
Mais um caso de tratamento desumano foi registrado na Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA) situada ao lado do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA). Uma jovem, com o pé fraturado e sofrendo fortes dores, teve atendimento negado por um médico plantonista da unidade, conforme revelou sua mãe, Jaci de Cerqueira Sena, em entrevista ao Acorda Cidade.
O fato aconteceu nesta terça-feira (06). Jaci conta que sua filha, Amélia Dandara de Cerqueira Sena Santos, chegou à unidade sofrendo dores intensas e buscando um atendimento com ortopedista, devido à fratura no dedo do pé que ocorreu cerca de oito dias antes, quando a jovem havia recebido os primeiros socorros no mesmo local. No entanto, o médico plantonista, inicialmente, se negou a avaliar a paciente, alegando que a UPA não seria uma unidade de pós-atendimento.
Indignada com a situação, Jaci de Cerqueira Sena relatou a má qualidade do atendimento prestado à sua filha na UPA do Clériston Andrade. Ela criticou a falta de prioridade e a seleção arbitrária de pacientes feita pelos profissionais da unidade, que muitas vezes determinam quem será atendido, deixando outros em situações de dor e sofrimento.
“A população fica refém de péssimos funcionários e um péssimo atendimento. Nossos impostos estão indo para o lixo. Não temos profissionais para nos atender e nos acolher. Muitas vezes, ficam descansando, no telefone, com a portaria cheia de pacientes sentindo dores”, desabafou Jaci de Cerqueira Sena.
Ela ressaltou a falta de sensibilidade dos profissionais de saúde e a demora no atendimento de sua filha. Mesmo após uma hora de espera e uma intervenção da assistente social, o médico ortopedista atendeu a paciente de forma rude e relutante. Além disso, Jaci de Cerqueira Sena expressou preocupação com o fato de sua filha estar sentindo dores intensas mesmo após o gesso ter sido colocado há alguns dias, e solicitou um raio-X para verificar a situação, porém, o profissional se recusou a realizar o exame.
_ASCOM/Bancada Governista FSA_
