
Foi sepultado na manhã desta terça-feira (31), no cemitério Jardim Celestial, no bairro SIM, em Feira de Santana, o ex-goleiro do Fluminense de Feira Raimundo Oliveira Ramos, conhecido como Mundinho.O jogador morreu aos 81 anos, na manhã de ontem (30), no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), após sofrer uma parada cardíaca. Ele foi socorrido para a unidade depois de cair, e fraturar o fêmur.
O ex-goleiro é pai do jogador Júnior Baiano, ex-zagueiro do Flamengo, Palmeiras e Seleção Brasileira, do jogador Jorginho, ex-zagueiro do Fluminense, do Bahia, e também do futebol porto alegrense, e do ex-zagueiro Roberto, que jogou pelo Fluminense de Feira de Santana.
O corpo foi velado desde às 18h30 de ontem (30), no Centro de Velório PAX na Avenida Centenário, no bairro SIM, com a presença dos familiares e vários amigos.
O ex-jogador do Fluminense, Vado Pagão, que é amigo próximo da família, considerou a morte de Mundinho uma perda lamentável para o futebol feirense, baiano e brasileiro.
“Estamos todos tristes e que Deus conforte toda a nossa família e amigos. Mundinho, eu considero como meu pai, conheço há muitos anos, e tia Mira (esposa de Mundinho) considero como mãe, então para mim foi muito triste. Os meninos são meus irmãos e não tenho nem palavras.”
O esportista Claudio Carneiro, que também conviveu com Mundinho, destacou sua personalidade.
“Falar de Mundinho é fácil, ele foi uma pessoa maravilhosa. Nós, com o Bahia de Feira, passamos 26 dias em São Paulo, levados por Mundinho, e agora ficou só o sentimento a toda a família. Ele fez a parte dele, vamos orar para que Deus conforte a família e bote ele em um bom lugar.”
Ex-jogador do Fluminense João Augusto, que atualmente é administrador do estádio Alberto Oliveira (Joia da Princesa), contou que era torcedor de Mundinho desde os 10 anos de idade e quando se tornou atleta teve a honra de jogar com ele.
“Eu era torcedor de Mundinho desde os 10 anos, e tive o prazer de em 1980 jogar com ele. É um amigo, irmão, parceiro, grande atleta profissional. E tenho um relacionamento com a família, os filhos dele, pela amizade que a gente criou. Nos respeitamos sempre jogando bola, foi um ser humano espetacular e deixou o seu legado no futebol da Bahia e do Nordeste, porque jogou no Sport, Fortaleza, Tiradentes, Comercial do Mato Grosso. Eu era torcedor ferrenho de Mundinho e Deus me deu o prazer de jogar com ele. Iniciei no Fluminense como Júnior em 1971, e fui profissional de 1973 até 1980. Joguei um ano com ele, em 1980, e depois ele encerrou a carreira”, relembrou.
O atual presidente do Fluminense de Feira, Zé Chico, afirmou que foi pego de surpresa com a morte de Mundinho.
“Realmente, fomos pegos ontem de surpresa com a passagem do nosso amigo Mundinho, que foi muito correto no Fluminense, um dos ídolos do time, e a gente só tem agora a confortar a família e que vá em paz para os braços do Pai. Tenho certeza absoluta que a torcida do Fluminense, o futebol em si, perde um grande homem, um grande ídolo, principalmente, de exemplo para mocidade que está acompanhando o futebol”, salientou Zé Chico.
Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade.
