Durante um discurso, Claudio Branchieri, do RS, disse que o presidente é incapaz de reconhecer o que é certo e errado
‘Lula está sempre do lado errado da história’, afirmou o deputado em suas redes sociais | Foto: Reprodução/Twitter/X/ProfClaudioBran
Durante uma sessão na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, na quinta-feira 7, o deputado estadual Claudio Branchieri (Podemos-RS) criticou o presidente Lula.
De acordo com o parlamentar, Lula “é incapaz de reconhecer o que é certo e errado”. Branchieri se referiu a conflitos mundiais.
Em seu discurso, o parlamentar citou a falta de posicionamento do governo Lula para com o conflito entre Venezuela e Guiana.
“Lula já deveria ter condenado o referendo ilegal e imoral do ditador da Venezuela, amigo dele”, disse Branchieri. “Assim como não consegue criticar Putin, responsável por 200 mil mortes na Guerra da Ucrânia.”
Lula está sempre do lado errado da história! Por isso o Brasil passa vergonha todos os dias!! pic.twitter.com/vG5dxUehMo
Branchieri subiu o tom e chamou Lula de “anão moral”. O deputado lembrou as falas do presidente, sobre os ataques do grupo terrorista Hamas contra Israel. Uma delas foi quando Lula equiparou os atentados terroristas e a contraofensiva israelense.
“Lula vai à Al-Jazeera, a rede de televisão com maior audiência do mundo árabe, dizer que o direito de defesa de Israel aos atentados terroristas de 7 de outubro são piores que o próprio Hamas”, disse o deputado.
Branchieri acusou Lula de sempre estar “do lado do agressor, do lado expansionista”. “É uma vergonha ter um sujeito como esse na cadeira da Presidência do Brasil”, disse.
O deputado estadual Leandro de Jesus e o ex-ministro e presidente do PL Bahia, João Roma, participaram de manifestação em repúdio à indicação do ministro da Justiça Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal. O ato ocorreu na manhã deste domingo (10), no Farol da Barra, em Salvador.
Na oportunidade, ao fazer uso da palavra, Leandro de Jesus lembrou da morte de Cleriston Cunha, o Clezão, preso após os atos do dia 8 de janeiro e que acabou falecendo na Papuda mesmo tendo parecer à sua soltura da Procuradoria-Geral da República (PGR) e que não foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes.
“Eles pensaram que nós não voltaríamos às ruas. Mas estamos aqui, dizendo que não aceitaremos um comunista declarado no STF. Não podemos minimizar isto. Por onde passou, o comunismo deixou rastros de destruição. São doze meses de governo que vemos elevações de postos, gastos milionários com o dinheiro público e uma total falta de interesse com os brasileiros. Chegou a hora de dizer: fora Lula!”, disse o parlamentar.
Para o presidente estadual do PL, João Roma, as pesquisas sinalizam a insatisfação do povo com o STF. “O índice de rejeição popular ao Supremo só vai aumentar em caso de Fábio Dino vir a ser ministro da Corte. A passagem dele no Ministério da Justiça desabona a sua indicação”.
Além de Leandro e Roma, também esteve presente no ato o ex-candidato à Presidência da República, o Padre Kelmon, o presidente do Instituto Bahia Conservadora, William Farias, bem como lideranças conservadoras de toda Bahia.
Com cartazes, gritos de “Fora, Lula” e pedindo a “expulsão do comunismo no Brasil”, os patriotas presentes entoaram o hino nacional, fizeram um oração e pediram a volta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto.
O desempenho dos parlamentares foi avaliado como “ótimo” ou “bom” por apenas 18% dos eleitores, enquanto 43% consideraram o trabalho “regular”. Não souberam responder 4% dos entrevistados.
O Datafolha ouviu 2.004 eleitores, em 135 cidades do país, na última terça-feira (5/12). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O levantamento também mostrou que os eleitores que avaliaram positivamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registraram satisfação maior com o Congresso Nacional.
Dos 38% que consideraram o trabalho de Lula “ótimo” ou “bom”, 29% responderam da mesma forma em relação ao Legislativo.
Já quem reprovou o Poder Executivo também demonstrou insatisfação maior com os deputados e senadores: 46%.
Cenário de estabilidade
Os números apresentados mostraram estabilidade em relação à pesquisa anterior sobre o tema.
Em setembro deste ano, o trabalho de deputados e senadores foi reprovado por 33% dos entrevistados e considerado “ótimo” ou “bom” por 16%. O desempenho foi apontado como “regular” por 48% dos eleitores, e 4% não souberam responder quando questionados.
O levantamento anterior ouviu 2.016 pessoas, em 139 cidades do país, entre 12 e 13 de setembro. A margem de erro também foi de dois pontos percentuais para mais ou menos.
Presente na Argentina para participar da posse de Javier Milei, o ex-presidente Jair Bolsonaro teve uma recepção calorosa pelo povo, como é de costume. A multidão entoava gritos de “mito”, intercalados com os pedidos de “volta” à presidência do executivo brasileiro.
A declaração da presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PT-PR), que defendeu a ampliação dos gastos do governo federal em 2024 e uma meta de déficit primário de 1% sem contingenciamentos, gerou críticas de economistas e da oposição ao governo Lula (PT) neste sábado, 9. Os especialistas consideram que uma alteração na atual meta de déficit zero pode trazer problemas para a economia brasileira.
Ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP) em um congresso do partido em Brasília, Hoffmann argumentou que o aumento das despesas é necessário para a economia não desaquecer e que o crescimento econômico deveria ser um “mantra do governo”. Na visão da presidente do partido, Lula será “engolido” pelo Congresso caso perca popularidade, a exemplo do que ela considera ter acontecido com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Economistas, porém, projetam problemas caso a receita de Gleisi seja seguida.
“A consequência de mexer na meta de 2024 seria uma turbulência desnecessária com efeitos sobre juros, câmbio e inflação”, diz Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos. Ele pontua que o nível de gastos já subiu de 18% para 19% do PIB neste ano e que o arcabouço fiscal, que definiu a meta de déficit zero, apenas mantém esse patamar de despesas. “Não tem nada de arrocho ou coisa que o valha. Responsabilidade fiscal é chave para crescer. Desenvolvimento não é fruto de gasto público mal feito, mas de investimentos e exportações”, acrescentou.
Após a fala de Gleisi Hoffmann, Haddad disse que não é verdade que déficit significa crescimento econômico e citou que em governos anteriores de Lula houve superávit primário de 2% e a economia cresceu, em média, 4%. “Não existe essa correspondência, não é assim que funciona a economia”, rebateu o ministro.
Ex-diretor do Banco Central, o economista Alexandre Schwartsman avalia que a fala de Gleisi é mais um capítulo da disputa entre o PT, que pressiona por mais gastos, e Haddad. Ele considera que a dinâmica é parecida à do segundo governo Dilma, quando houve uma tentativa de corrigir os rumos na área econômica, mas não houve consenso político sequer dentro do PT.
“Tudo está indicando que essa meta zero é para inglês ver. O que o Fernando [Haddad] conseguiu foi que só se batesse o martelo em março. A grande verdade é que eles não querem contingenciar, então não se pode ter uma meta zero. As duas coisas não são compatíveis”, disse.
Relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o deputado Danilo Forte (União-CE) atendeu o governo e inseriu no texto na sexta-feira, 8, dispositivo que diminui o contingenciamento (bloqueio) máximo de despesas de R$ 52,7 bilhões para R$ 22,3 bilhões.
Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) também criticou a declaração de Gleisi Hoffmann. “Já assistimos esse filme, conhecemos seu enredo e o resultado. O PT não aprende com seus erros e quem sofre é o brasileiro mais humilde que eles dizem defender”, escreveu ele nas redes sociais.
Para o cientista político Luiz Felipe D’Avila, a presidente do PT repete o mantra de Dilma de que “gasto é vida”, o que segundo ele quase quebrou o Brasil ao produzir déficit fiscal, alta taxa de desemprego e inflação alta. “O PT não esqueceu e não aprendeu nada com os erros. Até hoje, não compreende que é abertura econômica, ganho de competitividade e de produtividade que gera crescimento econômico sustentável”, disse ele, que foi candidato a presidente da República pelo Novo em 2022.
Datafolha criou um ranking das preocupações no governo atual
Dino e Lula Foto: Ricardo Stuckert
De acordo com o ranking de preocupações dos brasileiros aferido pelo Datafolha, metade dos brasileiros consideram ruim ou péssima a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na área de segurança.
Dos 2.004 entrevistados, de 135 cidades, 50% avaliam a segurança como ruim e péssima, 29% consideram regular e 20%, ótima ou boa.
Outras áreas também preocupam os brasileiros, 23% dos entrevistados estão preocupados com a saúde, 10% com a segurança pública, 11% com a educação, 8% com a corrupção, 7% com fome/miséria, 7% preocupados com o desemprego e 6% com a economia.
Os temas com que os brasileiros menos se preocupam são: gestão do governo (4%), políticas públicas (2%), área social (1%), inflação (1%) e meio ambiente (1%).
Nesta quinta-feira (7), o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, apresentou um projeto de lei para incluir as escolas cívico-militares entre as diretrizes e bases da educação nacional. Com a medida, o governo federal teria que manter essa modalidade de instituição de ensino como opção aos estados e municípios.
O Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim) foi encerrado pelo governo federal em julho. O modelo foi instituído em setembro de 2019 pelo governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL). Nele, os educadores ficavam responsáveis pela área pedagógica dos colégios, enquanto militares passavam a cuidar da gestão administrativa.
No projeto, Marinho afirma que o “decreto foi revogado pelo atual governo, sob o argumento do então ministro da Educação, Camilo Santana, ventilado nos veículos de imprensa, de que ‘não são questões políticas, mas sim questões técnicas, pedagógicas e legais, porque não há previsão nem na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nem no Plano Nacional de Educação para esse tipo de escola’”.
Nesta quarta (6), parlamentares lançaram a Frente Parlamentar Mista em Defesa das Escolas Cívico-Militares na Câmara dos Deputados. O evento contou com a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A pesquisa Ipec divulgada hoje pelo jornal O Globo aponta que a aprovação do governo Lula (PT) caiu cinco pontos percentuais, de 56% para 51%, desde setembro. Ao todo, 38% dos entrevistados consideram a gestão ótima ou boa.
51% das pessoas dizem aprovar a maneira de governar de Lula. Outras 43% reprovam. Na última pesquisa Ipec, que foi publicada em setembro, o índice de aprovação era de 56% e o de reprovação, 39%.
O governo foi avaliado como ótimo ou bom por 38% dos entrevistados. No levantamento anterior, esse grupo representava 40% das pessoas.
Na nova pesquisa, quando questionados sobre como classificavam a administração do presidente Lula até o momento, os entrevistados responderam:
Ótima: 13%
Boa: 25%
Regular: 30%
Ruim: 9%
Péssima: 21%
Não sabem/não responderam: 2%
Metade (50%) diz não confiar no presidente. Outros 48% disseram que confiam em Lula, enquanto 3% não souberam ou não quiseram opinar.
Para maioria (35%), governo está pior do que o esperado. Já para 32%, a gestão superou as expectativas. Outros 30% disseram estar exatamente como o esperado e 2% não souberam ou preferiram não responder.
Situação da economia melhorou, segundo entrevistados. Para 39%, a economia está melhor agora do que há seis meses. Em contrapartida, 36% disseram que a situação piorou. Para 30%, nada mudou. Outros 2% não souberam ou não quiseram opinar.
Dados da pesquisa
Segundo o Globo, o Ipec entrevistou 2.002 pessoas em todos os estados entre os dias 1º e 5 de dezembro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deverá ter tratamento de chefe de Estado na posse de Javier Milei, presidente eleito na Argentina. A ideia da equipe do argentino é que o brasileiro esteja presente nas cerimônias fechadas do Congresso Nacional e da Casa Rosada neste domingo (10), mesmo sem exercer nenhum cargo público no momento.
Os detalhes ainda estão sendo acertados com a chancelaria, mas a presença de Bolsonaro nas cerimônias está confirmada, segundo Giovanni Larosa, assessor de campanha de Milei. Ele faz o vínculo com a delegação de congressistas e governadores brasileiros que está desembarcando no país.
“Só falta confirmar quem vai estar com ele, sabemos que [a ex-primeira-dama] Michelle Bolsonaro estará”, afirmou ele à Folha no aeroporto de Buenos Aires, onde Bolsonaro chegou por volta das 21h30 nesta quinta (7). Ao sair do portão de desembarque, ele foi cercado por um efetivo da Polícia Federal.
“Todo esse operativo que você está vendo aqui é como se fosse mais um presidente”, afirmou Larosa, respondendo que tanto a recepção quanto a presença do ex-presidente nos eventos foram um pedido de Milei. Questionado se teria um tratamento de chefe de Estado, Bolsonaro respondeu: “Parece que sim, né”.
O ex-presidente brasileiro almoçará com Milei nesta sexta (8) em um lugar ainda não divulgado. Antes, às 9h, será entrevistado pelo jornalista Eduardo Feinmann na rádio Mitre, pertencente ao grupo Clarín. Foi a essa emissora que Milei deu uma de suas primeiras entrevistas após vencer as eleições e também depois de sua primeira viagem aos Estados Unidos.
Está prevista ainda uma entrevista às 20h ao canal televisivo LN+, ligado ao jornal La Nación. “Quem está com a agenda é meu filho Eduardo. Tenho uma entrevista de manhã numa rádio, tenho um jantar amanhã. Está programado muita coisa”, disse Bolsonaro, respondendo que a vitória de Milei foi um “excelente” sinal para a direita brasileira.
Antes de entrar num carro, ele parou por alguns minutos em frente ao aeroporto, onde pediu que os policiais federais deixassem seus apoiadores se aproximarem. “Deixa vir”, disse aos agentes que faziam um cordão à sua volta. Tirou foto com alguns estudantes de medicina e foi para o hotel.
Atrás, veio seu filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) com a família. “As primeiras desculpas têm que vir de Lula, por interferir nas eleições argentinas”, afirmou ao ser questionado sobre a ausência do atual presidente na posse.
Senador acredita que investigação contra ele é ‘castelo de cartas’
07 dez 2023 18:43
‘Andar de carro blindado e andar com segurança não traz nenhuma vantagem em eleições’, diz Moro | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
O senador Sergio Moro (União-PR) evitou responder às perguntas de representantes petistas durante depoimento ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), realizado nesta quinta-feira, 7. A ação contra o parlamentar, encampada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), pode levar à cassação do seu mandato.
A coligação Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que move uma das ações, preparou mais de 200 perguntas. Moro não era obrigado a comparecer ao depoimento nem a responder às indagações.
Ao deixar o prédio da Justiça Eleitoral, o senador falou com a imprensa e reiterou que todos os seus gastos de campanha foram declarados e respeitaram a legislação. “O que você tem é um monte de nada, um grande castelo de cartas que começamos a desmontar hoje”, afirmou.
O ex-juiz enfrenta duas ações na Justiça Eleitoral, que o acusam de abuso de poder econômico, abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação na campanha ao Senado.
Por que Moro é alvo de ações judiciais?
Um dos processos é movido pelo diretório estadual do Partido Liberal (PL), com aval do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. O PL é o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem Moro se aliou na campanha de 2022 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles estavam rompidos desde que o ex-juiz deixou o cargo de ministro da Justiça, época em que acusou Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal (PF) para blindar aliados de investigações. A segunda ação é movida pela Federação Brasil da Esperança.
Os partidos questionam gastos na pré-campanha, quando Moro ainda estava filiado ao Podemos. Depois, o senador migrou para o União Brasil. As despesas incluem compra de carro blindado, compra de celular, participação de evento partidário e viagens. As campanhas no Brasil são financiadas com recursos públicos do Fundo Eleitoral, que é repassado aos partidos para custear as candidaturas.
“O que me deixa profundamente ofendido, violado até, é quando as partes alegam que gastos com segurança deveriam ser considerados para a cassação do meu mandato”, disse Moro, nesta quinta-feira, ao deixar o TRE. “Andar de carro blindado e andar com segurança não traz nenhuma vantagem em eleições.”
Moro justificou que o reforço na segurança foi colocado como condição na negociação com os partidos para lançar candidatura. Disse ainda que a atuação na Operação Lava Jato e no Ministério da Justiça o colocaram como alvo. A PF descobriu, em março, um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para sequestrar e matar o senador.
“Fui juiz da Lava Jato, vim ao Brasil para uma eleição altamente polarizada, na qual um candidato no passado chegou até a ser esfaqueado”, justificou. “Além disso, meu trabalho como ministro da Justiça, que fomos para cima do crime organizado, exigia. E sabíamos que havia um risco de sofrermos atentado, como existe até hoje e como depois até se confirmou.”
O senador também está na mira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ao mandar investigar o ex-juiz, o ministro Luis Felipe Salomão, corregedor nacional do CNJ, começa a pavimentar o caminho para uma possível cassação do mandato, com base no mesmo precedente que deixou Deltan Dallagnol inelegível.
O Conselho Nacional de Justiça vai investigar se Sergio Moro usou a magistratura com fins político-partidários e se cometeu irregularidades na gestão das multas dos acordos de delação e leniência homologados na Lava Jato.