O presidente chamou o senador para Brasília para avaliar o tamanho do desgaste político depois da operação

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À esq., o ex-presidente Lula (PT); à dir., o senador Jaques Wagner (PT-BA) | Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou uma reunião de emergência com o senador Jaques Wagner para os próximos dias. O encontro vai selar o futuro do parlamentar no posto de líder do governo no Senado. A permanência do petista no cargo ficou no ar depois que a Polícia Federal (PF)deflagrou uma operação que o colocou como alvo central de desvios ligados ao Banco Master.

Segundo a CNN, Lula ordenou o retorno imediato do correligionário a Brasília para traçar uma resposta institucional ao escândalo. O senador estava na Bahia quando os agentes federais cumpriram os mandados de busca. A conversa oficial depende agora do cumprimento de viagens do chefe do Executivo, que cumpre agendas no Rio de Janeiro e em São Paulo no início desta semana.

Senador se recusa a entregar o cargo e conta com amizade de Lula

Jaques Wagner avisou a interlocutores que não pedirá demissão do posto. O parlamentar declarou que Lula não sugeriu o afastamento durante o primeiro telefonema feito horas depois da investida policial. O presidente preferiu silenciar em público e fez apenas um gesto de “joia” com a mão ao ser questionado por repórteres em Belo Horizonte sobre a manutenção do aliado.

Segundo a CNN, o Palácio do Planalto estava preparado para para rebater suspeitas gerais contra o PT baiano, mas não esperava uma ação direta contra o líder do Senado. A favor de Wagner pesam a amizade de longa data e a confiança de Lula, que já o nomeou para chefiar os ministérios do Trabalho, Defesa, Relações Institucionais e a Casa Civil.

Informações Revista Oeste

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