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Postagens falam sobre relação entre Lula e Maduro e sugerem captura do petista pelos EUA

Deputado Nikolas Ferreira visita Jair Bolsonaro
Deputado Nikolas Ferreira | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Membros do Psol pediram providências à Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta segunda-feira, 5, contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) por memes que apontam relação entre o ditador da Venezuela, Nikolas Maduro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e sugerem a captura do petista.

São três postagens de Nikolas: a primeira mostra Maduro e Lula abraçados, com a frase: “Super promoção: prenda 1, leve 2.”; a segunda é uma montagem de Lula sendo preso por agentes norte-americanos; e a terceira diz que “agora é só o Maduro dedurar o Lula”.

São duas ações de membros do Psol: uma de Erika Hilton (SP) e outra do ex-presidente do partido Juliano Medeiros e do deputado federal Ivan Valente (SP). Hilton diz que os memes de Nikolas fazem uma “defesa pública e simbólica da submissão do Brasil à jurisdição estrangeira”, o que, segundo ela, representa “violação direta à soberania nacional e aos deveres inerentes ao exercício da função parlamentar”.

Erika Hilton também incluiu em sua representação o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por postagem na qual ele afirma que “Lula será delatado”. Flávio postou a foto de Maduro, capturado no último sábado, 3, pelos EUA, e diz que isso representaria “o fim do Foro de São Paulo”, grupo que acusa de envolvimento com tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e suporte a terroristas, ditaduras e eleições fraudadas. Para Hilton, a opinião do senador deve ser considerada criminosa.

Na outra ação, apenas contra Nikolas, Medeiros e Valente afirmam que o deputado, com os memes, insinuou apoio à eventual prisão ou sequestro de Lula por autoridades norte-americanas. Para eles, a publicação configura apoio a “eventual ingerência do poder de Estado estadunidense contra a ordem institucional democrática brasileira”.

Para Medeiros, a imunidade parlamentar — garantida na Constituição para proteger deputados e senadores por seus votos e manifestações públicas — não pode servir de proteção para esse tipo de manifestação. 

Disse ele: “Ninguém está acima da lei. Nenhum parlamentar está protegido quando se trata de sugerir, defender ou propor o sequestro do presidente do Brasil ou uma invasão estrangeira. Foi naturalizando absurdos assim que se chegou aos ataques de 8 de janeiro”.

Cabe à PGR decidir se os pedidos feitos pelos membros do Psol são suficientes para abrir uma investigação contra Nikolas e Flávio. Em caso de entendimento pelo cometimento de crimes, o Ministério Público poderá oferecer denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Informações Revista Oeste

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