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Empresa diz que desativou contas de usuários envolvidos e salientou que novas medidas para combater violações foram implementadas

Spotify: Hackers invadem catálogo e copiam 99% das músicas da plataforma

O Spotify desativou as contas de um grupo de hackers ativistas que alegavam ter “copiado” milhões de arquivos de música e metadados do serviço de streaming.

Em uma publicação de blog, o grupo Anna’s Archives disse que copiou 86 milhões de músicas do Spotify e os metadados de 256 milhões de músicas — um processo conhecido como “scraping”— para criar um “arquivo de conservação” aberto para músicas. 

Em nota, a empresa afirmou que “identificou e desativou as contas de usuários maliciosos envolvidos no ‘scraping’ ilegal”. Além disso, salientou que novas medidas para combater violações foram implementadas: “Implementamos novas medidas de segurança para combater esses tipos de ataques de violação de direitos autorais e estamos monitorando ativamente qualquer atividade suspeita”, acrescentou em comunicado enviado à AFP.

Informações Metro1


Foto: Ascom PCBA

Uma importante ferramenta tecnológica, o Amber Alert tem a população como principal aliada da Polícia Civil para a localização de crianças desaparecidas. Neste mês de outubro, o Departamento de Inteligência Policial (DIP), por meio do Laboratório de Inteligência Cibernética (Ciber-Lab), reforça o convite para que todas as pessoas ajudem a trazer uma criança de volta para sua família. A população pode ligar para o 181 do Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e repassar informações do paradeiro.

Os casos de desaparecimento ocorridos no prazo máximo de até 72 horas são registrados nas delegacias especializadas e territoriais. Em seguida, o Amber Alert dispara avisos contendo informações de crianças ou adolescentes desaparecidos e em situação de risco iminente de lesão corporal grave ou morte. A ferramenta completou um ano no dia 8 de outubro, e os quatro casos reportados tiveram sucesso, as crianças foram localizadas.

Os informes são repassados pelas redes sociais Facebook e Instagram, por meio do feed (publicações sugeridas), para as pessoas com perfis nessas plataformas digitais, num raio aproximado de 160 km de distância do local onde o desaparecido foi visto pela última vez. A inclusão do cadastro do desaparecimento é feita pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que recebe a solicitação do Ciber-Lab do DIP, após informações registradas em delegacias.

Com informações da PCBA


Golpistas usam gravações curtas para validar números e criar fraudes sofisticadas

Foto: Ilustrativa/Shutterstock

Chamadas telefônicas que terminam em silêncio podem parecer inofensivas, mas especialistas alertam que elas fazem parte de um esquema conhecido como “golpe da voz”, uma tática usada por cibercriminosos para identificar números ativos, coletar amostras de voz e aplicar fraudes com inteligência artificial.

Segundo a Polícia Civil de São Paulo, o golpe começa com uma ligação de número desconhecido. Ao atender e dizer algo como “alô?”, o som é gravado para confirmar que a linha está ativa e pertence a uma pessoa real. Essas informações são vendidas em bancos de dados clandestinos e podem servir de base para golpes mais elaborados, como phishing, roubo de identidade e até clonagem de voz por IA.

Com apenas alguns segundos de áudio, criminosos conseguem treinar sistemas de inteligência artificial para recriar a voz da vítima, imitando tom, ritmo e até expressões emocionais. Assim, passam a ligar para familiares ou bancos, simulando pedidos de ajuda ou autorizações financeiras falsas.

Como se proteger?

Autoridades recomendam medidas simples, mas eficazes, como evitar atender números desconhecidos. Se atender e ninguém responder, desligue imediatamente. Outra dica é não dizer “sim” nem confirmar dados pessoais. Essas respostas podem ser gravadas e usadas de forma fraudulenta.

Você pode também ativar o bloqueio de chamadas desconhecidas no celular, além de nunca fornecer informações bancárias ou senhas por telefone.

Criar uma palavra-chave com familiares, para confirmar a identidade em situações suspeitas, também pode ser uma alternativa. E o mais importante é denunciar números fraudulentos às operadoras e à polícia.

Informações Bahia.ba


É essencial adotar boas práticas de proteção digital

Com o avanço da tecnologia, realizar operações bancárias se tornou mais fácil e acessível. Hoje, muita gente opta por utilizar o internet bankingpara pagar contas, transferir valores, consultar saldos e acessar diversos serviços diretamente do computador ou do celular. Essa praticidade, no entanto, também exige atenção redobrada com a segurança das informações e dos dados pessoais.

Para aproveitar os benefícios do internet banking com tranquilidade, é essencial adotar boas práticas de proteção digital. Mesmo que as instituições financeiras invistam constantemente em sistemas robustos e protocolos de criptografia, o cuidado do usuário faz toda a diferença para evitar riscos e fraudes.

Neste artigo, reunimos uma série de dicas práticas e acessíveis para que você possa utilizar o internet banking com confiança, minimizando vulnerabilidades e mantendo seus dados protegidos.

Entendendo os riscos mais comuns
Antes de falarmos das soluções, é importante compreender os principais tipos de ameaça que podem afetar o uso do internet banking:

Phishing: golpes que tentam enganar o usuário para obter senhas e dados bancários, geralmente por e-mail, SMS ou mensagens falsas.

Malwares e vírus: programas maliciosos que se instalam no computador ou celular e monitoram suas atividades, capturando dados confidenciais.

Redes Wi-Fi inseguras: conexões públicas ou desprotegidas que podem ser exploradas por hackers para interceptar suas informações.

Roubo de dispositivos: quando o aparelho que contém o acesso ao internet banking é perdido ou roubado, podendo expor dados importantes se não estiver protegido adequadamente.

Com esses riscos em mente, vamos às dicas que podem ajudar você a manter sua segurança digital.

Use dispositivos confiáveis e atualizados
A primeira linha de defesa começa pelo seu próprio equipamento. Seja no computador, notebook, tablet ou celular, é fundamental que o sistema operacional e os aplicativos estejam atualizados com as últimas versões disponíveis. As atualizações não servem apenas para melhorar o desempenho, mas também para corrigir falhas de segurança identificadas.

Além disso, evite acessar sua conta bancária em computadores públicos, lan houses ou dispositivos compartilhados. Em equipamentos que não são seus, é mais difícil garantir que não haja softwares maliciosos instalados.

Instale um bom antivírus
Programas antivírus são essenciais para bloquear tentativas de invasão, identificar arquivos suspeitos e proteger sua navegação online. Existem diversas opções no mercado, tanto gratuitas quanto pagas, e muitas oferecem recursos específicos para transações bancárias.

Ativar a proteção em tempo real e manter o antivírus sempre atualizado reduz bastante as chances de contaminação por malware, trojans e outros tipos de vírus que podem comprometer suas operações financeiras.

Evite clicar em links suspeitos
Um dos golpes mais comuns relacionados ao internet banking envolve mensagens falsas que imitam o visual de bancos ou instituições conhecidas. Esses e-mails ou SMS geralmente contêm links que direcionam para páginas falsas, com o objetivo de roubar suas credenciais.

Para se proteger, nunca clique em links enviados por remetentes desconhecidos ou duvidosos. Sempre que precisar acessar o site do seu banco, digite o endereço diretamente no navegador ou use o aplicativo oficial.

Desconfie também de mensagens que pedem “verificação de segurança”, “atualização de cadastro” ou “liberação de acesso urgente”. Bancos não solicitam esse tipo de ação por e-mail ou mensagem de texto.

Ative a verificação em duas etapas
A verificação em duas etapas (ou autenticação de dois fatores) é uma camada extra de segurança que ajuda a proteger sua conta mesmo que sua senha seja descoberta. Com esse recurso ativado, o acesso ao internet banking só é liberado após a confirmação de um código enviado por SMS, e-mail ou aplicativo autenticador.

Quase todos os bancos oferecem essa funcionalidade, que pode ser habilitada nas configurações de segurança do seu perfil. Vale muito a pena ativar esse recurso, pois dificulta bastante o acesso não autorizado.

Mantenha senhas seguras e evite repetições
Usar senhas fortes e únicas é uma das práticas mais eficazes para proteger suas informações. Evite usar combinações óbvias, como datas de nascimento, nomes próprios ou sequências simples como “123456”.

Prefira senhas com letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos. Outra recomendação importante é não repetir a mesma senha em diferentes serviços. Se possível, utilize um gerenciador de senhas para armazenar e organizar suas credenciais com segurança.

Trocar a senha periodicamente também é uma boa prática, especialmente se você suspeitar de alguma atividade incomum em sua conta.

Acesse apenas sites seguros
Sempre que for usar o internet banking pelo navegador, verifique se o endereço do site começa com “https://” e se há um cadeado ao lado da barra de endereço. Esses elementos indicam que a conexão é segura e que os dados trocados entre você e o site estão criptografados.

Sites que não apresentam esses sinais devem ser evitados, pois podem representar riscos à segurança de suas informações.

Desconecte-se corretamente após o uso
Muita gente se esquece desse detalhe, mas é fundamental encerrar a sessão do internet banking assim que terminar de usar. Fechar apenas a aba ou o navegador pode não ser suficiente em alguns casos.

Ao clicar em “Sair” ou “Encerrar sessão”, você garante que sua conta será bloqueada automaticamente, mesmo que alguém tente acessar o dispositivo logo em seguida.

Evite o uso do internet banking em redes Wi-Fi públicas
Cafeterias, shoppings, aeroportos e outros locais públicos costumam oferecer redes Wi-Fi gratuitas. Apesar de convenientes, essas conexões não são seguras e podem ser facilmente interceptadas por terceiros.

Para garantir sua privacidade, evite acessar sua conta bancária em redes públicas. Se for absolutamente necessário, utilize uma rede VPN confiável, que cria um canal criptografado entre você e a internet.

Ative notificações de movimentação
Outra forma de acompanhar a segurança da sua conta é ativar as notificações de movimentação por SMS ou pelo aplicativo. Dessa forma, você será alertado sempre que uma transação for realizada, podendo identificar rapidamente qualquer atividade suspeita.

Além disso, acompanhar as movimentações com frequência ajuda a manter o controle sobre sua conta e identificar possíveis irregularidades.

Cuide da segurança física do seu dispositivo
Nem sempre as ameaças vêm da internet. O furto ou perda de um celular, por exemplo, pode dar acesso direto à sua conta bancária, especialmente se o aplicativo do banco estiver aberto ou salvo com senha automática.

Para evitar esse tipo de situação:
– Use bloqueio de tela com senha, digital ou reconhecimento facial;
– Não salve senhas automaticamente em navegadores ou apps;
– Ative a função de rastreamento e bloqueio remoto do celular.

Com esses cuidados simples, você aumenta significativamente a proteção dos seus dados mesmo em caso de perda do aparelho.

Fique atento a atualizações do banco
Os bancos estão sempre atualizando suas plataformas para oferecer mais funcionalidades e segurança aos usuários. Fique atento às comunicações oficiais por canais verificados e mantenha o aplicativo sempre atualizado na loja oficial do seu sistema (App Store ou Google Play).

Ao manter o app atualizado, você garante acesso aos recursos de proteção mais recentes e reduz vulnerabilidades exploradas por versões antigas.

Utilizar o internet banking de forma segura é totalmente possível com alguns hábitos simples e eficazes. Com atenção aos detalhes, boas práticas digitais e o uso de ferramentas de proteção, é possível aproveitar toda a praticidade desse serviço sem abrir mão da segurança. Afinal, cuidar dos dados é tão importante quanto cuidar do próprio dinheiro.

Informações Pleno News


Abin testa 'WhatsApp estatal' para comunicação interna do governo

A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) informou ao Congresso Nacional que abriu a fase de testes de um novo aplicativo de mensagens instantâneas para uso interno do governo federal, em substituição a plataformas como o WhatsApp e o Telegram. A novidade foi dada pelo diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, à Comissão de Controle de Atividade de Inteligência do Congresso Nacional. As informações são da Folha de S.Paulo. 

Durante o governo Bolsonaro, a Abin suspendeu o uso de um aplicativo de mensagens próprio (batizado de Athena) e escanteou o sistema oficial para distribuição de alertas e relatórios de inteligência, argumentando a necessidade de agilizar a comunicação dentro do governo. Mas o uso do aplicativo da Meta para envio de informes de inteligência provocou um curto-circuito na Abin em 8 de janeiro de 2023. Informes de inteligência que apontavam o risco de ataque às sedes dos três Poderes foram enviados em grupos de mensagens ou diretamente a autoridades por meio do aplicativo.

Autoridades envolvidas no desenvolvimento do novo aplicativo afirmam que inicialmente o aplicativo seria usado apenas pelos integrantes do Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência), rede que reúne diferentes órgãos públicos para troca de informações de inteligência. Hoje, porém, a ideia é fornecer o app para toda a administração pública federal.

Informações Metrô 1


Atualização está sendo distribuída gradualmente e deve chegar a todos os usuários nos próximos dias

Foto: Divulgação

O WhatsApp liberou na quinta-feira (22) um novo recurso que permite realizar chamadas de voz em grupo de forma instantânea, sem que os usuários precisem sair da conversa. A funcionalidade, chamada “Conversas por voz”, já estava disponível em grupos grandes, mas agora passa a funcionar em qualquer grupo do aplicativo, independentemente do número de participantes.

Para iniciar uma conversa por voz, o usuário deve deslizar a tela para baixo e manter pressionado por alguns segundos dentro do grupo. A chamada será fixada na parte inferior do chat, permitindo acesso rápido aos controles da ligação e facilitando a visualização de quem está participando. Os demais membros podem entrar e sair da conversa a qualquer momento.

A atualização está sendo distribuída gradualmente e deve chegar a todos os usuários nas próximas semanas.

Informações Bahia.ba


Postagem alvo de questionamento sugere que Janja teria sido barrada com malas de dinheiro na Rússia

Janja Foto: EFE/EPA/THIBAULT CAMUS

A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou, nesta quarta-feira (14), a Meta – responsável pelas plataformas Instagram, Facebook, Threads, WhatsApp -, além do TikTok, para que removam, em até 24 horas, conteúdos considerados falsos sobre a viagem da comitiva do governo brasileiro à Rússia. A medida atende a um pedido da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República.

As publicações alvo do questionamento da AGU afirmam que a primeira-dama Janja da Silva teria sido barrada ao chegar na Rússia, carregando malas que estariam cheias de dinheiro, supostamente desviado de fraudes no INSS. Uma postagem que circula nas redes mostra o que seria uma imagem de Janja ao lado de diversas bagagens.

Na comunicação extrajudicial enviada pela AGU às empresas, o órgão diz que as mensagens publicadas possuem, no entanto, “conteúdo desinformativo com potencial de vulnerar a estabilidade institucional e de comprometer a integridade das políticas públicas tuteladas pela União”.

A AGU declara ainda que, caso as plataformas não removam o conteúdo solicitado, elas poderão incorrer em omissão culposa, ensejando sua responsabilização. Janja foi à Rússia a convite do governo russo, cumprindo agendas entre os dias 3 e 7 de maio, antes da chegada do presidente Lula (PT).

Informações Pleno News


Empresa de Mark Zuckerberg é acusada de praticar truste

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, experimenta os óculos Orion AR no evento anual Meta Connect, na sede da empresa, em Menlo Park, Califórnia – 25/9/2024 | Foto: Manuel Orbegozo/Reuters
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg: novas medidas para ajustar posicionamento da companhia depois das pressões políticas do governo democrata nos EUA | Foto: Manuel Orbegozo/Reuters

Um dos maiores embates jurídicos da história recente da tecnologia começou nesta segunda-feira, 14, entre a Meta, gigante das redes sociais comandada por Mark Zuckerberg, e a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC).

A ação antitruste pode resultar na divisão da empresa e obrigá-la a desfazer suas aquisições, como as do Instagram e do WhatsApp. A acusação defende que a Meta teria promovido uma estratégia deliberada para eliminar a concorrência, o que a FTC define como “comprar ou enterrar” (buy or bury).

Segundo a comissão, as aquisições de Instagram (em 2012) e WhatsApp (em 2014) foram motivadas por um desejo de eliminar potenciais ameaças e consolidar o monopólio da Meta sobre o mercado de redes sociais.

Em um e-mail interno citado pela FTC, Zuckerberg teria afirmado que comprar o Instagram visava “neutralizar um potencial concorrente”. Já sobre o WhatsApp, o CEO da Meta teria dito que o aplicativo de mensagens representava “um grande risco” para sua empresa.

A procuradoria vê nesses registros a prova de uma conduta anticompetitiva. “Eles decidiram que competir era difícil demais”, afirmou o advogado da FTC, Daniel Matheson. “Seria mais fácil comprar seus rivais do que enfrentá-los.”

O objetivo da FTC é forçar a Meta a vender o Instagram e o WhatsApp, sob a alegação de que essa é a única forma de restaurar a competitividade no setor. “A separação desses aplicativos permitirá que empresas menores disputem usuários e anunciantes, enfraquecendo o domínio da Meta”, declarou a comissão.

Zuckerberg defende ações da Meta

Zuckerberg foi o primeiro a depor no julgamento, cuja previsão é se estender por até dois meses. Em sua fala inicial, o executivo descreveu a evolução do Facebook desde os tempos em que competia com o falecido MySpace, até os dias de hoje, onde, segundo ele, as plataformas da Meta são muito mais do que simples redes sociais para amigos e familiares.

“Hoje somos um espaço amplo de descoberta e entretenimento”, declarou, em busca de ampliar a definição de mercado em que a empresa atua — uma estratégia para contestar a tese da FTC, que define a Meta como dominante no segmento de “redes sociais pessoais”.

A defesa da Meta sustenta que não há monopólio, já que seus principais produtos — Facebook, Instagram e WhatsApp — são gratuitos, e os concorrentes também. O advogado Mark Hansen afirmou que “o norte-americano médio usa mais de 40 aplicativos por mês”, e que perder tempo de tela significa perder receita publicitária. “Isso é economia básica.”

A FTC, por sua vez, alega que a qualidade dos serviços da Meta caiu justamente por causa do domínio que a empresa exerce. A concentração de mercado, segundo a acusação, reduz os incentivos para inovação, melhora de privacidade e competitividade.

Redes sociais da Meta
Meta é proprietária do Instagram, Facebook e WhatsApp | Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

As discussões também esbarram em questões políticas. O processo começou ainda no primeiro mandato de Donald Trump, em 2020, quando o presidente ameaçou Zuckerberg publicamente. No entanto, desde então, a relação entre os dois mudou.

A Meta doou US$ 1 milhão para a cerimônia de posse de Trump neste ano, pagou US$ 25 milhões em um acordo para encerrar um processo movido pelo ex-presidente depois de ser suspenso das redes da empresa e chegou a eliminar o programa de checagem de fatos de suas plataformas — uma decisão interpretada como um gesto em direção ao novo governo republicano.

Ainda assim, o presidente da FTC nomeado por Trump, Andrew Ferguson, garante que não haverá recuo. “Não pretendemos tirar o pé do acelerador”, afirmou, ainda que reconheça que obedecerá a ordens legais do presidente, o que mantém aberta a possibilidade de um eventual acordo entre Meta e governo durante o andamento do julgamento.

Para a Meta, a ameaça é existencial: seus sistemas e dados são profundamente integrados, e um desmembramento de Instagram e WhatsApp poderia desarticular sua engrenagem de bilhões em publicidade.

Informações Revista Oeste


O aplicativo pode ser proibido nos Estados Unidos

TikTok
Mesmo sem perspectiva de avanço, a oferta pode incentivar outros concorrentes a elevarem suas propostas | Foto: Reprodução/Flickr 

A Amazon enviou uma proposta ao governo dos Estados Unidos para adquirir o aplicativo de vídeos TikTok dos atuais proprietários chineses. A companhia encaminhou a oferta por meio de uma carta ao vice-presidente J.D. Vance, encarregado de intermediar a negociação nos EUA, e ao secretário de Comércio, Howard Lutnick.

Apesar do interesse, o governo norte-americano não considera a proposta como uma opção viável. De acordo com uma fonte próxima às tratativas, a proposta da Amazon enfrenta resistência interna. A empresa não se pronunciou sobre o assunto.

Mesmo sem perspectiva de avanço, a oferta pode incentivar outros concorrentes a elevarem suas propostas. Além disso, o envolvimento da Amazon nas tratativas pode proporcionar acesso a informações estratégicas sobre o desempenho financeiro do TikTok.

A TikTok Shop, unidade de e-commerce da plataforma, se tornou uma concorrente direta do marketplace do gigante americano.

O presidente Donald Trump se reuniu nesta quarta-feira, 2, com J.D. Vance e outras autoridades para analisar diferentes propostas de aquisição do TikTok. Entre as alternativas em discussão, está um consórcio que pode envolver a Oracle Corporation, a Blackstone Inc. e outros investidores de tecnologia. 

Donald Trump estabelece prazo para controladora do TikTok 

Trump estabeleceu o prazo até 5 de abril para que a ByteDance, administradora chinesa do aplicativo, transfira o controle do TikTok nos EUA, sob risco de o aplicativo ser proibido no país.

Ele já afirmou que pode ampliar esse período, caso necessário. O Congresso aprovou uma legislação para impedir que o governo chinês tenha acesso a dados sensíveis de cidadãos norte-americanos. O ex-presidente Joe Biden sancionou a medida no ano passado.

O governo já havia prorrogado o prazo anterior, inicialmente estipulado para 19 de janeiro. Mesmo que Trump autorize uma nova oferta, a conclusão da negociação depende da aprovação da ByteDance e do governo chinês. Até o momento, não há confirmação sobre a participação da empresa nas discussões.

O empresário Frank McCourt também permanece interessado na aquisição do TikTok. Em entrevista à Bloomberg Television, ele afirmou que sua proposta segue em avaliação.

“Teremos mais clareza ainda hoje ou, no mais tardar, até o dia 5”, disse McCourt. Ele considera improvável que gestão Trump finalize um acordo antes do prazo.

Informações Revista Oeste


Dono da Microsoft prevê que em uma década tecnologia assuma o papel de humanos em áreas como a medicina e a educação

Bill Gates, durante entrevista: humanos não serão necessários para muitas coisas, segundo o empresário | Foto: Reprodução/YouTube
Bill Gates, durante entrevista: humanos não serão necessários para muitas coisas, segundo o empresário | Foto: Reprodução/YouTube

O empresário Bill Gates previu que os avanços na inteligência artificial vão reduzir significativamente o papel da humanidade em muitas tarefas tradicionais. Conforme o bilionário, em menos de dez anos, as mudanças devem afetar diversos segmentos, como medicina e educação, resultando, inclusive, na substituição de médicos e professores.

Durante uma entrevista recente com o comediante Jimmy Fallon no “The Tonight Show” da NBC, o cofundador da Microsoft descreveu um futuro em que os humanos não são mais necessários “para a maioria das coisas”. Isso porque a tecnologia de IA executará prontamente tarefas que ainda exigem habilidades humanas especializadas.

Gates: mudanças profundas e assustadoras

Conforme reportagem do jornal norte-americano New York Post, hoje, áreas como medicina e educação ainda dependem de “um grande médico” ou “um grande professor”. Mas tudo deve mudar. “É muito profundo e até um pouco assustador, porque está acontecendo muito rápido, e não há um limite”, disse Gates.

No momento, há um debate sobre os papéis futuros que os humanos vão desempenhar em uma sociedade movida por IA. Enquanto alguns analistas sugerem que a ferramenta é um apoio principalmente à produtividade e à geração de oportunidades econômicas, outras correntes expressam receio quanto à estabilidade do emprego.

O CEO da Microsoft AI, Mustafa Suleyman, acredita que a transformação do trabalho pela IA terá um impacto “enormemente desestabilizador”. Em seu livro “The Coming Wave”, Suleyman escreve: “Essas ferramentas aumentarão apenas temporariamente a inteligência humana. Elas nos tornarão mais inteligentes e eficientes por um tempo e desbloquearão enormes quantidades de crescimento econômico, mas estão fundamentalmente substituindo o trabalho”.

Apesar de reconhecer potenciais interrupções, Gates continua otimista sobre as contribuições positivas da IA, incluindo avanços em tratamentos médicos, soluções climáticas e educação generalizada. No entanto, ele reconhece que certas atividades sempre permanecerão específicas do ser humano.

Informações Revista Oeste

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