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Proibidos de entrar no tribunal, a eles têm, ainda, de usar tornozeleira eletrônica; apuração inclui procurador, advogados e empresários

Martelo e balança da Justiça, em alusão à matéria dos 5 desembargadores afastados
Investigação da Polícia Federal que apura o caso tem o nome de Operação Ultima Ratio | Foto: Sergei Tokmakov/Pixabay

Cinco desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul foram afastados, nesta quinta-feira, 24, em razão de uma investigação sobre corrupção e venda de sentenças. 

A decisão é do Superior Tribunal de Justiça(STJ), que também autorizou a Polícia Federal(PF), com apoio da Receita Federal, a realizar 44 mandados de busca e apreensão.

Além dos desembargadores, estão sendo investigados servidores públicos, 9 advogados e empresários. Eles teriam se beneficiado do esquema. A investigação também alcança um juiz de primeira instância, dois desembargadores aposentados e um procurador de Justiça. As ações se desenrolam em Campo Grande, Brasília, São Paulo e Cuiabá.

A decisão da Justiça 

Logo do Tribunal de Justiça de São Paulo
Conforme a Justiça, os cinco magistrados afastados devem utilizar tornozeleiras eletrônicas e estão proibidos de acessar prédios públicos | Foto: Gedeão Dias / TJSP

Conforme a Justiça, os cinco magistrados afastados devem utilizar tornozeleiras eletrônicas e estão proibidos de acessar prédios públicos, inclusive o tribunal, ou comunicar-se com outros investigados. 

Segundo as investigações, eles são suspeitos de crimes como lavagem de dinheiro, extorsão, falsificação de documentos e participação em organização criminosa.

Esta operação decorre de 3 anos de investigações, conduzidas pela Polícia Federal, sob o nome de Operação “Ultima Ratio”. Ele se refere ao princípio jurídico de que a Justiça é o último recurso do Estado para combater a criminalidade.

Informações Revista Oeste

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