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Ex-deputado Inácio Arruda é filiado ao PCdoB e viajou 53 vezes ao Ceará, seu Estado natal

Governo Lula gasta quase R$ 500 com viagens de secretário ao Ceará; o motivo é que ele recebe 'muitos convites'
Somente com diárias, governo bancou R$ 79,3 mil para Inácio Arruda | Foto: Rodrigo Cabral (Ascom/MCTI)

Desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, Inácio Arruda, realizou 77 viagens, das quais 53 foram para o Ceará, seu Estado natal e domicílio eleitoral. Essas viagens custaram aos cofres públicos R$ 491,7 mil, sendo R$ 79,3 mil com 156 diárias para Arruda. As informações são da Folha de S.Paulo.

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) tem uma justificativa para os gastos: “Ele recebe muitos convites de universidades, centros de pesquisa, secretarias de Estado, governo local, com pautas inerentes à sua atuação na pasta”.

Natural de Fortaleza, Arruda já foi deputado estadual, federal e senador pelo Ceará e é filiado ao PCdoB, mesmo partido da ministra Luciana Santos.

Viagens frequentes de secretário do governo Lula 

A maioria das viagens de Arruda, de acordo com a Folha, ao Ceará começava na quinta-feira e terminava na segunda. Em 2024, ele viajou antes do Carnaval e retornou no domingo depois do feriado, com apenas um compromisso de 30 minutos na agenda oficial. 

O MCTI afirmou que “os deslocamentos ocorreram, estritamente, para o cumprimento de agendas relacionadas às atividades e aos compromissos decorrentes do seu cargo”.

Outros casos de viagens custeadas pelo governo

Flávio Rocha, ex-assessor do gabinete do comandante da Marinha, lidera a lista de viagens pagas pelo governo, com 149 passagens, totalizando R$ 430,6 mil. Rocha, que desempenhava a função de secretário de Segurança Nuclear e Qualidade até ir para a reserva, dividia seu tempo entre Brasília e Rio de Janeiro.

O militar recebeu R$ 43,7 mil em diárias no ano passado, correspondendo a 129 dias úteis fora de Brasília. A Marinha afirmou que Rocha foi designado para “assessorar o Comando da Marinha”. 

Isso incluiria “acompanhamento das análises reguladoras técnicas relacionadas às fases de licenciamento do projeto de engenharia e de construção do Submarino Nuclear Convencionalmente Armado”.

Informações Revista Oeste

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