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Envolvidos em esquema criminoso usavam sistema da instituição para adulterar dados e desviar recursos

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Edifício sede do Banco do Brasil, em Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta terça-feira, 29, a Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação para desarticular um grupo que teria fraudado clientes do Banco do Brasil, causando prejuízos de R$ 40 milhões. 

Autoridades informaram que foram emitidos seis mandados de busca e apreensão contra funcionários e terceirizados do banco, com ações no Rio de Janeiro e em Mato Grosso.

As investigações apontam que funcionários e terceirizados acessavam o sistema do banco, adulteravam dados de clientes e desviavam recursos. Um gerente do Banco do Brasil está entre os suspeitos. 

A instituição afirmou que as investigações começaram a partir de apuração interna, “que detectou irregularidades, as quais foram comunicadas às autoridades policiais”, e que está colaborando com a investigação das autoridades “com repasse de informações e subsídios”.

Funcionários do Banco do Brasil estão envolvidos em fraude, diz PCRJ

O Banco do Brasil informou que a investigação começou a partir de uma apuração interna | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Quadrilha contava com colaboração de um gerente no Mato Grosso e funcionários terceirizados | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Segundo a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), a quadrilha contava com a colaboração de um gerente no Mato Grosso, além de funcionários da área de tecnologia da informação e terceirizados. Esses colaboradores facilitavam a inserção de scripts maliciosos nos sistemas.

Com esse acesso, os envolvidos realizavam transações bancárias fraudulentas em nome dos clientes, cadastravam equipamentos, alteravam dados cadastrais e modificavam dados biométricos

O delegado Jeferson Ferreira do Nascimento, da DRF, informou que as denúncias começaram no ano passado. 

“Essa organização atua em organizações financeiras e nós estamos atuando contra o núcleo operacional”, disse Nascimento. “Vamos agora em busca do núcleo superior desse grupo criminoso e também dos beneficiários desses recursos desviados de forma fraudulenta.”

O Banco do Brasil afirmou que tem colaborado ativamente com as investigações desde a descoberta das irregularidades, fornecendo informações que possam auxiliar na resolução do caso.

Informações Revista Oeste

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