Fundo FirstFire Global Opportunities afirma que o banco digital omitiu problemas em seus modelos de crédito antes do IPO em Nova York

Pix
Em nota, o PicPay informou que discorda das alegações apresentadas pelo fundo e afirmou que está adotando as medidas cabíveis | Foto: Reprodução/PicPay 

PicPay, banco digital controlado pelo grupo J&F, tornou-se alvo de uma ação coletiva protocolada nesta sexta-feira, 19, na Justiça dos Estados Unidos.

O fundo de investimentos privado FirstFire Global Opportunities acusa a instituição financeira de fornecer informações falsas e enganosas a investidores sobre seus modelos de crédito e a qualidade da carteira antes da abertura de capital na Bolsa de Nova York, realizada em janeiro.

Em nota, o PicPay informou que discorda das alegações apresentadas pelo fundo e afirmou que está adotando as medidas cabíveis para responder ao processo.

Segundo a ação, o banco teria deixado de informar ao mercado problemas identificados em seus modelos de concessão de crédito antes da estreia de suas ações em Wall Street.

A defesa do FirstFire também sustenta que os papéis do PicPay acumulam desvalorização superior a 50% desde a Oferta Pública Inicial (IPO).

Edurado Chedid consolidou sua carreira em postos altos na Avenida Faria Lima, o centro financeiro de São Paulo | Foto: Reprodução
Eduardo Chedid CEO da PicPay | Foto: Reprodução

Processo aponta revisão bilionária da carteira de crédito do PicPay

A petição afirma que, em dezembro de 2025, o PicPay detectou falhas nos modelos de crédito, mas não revelou essas informações aos investidores antes da oferta pública inicial de ações.

Ainda conforme o processo, a instituição reclassificou aproximadamente R$ 590 milhões em operações da carteira de estágio dois para o estágio três, faixa que concentra os créditos com maior risco de inadimplência.

De acordo com a ação, a revisão provocou uma despesa adicional de cerca de R$ 88 milhões em perdas esperadas com crédito no quarto trimestre.

O fundo também acusa o banco digital de expandir sua atuação em linhas de crédito consideradas mais arriscadas antes do IPO. Na avaliação dos autores da ação, essa estratégia elevou os índices de inadimplência e ampliou as perdas registradas pela instituição.

Informações Revista Oeste

Comente pelo facebook:
Comente pelo Blog: