A 18ª edição da Feira do Livro Usado, que é realizada anualmente no estacionamento da Prefeitura, entra na sua última semana – foi iniciada em janeiro. Vendedores dizem que os resultados financeiros foram satisfatórios, mesmo com o fluxo menor de clientes em relação ao ano passado.
“Foi bom, mas poderia ter sido melhor”, na avaliação da vendedora Nora Célia. “A crise econômica, a decisão de escolas em adotar módulos (que são vendidos nas unidades), a formação de grupos de pais nas redes sociais, influenciaram nas vendas. Mas, no geral, acredito que fizemos bons negócios.”
Outro ponto evidenciado, que vem influenciando nas vendas, de acordo com vendedores, é a migração de alunos das escolas particulares para as públicas, movimento que vem sendo observado nos últimos anos devido à crise financeira.
Os negócios não se concentram apenas nas vendas. Na feira, são feitas trocas, com troco, claro, e compras de livros, que são revendidos com uma margem de lucro. Outra vertente do negócio são os consignados – os pais deixam os livros para serem negociados e os vendedores ficam com parte do valor.
Boa parte dos clientes vem dos municípios da região, demandas que ajudam a aumentar as vendas, onde as escolas ainda não estão adotando os módulos como ferramentas no aprendizado.
Leda Oliveira também disse que ficou satisfeita com os resultados das vendas. Para ela, se não fosse a decisão das escolas em reduzir a vida útil dos livros, as vendas seriam melhores e os pais economizariam comprando os livros dos seus filhos na feira. “Fiquei satisfeita, mesmo com a demanda sendo menor do que no passado. Entendo que as pessoas estão descapitalizadas.”
Ela citou que os livros deixados em consignação e não vendidos se tornam problemas para os comerciantes. “Os pais não procuram saber se foram vendidos e somos obrigados a levá-los para casa”, disse Leda Oliveira. Muitos são descartados por não oferecerem condições de serem aproveitados.