Um adolescente sumiu dentro do mar da praia da Boca do Rio, em Salvador, após jogar bola com os amigos. A situação ocorreu na tarde de quinta-feira (20) e Iran Oliveira, de 15 anos, entrou na água para limpar a areia do corpo.
De acordo com os amigos, o mar estava com ondas fortes quando o garoto entrou na água. O grupo chegou a tentar tirar Iran de dentro da água, mas não conseguiu. Pescadores também tentaram encontrar o jovem.
Mergulhadores do Salvamar fizeram buscas pelo menino no início da noite e os amigos dele também voltaram à praia atrás dele. Por causa do horário, as buscas por Iran foram suspensas e devem retornar nesta sexta (21).
O engenheiro, o dono e a empresa responsáveis pela lancha Cavalo Marinho I, que naufragou há quase três anos na Baía de Todos os Santos, matando 19 pessoas e deixando outras 59 feridas foram condenados por unanimidade em julgamento nesta quinta-feira (20), no Tribunal Marítimo da Marinha do Brasil.
O tribunal entendeu que a situação foi causada por problemas construtivos que não tinham sido detectados porque a embarcação não foi submetida à prova de inclinação e estudo de estabilidade depois que foi reformada. A corte apontou, ainda, que o número elevado de passageiros concentrados na parte de cima da lancha e apenas uma pequena parte na de baixo contribuiu para o naufrágio, de acordo com o Correio.
O fato aconteceu na manhã de 24 de agosto de 2017, cerca de dez minutos depois de a embarcação, toda de madeira e com 116 passageiros a bordo, ter deixado o Terminal de Mar Grande, na Ilha de Itaparica.
Estima-se que 91 passageiros e quatro tripulantes estavam na parte de cima, enquanto só 25 estavam embaixo. Os passageiros teriam se deslocado para a esquerda para se protegerem da chuva e, com o balanço provocado pelas ondas, estes fatores causaram o tombamento da embarcação.
Por causa destes erros, o tribunal considerou que os envolvidos tinham conhecimento dos riscos e, por isso, decidiu condenar o engenheiro responsável técnico da lancha, Henrique José Caribé Ribeiro, além de Lívio Garcia Galvão Junior, dono da CL Empreendimentos Eirelli, proprietária da embarcação, e a própria empresa, sentenciando-os às penas máximas.
O comandante Henrique Caribé também recebeu a pena de interdição do exercício da função de responsável técnico perante todas as Capitanias dos Portos pelo período de cinco anos. O dono da lancha, Lívio Galvão, foi condenado à multa máxima no valor de R$ 10.860, a ser corrigido pelo setor de execução do Tribunal Marítimo. A CL Empreendimentos Eirelli teve pena de cancelamento do registro de armador. O comandante da lancha, Osvaldo Coelho Barreto, não foi considerado culpado pelo acidente.
O resultado da decisão será enviado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), que também acompanha o caso, e ao Conselho Regional de Engenharia da Bahia (Crea-BA), para que tomem conhecimento do encerramento do processo e possam aproveitar o entendimento da corte.
No julgamento, o tribunal deixou recomendações de segurança para a Capitania dos Portos da Bahia, aconselhando a realização sistemática de ações de fiscalização nas embarcações que fazem a travessia entre Mar Grande e Salvador e, caso ainda não tenha realizado, que verifique se o estudo de estabilidade de cada uma delas corresponde à sua configuração atual, determinando que novos estudos sejam apresentados caso encontre divergências, aplicando aos responsáveis as sanções cabíveis.
Alto número de curados A Secretaria da Saúde (Sesab) confirmou nesta quinta-feira (20) o registro de novas 74 mortes pela Covid-19 na Bahia. O número é o mais alto já registrado em um boletim da pasta desde o início da pandemia. O total de mortes causadas pelo vírus no estado agora é de 4.685. A secretaria reconhece e informa o atraso das notificações através da divulgação de uma tabela com a data em que houve o óbito.
Os infectados desde o início da pandemia são 228.596. Nas últimas 24 horas foram registrados 3.937 casos de Covid-19.
Seguem como casos ativos 14.979 e 208.932 são considerados recuperados.
Os casos confirmados ocorreram em 413 municípios baianos. A maior proporção segue sendo em Salvador (31,59%).
Foto: Ag A Tarde
Destino mais procurado A Bahia é o destino mais procurado entre os brasileiros no período pós-pandemia. A informação foi divulgada numa coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (20) pelo secretário municipal de Cultura e Turismo de Salvador (Secult), Pablo Barrozo, que apresentou os resultados do Relatório de Sondagem Turística | Brasil, encomendado pela prefeitura da capital baiana.
Entre os destinos nacionais apontados na lista de desejos, o estado aparece no topo para 18,2% dos entrevistados. A Bahia fica a frente de São Paulo (11,7%) e Rio de Janeiro (10,6%).
A cidade mais procurada, segundo o levantamento, é Salvador, primeira opção entre 9,87% dos entrevistados. O segundo é o Rio (4,62); a terceira cidade mais citada é Recife (4,46%).
A maioria dos entrevistados sinaliza que o objetivo principal da viagem é lazer (65,7%). Outros 22,1% apontam a visita a amigos ou parentes como justificativa de uma possível viagem. Há, ainda, 7,3% que deve viajar a negócios ou trabalho.
A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 22 de julho com 1.600 entrevistados. A margem de erro estimada é de 2,45 pontos percentuais para mais ou para menos, para o total da amostra, calculada para um intervalo de confiança de 95%.
Fase III de retomada é adiado por tempo indeterminado O prefeito ACM Neto anunciou hoje (20) que o início da fase três da retomada das atividades, que poderia a acontecer a partir de segunda-feira (24), será adiado por tempo indeterminado. A decisão foi tomada conjuntamente pelo município e governo do Estado com o objetivo de analisar com mais cuidado o impacto da fase dois principalmente sobre a área da saúde.
“Quando iniciamos a fase dois, a gente sabia que apenas uma parte dos bares e restaurantes, por exemplo, iriam reabrir na cidade, e que essa evolução aconteceria gradualmente. Sabíamos que o mesmo aconteceria em relação aos frequentadores. Em todo lugar é assim, as pessoas precisam ganhar confiança. Por isso, precisamos de mais tempo para analisar os impactos da fase dois”, explicou ACM Neto, em coletiva na Associação Comercial da Bahia (ACB), no Comércio, onde participou da abertura da exposição da Maquete de Salvador.
Dessa forma, a reabertura de parques de diversões e temáticos, teatros, cinemas, casas de espetáculo, clubes sociais, recreativos e esportivos, além de centros de eventos e convenções, fica adiada. “São atividades que não são consideradas essenciais e que costumam reunir muita gente. Por enquanto, ainda não há uma definição de quando faremos a liberação, o que depende sempre de uma avaliação técnica e científica e sempre levando em conta a prioridade em cuidar da vida das pessoas”, afirmou o prefeito.
O protocolo da Prefeitura e do governo do Estado estabelece a necessidade de um intervalo de 14 dias entre as fases de retomada. Além disso, para a fase três, a taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivos para pacientes com a Covid-19 precisa permanecer em até 60% durante cinco dias. Se fosse apenas por esses dois critérios, esse novo momento da reabertura poderia ter início na segunda (24). Só que a decisão final passa por uma avaliação dos comitês técnicos do município e do Estado, que optaram pelo adiamento.
ACM Neto disse que a média móvel dos casos de Covid-19 teve uma alta na semana passada em relação à anterior, e que isso está sendo investigado pela Prefeitura. “Houve consenso entre as autoridades de saúde do município e do Estado, dos dois comitês, para não darmos início agora à terceira fase do plano de retomada. Estamos, desde o começo da pandemia, agindo com cautela e prudência. E assim iremos continuar agindo”, salientou.
“Por enquanto, está tudo bem administrado, inclusive a taxa de ocupação dos leitos de UTI. Mas as experiências pelo mundo mostram que a reabertura de atividades sem os devidos cuidados pode trazer riscos altíssimos, e não queremos perder tudo que conquistamos até aqui na luta contra a doença. Não podemos relaxar agora”, acrescentou o prefeito.
ACM decide criminalizar festa de paredões O prefeito ACM Neto (DEM) reiterou nesta quinta-feira (20) seu apoio à fala do governador Rui Costa (PT) sobre a criminalização dos paredões de som nos bairros de Salvador durante a pandemia. De acordo com o prefeito, a reincidência permanente do uso dos paredões se dá pelo fato de existir pessoas “absolutamente insensíveis”.
“Eu assino embaixo. Apoio em gênero, número e grau. Já havia dito na segunda-feira, quando entregamos o Gripário do Pau Miúdo e expressei todo o meu pesar sobre o que aconteceu no final de semana, especialmente com o que vem acontecendo no Nordeste de Amaralina, com a reincidência permanente desses paredões. Se tratam de pessoas absolutamente insensíveis e eu concordo como o governador”, afirmou.
Neto disse ainda que conta com o apoio da Polícia Militar e da Secretaria de Segurança Pública (SSP) para reprimir esse tipo de prática na cidade.
A Polícia Federal cumpriu na manhã desta quinta-feira (20) 32 mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Estroinas, que investiga fraudes no uso de verbas federais para Covid-19 em compras com dispensa de licitação feitas pelo município de Carmópolis, no Sergipe. Dois deles são cumpridos na Bahia.
De acordo com as investigações, R$ 2,3 milhões repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foram gastos para a contratação direta de nove empresas, com “fortes indícios” de irregularidades, segundo a PF.
Entre as suspeitas apuradas, estão as de que algumas das contratadas são fantasmas”; os sócios de algumas delas são “laranjas”; as escolhas das empresas contratadas foram arbitrárias; as cotações dos preços dos bens, insumos e serviços contratados pelo município foram fraudulentas; houve superfaturamento dos bens, insumos e serviços contratados; alguns dos bens adquiridos para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 nem sequer foram utilizados; não houve critério para a definição da quantidade e da qualidade dos produtos que precisariam ser adquiridos pelo município; parte dos produtos contratados não foi efetivamente fornecida para a cidade.
O Ministério Público do Sergipe também deflagrou operação nesta manhã para apurar irregularidades em compras no combate à pandemia feitas por Carmópolis. Estas, no entanto, ocorreram com recursos municipais e estaduais.
Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). Além dos dois na Bahia, são cumpridos outros 15 em Carmópolis, 9 em Aracaju (SE), 2 em Nossa Senhora do Socorro (SE), 2 em Pernambuco e 2 em Alagoas. A operação tem apoio e participação da Controladoria-Geral da União (CGU), envolvendo 83 policiais federais e 6 servidores da CGU.
Os envolvidos são investigados por crimes de dispensa indevida de licitação, corrupção passiva e corrupção ativa, sem prejuízo de outros porventura constatados ao longo das investigações.
A operação foi batizada de Estroinas como referência à forma pela qual o dinheiro público foi gerenciado no Município de Carmópolis/SE.
O Bahia entra em campo nesta quinta-feira (20) contra o São Paulo, às 20h, no estádio do Morumbi, buscando se manter no G-4 do Campeonato Brasileiro da Série A e os 100% de aproveitamento.
O time de Roger Machado entra em campo com duas vitórias seguidas conseguidas em casa, Coritiba e RB Bragantino, e parte para dois confrontos fora de Salvador, São Paulo e Ceará.
Para esse jogo o técnico Roger Machado deve aproveitar a base da equipe que venceu o duelo contra o RB Bragantino, no último domingo, para tentar se manter no G-4 do Campeonato Brasileiro da Série A.
A Polícia Federal cumpre na manhã desta quinta-feira (20) 32 mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Estroinas, que investiga fraudes no uso de verbas federais para Covid-19 em compras com dispensa de licitação feitas pelo município de Carmópolis, no Sergipe. Dois deles são cumpridos na Bahia.
De acordo com as investigações, R$ 2,3 milhões repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foram gastos para a contratação direta de nove empresas, com “fortes indícios” de irregularidades, segundo a PF.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (19) que o auxílio emergencial deve ser prorrogado por mais alguns meses, podendo ser estendido até o final do ano. A declaração foi dada durante cerimônia, no Palácio do Planalto, em que o presidente sancionou duas medidas provisórias (MP) aprovadas pelo Congresso Nacional, a que institui o Programa Emergencial de Suporte a Empregos (MP 944/20), e a que cria o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (MP 975/20). Segundo o presidente, o valor do benefício aos informais pesa nos cofres públicos e, por isso, deverá ser reduzido nos próximos pagamentos.
“Hoje eu tomei café com o Rodrigo Maia [presidente da Câmara dos Deputados] no [Palácio] Alvorada, também tratamos desse assunto do auxílio emergencial. Os R$ 600 pesam muito para a União. Isso não é dinheiro do povo, porque não tá guardado, isso é endividamento. E se o país se endivida demais, você acaba perdendo sua credibilidade para o futuro. Então, os R$ 600 é muito. Alguém da Economia falou em R$ 200, eu acho que é pouco. Mas dá para chegar num meio-termo e nós buscarmos que ele venha a ser prorrogado por mais alguns meses, talvez até o final do ano, de modo que nós consigamos sair dessa situação fazendo com que os empregos formais e informais voltem à normalidade e nós possamos então continuar naquele ritmo ascendente que terminamos [2019] e começamos o início desse ano”, afirmou.
Instituído em abril, para conter os efeitos da pandemia sobre a população mais pobre e os trabalhadores informais, o programa concede uma parcela de R$ 600 a R$ 1.200 (no caso das mães chefes de família), por mês, a cada beneficiário. Inicialmente projetado para durar três meses, o auxílio já teve um total de cinco parcelas aprovadas. Ao todo, são 66,4 milhões de pessoas atendidas. O valor desembolsado pelo governo até agora foi de R$ 161 bilhões, segundo balanço da Caixa Econômica Federal.
De acordo com boletim divulgado nesta quarta-feira (19), pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), a Bahia registrou nas últimas 24 horas 3.618 novos casos de Covid-19, o que representa uma taxa de crescimento de 1,6% e 3.398 curados, crescimento de 1,7%.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 69 óbitos que ocorreram em diversas datas. A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19.
O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 4.611, representando uma letalidade de 2,05%. Dentre os óbitos, 56,04% ocorreram no sexo masculino e 43,96% no sexo feminino.
Segundo a pasta da saúde, outro motivo para o acúmulo de casos fatais é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos.
Dos 224.659 casos confirmados desde o início da pandemia, 205.555 já são considerados curados, 14.493 encontram-se ativos e 18.388 profissionais da saúde confirmados para a doença.
Os atendimentos ambulatoriais e internações por uso e abuso de drogas na Bahia caíram desde o início da quarentena imposta pela pandemia da Covid-19. É possível notar a redução ao observar os dados de atendimentos feitos em unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o estado neste ano em comparação com mesmo período do ano passado.
O destaque vai principalmente para as internações, que entre março e junho de 2020 caíram 55% em relação a 2019 para abuso de álcool opiáceos, canabinóides, sedativos e hipnóticos, cocaína, alucinógenos, fumo, outros estimulantes (como cafeína), solventes ativos e outras substâncias psicoativas.
Os atendimentos ambulatoriais feitos em unidades do SUS da Bahia neste período caíram 24,4%, com base em dados fornecidos ao Bahia Notícias pela Secretaria estadual da Saúde (Sesab).
Os dados da Bahia mostram que o estado vai na contramão do país. Um estudo da Fiocruz, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Unicamp identificou que cresceu o consumo de álcool e de drogas entre os brasileiros durante a quarentena. Conforme reportagem da Veja, a pesquisa identificou que 18% dos brasileiros estão bebendo mais desde o início da crise, e que dados computados pelo Ministério da Saúde mostram que os atendimentos no SUS por uso de alucinógenos cresceram 54% de março a junho
Em todo o primeiro semestre deste ano as unidades do SUS na Bahia realizaram 11.763 atendimentos ambulatoriais e 604 internações por transtornos mentais e comportamentais por uso de substâncias. Em 2019 foram 14.200 e 1 mil respectivamente.
Na quarentena as drogas que mais levaram pessoas às unidades de saúde foram o álcool (1.760 atendimentos ambulatoriais), canabinóides (88) e cocaína (55). Em relação às internações o álcool também foi o principal motivo (33%), em segundo o fumo (13 registros), e em seguida o uso de sedativos e hipnóticos, responsável por 10 internações no estado.