Ministro autorizou oitiva da Polícia Civil do DF sobre a apreensão de uma pistola registrada em nome do ex-presidente e marcou depoimento para 23 de junho

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) a ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga a apreensão de uma pistola registrada em seu nome.
A corporação havia solicitado autorização para realizar o depoimento por videoconferência, por meio da plataforma Zoom, em 24 de junho, às 15 horas. Moraes aceitou a oitiva, mas rejeitou que seja à distância.

Segundo o ministro, Bolsonaro está submetido a restrições relacionadas ao uso de comunicações eletrônicas em razão das condições impostas na prisão domiciliar. Por esse motivo, determinou que o depoimento aconteça presencialmente no endereço onde o ex-presidente cumpre a medida cautelar.
Além de mudar o formato da audiência, Moraes antecipou o depoimento para 23 de junho, às 15 horas.
Inquérito apura apreensão de arma registrada em nome de Bolsonaro
A investigação da Polícia Civil do Distrito Federalbusca esclarecer as circunstâncias da apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros registrada em nome de Bolsonaro.
A arma estava com um dos seguranças do ex-presidente e foi apreendida durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal.
No pedido encaminhado ao STF, a PCDF informou que instaurou o Inquérito Policial nº 672/2026 para apurar os fatos relacionados ao caso.
Na mesma decisão, Moraes também determinou que a defesa de Bolsonaro informe, em até 48 horas, se contratou profissional de saúde para acompanhá-lo durante o período noturno. O ministro ainda solicitou esclarecimentos sobre a rotina dos agentes de segurança cedidos ao ex-presidente em razão de sua condição de ex-chefe do Executivo federal.
Informações Revista Oeste
