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Sindicatos afirmam que a decisão fragiliza princípios da comunicação pública

José Luiz Datena posa ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Ricardo Stuckert/PR
José Luiz Datena posa ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e os sindicatos de jornalistas do DF, de SP e do RJ divulgaram, nesta terça-feira 2, uma nota contra a ida de José Luiz Datena à Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O apresentador e ex-candidato deve integrar a programação da TV Brasil e da Rádio Nacional.

A manifestação das entidades sustenta que a escolha expõe a falta de um plano duradouro para a EBC. O texto lembra que a empresa chega ao quarto presidente em três anos e afirma que a gestão atual, liderada por André Basbaum, não apresentou medidas que reforcem os objetivos previstos na lei que instituiu o sistema público de radiodifusão.

Entidades listam violações de Datena e questionam estatal

Segundo a nota, a carreira de Datena em redes privadas consolidou práticas consideradas incompatíveis com emissoras públicas. As entidades citam desrespeito a direitos individuais, exposição irregular de pessoas, estímulo a atitudes ilegais e conteúdo com caráter discriminatório. O documento menciona ainda um relatório do Conselho Nacional de Direitos Humanos, de 2016, que analisou programas “policialescos” e registrou uma série de casos associados ao gênero.

O grupo também resgata o histórico recente da EBC. A nota aponta que a empresa perdeu autonomia em 2016 e enfrentou riscos de privatização nos anos seguintes. O texto afirma ainda que a EBC convive com falta de pessoal e não tem um plano de carreiras. A direção também resiste à realização de concurso público. No mesmo trecho, as entidades afirmam que o quadro atual tem 30% menos profissionais que em 2016.

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As críticas incluem o custo de terceirizações e o gasto previsto com a entrada de Datena, mesmo diante de alertas internos sobre restrições orçamentárias. Para os sindicatos, a escolha contrasta com a necessidade de ampliar conteúdos educativos, culturais e científicos, conforme determina o artigo 223 da Constituição.

Informações Revista Oeste

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