“Como informou no ar durante a transmissão da Copa, Luis Roberto desenvolveu uma sinusite por conta das bruscas mudanças de temperatura e da secura do clima no Catar. O narrador já está medicado e vai se poupar nos próximos dias para se recuperar completamente”, informou a emissora. A previsão é que ele retorne ao trabalho na sexta (25) ou até antes, caso consiga se recuperar nas próximas horas. Ele estava escalado para narrar Alemanha x Japão nesta quarta (23), mas a Globo mudou tudo às pressas.
“O jogo entre Marrocos e Croácia será narrado por Rembrandt Jr., com comentários de Richarlyson e Zé Roberto. E a partida entre Alemanha e Japão será comandada por Renata Silveira, que terá ao seu lado os comentaristas Ricardinho e Paulo Nunes”, explicou a empresa, em nota.
Luis Roberto narrou partidas em três dias consecutivos. Ele comandou a transmissão da abertura da Copa do Mundo no domingo (20), substituindo Galvão Bueno, que precisou adiar a viagem ao Catar para se recuperar da Covid-19 –o principal narrador da Globo estreará no jogo da Seleção Brasileira, na quinta-feira (24).
No jogo da França nesta quarta, a voz de Luis Roberto foi bastante exigida e ele precisou narrar cinco gols. Apesar de não ter a mesma força para soltar o grito, ele conseguiu vibrar todas as vezes que a rede balançou.
Após os comentários na web sobre a voz, o locutor se explicou ao vivo. “A alergia me pegou aqui, a sinusite deu o ar da graça, mas de qualquer forma a gente vai fazendo o melhor”, justificou.
Na equipe de narradores da Globo na TV aberta, apenas ele e Galvão Bueno estão no Catar. Cleber Machado, Renata Silveira e Gustavo Villani têm comandado as partidas dos estúdios da emissora no Rio de Janeiro.
A Rede Globo renovou o contrato com a Fifa (Federação Internacional de Futebol) para transmitir a Copa do Mundo 2026 e o Mundial feminino de 2023, mas sem exclusividade. O canal detém os direitos de transmissão dos torneios da federação desde 1970.
Diferentemente de contratos anteriores, o novo acordo assegura à emissora a transmissão dos jogos em todas as suas plataformas (TV aberta, TV por assinatura e mídias digitais, como o Globoplay). Contudo, não tem uma cláusula de exclusividade. Isto é, o contrato permite que a Fifa comercialize cotas para transmissão destes jogos com outras emissoras e empresas de comunicação no país.
O contrato atual vence em 2022, logo depois da Copa do Qatar, e garante à emissora a exclusividade na transmissão do torneio em TV aberta e TV por assinatura.
O Grupo Globo paga, anualmente, US$90 milhões (R$ 484 milhões) para a Fifa pelos direitos de transmissão da Copa do Mundo e de outros torneios organizados pela entidade. O contrato, renovado em 2015, incluía as edições de 2018 e 2022 da Copa do Mundo, os Mundiais femininos e das categorias de base (sub-17 e sub-20).
Em 2020, durante a pandemia e com queda na receita, o Grupo Globo abriu mão da exclusividade na transmissão do torneio nas plataformas digitais. Por isso, a Copa do Mundo no Qatar será a 1ª em anos em que os torcedores poderão acompanhar os jogos em outras mídias, como o canal do youtuber Casimiro.
Com a saída da Globo, a Live Mode, fundada em 2017 pelos ex-donos do canal Esporte Interativo, ficou responsável pela comercialização de cotas para transmissão do mundial do Qatar.
Leia o que diz a emissora sobre a renovação do acordo:
“A Globo é parceira da Fifa há mais de 50 anos. Desde 1970 é através das transmissões da Globo que o torcedor brasileiro se conecta com as emoções da competição de futebol mais importante do mundo. A Globo detém os direitos do próximo ciclo, 2023-2026, para suas plataformas, incluindo a Copa do Mundo Feminina de 2023 e o Mundial masculino de 2026.”
DISPUTA JUDICIAL
Em 2020, no 1º ano da pandemia, a emissora perdeu receita e entrou com uma ação judicial para reduzir o valor das parcelas de seu contrato com a Fifa. Justificou o pedido baseado em uma nota divulgada pela própria federação sobre as incertezas de realização de disputas esportivas naquele ano. Também citou o impacto da emergência sanitária na receita da emissora.
A juíza Maria Cristina de Lima Brito, da 6ª Vara Empresarial de Justiça do Rio de Janeiro, responsável pelo caso, concedeu liminar favorável à emissora e determinou a suspensão do pagamento até o contrato ser apreciado e julgado na Suíça, onde fica a sede da Fifa e o acordo foi assinado.
No início de 2021, a TV Globo e a Fifa chegaram a um acordo. A emissora, porém, teve de transmitir, em TV aberta, as Copas do Mundo de futebol de areia e futsal.
PERDEU MAIS
A perda de exclusividade da TV Globo na Copa do Qatar surpreendeu porque nos últimos anos a emissora também deixou de transmitir a Fórmula 1 –transmitida pela Band– e a Copa Libertadores –veiculada no SBT.
Leão Lobo já foi uma das principais figuras do sofá do Fofocalizando, no SBT. No entanto, durante a pandemia, ele foi dispensado por Silvio Santos, junto com Mamma Bruschetta e Lívia Andrade.
Apesar de estar fora do grupo, o jornalista das celebridades segue ligado em tudo o que acontece na emissora. Em entrevista ao Super-Sônico Podcast, ele falou sobre quem deverá assumir o comando do canal, quando Silvio Santos se aposentar de vez.
“Renata [a filha caçula] é quem manda em tudo. Ela está no lugar do primo, Guilherme Stoliar, que era presidente do grupo. Essas mudanças todas que estamos vendo são por conta dela. Ela estudou economia nos Estados Unidos e tem uma visão muito comercial”, apontou.
Denúncia é da repórter Giovanna Mel, que trabalhou na emissora
BOMBA: ex-jornalista da Globo confessa que a ordem da emissora era esconder as fraudes sobre pessoas que morreram de diversas doenças, mas no laudo saía Covid. Armaram tudo para culpar o Presidente e ficar o dia inteiro mentindo para o povo. NÃO HOUVE 700 MIL MORTES. GOLPE! pic.twitter.com/PoJfsUVHzY
A Rede Globo impedia a divulgação de notícias verdadeiras sobre a covid-19, revelou a repórter Giovanna Mel, que trabalhou na emissora durante anos. Em entrevista ao canal Cara a Tapa, do YouTube, a jornalista disse ter recebido diversas denúncias de falsos relatos de morte pela doença. Contudo, a empresa determinava que os casos não fossem apurados.
“Recebi denúncias de pessoas que estavam recebendo diagnóstico de covid, mas que haviam morrido de câncer, de acidente de carro”, contou Giovanna, em conversa com o jornalista Rica Perrone. “Eu mandava para amigos da Globo, e eles diziam: ‘Giovanna, a gente sabe, mas não podemos dar. Estamos recebendo denúncias, assim como você. Não podemos publicar isso’.”
A ex-repórter da Globo disse que “vários” colegas pediram demissão da emissora por causa da cobertura jornalística sobre a pandemia. “Aí, entrei no Instagram e percebi que precisava falar disso. E comecei a divulgar”, explicou.
A jornalista revelou que, para entrar na emissora, precisou se adequar aos “valores de esquerda”. “Minha redação foi muito bem vista pelo RH da Globo”, disse Giovanna. “Eu defendi as manifestações que ‘não eram só pelos 20 centavos’. Não sabíamos exatamente o que eram aquelas manifestações de 2013. Eram ‘vamos para a rua’, ‘vamos tirar a Dilma’. Meus argumentos eram totalmente de esquerda, luta de classes.”
Movimento de apoio LGBT se manifestou contrário à declaração da atriz Cássia Kis que, em entrevista recente, disse que “homem com homem não faz filho”.
O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT acionou o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ao apresentar uma Ação Civil Pública contra Cássia pelo crime de homofobia. O movimento pede reparação coletiva da ordem de R$ 250 mil, “para fins de promoção de políticas e programas direcionados ao enfrentamento da discriminação”. Há também o pedido por retratação pública.
O Arco-Íris também entregou a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância uma notícia-crime relatando os mesmos fatos. O pedido é para que seja apurada a ocorrência de crime por parte de Cássia, com a possível abertura de ação penal.
“Não existe mais homem e mulher, mas mulher com mulher e homem com homem, e homem com homem não dá filho, nem mulher com mulher”, constatou a atriz. “Como a gente vai fazer?”
Cássia criticou ainda o ensino da ideologia de gênero nas escolas, considerada fake newspela imprensa tradicional. “Eu recebo as imagens inacreditáveis de crianças de 6, 7 anos se beijando”, observou. “Duas meninas dentro de uma escola se beijando, onde há um espaço chamado beijódromo.”
No perfil oficial de Cássia Kis no Instagram, esquerdistas chamaram a atriz de “homofóbica”, “bêbada”, “drogada” e que “vai pagar pelos comentários”.
Em nota, a Globo manifestou-se, ao reforçar seu “compromisso com a diversidade e a inclusão e repudia qualquer forma de discriminação”.
Ato ocorreu durante prisão de ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ)
O assessor parlamentar Diogo Lincoln Resende foi exonerado do gabinete do vereador Robson de Souza (PSDB-RJ). No domingo 23, Resende estava ao lado de fora da casa do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) e agrediu o repórter cinematográfico Rogério de Paula, 59 anos, da InterTV, afiliada da TV Globo.
“Viemos a público externar repúdio às atitudes do assessor parlamentar Diogo Lincoln Resende, no episódio ocorrido em Comendador Levy Gasparian”, comunicou nesta segunda-feira, 24, a Câmara Municipal de Três Rios. “O vereador Robson de Souza não teve outra alternativa e solicitou à presidência a exoneração imediata do servidor.”
O jornalista levou um soco, caiu no chão e bateu a cabeça. Conforme a emissora, ele teria tido uma convulsão. A câmera que ele usava para trabalhar quebrou.
Rogério de Paula foi socorrido por pessoas que estavam no local e foi levado ao Hospital Nossa Senhora da Conceição para realizar exames. Segundo a InterTV, a vítima está lúcida e não existe sangramento. A emissora comunicou que vai registrar um boletim de ocorrência contra o agressor.
Uma equipe da Polícia Militar abordou o suspeito, mas em seguida ele foi liberado, de acordo com a empresa. Já a Polícia Civil afirmou que está ouvindo testemunhas sobre o caso e que o depoimento do repórter será ouvido assim que ele tiver alta médica. “A investigação está em andamento para apurar o crime de lesão corporal”, informou.
Em nota, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas do Rio repudiaram a violência contra o repórter da Globo.
“A Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro repudiam e condenam mais esse ato de violência contra um trabalhador da mídia”, comunicaram. “Ao mesmo tempo, cobram das autoridades a apuração e punição do agressor.”
Às 2h15 da madrugada desta sexta-feira (21), a produção da Fazenda 14 anunciou oficialmente a expulsão de Tiago Ramos e Shayan Haghbin após uma briga que culminou em agressão de ambas as partes. No comunicado, foi pedido para que os confinados arrumassem as malas do Tiago. Sendo assim, tanto um quanto o outro terão valores descontados na 3ª parcela do cachê pago pela Record TV.
“A produção decidiu retirar do programa os participantes Shay e Tiago. Ambos colocaram em risco a integridade um do outro e também dos outros peões”, informou o comunicado lido por Lucas Santos, Fazendeiro da semana.
Após o anúncio da produção, os participantes ficaram visivelmente chateados com a decisão e lamentaram o ocorrido.
Veja momento da agressão entre os participantes no vídeo abaixo.
No 3º dia após a invasão e “sequestro”, por hackers, de seus arquivos de reportagens, quadros e todo conteúdo armazenado que já foi exibido no passado ou o seria no futuro, a RecordTV enfrenta outro problema gravíssimo.
A coluna apurou nesta segunda (10) que, além de impedir funcionários de acessar os números de ibope dos programas, os invasores “sequestraram” também a “intranet” da emissora do bispo Edir Macedo.
Intranet é como uma “internet privada” (usa a mesma “base” de protocolos) e só pode ser acessada pelos funcionários ou colaboradores com permissão de uma empresa.
Os “hackers” se apossaram de todos os endereços e anos de conteúdos de e-mails trocados, enviados e recebidos por funcionários. O número de mensagens é incalculável.
Como esta coluna publicou no sábado, os programas jornalísticos e de entretenimento estão correndo para tentar cobrir os “buracos” criados com a impossibilidade de usar conteúdos gravados (tanto os já editados como os em estado “bruto”).
Clima de terror
Todos estão sem acesso aos seus correios eletrônicos e também ao sistema interno de mensagens.
A descoberta causou um verdadeiro clima terror na Record, porque os e-mails trocados por toda a cúpula da emissora (bispos) está nas mãos dos invasores desde sábado pela manhã.
Mensagens confidenciais, negociações com fornecedores e empresas e estratégias para a grade de programação de 2023: a Record perdeu acesso a absolutamente tudo.
O clima esquentou na Rede Globo na semana anterior. Isso porque, na última quarta-feira (29), a emissora precisou demitir um de seus funcionários, após alguns problemas envolvendo a apresentadora do “Encontro”, Patrícia Poeta. Em resumo, o profissional estaria vazando fofocas sobre a comunicadora em troca de dinheiro.
Segundo o colunista Guilherme Beraldo, após realizar uma reunião interna, a direção da Globo fez a descoberta: o funcionário criava notícias falsas a respeito de Patrícia Poeta e as vendia por um valor que podia ir dos R$ 50 até R$ 500. No entanto, acabou sendo pego no pulo e perdeu o emprego por tentar obter algumas notas da “onça” por fora.
Vale ressaltar que o profissional estava há 6 anos na casa e era um dos produtores do programa. Contudo, apesar de toda a situação desagradável, Patrícia Poeta, que assumiu o comando da atração ao lado de Manoel Soares após a saída de Fátima Bernardes, está feliz com o rumo que o “Encontro” está tomando e a nova cara que deu ao programa.
Emissora está em processo no qual pede renovação por mais 15 anos da permissão de funcionamento
TV Globo está com processo de renovação de concessão Foto: Divulgação
A atual concessão de 15 anos das cinco emissoras de TV aberta da Globo (Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Brasília) vence nesta quarta-feira (5). No entanto, apesar do prazo expirar, o canal não sairá do ar por questões legais que impedem que o sinal da emissora seja interrompido enquanto a nova concessão não é deliberada pelo Congresso.
Tal fato ocorre em razão do que está previsto no parágrafo 1°, do artigo 4°, da Lei 5.785/1972. O texto legal determina que “caso expire a outorga de radiodifusão, sem decisão sobre o pedido de renovação, o serviço será mantido em funcionamento em caráter precário”, o que significa dizer que a transmissão será mantida de forma provisória até que a situação seja definida.
A manutenção do serviço no chamado “caráter precário” foi inserido na legislação em 2017, com a redação dada pela lei n° 13.412. Atualmente, o pedido da emissora está com o Ministério das Comunicações, que vai avaliar a documentação apresentada pelo Grupo Globo no fim de setembro e enviará um parecer ao Palácio do Planalto.
A partir da avaliação do governo é que será enviada ao Congresso o pedido sobre o que deve ser feito com a concessão, se será renovada ou não por mais 15 anos. A decisão, no entanto, cabe apenas ao Legislativo, que é quem dará a palavra final sobre o caso.
Para que você entenda melhor como funcionam os trâmites de um pedido de concessão, o Pleno.News elaborou um guia que traz mais detalhes sobre o processo burocrático. Confira:
CONGRESSO É QUEM DECIDE PROCESSOS DE RADIODIFUSÃO Apesar de controlados por empresas privadas, os serviços de rádio e televisão são espécies de serviços públicos, e, por causa disso, são submetidos a controles e condições especiais de prestação. Para os serviços de radiodifusão, por exemplo, existem regras constitucionais específicas. Uma delas é a apreciação dos atos de outorga e de renovação de outorga pelo Poder Legislativo.
A Constituição estabelece que é do Congresso a responsabilidade de apreciar, em um prazo legal de 45 dias para a Câmara e de 45 dias para o Senado, os processos de radiodifusão, assim como as concessões, que só têm efeito legal se aprovadas pelos congressistas. Esse prazo, porém, acaba sendo flexibilizado, já que os serviços podem continuar sendo realizados em caráter provisório. As concessões de emissoras de TV são válidas por 15 anos e das emissoras de rádio, por 10 anos.
EXECUTIVO É RESPONSÁVEL POR VERIFICAR CRITÉRIOS A Constituição também estabelece qual é o papel do Poder Executivo na concessão das outorgas e renovações de concessão. O governo é o responsável por, na prática, implementar todas as etapas do procedimento licitatório, incluindo a verificação da regularidade fiscal e qualificação jurídica e econômico-financeira das concorrentes.
A questão da regularidade fiscal é, inclusive, um ponto crítico e citado quando o assunto é a concessão da TV Globo. Nos últimos anos, por exemplo, diversos artistas da emissora têm sofrido punições pela prática de pejotização, no que a Receita Federal já chegou a classificar como “associação criminosa” entre os profissionais e a Globo com objetivo de fraudar o Fisco.
Também cabe ao Poder Executivo verificar se, no período de vigência da outorga, a emissora cumpriu todas as determinações previstas na Constituição e na regulamentação legal e infralegal, como as restrições à veiculação de propaganda de bebidas alcoólicas e tabaco, cumprimento da classificação indicativa, preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas etc.
DESCUMPRIMENTO DE EXIGÊNCIAS PODE RESULTAR EM FIM DE CONCESSÃO O artigo 110 do Decreto nº 52.795, de 1963, destaca que o direito à renovação da outorga pela emissora decorre do cumprimento “das exigências legais e das finalidades educativas, culturais e morais a que se obrigou, condicionado à manutenção da possibilidade técnica e do interesse público”.
No mesmo regramento, o artigo 112 estabelece que a emissora deve encaminhar ao Poder Executivo requerimento solicitando a renovação da concessão ou permissão nos doze meses anteriores ao término do prazo da outorga. De acordo com o Congresso, em caso de descumprimento desses dispositivos, não há que se falar em renovação, mas em encerramento da concessão ou permissão.
Nessa hipótese, o artigo 113-A do decreto determina que seja declarada a “perempção” da concessão ou permissão. O mesmo artigo atribui ao Ministério das Comunicações a responsabilidade pela adoção das providências necessárias para a interrupção imediata da execução do serviço, sem prejuízo da manifestação do Congresso Nacional.
É importante lembrar, porém, que de acordo com a Constituição, o cancelamento de uma concessão ou permissão, antes de vencido o prazo, só pode ser feito mediante decisão judicial.
COMO É A TRAMITAÇÃO DE UMA CONCESSÃO NO CONGRESSO Os processos de radiodifusão tramitam de forma sequencial no Congresso Nacional, começando pela Câmara e terminando no Senado. Depois de tramitar pelo Poder Executivo no Ministério das Comunicações (MCOM) e na Casa Civil, o processo é remetido à Câmara via Mensagem Presidencial.
Na Câmara, o processo é numerado como TVR, termo técnico empregado na Casa para designar as proposições legislativas originadas dos atos de outorga e renovação de outorga que são encaminhados pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional, antes de sua transformação em Projeto de Decreto Legislativo (PDC).
A TVR então é remetida para a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicações e Informática (CCTCI), que avalia o mérito da proposição, dando origem ao respectivo PDC. O projeto segue então para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), onde são avaliados aspectos relacionados à constitucionalidade, legalidade, juridicidade e técnica legislativa da medida.
Caso a proposição seja aprovada em ambas as comissões (na CCTCI, como TVR, e na CCJC, como PDC), o PDC é considerado aprovado pela Câmara. Porém, ainda há situações em que o PDC é remetido ao Plenário da Casa, como no caso em que o processo trate de outorga ou de renovação de outorga e haja interposição de recurso assinado por um décimo dos parlamentares da Casa.
Além disso, o projeto também vai para o Plenário sempre que o processo tratar de não renovação da outorga, ou quando tratar de renovação de outorga, mas a CCTCI e/ou a CCJC concluírem pela não renovação. Caso a medida seja reprovada nas comissões, ela só será validada se for aprovada pela maioria dos parlamentares, em um quórum mínimo de dois quintos da Câmara.
No Senado Federal, o PDC aprovado pela Câmara é apreciado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática em caráter terminativo, ou seja, sem necessidade de ir a Plenário. Em caso de aprovação, é gerado, então, o Decreto Legislativo dispondo sobre o ato de outorga ou renovação, o qual é finalmente encaminhado à Casa Civil.
PRAZO PARA A CONCESSÃO PODE LEVAR ANOS Apesar de a Constituição determinar que os atos de outorga e renovação de outorga sejam apreciados pela Câmara dos Deputados em 45 dias (excetuando recessos), na prática, o tempo médio de tramitação é superior a esse prazo e pode levar muitos anos para ser finalizado.
O que motiva a demora do processo é, sobretudo, a necessidade do cumprimento de rígidos trâmites administrativos e regimentais internos, que envolvem, inclusive, a manifestação de duas comissões temáticas distintas. Embora o tempo médio de tramitação na Câmara exceda em muito o limite, os prazos praticados pelo Poder Executivo também são dilatados.
Dados levantados pela Subcomissão Especial de Radiodifusão da Câmara indicam que o tempo médio de tramitação no Poder Executivo dos processos de renovação de outorga de emissoras FM em 2006 era de quase sete anos, enquanto na Câmara esse prazo era de 227 dias.