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Avaliação é que EUA só irão tratar do tema depois de impor as tarifas, para fortalecer posição nas negociações

Governo Lula derrapa na solução de impasses diplomáticos, enquanto outros países avançam no acordo com a principal potência econômica | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Lula derrapa na solução de impasses diplomáticos, enquanto outros países avançam no acordo com a maior potência econômica | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O governo Lula enfrenta dificuldades para estabelecer diálogo direto com a Casa Branca depois do anúncio de tarifas de 50% sobre produtos nacionais exportados aos Estados Unidos, previsto para entrar em vigor na sexta-feira, 1º. De acordo com informações do g1, interlocutores do Planalto afirmam que uma conversa entre Lula e Donald Trump só será realizada se houver atendimento direto por parte do líder norte-americano.

Em 9 de julho, Trump enviou uma carta a Lula comunicando a imposição das novas tarifas, justificando a medida com razões políticas e comerciais. No dia 23, o presidente dos EUA reiterou que os países com relações consideradas insatisfatórias, entre eles o Brasil, seriam alvo da tarifa de 50% como forma de pressionar por maior abertura de mercado. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, confirmou no domingo 27, que as tarifas serão aplicadas sem prorrogação a partir de sexta-feira, 1º.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, desembarcou nos EUA no domingo, oficialmente para compromissos na ONU, em Nova York, ligados à pauta palestina. Vieira pode ir a Washington se a Casa Branca der um sinal positivo.

Impactos econômicos e resposta do governo Lula

Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), aproximadamente 10 mil empresas brasileiras exportadoras podem ser impactadas pelo aumento das tarifas, o que afeta cerca de 3,2 milhões de empregos no país. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP) destacou que multinacionais como General Motors, Johnson & Johnson e Caterpillar, com operações no Brasil, também sofrerão prejuízos com a medida.

“Nós queremos todo mundo unido para resolver essa questão”, afirmou Alckmin. “E as empresas têm um papel importante, tanto as brasileiras, que, aliás tem empresa brasileira que tem indústria nos Estados Unidos, quanto as empresas norte-americanas. A General Motors comemorou esse ano, participei do seu centenário no Brasil. A Johnson & Johnson tem 90 anos, a Caterpillar tem 70 anos, muitas delas exportam para os Estados Unidos.”

Informações Revista Oeste

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