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De acordo com o presidente dos Estados Unidos, a medida não afeta produtos fabricados por empresas com compromisso de produção local

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante a Cúpula "Vencendo a Corrida da IA" em Washington D.C., EUA (23/7/2025) | Foto: Reuters/Kent Nishimura
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante a Cúpula “Vencendo a Corrida da IA” em Washington D.C., EUA (23/7/2025) | Foto: Reuters/Kent Nishimura

A decisão do presidente Donald Trump de impor uma tarifa de 100% sobre semicondutores importados coloca os Estados Unidos em uma nova posição na disputa comercial global. O anúncio foi feito na quarta-feira 6, durante conversa com jornalistas na Casa Branca.

Segundo Trump, a medida atinge todos os chips e semicondutores que entram nos EUA, exceto aqueles fabricados por empresas com compromisso de produção local. 

“Então, 100% de tarifa sobre todos os chips e semicondutores que entram nos Estados Unidos”, disse. “Mas se você assumiu o compromisso de construir (nos EUA), ou se está em processo de construção (nos EUA), como muitos estão, não há tarifa.”

As novas tarifas de Trump impactam o Brasil?

Donald Trump faz comentários sobre tarifas no Rose Garden da Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 2 de abril de 2025 | Foto: Reuters/Carlos Barria
Donald Trump faz comentários sobre tarifas no Rose Garden da Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 2 de abril de 2025 | Foto: Reuters/Carlos Barria

O impacto direto para o Brasil deve ser limitado, já que o país é mais importador do que exportador desses componentes.

Em 2024, as exportações brasileiras somaram US$ 8,5 milhões, queda em relação aos US$ 9,2 milhões registrados em 2023, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Grande parte dos semicondutores produzidos no Brasil segue para países da América do Sul. Na contramão, o Brasil precisou importar R$ 6,3 bilhões em chips neste ano para abastecer o mercado interno.

Os EUA permanecem como principal parceiro comercial brasileiro no setor de eletroeletrônicos, exportando R$ 4,2 bilhões e importando R$ 1,9 bilhão do Brasil, o que gera um superávit de R$ 2,3 bilhões para os americanos.

Mesmo com efeito restrito para o mercado brasileiro, especialistas apontam que a complexidade da cadeia de suprimentos de semicondutores pode elevar os custos globais dos chips, componentes essenciais em eletrônicos como computadores, celulares e automóveis.

Informações Revista Oeste

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