, divulgados nesta sexta-feira (21) e sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia (Seplan).
“Este é um resultado importante, que marca o crescimento da geração de postos de trabalho na Bahia em comparação ao mês passado e também a julho de 2019, lembrando que estamos em um contexto sanitário mundial atípico, da pandemia do Covid-19. Vale lembrar que lideramos no Nordeste e ocupamos a quinta posição no país, quanto à geração de empregos formais em 2019”, destacou o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.
O resultado ficou acima do verificado em julho de 2019, quando 2.275 postos de trabalho foram fechados, sem as declarações fora do prazo. O resultado também é superior ao registrado no mês anterior, quando 2.533 postos celetistas foram encerrados.
Por conta de um erro médico em um parto não humanizado, uma mulher moradora de Itabuna, no sul da Bahia, será indenizada em R$ 30 mil. O dia deveria ser o mais feliz de sua vida, mas foi marcado por fortes dores. O parto aconteceu em abril de 2019, na Santa Casa da Misericórdia de Itabuna.
Na ação, ela conta que, após sentir as dores do parto, foi para o hospital para dar luz ao filho. Ela foi levada para a sala de pré-parto e a bolsa foi rompida artificialmente com o dedo da médica de plantão. Após o nascimento, a criança foi levada para a realização dos procedimentos padrões e a mãe solicitou que uma acompanhante observasse o bebê para evitar trocas na maternidade, ficando aflita com a situação. Ela diz que, logo depois do parto, foram colocadas algumas gazes em sua vagina e que foi levada, em cadeira de rodas, para a sala de sutura. Após o procedimento, a mulher foi encaminhada para descanso na enfermaria, sendo visitada pela obstetra somente no dia seguinte ao parto. Apesar de narrar dores e desconforto na região da sutura, com muita ardência, e idas constantes ao banheiro para urinar, ela teve alta. Foi dito que aquelas dores eram normais pelo pouco tempo de parto.
Os dias seguintes em casa foram de muitas dores, com ardência e dificuldade de ficar em pé sem se apoiar nas coisas, sentindo um grande peso na região da vagina. Na petição, ela contou que sentiu uma “bola” na região, e posteriormente, passou a ter febre. Ela retornou ao hospital, sendo atendida por uma “excelente médica”, que ao lhe atender fez uma “cara de reprovação” ao encontrar gazes na vagina da autora, em cor preta, com odor muito forte. A médica a mandou fazer força para expelir a “bola”, que era, na verdade, sangue coagulado. Após expelir o sangue coagulado, a mulher sentiu um alivio imediato. Ela pediu indenização por danos morais pelas dores que sentiu.
Em sua defesa, a Santa Casa da Misericórdia afirmou que “o parto vaginal provoca, via de regra, uma ruptura no períneo, exigindo que após o nascimento seja feita uma sutura no local, o que efetivamente ocorreu, conforme noticiado na inicial” e que a autora “apresentava um sangramento uterino excessivo, exigindo que fosse colocado um tamponamento que seria retirado em momento posterior”. Disse que antes da sutura foi aplicado um anestésico e que é inverídico que a enfermeira tenha sido grosseira com a parturiente. Sustentou que o “tamponamento não foi retirado logo após a sutura para evitar que o sangramento continuasse, restando certo, contudo, que a paciente autora deveria ter sido reexaminada durante sua permanência no hospital, e, tão logo constatado que o tamponamento havia cumprido seu papel – de fazer cessar o sangramento – promover sua retirada, o que, infelizmente, dado um grande número de parturientes naquele dia, não foi realizado”. A unidade defende ainda que, apesar do ocorrido, não pode ser responsabilizada pelo fato, e nem indenizar a parturiente.
Segundo o juízo de piso, o pedido da autora versa sobre um atendimento “não humanizado” e por erro médico pelo “esquecimento” da gaze no canal vaginal. “Analisando-se a contestação apresentada, constata-se que o ‘esquecimento’ da gaze no canal vaginal da autora é incontroverso, sendo, assim, desnecessária qualquer maior consideração acerca deste fato, bastando, portanto, a análise, apenas, da consequência indenizatória pretendida pela autora”, diz a sentença. Uma testemunha contou que o parto, na verdade, foi realizado por duas enfermeiras, pois a médica deixou a sala mesmo com a mulher em trabalho de parto. A testemunha conta que ouviu uma das enfermeiras contando para a médica que o parto havia ocorrido e que a médica teria dito que estava tudo bem, assinando os papéis do nascimento. Também contou que, por várias vezes durante o parto, a parturiente falou que estava com fortes dores, sendo ignorada. Declarou que sentiu descaso no atendimento, não deixando a mãe ver o bebê logo depois do nascimento.
“A questão do trato humanizado, não só na relação médica, mas em todos os tipos de atendimento, é sobremaneira subjetiva, não havendo, assim, critérios objetivos para aferir a sua presença ou não. O ser humano é muito diferente, cada um com uma característica própria, nem sempre podendo se qualificar como desumano uma pessoa que, por exemplo, apresenta-se séria, deixando de demonstrar uma atenção mais afetuosa. Por óbvio, sabe-se que o parto deve ser um dos momentos mais especiais da mulher, merecendo, por isso, uma atenção bem especial dos profissionais que estejam com ele envolvido. Todavia, também não é possível ignorar que os profissionais da saúde, envolvidos com diversos procedimentos, às vezes, se esquecem de prestar uma atenção mais particular, dadas diversas circunstâncias, dentre as quais, o volume de trabalho”, assinalou na sentença.
Ainda na decisão, o juízo asseverou que o “esquecimento” de gaze dentro do canal vaginal deve ser reparado pelo dano moral e, por isso, determinou que a Santa Casa da Misericórdia indenizasse a autora em R$ 10 mil. Diante da sentença, a autora recorreu para elevar a indenização. O recurso foi relatado pela desembargadora Lígia Ramos, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Para a desembargadora, o valor deve ser “mais condizente com os fatos e provas dos autos, capaz de indenizar o desgosto, o constrangimento e os demais sentimentos negativos experimentados pela autora em razão desta conduta”. Ao elevar a indenização para R$ 30 mil, a desembargadora salientou que o valor é mais adequado diante dos danos sofridos.
Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.147 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,5%) e 2.305 curados (+1,1%). Dos 229.743 casos confirmados desde o início da pandemia, 211.237 já são considerados curados, 13.749 encontram-se ativos. A base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus está disponível no Business Intelligence.
Para fins estatísticos, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da Covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático. Os casos confirmados ocorreram em 413 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (31,30%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Almadina (4.941,43), Dário Meira (4.547,15), Salinas da Margarida (4.257,36), Itapé (4.189,02) e Ibirataia (4.120,95).
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 428.413 casos descartados e 84.678 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17h desta sexta-feira (21).
Na Bahia, 18.639 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.
Imagens registradas por satélite identificaram uma mancha de petróleo que pode ser de um vazamento de óleo no Golfo da Guiné, na África. Pesquisadores do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) acreditam que a descoberta pode ser a origem do derramamento de mais de cinco mil toneladas de petróleo que atingiu as praias do Nordeste, no ano passado.
Segundo o estudo, com as correntes oceânicas, o material poderia ter vindo parar na costa brasileira. A mancha detectada tem 433,22 km2 e está a aproximadamente 200 km da costa do país de Camarões. Essa é uma região de exploração de petróleo e tráfico intenso de navios.
De acordo com O Globo, ali existe uma confluência de correntes, que são sazonais e têm maior intensidade entre julho e setembro, saindo da Guiné e chegando ao Rio Grande do Norte. Elas poderiam ter trazido o óleo para a costa do Nordeste, explicou o metereologista Humberto Barbosa.
Em dezembro de 2019, os cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) já haviam aventado a possibilidade de que o óleo teria vazado no sul da África, sendo trazido para o Brasil através das correntes marítimas do Oceano Atlântico. Essa hipótese, que contrariava as investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) não foi, porém, sustentada por muito tempo.
Não podemos afirmar que o petróleo que chegou aqui veio dos vazamentos na África, mas é certo dizer que havia um derramamento constante naquela região, no período em questão, no ano passado.
Prestes a completar um ano, o desastre ambiental na costa brasileira ainda não teve responsáveis identificados e punidos pelo governo federal.
A aprovação recorde do presidente Jair Bolsonaro na pesquisa do instituto Datafolha divulgada naúltima semana, com 37% dos entrevistados opinando positivamente sobre o governo, foi impulsionada, entre outros fatores, pela mudança na avaliação dele entre entrevistados que moram na Região Nordeste, que ganham até dois salários mínimos ou que estão desempregados. No intervalo de um ano, desde estudo semelhante realizado em agosto de 2019, esses estratos sociais registraram aumento significativo no índice de pessoas que consideram o governo bom ou ótimo, bem como diminuição expressiva na taxa de rejeição. Os dados indicam que a alteração pode estar relacionada à concessão do auxílio emergencial durante a pandemia de Covid-19.
No Nordeste, em que 40% da população solicitou a assistência de R$ 600 mensais, houve o maior aumento relativo da aprovação bolsonarista no corte por regiões. Os entrevistados que consideram a administração boa ou ótima passaram de 17% em agosto de 2019 para 33% atualmente.
O município de Itambé, no Médio Sudoeste da Bahia, terá toque de recolher. A medida foi anunciada pela prefeitura e vale desta sexta-feira (21) até o domingo (23). Segundo a gestão local, o toque de recolher será entre 21h e 5h do dia seguinte tanto na sede como no interior do município.
Nesse período está proibido a circulação e a permanência de pessoas em vias, equipamentos e locais públicos. A exceção fica para prestadores de serviços essenciais, como os de saúde e segurança, além de entregadores que trabalham com delivery. A ação visa conter o avanço do novo coronavírus no município.
Pessoas que necessitam se deslocar com necessidade ou urgência comprovada também terão flexibilidade. O descumprimento do decreto pode gerar punições. Segundo boletim epidemiológico municipal desta quinta-feira, Itambé acumulava 139 casos confirmados de Covid-19 com três óbitos em decorrência da enfermidade.