“Não é privilégio. É dignidade”, disse o senador

O senador pelo Rio de Janeiro, Romário (PL), afirmou nesta quarta-feira (25), que vai apresentar o projeto de Lei Juliana Marins, que autoriza o governo brasileiro a pagar pelo translado e a cremação de corpos de brasileiros mortos no exterior cuja família comprovadamente não tiver como pagar.
– Não é privilégio. É dignidade. É estender a mão quando a família mais precisa – escreveu Romário em sua conta no Instagram.
A decisão gerou controvérsia entre cidadãos.
– As pessoas querem se divertir no exterior e se dar certo, tudo bem. Se der problema, na conta do governo (na conta dos brasileiros). É só pagar seguro viagem para ir. Custa muito menos que uma refeição no dia – escreveu um homem nos comentários do post do senador.
– Enquanto nossos impostos custeiam despesas de pessoas que foram se aventurar do outro lado do mundo, temos remédios faltando em farmácias, tratamentos oncológicos atrasados, tantos problemas – disse outro.
– Verdade, temos auxílio paletó, auxílio casa, auxílio gasolina e muitos outros privilégios que pagamos aos políticos brasileiros (portanto, por que não pagar por algo para cidadãos) – afirmou um terceiro.
PREFEITURA DE NITERÓI IRÁ CUSTEAR O TRANSLADO
A Prefeitura de Niterói (RJ), cidade natal da publicitária Juliana Marins, que morreu após cair de um penhasco durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia, vai assumir os custos do traslado do corpo da jovem para o Brasil. O anúncio foi feito pelo prefeito Rodrigo Neves (PDT), que disse ter conversado com Mariana Marins, irmã de Juliana, sobre a questão.
De acordo com Neves, a prefeitura se comprometeu a prestar apoio aos familiares da publicitária e a garantir que o corpo da jovem retorne ao Brasil para ser velado e sepultado em Niterói. As datas do velório e do sepultamento, porém, ainda dependem da liberação do corpo pelas autoridades indonésias.
*Com informações AE
