O secretário de saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas foi flagrado invadindo o restaurante Preta, na ilha dos Frades. Vilas-Boas ofendeu a chef do restaurante, Angeluci Figueiredo e após o episódio, pediu desculpas pelo ocorrido. O local estava sem funcionar em razão do mau tempo que fazia no último domingo (1), em Salvador.
O secretário permanece alguns minutos na porta que dá acesso ao restaurante, que está fechada. Logo após, ele pula a divisória e adentra ao local. Fábio permanece alguns minutos antes mexendo em seu celular, com a máscara pendurada no rosto. Duas pessoas passam atrás do secretário antes dele acessar o restaurante.
Entidades repudiam ofensas de secretário da Saúde contra empresária e pedem providências.
Após a grande repercussão gerada pelo fato, o governo da Bahia divulgou, nesta terça-feira (3), uma nota em que lamenta o episódio em que o secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas-Boas, xingou a chef de cozinha Angeluci Figueiredo, do restaurante Preta, de “vagabunda”.
No texto, a Secretaria de Comunicação sinaliza que considera “inadmissível qualquer tipo de agressão” e manifesta “total solidariedade à empresária Angeluci Figueiredo e a todas as mulheres”.
O caso em questão aconteceu no domingo (1º) e veio à tona na segunda (2). A chef cancelou a reserva feita pelo secretário no restaurante Preta, localizado na Ilha dos Frades, na Baía de Todos-os-Santos, diante do mau tempo. A reação do secretário foi enviar mensagens para a proprietária do estabelecimento com ofensas. Durante conversa divulgada através de um aplicativo de mensagens com Angeluci, Vilas-Boas chamou a chef de “vagabunda”.
O caso envolvendo as mensagens ofensivas proferidas pelo secretário de Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, à chef de cozinha Angeluci Figueiredo, tiveram uma grande repercussão, que já chegou em âmbito nacional. O comportamento agressivo do secretário foi noticiado, nesta terça-feira (3), pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo portal CNN Brasil.
A chef Angeluci, do famoso restaurante Preta, na Ilha dos Frades, divulgou nesta segunda-feira (2) as mensagens em questão, enviadas por Vilas-Boas, no último domingo (1º). Nelas, após encontrar o restaurante fechado devido às condições climáticas que não permitiram a abertura do local, o secretário ofende a chef e a chama de “vagabunda”, além de ameaçá-la.
Na coluna Painel, da Folha, o texto destaca que a situação “causou constrangimento entre setores do PT da Bahia”. Já na CNN, o portal detalha o ocorrido e cita a nota de repúdio publicada pelo Conselho Baiano de Turismo.
Após a repercussão do caso nesta segunda (2), o secretário escreveu um pedido de desculpas à profissional nas suas redes sociais pelos “comentários inadequados”, que admitiu terem sido escritos por ele “em circunstâncias injustificáveis”.
Em contato com a #TVServidor fontes próximas à empresária e Chef Angeluci Figueireido afirmaram que o atual titular da Secretaria de Saúde, Fábio Vilas Boas foi“desrespeitoso, misógino e racista”em uma discussão por whatsapp.
Com o mau tempo o restaurante Preta, em Ilha dos Frades, precisou ser fechado e o sinal de internet foi prejudicado. Ao dar de cara com o restaurante fechado, Vilas-Boas perdeu a linha.
“Esqueça de me ver aqui. Se prepare, amigo é o caralho, vagabunda!”, atacou. Vilas-Boas ameaçou ainda colocar notícias negativas contra o estabelecimento nos sites de “Bocão” e “Bahianotícias” além de acusar a empresária de receber uma mesada de “30 mil de Suarez”.
A proprietária do restaurante respondeu em nota ao secretário.
“Prezado secretário,
A primeira perspectiva adotada por mim diante de mensagens enviadas em seu nome, da sua conta de WhatsApp me ofendendo, me xingando de vagabunda, me atribuindo condições que não condizem com as minhas atividades financeiras e empresariais foi partir do pressuposto que sua conta foi clonada ou que, outra pessoa, por razões que eu desconheço, usou seu celular e sua conta, à sua revelia, para me ofender.
Como é de conhecimento público, a Capitania dos Portos, em virtude da instabilidade do tempo, das condições climáticas e das variações do vento e da navegabilidade na Baía de Todos os Santos, recomendou a restrição de navegação em todo o entorno, incluindo, claro, a Ilha dos Frades, onde funciona o restaurantes. Em virtude dessa decisão, o restaurante foi fechado, já que não haveria como os clientes das reservas chegarem à ilha e até mesmo como os funcionários se deslocarem em pequenas embarcações até o restaurante. O fechamento do restaurante e o cancelamento do atendimento, embora antes de tudo gere prejuízos econômicos para mim e toda a minha equipe, foi determinado pelas circunstâncias climáticas, não por um gesto irresponsável meu ou de alguém ligado a mim. As condições do tempo afetam todas as rotinas da ilha, inclusive as comunicações, que, frequentemente, nos últimos dias, ficaram interrompidas. Não temos serviço de telefonia de grande qualidade nas ilhas, por limitações das operadoras, é o serviço de Wi-Fi torna-se precário à primeira oscilação das condições de tempo.
Em inúmeras vezes já lhe atendi e aos seus convidados com toda a cordialidade, eficiência e responsabilidade que devo a todos os meus clientes. Se agora lhe escrevi, não é para lhe pedir desculpas por um transtorno que não foi causado voluntariamente por mim. Escrevo-lhe para lhe pedir, publicamente, já que fui ameaçada por suas mensagens de exposição pública pelo fato de seus convidada não poderem consumar a reserva no restaurante neste domingo, para refletir sobre a gravidade e a injustiça do tratamento a mim dispensado.
Pergunto-lhe: o que autoriza uma autoridade, no exercício de uma função pública das mais relevantes do estado – a de secretário de Saúde do Estado da Bahia, e durante uma pandemia, o que torna a sua função sinhá mais responsável – chamar uma mulher de VAGABUNDA? O senhor admite algum senso de possibilidade de razoabilidade no seu gesto, no uso dessas palavras? E como se fosse insuficiente essa ofensa, o senhor me ameaça, de queixar-se a empresários e de me expor nos meios de comunicação, secretário.
Reitero: o restaurante Preta foi fechado por forças das circunstâncias climáticas, após boletim das autoridades públicas que defendem a segurança e a vida na navegabilidade, questão que o senhor, como autoridade máxima da saúde pública do estado conhece melhor que eu.
Os tempos mudaram, secretário: inexistem contextos que justifiquem essa relação de senhor e vassalo. Eu não sou vagabunda. Sou uma mulher digna, honrada, profissional, empresária, geradora de empregos e com uma árdua rotina de trabalho, física, inclusive, para realizar um sonho e um projeto de oferecer aos meus clientes um serviço de qualidade. Mas não de qualquer jeito: só quando as circunstâncias me permitem.
Reflita sobre a gravidade das duas palavras e sobre a inadequação e a vulgaridade delas. Como lhe disse, a roda da história gira, e, nesse giro, me desculpe, mas parece não ter lhe beneficiado. Veja bem em que lugar as circunstâncias históricas NOS COLOCARAM: o secretário, um médico bem sucedido, empresário, agropecuarista, homem branco, de família tradicional, etc, etc, alimentando a cultura da intolerância e dos tais privilégios ditos brancos, ofendendo moralmente uma mulher negra, chamando-a diretamente de vagabunda, e por quê? Pelo fato de razões climáticas terem lhe impedido um domingo de bem estar num restaurante localizado numa ilha sujeita a intempéries, como qualquer local no meio do mar.
O senhor sabe o que é ser misógino, secretário? Sabemos que sim, o senhor sabe. Mas sabemos que nesse país ninguém é racista, ninguém é misógino. Aqui não há nunca vítimas, só vitimismo e mimimi, afinal devemos garantir que autoridades se sintam à vontade para sacar o telefone e chamar uma mulher de vagabunda, simplesmente porque pode, porque um desejo foi frustrado pelo tempo.
Vou reiterar a misoginia: o senhor chamaria de vagabundo um homem branco, dono de um restaurante, pelo fato de esse homem ter sido impedido de lhe atender num domingo de chuvas e ventos fortes? Fiquemos por aqui. O senhor sabe que não sou vagabunda, não sou irresponsável, não vivo de mesada de quem quer que seja e que, diferentemente do que o senhor me escreveu, eu preciso trabalhar. Felizmente, preciso e gosto muito do que faço. Não nasci ancorada por sobrenome tradicional e nunca exerci cargo público, esferas onde pessoas com esse perfil que me atribui volta e meia circulam na imprensa.
Reflita, secretário e serei generosa e didática: se for me expor na imprensa, envie às redações o print do monólogo ofensivo que direcionou a mim. Talvez esteja enganada, mas me parece que, caso me exponha, isso diz muito mais sobre o senhor do que sobre o meu caráter e sobre minha moralidade.
A chef Angeluci Figueiredo, do famoso restaurante Preta, na Ilha dos Frades, divulgou nesta segunda-feira (2) mensagens que foram trocadas com o secretário estadual da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, no último domingo (1º). Nelas, após encontrar o restaurante fechado, o secretário ofende a chef e a chama de “vagabunda”.
A Capitania dos Portos, em virtude da instabilidade do tempo e das variações do vento na Baía de Todos os Santos, no fim de semana, recomendou a restrição de navegação em todo o entorno, incluindo a Ilha dos Frades. Com isso, a chef explica que o restaurante ficou fechado e cancelou o atendimento.
Nas mensagens, recebidas pelo Metro1, Vilas-Boas reclama: “Esqueça de me ver de novo aqui. E ainda paguei 350 reais pra desembarcar… Recebe 30 mil de mesada de Suarez e não precisa trabalhar”, diz. “Amigo o caralho! Vagabunda”, completa o secretário no aplicativo de mensagens Whatsapp.
Em resposta, Angeluci afirma que o secretário é “racista” e “misógino”, após cogitar a conta possa ter sido clonada. “O que autoriza uma autoridade, no exercício de uma função pública das mais relevantes do estado – a de secretário de Saúde do Estado da Bahia, e durante uma pandemia, o que torna a sua função sinhá mais responsável – chamar uma mulher de VAGABUNDA?”, escreve.
Após reiterar que o restaurante foi fechado devido às condições climáticas, a chef afirma: os tempos mudaram. “Inexistem contextos que justifiquem essa relação de senhor e vassalo. Eu não sou vagabunda. Sou uma mulher digna, honrada, profissional, empresária, geradora de empregos e com uma árdua rotina de trabalho, física, inclusive, para realizar um sonho e um projeto de oferecer aos meus clientes um serviço de qualidade. Mas não de qualquer jeito: só quando as circunstâncias me permitem”.
O Metro1 entrou em contato com o secretário, que confirmou o envio de mensagens. “Por mais cuidadosos que sejamos, ao longo da vida cometemos erros que podem atingir as pessoas. Peço, portanto, desculpas à empresária e artista da gastronomia baiana, a Chef Angeluci Figueiredo, pelos comentários inadequados no último domingo, em circunstâncias injustificáveis, enviados por mensagem privada”, afirma em nota.
“Tendo reservado um almoço especial com os familiares e amigos do exterior com a devida antecedência de 48h, uma enorme frustração momentânea me levou, tomado de emoção, a dizer o que disse. Conto com o perdão de todos que se sentiram ofendidos, pois sempre pautei minha vida na verdade, honestidade e acolhimento”, completa.
A Embasa informa que será preciso suspender o abastecimento de água na próxima quinta-feira (05/08), a partir das 7h, nos municípios de Feira de Santana, Conceição da Feira, São Gonçalo dos Campos, Santa Bárbara, Tanquinho e Santanópolis. A suspensão será necessária para o entroncamento de redes adutoras na obra do Centro de Reservação do Tomba.
A previsão é que o serviço seja concluído no início da noite da própria quinta-feira, quando o abastecimento começará a ser regularizado, de forma gradativa, em até 24 horas.
No último mês a Bahia fechou 405 leitos exclusivos para Covid-19, diante da melhora nos índices da pandemia no estado. Em 1º de julho eram 3.467 leitos hospitalares, de UTI e enfermaria, destinados ao tratamento da infecção pelo coronavírus. Passado um mês, neste domingo (1º) a Bahia tinha 3.062 leitos.
Entre os leitos desativados, 220 eram de Tratamento Intensivo adulto. O número desse tipo de vaga, destinada aos casos mais graves da infecção, passou de 1.608 para 1.388 no estado nesse período.
A melhora nos indicadores da pandemia permitiu flexibilizações, como o retorno de aulas semipresenciais e redução do toque de recolher. É possível citar como exemplo dessa melhora o número de casos ativos da Covid-19 que passou dos 11.777 registrados no início de julho para os atuais 5.568.
Mesmo com a redução de leitos, a Bahia observa também diminuição das taxas de ocupação de vagas hospitalares Covid-19. Enquanto no começou do mês passado o boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) trazia a informação de 48% ocupação geral e 73% nas UTI adulto, a atualização de ontem mostrava que o estado tinha 41% ocupação total de leitos e 52% em relação a UTI adulto.
Mais 224.200 doses da CoronaVac devem chegar em solo baiano neste sábado (31)
Foto: assessoria Polícia Federal
Na manhã deste sábado (31), a Bahia recebeu 270.270 doses de vacinas da Pfizer contra a Covid-19. O carregamento chegou no aeroporto de Salvador por volta das 9h30.
Ainda neste sábado (31) a capital baiana espera a chegada de mais um carregamento de vacinas. Mais 224.200 doses da CoronaVac devem chegar em solo baiano até o final da tarde.
Com as remessas deste sábado, a Bahia chega ao total de 11.329.910 doses de vacinas recebidas, sendo 4.033.900 da Coronavac; 5.586.900 da AstraZeneca/Oxford; 1.454.310 da Pfizer e 254.800 da Janssen.
Vacinação
A Bahia já vacinou 6.311.582 pessoas contra a Covid-19 com a primeira dose, dos quais 2.521.413 receberam também a segunda aplicação, e mais 249.289 vacinados com o imunizante de dose única. Até as 17 horas desta sexta-feira (30), o estado baiano vacinou 58,8% da população baiana com 18 anos ou mais (estimada em 11.148.781) com, pelo menos, a primeira dose.
A Sesab vai distribuir o imunizante da Pfizer para todo estado assim que as doses chegarem ao aeroporto de Salvador
O secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, anunciou na tarde desta sexta-feira que a Bahia receberá neste sábado (31) mais 270.270 doses da vacina da Pfizer. Todo esse lote será destinado para a aplicação da 1ª dose.
Conforme o secretário, assim que os imunizantes chegarem ao aeroporto de Salvador, a equipe de logística da Sesab começa a distribuir para todo o estado.
Em Salvador, a vacinação de primeira dose foi interrompida nesta sexta-feira (30) por falta de imunizantes.
O ministro da Cidadania, João Roma, usou as redes sociais para criticar o governador da Bahia, Rui Costa (PT). Na avaliação de Roma, o gestor “não tem dado crédito” ao governo federal no processo de envio de doses de vacinas contra Covid-19.
“Mais vacinas chegaram à Bahia! O governo Jair Bolsonaro enviou ontem ao nosso estado mais um lote com 468 mil doses. No total, já foram mais de 10,8 milhões de doses distribuídas ao estado, com mais de 7,6 milhões aplicadas, segundo o Ministério da Saúde. Vacina, proteção e cuidado”, iniciou Roma.
“Infelizmente, o governador Rui Costa não tem dado o devido crédito ao governo Jair Bolsonaro, que tem feito um enorme esforço para enviar imunizantes aos estados. Chegamos a 100 milhões de brasileiros imunizados. O Governo Federal seguirá com essa prioridade”, acrescentou o ministro.