
Por Manu Pilger
A população de Feira de Santana conta agora com o projeto Repense, Reuse, iniciativa socioambiental que já implantou 26 pontos de coleta de roupas, calçados, agasalhos e cobertores em diferentes bairros da cidade. A proposta é simples: transformar peças de vestuário pós-consumo, aquelas que perderam utilidade para o dono, em recursos para projetos sociais, além de reduzir o impacto ambiental do descarte irregular.
Em entrevista ao Rotativo News, a gerente de implantação do projeto, Cláudia Andrade, explicou que a iniciativa busca prolongar a vida útil dos têxteis. “O foco é evitar que essas roupas fiquem esquecidas nos armários e acabem em lixões ou aterros. Quando doadas nos coletores, elas são reintroduzidas no mercado e os recursos gerados são destinados a ações sociais”, afirmou.
Segundo Cláudia, o setor têxtil é hoje o segundo maior poluidor do mundo, atrás apenas do petróleo. Para se ter uma ideia, a produção de uma única calça jeans pode consumir até 6 mil litros de água. Além disso, estudos mostram que cada quilo de roupa reaproveitada em vez de ir para o aterro gera uma economia de 6,1 quilos de CO₂. “A roupa mais sustentável é aquela que já foi produzida”, destacou.
O projeto, que conta com apoio da Prefeitura Municipal de Feira de Santana, pretende expandir para 40 pontos de coleta fixos, espalhados em locais estratégicos como a Avenida Getúlio Vargas, João Durval, Santa Mônica, Lagoa Grande, Jardim Europa, Papagaio, Parque da Lagoa e Sim, além do contêiner instalado em frente à sede da Prefeitura, apontado como o mais movimentado até agora.
A gerente reforçou que os coletores são destinados exclusivamente a produtos têxteis: roupas femininas, masculinas, infantis, de cama e acessórios. Outros resíduos, como garrafas PET ou latas de alumínio, não fazem parte da proposta.
Para participar, basta levar as peças aos coletores distribuídos pela cidade. Moradores que desejarem solicitar um novo ponto de coleta podem entrar em contato pelo Instagram @humanabrasil.org.
“Estamos movimentando a economia circular em Feira de Santana, gerando benefícios ambientais e sociais. É um projeto que veio para ficar”, concluiu Cláudia Andrade.
