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Em entrevista a blogueiros, ministro do STF justifica diferenças de prazos entre investigações sobre Bolsonaro e escândalo no INSS

'Não vou ser arrogante', diz Moraes, sobre motivos para a polarização | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
‘Não vou ser arrogante’, diz Moraes, sobre motivos para a polarização | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou que gostaria de ser “relator de tudo”. O magistrado comentava a diferença do ritmo de investigações de grande repercussão. A fala ocorreu durante um recente evento no STF com blogueiros. Na ocasião, o humorista Mizael Silva questionou Moraes sobre a discrepância na velocidade de dois processos: o que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e o que trata da fraude bilionária no INSS.

Moraes respondeu: “Primeiro, porque eu não tenho nada a ver com o processo do INSS. Eu não sou o relator. Teve uma fake news, ‘ele não faz nada’. Mas não sou o relator de tudo no mundo. Gostaria de até ser o relator de tudo, mas não sou”.

Moraes culpa a ‘desinformação’

O ministro explicou que os casos são distintos. Ele destacou o papel de diferentes órgãos. Fez referência à Polícia Federal na condução das investigações. Da mesma forma citou a Procuradoria-Geral da República como responsável por apresentar denúncias.

“Entre a investigação, a denúncia e o processo, vamos completar quase dois anos. A questão do INSS não tem seis meses. E as pessoas colocam na desinformação que é o mesmo prazo. Não é que um [processo] está mais rápido que o outro. Uma coisa é totalmente diferente da outra”, disse.

Moraes ainda falou sobre as acusações de perseguição política. Para explicar a sua pergunta sobre polarização, o humorista comparou: “O STF é o pai do Brasil. A gente é os filhos. Então a família está dividida. Um filho não pode chegar assim e dizer, ‘ah, meu pai tá sendo mais justo com o meu irmão do que comigo. Tem que ter uma comunhão ali. Tem que ter um diálogo, e é isso que não está tendo”.

Nesse contexto, ao tentar responder sobre a suposta divisão ideológica no Brasil, o ministro comentou: “Existem vários motivos e não vou ser aqui arrogante o suficiente para dizer que eu sei todas as razões. Essa que você levantou [a parcialidade] é outro fruto da desinformação”.

O evento “Leis e Likes”, que reuniu diversos blogueiros no STF, foi uma tentativa da Corte se aproximar do público ao debater temas jurídicos, legislação e comportamento digital. A exemplo do Congresso Nacional e do governo Lula, o Judiciário tem quase 50% de reprovação na avaliação do brasileiro, conforme pesquisas recentes de institutos especializados.

Informações Revista Oeste

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