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Jornais destacaram os ‘movimentos obscuros’ e ‘projetos delirantes’ do petista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitando uma planta da Petrobras
No caso da Petrobras, Lula mandou suspender dividendos extraordinários | Foto: Ricardo Stucker/OR

A interferência política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Petrobras e na Vale — que, neste último caso, culminou com a renúncia de José Duarte Penido, membro independente do Conselho de Administração da Vale — foi tema dos editoriais desta quinta-feira, 14, nos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo.

Para o Estadão, a denúncia do Conselheiro “deixa claro o que até os office-boys da empresa já sabem: Lula exige a genuflexão do setor produtivo à sua vontade”.

Segundo o jornal, o objetivo da gestão Lula é “tomar de assalto” as grandes empresas brasileiras para bancar seus “projetos delirantes”.

“O país ouviu do próprio Lula que seu objetivo é submeter as empresas ao pensamento do governo”, observou o editorial. “Para o presidente, as políticas sociais, e não o lucro, é que deveriam balizar os investimentos do mercado — aquele que, segundo o petista, ‘não tem pena das pessoas que passam fome’”, completou o texto.

A cobiça do governo Lula

Lula Estadão
Para a Folha, as frequentes críticas de Lula à gestão da ex-estatal são uma tentativa de intimidação | Foto: Ricardo Stuckert / PR

Já a Folha escreveu que as investidas de Lula sobre a Vale, e também sobre a Petrobras, “explicitam o intervencionismo que resultou em desastres no passado recente”.

O veículo de comunicação explica que as duas gigantes têm duas coisas em comum: lideram setores centrais para investimentos e exportações do país e são alvo da “cobiça do governo Lula”.

Ao citar a carta de Penido, a Folha diz que há “sinais alarmantes de mandonismo governamental” nos rumos das duas companhias.

O documento afirma que o processo sucessório no comando da mineradora “vem sendo conduzido de forma manipulada, não atende ao melhor interesse da empresa e sofre evidente e nefasta influência política”. O conselheiro se referia, especialmente, à recente busca do Planalto para instalar o ex-ministro Guido Mantega no cargo.

Na visão do jornal, até as frequentes críticas de Lula à gestão da ex-estatal são uma tentativa de intimidação. Esse tipo de pressão, segundo a Folha, espanta investidores. “E os mesmos movimentos obscuros de Brasília recaem sobre a Petrobras”, criticou.

Na última semana, a petroleira anunciou a decisão de limitar ao mínimo obrigatório a distribuição de dividendos relativos a 2023, o que contrariou a diretoria da empresa. Para piorar a situação, vieram as costumeiras “declarações destrambelhadas” de Lula, como classificou a Folha.

Em entrevista ao SBT, o petista afirmou que a Petrobras não pode pensar apenas em seus acionistas, mas em “200 milhões de brasileiros que são donos dessa empresa”.

“A declaração só alimentou os temores de que o governo petista vá impor mais de sua agenda política e ideológica à gestão da estatal, como se nada tivesse aprendido com os escândalos de corrupção e prejuízos bilionários do passado recente”, escreveu a Folha de São Paulo.

Informações Revista Oeste

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