A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do RJ (MPRJ) iniciaram na manhã desta segunda-feira (24) uma operação, intitulada de Lucas 12, com o objetivo de prender os envolvidos na morte do pastor Anderson do Carmo, assassinado com mais de 30 tiros no dia 16 de junho de 2019.
Para os investigadores, a deputada federal Flordelis (PSD-RJ), viúva do pastor, é a mandante do crime. A parlamentar, porém, não pôde ser presa em razão da imunidade parlamentar. Ao todo, oito pessoas foram presas na ação: seis filhas do casal, uma neta e um ex-PM. A mulher do policial ainda é considerada procurada.
Apesar do comércio já ter voltado a funcionar em praticamente todo o País, o presidente Jair Bolsonaro publicou um vídeo na manhã deste domingo defendendo novamente a reabertura dos estabelecimentos. Ele voltou a dizer que o governo não tem como manter o auxílio emergencial de R$ 600 por mês.
“Em março deste ano eu disse que teríamos dois problemas graves pela frente – o vírus e o desemprego – e que ambos deveriam ser tratados simultaneamente e com a mesma responsabilidade”, afirmou o presidente. “Cinco meses depois do meu pronunciamento, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirma que saúde e economia são inseparáveis”, completou, citando discurso de Adhanom feito na última sexta-feira (21).
Bolsonaro voltou a atacar autoridades que, segundo ele, “destruíram empregos nos últimos cinco meses”. Governadores e prefeitos de todo o País determinaram o fechamento de parte do comércio desde meados de março para aumentar os níveis de distanciamento social e reduzirem a pressão da pandemia de covid-19 sobre os sistemas de Saúde. Com a estabilização da curva de infectados pelo novo coronavírus, essas normas já começaram a ser flexibilizadas em todos os Estados.
O presidente citou a medidas tomadas pelo governo federal durante a pandemia no crédito e a possibilidade de suspensão de contratos e redução de salários e jornadas, com complemento dos rendimentos dos trabalhadores por parte da União – que preservou cerca de 10 milhões de contratos de trabalho. Bolsonaro lembrou ainda os cinco pagamentos mensais de R$ 600 do auxílio emergencial voltado aos trabalhadores informais, desempregados e beneficiários de programas sociais.
“Esse valor pode não ser muito para quem o recebe, mas é muito para o Brasil, que gasta por mês R$ 50 bilhões. O momento é de abrir o comércio com responsabilidade, voltar à normalidade e resgatar os empregos”, concluiu.
Com a flexibilização das medidas de restrição ao funcionamento de diversas atividades, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou a criação de 131.010 vagas com carteira assinada em julho, após quatro meses de resultados negativos no mercado de trabalho formal. De janeiro a julho deste ano, a perda de empregos ainda é de 1,092 milhão de vagas.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em debate pela internet na última quinta-feira (20) que errou ao negar a extradição do italiano Cesare Battisti em 2010.
Condenado à prisão perpétua na Itália por envolvimento em assassinatos promovidos na década de 1970 por grupos de extrema-esquerda, Battisti conseguiu refúgio no Brasil por quase uma década. O italiano só confessou envolvimento nos crimes após fugir da extradição e ser preso na Bolívia, já em 2019.
Segundo Lula, a confissão de Battisti foi uma “frustração” e uma “decepção” para todo mundo da esquerda que havia defendido o italiano. Hoje, o ex-presidente diz que não teria “nenhum problema” em pedir desculpas pela decisão.
“Eu acho que, como eu, todo mundo da esquerda que defendeu o Cesare Battisti ficou frustrado. Ficou decepcionado, sabe, e eu não teria nenhum problema de pedir desculpas à esquerda italiana, de pedir desculpas à família do Cesare Battisti, por ele ter praticado o crime que cometeu e ter enganado muita gente no Brasil”, declarou.
“Então, se nós cometemos esse erro, nós pediremos desculpas, não tenho dúvida nenhuma. Agora, ele conseguiu mentir para as pessoas de bem aqui no Brasil que acreditavam nele. Foi isso”, prosseguiu Lula.
O ex-presidente afirma que, em 2010, negou a extradição porque o então ministro da Justiça Tarso Genro acreditava na inocência de Battisti – em 2009, foi Tarso Genro que concedeu o status de refugiado ao italiano, com base nas alegações de perseguição política.
“Você percebe que não foi uma decisão fácil. O Tarso Genro me disse: ‘olha, não dá pra gente mandar ele embora porque ele pode ser detonado na Itália, e ele é inocente’. Toda a esquerda brasileira […] todo mundo defendia que o Battisti ficasse aqui”, disse.
A decisão, diz Lula, gerou oposição de amigos brasileiros, de representantes da esquerda italiana e do então presidente da Itália, Giorgio Napolitano.
“Quando ele é preso e ele confessa, foi uma frustração pra mim, porque ele comprometeu um governo que tinha uma relação extraordinária, ainda tenho, com toda a esquerda italiana, com toda a esquerda europeia. E ele não precisaria ter mentido, pelo menos para quem estava querendo acreditar nele”, afirmou Lula.
A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, segue firme em sua luta contra a pedofilia. Nesta sexta-feira (21), ela usou as redes sociais para revelar que apresentou um projeto de lei (PL), que prevê aumento de 50% da pena para casos específicos de abuso sexual.
– Apresentei PL que prevê aumento de 50% da pena quando o abusador for ministro de confissão, profissional de saúde ou profissional da educação. Chega de criminosos se aproveitarem da relação de confiança com a família – declarou.
Na próxima segunda-feira (24), às 19h, Damares participará de uma live de entrevista com o site Pleno.News. A ministra vai falar sobre o seu trabalho e também responderá a perguntas sobre temas como a violência contra a mulher, suicídio, abuso sexual, gravidez na adolescência e combate a pedofilia.
Na visita a mais um estado do Brasil nesta sexta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro foi novamente recepcionado com muita alegria por um enorme grupo de apoiadores. O destino da vez foi a cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde o chefe do Executivo participou de uma entrega de residências.
Aos gritos de “mito”, e com bastante barulho, Bolsonaro foi abraçado por centenas de pessoas. Como é de praxe, o presidente fez questão de cumprimentar o público que aguardava por ele no local. Esta é a terceira viagem do líder ao longo desta semana. Na segunda-feira (17), Bolsonaro esteve no estado do Sergipe e na terça-feira (18), ele viajou para o Mato Grosso do Sul.
A agenda do chefe de Estado nesta sexta-feira ainda inclui uma visita na cidade potiguar de Ipanguaçu, onde Bolsonaro entregará, simbolicamente, 23 sistemas dessalinizadores do Programa Água Doce, que atendem cerca de 5,3 mil pessoas, além do anúncio de ampliação de crédito para a carcinicultura.
O retorno do presidente para a capital federal está previsto para às 14h10, quando ele deve deixar a cidade de Ipanguaçu com destino à Brasília. As viagens para vários estados do Brasil se tornaram frequentes na agenda de Bolsonaro desde que o líder se recuperou da Covid-19. Ao longo das últimas semanas, o presidente já visitou cidades em todas as cinco regiões do país.
Nesta quinta-feira (20), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que é “plenamente possível” o Partido dos Trabalhadores (PT) não ter um candidato à Presidência da República em 2022. A declaração foi dada durante uma entrevista ao canal da TV Democracia.
De acordo com o Lula, o partido pode disputar o pleito com um candidato a vice-presidente ou mesmo outro cargo.
– Acho plenamente possível que o PT não tenha candidato à Presidência. O PT pode ter candidato a vice. O PT pode ser candidato a outra coisa. Isso é plenamente possível – destacou.
O ex-presidente, no entanto, disse que os outros partidos precisam apresentar um candidato “maior” do que algum petista.
– Não podem querer que o PT abra mão dessa grandeza que o povo lhe deu a troco de nada. Ou apresenta um candidato maior do que o PT ou não tem chance – ressaltou.
Lula também falou sobre um possível candidatura em 2022
– Não sei. Nunca vou dizer que sou ou o que não sou. Vou deixar chegar 2022, saber como estou, como está meu joelho, se não estou impedido de fazer alguma coisa. A única coisa que posso dizer com toda a força do meu coração, é que estou disposto a lutar, não sei não lutar, não sei ficar parado, não me conformo com o Brasil estar onde estar – apontou.
A aprovação recorde do presidente Jair Bolsonaro na pesquisa do instituto Datafolha divulgada naúltima semana, com 37% dos entrevistados opinando positivamente sobre o governo, foi impulsionada, entre outros fatores, pela mudança na avaliação dele entre entrevistados que moram na Região Nordeste, que ganham até dois salários mínimos ou que estão desempregados. No intervalo de um ano, desde estudo semelhante realizado em agosto de 2019, esses estratos sociais registraram aumento significativo no índice de pessoas que consideram o governo bom ou ótimo, bem como diminuição expressiva na taxa de rejeição. Os dados indicam que a alteração pode estar relacionada à concessão do auxílio emergencial durante a pandemia de Covid-19.
No Nordeste, em que 40% da população solicitou a assistência de R$ 600 mensais, houve o maior aumento relativo da aprovação bolsonarista no corte por regiões. Os entrevistados que consideram a administração boa ou ótima passaram de 17% em agosto de 2019 para 33% atualmente.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (20), durante sua live semanal nas redes sociais, que a escolha de ministros e presidentes de estatais com base em critérios técnicos e sem indicação de terceiros “ajudou a evitar que a corrupção florescesse no Brasil”.
Bolsonaro ressaltou ainda a prevenção para evitar os casos. “Não interessa pegar um corrupto na ponta da linha, mas evitar que a corrupção seja praticada”, disse ele, ao lado do ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Wagner Rosário. “A gente não quer prender ninguém. A gente só quer que ninguém faça nada de errado”, completou Bolsonaro.
Rosário destacou aplicação de um “filtro prévio” criado pela gestão Bolsonaro para impedir casos de corrupção em outros cargos do governo. “Estamos há 20 meses sem nenhum caso de corrupção no governo porque temos um ‘filtro prévio’ que evite que qualquer pessoa ocupe esses cargos”, observou. Para o ministro, o legado vai ajudar os próximos governos a manter as ações de combate aos ilícitos.
Ao comentar a respeito dos desvios envolvendo o combate à pandemia do novo coronavírus, Rosário estimou perdas em torno de R$ 3 milhões ou R$ 4 milhões. Ele afirma que R$ 117 milhões de recursos do auxílio emergencial de R$ 600 já devolveram os recursos, sendo eles 680 mil servidores públicos.
“Estamos abrindo processos e notificado os servidores. Quem não respondeu, vai responder por ter utilizado os recursos públicos de maneira incorreta […] Esse número vai cair bastante quando fizermos um filtro melhor desses dados”, garantiu o ministro.
Bolsonaro ainda destacou o papel das forças militares e federais no tráfico de drogas e armas em território nacional. “De maio pra cá, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) triplicou a apreensão de drogas e armamentos”, afirmou o presidente. Ele também disse que foi autorizada a abertura de concursos para 2.000 policiais federais.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, eafirmou que a Suprema Corte tem sido usada por partidos de oposição ao Governo Bolsonaro para intervir no trabalho feito pelo presidente.
O caso recente de discordância nas ações de acessos de dados da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), é, conforme dito por Marco Aurélio, uma das provas de que a Corte está atuando sob influências políticas.
“Como já disse em sessão do caso Abin, o Supremo está sendo utilizado pelos partidos de oposição para fustigar o governo. Isso não é sadio. Não sei qual será o limite”, revelou.
Pesquisa PoderData indica alta de 7 pontos percentuais na aprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro em relação ao último levantamento, realizado 15 dias antes. Passou de 45% para 52%. É o maior percentual registrado em 2020.
A taxa de rejeição manteve-se em queda. Caiu 5 pontos no período. Há pouco mais de 2 meses, a administração federal era rejeitada por 50% dos brasileiros. Hoje, são 40% os que desaprovam o governo.
O aumento da avaliação positiva coincide com o período em que Bolsonaro passou a evitar falar com a imprensa ou fazer ataques a adversários. Também com a retomada da agenda de viagens do presidente.
Na pesquisa concluída em 5 de agosto, 45% aprovavam o governo e 45% desaprovavam. A “boca de jacaré” havia fechado. Agora, abriu novamente, com as linhas se cruzando.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é realizada em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.
Os dados foram coletados de 17 a 19 de agosto, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 481 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.
Nas últimas duas semanas, a proporção dos que aprovam o governo Bolsonaro só não aumentou no grupo de quem recebe de 2 a 5 salários mínimos. Manteve-se estável.
Entre os que estão desempregados ou sem renda fixa, a avaliação positiva do governo Bolsonaro subiu 10 pontos percentuais. Passou de 50% para 60%.
A região Norte teve o maior crescimento da aprovação. Subiu 26 pontos percentuais em 15 dias. Passou de 44% para 70%. A desaprovação caiu de 43% para 23% –maior queda observada numa só região.
As pessoas de 25 a 44 anos e as de 60 anos ou mais passaram a avaliar melhor o governo. Houve alta de 12 pontos em cada grupo nos últimos 15 dias.
A maior queda na desaprovação ocorreu entre os que recebem mais de 10 salários e entre os moradores da região Norte: caiu 20 pontos em cada grupo. Entre os mais ricos, a proporção de descontentes com o governo passou de 68% para 48% em duas semanas.
O levantamento mostra ainda que o presidente enfrenta maior resistência entre os que cursaram o ensino superior: 60% desse grupo rejeitam o governo.
Os mais jovens foram os únicos que passaram a desaprovar mais a administração federal. Antes, a percepção negativa nessa faixa etária era de 39%. Agora é de 55% –alta de 16 pontos percentuais.
O PoderData também perguntou o que os entrevistados acham do trabalho de Bolsonaro como presidente: ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo. A avaliação positiva do desempenho pessoal do presidente teve alta de 6 pontos percentuais. Há duas semanas, era de 32%. Passou para 38%.
Os que consideram a atuação de Bolsonaro “regular” são 23% –variação dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.
A rejeição ao trabalho do presidente caiu 6 pontos em duas semanas. Manteve a tendência de queda registrada há 2 meses, quando os que desaprovavam o trabalho do presidente eram 48%.
Bolsonaro se sai melhor (mais “ótimo” ou “bom”) no Norte (59%), entre eleitores de 25 a 44 anos (45%), no grupo dos homens (46%) e sobretudo entre quem não tem renda fixa (46%).
O presidente tem sua pior avaliação entre os que recebem mais de 10 salários mínimos (56%), os que têm ensino superior (54%), nordestinos (43%), pessoas de 16 a 24 anos (46%) e mulheres (40%).
O PoderData também mostra como cada grupo socioeconômico avalia o presidente.
A aprovação de Bolsonaro teve alta de 12 pontos percentuais entre os desempregados e sem renda fixa. A percepção positiva do trabalho do presidente passou de 34% para 46% em duas semanas. O grupo representa 47% da população acima de 16 anos, segundo o IBGE. Esse estrato demográfico também é o que mais concentra beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600.
Entre os desempregados e sem renda fixa, 28% avaliam como “ruim” ou “péssimo” –houve queda de 5 pontos.
O levantamento mostra ainda que, entre os que recebem mais de 10 salários, 35% avaliam a atuação de Bolsonaro como “ótima” ou “boa”. Há duas semanas, eram 19% –alta de 16 pontos em 15 dias.
O PoderData ainda mostra como se posicionam os que acham o trabalho de Bolsonaro regular (23%).
O cruzamento dos dados indica que cada vez mais esse grupo passou a dizer que aprova o governo federal.
Há 2 meses, 42% dos que enxergam a atuação do presidente como “regular” aprovavam a administração federal. Agora são 66%. O PoderData mostra que a aprovação do governo segue trajetória de alta no Nordeste. Há pouco mais de 3 meses, 27% dos nordestinos avaliavam positivamente o governo. Hoje, são 48%.
A região tem o maior número de beneficiários do Bolsa Família, que durante a pandemia recebem em seu lugar o auxílio emergencial de R$ 600.
Segundo levantamento feito pelo Poder360, atualmente, o número de beneficiários do programa supera o de empregos com carteira assinada (o que exclui setor público) em 3 Estados do Nordeste (Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco).
O pagamento do auxílio emergencial termina neste ano. A intenção do governo agora é transformar o Bolsa Família no programa Renda Brasil, ainda a ser lançado. A estimativa é de beneficiar de 35 milhões a 40 milhões de pessoas com pagamentos no valor de R$ 300.