Partido disse que seus integrantes foram surpreendidos com a decisão e que o ex-juiz não comunicou que iria deixar a sigla
Sergio Moro ao lado da deputada Renata Abreu Foto: Saulo Rolim/Sérgio Lima/Danilo Martins/Podemos
Na noite desta quinta-feira (31), o Podemos lançou uma nota oficial para falar da saída de Sergio Moro do partido e disse que os integrantes da sigla souberam do fato por meio da imprensa. No documento, assinado por Renata Abreu, presidente nacional do partido, o Podemos afirmou que Moro não comunicou ninguém da legenda sobre sua decisão.
O ex-ministro da Justiça iria disputar a Presidência pela sigla, mas deixou o Podemos nesta quinta e já se filiou ao União Brasil. A expectativa é de que ele dispute uma vaga na Câmara dos Deputados.
Ao comentar o episódio, o partido disse que passou “mais de um ano de conversas até a filiação de Sergio Moro e o lançamento de sua pré-candidatura à presidência da República pelo Podemos, sempre respeitando seu momento de vida profissional e pessoal”.
A sigla disse que “jamais mediu esforços para garantir ao presidenciável uma pré-campanha robusta”, mas lembrou que “não tem a grandeza financeira daqueles que detém os maiores fundos partidários”.
“Para a surpresa de todos, tanto a Executiva Nacional quanto os parlamentares souberam via imprensa da nova filiação de Moro, sem sequer uma comunicação interna do ex-presidenciável”, disse o Podemos.
Por fim, o partido disse que seguirá focado “para apresentar aos brasileiros e brasileiras uma alternativa que olhe nos olhos sem titubear”.
Leia a íntegra da nota do Podemos:
Foi mais de um ano de conversas até a filiação de Sergio Moro e o lançamento de sua pré-candidatura à presidência da República pelo Podemos, sempre respeitando seu momento de vida profissional e pessoal e trabalhando para oferecer ao Brasil uma esperança contra a polarização dos extremos.
O Podemos jamais mediu esforços para garantir ao presidenciável uma pré-campanha robusta, a começar por um grande evento de filiação e por toda retaguarda necessária para deslocamentos em segurança pelo pais, com total garantia de recursos para sua futura campanha eleitoral.
O Podemos não tem a grandeza financeira daqueles que detém os maiores fundos partidários, como é sabido por todos. Mas tem a dimensão daqueles que sonham grande, com a convicção de que o projeto de um Brasil justo para todos vale mais do que o dinheiro.
Para a surpresa de todos, tanto a Executiva Nacional quanto os parlamentares souberam via imprensa da nova filiação de Moro, sem sequer uma comunicação interna do ex-presidenciável.
Seguiremos focados para apresentar aos brasileiros e brasileiras uma alternativa que olhe nos olhos sem titubear. E que, com firmeza de propósitos, nunca desista de sonhar. Porque, sim, juntos podemos mudar o Brasil!
Partido gastou R$ 200 mil com lançamento da pré-candidatura à Presidência e ainda pagou salário de R$ 22 mil ao ex-juiz por quatro meses
Ex-ministro da Justiça, Sergio Moro Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo
Nesta quinta-feira (31), o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, abandonou o Podemos e se filiou ao União Brasil para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. De acordo com o colunista Guilherme Amado, o ex-juiz custou ao Podemos ao menos R$ 288 mil.
Segundo o veículo, o partido gastou R$ 200 mil em um evento para lançar a pré-candidatura de Moro à Presidência em novembro do ano passado. Além disso, o Podemos ainda pagou uma salário mensal ao ex-juiz durante o tempo em que ficou no partido.
Sergio Moro recebeu R$ 22 mil durante quatro meses. Ou seja, dezembro de 2021, janeiro, fevereiro e agora março.
O colunista ainda lembrou que os gastos podem ser maiores, já que não foram contabilizados itens como segurança e transporte.
Nesta quinta-feira (31), o presidente Jair Bolsonaro exonerou o ministro da Defesa, Walter Braga Netto. O general passará a ocupar o cargo de assessor especial do gabinete pessoal do presidente da República.
O militar é o maior cotado para ser vice-presidente de Bolsonaro na chapa eleitoral deste ano. A mudança de posto, na prática, dá mais tempo a Braga Netto para permanecer no governo antes que tenha de deixá-lo para concorrer como vice.
A legislação determina que ordenadores de despesas não podem se candidatar a postos públicos. A saída deve ser feita até seis meses antes das eleições.
No caso de outros servidores públicos, no entanto, o afastamento pode ocorrer até três meses antes do pleito.
A exoneração de Braga Netto foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira. Caberá ao general Paulo Sérgio Nogueira assumir o posto de ministro da Defesa.
Ex-presidente quer saber sobre supostas irregularidades financeiras do filho de Joe Biden na Rússia e Ucrânia
Donald Trump e Vladimir Putin em reunião em Helsinque, no ano de 2018 Foto: EFE/HEIKKI SAUKKOMAA/LEHTIKUVA HANDO
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, para divulgar informações sobre supostos crimes financeiros que teriam sido cometidos pelo filho do presidente Joe Biden em consultoria a países da Europa Oriental. Para o republicano, o Kremlin deve possuir a “resposta” e talvez esteja disposto a revelá-la após os recentes atritos com Biden.
– Enquanto Putin não é exatamente um fã de nosso país, deixe-o explicar… por que a esposa do prefeito de Moscou deu aos Bidens, ambos, US$ 3,5 milhões? Isso é muito dinheiro. Ela deu a eles 3,5 milhões de dólares [R$ 16,740 milhões]. Então, agora eu acho que Putin saberia a resposta para isso. Acho que ele deveria liberá-lo. Acho que devemos saber essa resposta – declarou Trump, em entrevista ao JustTheNews, em sua casa no sul da Flórida.
A acusação citada por Trump consta em um relatório de 2020 dos republicanos sobre suposto caso de corrupção nos negócios de Hunter, na época em que o democrata era vice-presidente. Segundo os republicanos, uma empresa de investimentos cofundada por Hunter recebeu uma transferência de 3,5 milhões de dólares por parte de Elena Baturina. A empresária foi casada com o ex-prefeito falecido de Moscou, Yury Luzhkov.
Atualmente, Hunter Biden é alvo de investigação no Departamento de Justiça. Ele nega ter cometido o crime e afirma que será inocentado tão logo que a apuração seja concluída.
– Hunter Biden não tinha interesse e não era cofundador da Rosemont Seneca Thornton. Então a alegação de que ele recebeu 3,5 milhões de dólares é falsa – disse seu advogado, George Mesires, ao PolitiFact em 2020.
Durante evento na UERJ, ex-presidente chamou Bolsonaro de “boçal”
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: Marlene Bergamo/Folhapress
Nesta quarta-feira (30), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um evento na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) ao lado de outros petistas e políticos de esquerda. E durante seu discurso, ele disparou críticas contra o presidente Jair Bolsonaro e contra as Forças Armadas.
– O papel dos militares não é puxar saco de Bolsonaro nem de Lula. Eles têm que ficar acima das disputas políticas. Exército não serve para política, ele deve servir para proteger a fronteira e o país de ameaças externas – ressaltou.
Lula se referiu a Bolsonaro como um “boçal”.
– Ele é tão frágil e boçal que, como não tem partido político, pegou a camisa da seleção e a bandeira dizendo que é o partido dele. Vamos mostrar que as cores da bandeira brasileira não são desse fascista. Essa bandeira é nossa – apontou.
Lula também criticou as políticas econômicas do governo e o alto preço dos produtos no país.
– Não é falta de carne, de arroz, de feijão, de soja, é falta de vergonha na cara das pessoas que governam esse país. Eles têm uma solução fácil: ‘vamos vender Petrobras, a BR, gasoduto, os Correios, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, o BNDES. Porque, como eles não sabe governar, só querem vender o que está pronto. É como se você casasse e seu marido ao invés de trabalhar falasse ‘amor, vamos vender a geladeira’ – destacou.
A Polícia Federal (PF) concluiu que não houve crime do presidente Jair Bolsonaro no caso da suposta interferência na corporação. De acordo com relatório enviado hoje (30) ao Supremo Tribunal Federal (STF), o delegado responsável pelo caso afirma que os atos de nomeação foram feitos “dentro da legalidade e formalizados conforme a praxe administrativa”.
A abertura do inquérito sobre a suposta interferência na PF foi autorizada em abril de 2020, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O objetivo era apurar declarações do ex-juiz Sergio Moro, que, ao se demitir do cargo de ministro da Justiça, naquele ano, acusou o presidente de tentar interferir na PF por meio da troca do então diretor Maurício Valeixo, indicado por Moro.
O relatório pede o arquivamento do inquérito pela “inexistência de ingerência política”.
“No decorrer dos quase dois anos de investigação, dezoito pessoas foram ouvidas, perícias foram realizadas, análises de dados e afastamentos de sigilos telemáticos implementados. Nenhuma prova consistente para a subsunção penal foi encontrada. Muito pelo contrário, todas testemunhas ouvidas foram assertivas em dizer que não receberam orientação ou qualquer pedido, mesmo que velado, para interferir ou influenciar investigações conduzidas na Polícia Federal”, diz o relatório.
Em depoimento prestado no ano passado, Bolsonaro disse que nunca interferiu no trabalho da corporação.
Segundo Bolsonaro, a substituição de Valeixo foi solicitada a Moro devido à “falta de interlocução que havia entre o presidente da República e o diretor da Polícia Federal”. O presidente declarou que sugeriu o nome do delegado Alexandre Ramagem, que fez sua segurança durante a campanha eleitoral de 2018, embora não tivesse nenhuma insatisfação com o trabalho do então diretor.
O Departamento de Justiça dos EUA e o FBI estão oferecendo recompensa de até US$ 5 milhões (cerca de R$ 24 milhões) a quem fornecer informações que levem à identificação de destinatários de propinas da Odebrecht e da Brasken.
A iniciativa faz parte do chamado “Programa de Recompensas de Recuperação de Ativos da Cleptocracia”, aprovado pelo Congresso com objetivo de promover o compromisso do governo americano no combate à corrupção de governos estrangeiros.
A meta do programa, administrado pelo Gabinete de Terrorismo e Inteligência Financeira do Departamento do Tesouro, é “identificar e recuperar ativos roubados, confiscar os lucros da corrupção e, quando apropriado e viável, devolver esses bens roubados ou valores ao país prejudicado pelos atos de corrupção”.
A recompensa será paga a quem fornecer informações que levem à retenção ou apreensão, confisco ou repatriação de ‘ativos roubados’, conforme definido na lei.
No comunicado divulgada nas redes sociais, o Tesouro americano lembra que a Odebrecht admitiu em seu acordo de confissão de culpa, com o Departamento de Justiça dos EUA, que pagou US$ 788 milhões em propinas para ou em benefício de funcionários do governo em 12 países, incluindo Angola, Argentina, Brasil, Colômbia , República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela entre 2001 e 2016. A Braskem SA, por sua vez, é a petroquímica criada pela Petrobras em sociedade com a Odebrecht, e também usada no esquema do petrolão.
Nos EUA, os responsáveis pela cleptocracia brasileira estariam todos presos e com seus bens confiscados, e não livres para disputar eleições e perseguir juízes, procuradores e delegados.
Senador afirmou que irá apresentar um requerimento de convite para que o ministro compareça à Casa
Senador Eduardo Girão Foto: Pedro França/Agência Senado
Nesta quarta-feira (30), o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) manifestou o desejo de chamar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele explique ao Senado o inquérito em que o deputado federal Daniel Silveira (União Brasil-RJ) é investigado. Girão disse que irá apresentar um requerimento de convite ao plenário da Casa.
A medida ocorre após o ministro do STF determinar que Daniel Silveira volte a utilizar a tornozeleira eletrônica. Para não cumprir a medida, o deputado chegou a passar a última noite em seu gabinete na Câmara.
Nesta quarta, Girão visitou Daniel Silveira e, ao deixar o local, anunciou que vai apresentar o pedido de convite ao Senado.
– Estou entrando com requerimento de convite no plenário do Senado para que o ministro Alexandre de Moraes seja ouvido pelo Senado, respeitosamente, que está incomodando muitos parlamentares e sociedade brasileira – destacou.
O senador lembrou ainda que chegou a apresentar pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes, mas que eles foram engavetados.
– O Senado Federal é corresponsável porque ao longo de décadas vem engavetando pedidos legítimos de colegas para se analisar. Sabendo que a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal são cumpridores dos seus deveres, mas alguns excessos a competência prerrogativa constitucional é do Senado. E o Senado infelizmente não tá cumprindo papel. Somos corresponsáveis por essa insegurança jurídica – apontou.
Durante evento no Rio Grande do Norte, o presidente afirmou ainda que o “bem vencerá” as eleições
Presidente Jair Bolsonaro em Parnamirim, no Rio Grande do Norte Foto: Clauber Cleber Caetano/PR
Nesta quarta-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro voltou a falar sobre as eleições deste ano e repetiu que será uma disputa do “bem contra o mal”. Ele disse que o “bem sempre venceu” e apontou ainda que “não serão 2 ou 3 que decidirão como serão contados” os votos no país.
As declarações ocorreram durante um evento na cidade de Parnamirim, no Rio Grande do Norte. De acordo com Bolsonaro, a vontade do povo está acima de tudo.
– Pode ter certeza que por ocasião das eleições os votos serão contados no Brasil. Não serão 2 ou 3 que decidirão como serão contados esses votos. Nós defendemos a democracia, nós defendemos a liberdade e tudo nós faremos até com sacrifício da própria vida para que esses direitos sejam de fato relevantes e cumpridos em nosso país – ressaltou o presidente.
O presidente disse ainda que o bem está ao lado da maior parte do povo brasileiro.
– Cada vez mais a população entende quem está do lado do bem e quem está do lado mal. A luta, como disse o pastor agora há pouco aqui, não é da esquerda contra a direita, mas é do bem contra o mal. E o bem sempre venceu. E dessa vez não será diferente: o bem vencerá. O bem está ao lado da maioria da população brasileira – afirmou.
Bolsonaro foi a Parnamirim para inaugurar a Estação de VLT Cajupiranga. Além do presidente, estiveram presentes os ministros do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho; da Casa Civil, Ciro Nogueira; e das Comunicações, Fábio Faria.
Luiz Fux pautou análise da ação penal contra o parlamentar para o próximo dia 20 de abril
Deputado Daniel Silveira caminha pela Câmara com um travesseiro na mão Foto: Futura Press/Estadão Conteúdo/Fátima Meira
Momentos depois de o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), cobrar agilidade do Supremo Tribunal Federal (STF) na definição das questões envolvendo o deputado federal Daniel Silveira (União Brasil-RJ), o presidente do STF, ministro Luiz Fux, marcou para o dia 20 de abril o julgamento da ação penal contra o parlamentar.
Em nota divulgada à imprensa, Lira havia afirmado que era “ideal que o STF analisasse logo os pedidos do deputado Daniel Silveira” e que a Justiça seguisse “a partir desta decisão mais ampla da nossa Corte Superior”. O presidente da Câmara ainda reforçou que “decisões judiciais devem ser cumpridas assim como a inviolabilidade da Casa do Povo deve ser preservada”.
Silveira passou a noite na Câmara dos Deputados e, por causa disso, não colocou a tornozeleira eletrônica, como foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na terça-feira (29), o parlamentar chegou ao seu gabinete carregando um travesseiro. Momentos depois, o deputado Luiz Lima (PL-RJ) foi ao local carregando um colchão.
Já nesta quarta-feira (30), Silveira recebeu a visita de vários parlamentares, entre eles o próprio Luiz Lima e também o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), além do senador Eduardo Girão (Podemos-CE). Todos protestaram contra a decisão de Moraes e criticaram as restrições aplicadas ao deputado
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o senador Lasier Martins (Podemos-RS) deve defender, na sessão desta quarta, que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), dê andamento ao pedido de impeachment de Moraes apresentado por Silveira e pelo advogado dele, Paulo César Rodrigues de Faria.