Quantia é estimada em R$ 245 milhões

Foto: Reprodução/Twitter (@elonmusk)

O empresário Elon Musk vai doar cerca de US$ 45 milhões de dólares (R$ 245 milhões), por mês, para a campanha presidencial de Donald Trump. De acordo com o Wall Street Journal, a verba será destinada ao grupo político America PAC. 

O valor será repassado ao Comitê, criado em junho, destinado a arrecadar fundos para a candidatura do empresário. O grupo tem como objetivo divulgar propagandas e convencer eleitores a votar antecipadamente, principalmente em estados importantes na corrida eleitoral para a Casa Branca. 

Musk é apontado como um dos maiores financiadores do novo fundo. O bilionário e Donald Trump se reuniram, em março, em um evento para doadores.

Informações Bahia.ba


O ex-presidente fez o anúncio em sua rede social nesta segunda-feira, 15

O senador JD Vance | Foto: Reprodução/Montagem/Revista Oeste/Wikipedia
O senador JD Vance | Foto: Reprodução/Montagem/Revista Oeste/Wikipedia

O ex-presidente Donald Trump escolheu o senador J.D. Vance, de Ohio, como candidato a vice-presidente de sua chapa para a disputa pela Presidência dos Estados Unidos, em novembro. Trump anunciou a novidade em sua rede social, a Truth Social, nesta segunda-feira, 15.

“Depois de longa deliberação e reflexão e considerando os tremendos talentos de muitos outros, decidi que a pessoa mais adequada para assumir o cargo de vice-presidente dos Estados Unidos é o senador J.D. Vance, do grande Estado de Ohio”, escreveu Trump.

Agora candidato a vice-presidente dos EUA, Vance serve como senador desde o ano passado. Ele tem 39 anos. 

Trump anunciou o seu novo companheiro de chapa em meio à convenção do Partido Republicano, que ocorre nesta semana em Wisconsin. 

J.D. Vance é senador por Ohio e iniciou seu mandato recentemente, com o apoio crucial do ex-presidente, que foi determinante para sua vitória na eleição de 2022 | Foto: Reprodução/Wikipedia
J.D. Vance é senador por Ohio e iniciou seu mandato recentemente, com o apoio do ex-presidente, determinante para sua vitória na eleição de 2022 | Foto: Reprodução/Wikipedia

Entre outros pontos, o evento serviu para confirmar o nome do ex-presidente como representante da legenda para o comando da Casa Branca.

Quem é J.D. Vance, novo candidato a vice-presidente de Donald Trump

O senador J.D. Vance, de Ohio, novo no Congresso, entrou no cargo com a ajuda do ex-presidente Donald Trump.

J.D. Vance é um apoiador de Trump no Congresso norte-americano. Frequentemente vota alinhado com os interesses do ex-presidente.

Ele se opôs a um projeto de lei de ajuda à Ucrânia no início deste ano, ao adotar a crítica de Trump de fornecer mais recursos financeiros dos EUA para Kiev. J.D. Vance também é próximo de Donald Trump Jr., um dos filhos do ex-presidente norte-americano.

Trump segue com agenda de campanha, apesar de atentado

Apesar do atentado sofrido no sábado 13, durante comício em Butler, na PensilvâniaDonald Trump seguiu com a agenda de campanha neste domingo, 14. 

O ex-presidente viajou até Milwaukee, no Estado de Wisconsin. Na cidade, ele recebeu formalmente a nomeação como candidato dos republicanos à Presidência dos EUA.

Informações Revista Oeste


Foto: Reprodução/The Objective.

Na noite de ontem (13), cenas políticas nos Estados Unidos tomaram uma direção inesperada e cheia de tensões. Em um recente comício na Pensilvânia, Donald Trump foi atingido por um disparo durante seu discurso. Este atentado gerou um tumulto significativo e uma rápida resposta por parte dos Serviços Secretos, intensificando o clima de divisão e preocupação na política americana. 

Acontece que, na semana passada, Joe Biden, atual presidente, fez declarações incisivas sobre seu antecessor, Donald Trump, numa ligação com doadores, expressando seu foco singular em derrotar Trump políticamente. Essas palavras, segundo reportagens, foram faladas dias antes do grave incidente de segurança envolvendo Trump.

A declaração e o subsequente atentado levantam questionamentos sérios sobre a retórica política e suas possíveis consequências.

O que Biden disse realmente?

Conforme relatado inicialmente pelo Politico e confirmado por Kenneth P. Vogel do The New York Times, Joe Biden, em uma conversa privada com arrecadadores de fundos, afirmou que era “hora de colocar Trump no alvo”. Essa frase, embora provavelmente metafórica, destacou o quão centrado Biden está em sua campanha contra Trump. Segundo relatos, Biden incentivou o Partido Democrata a concentrar todos os esforços em derrotar Trump, ignorando outras distrações.

Cinco dias após as palavras de Biden, durante um evento em Butler, Pensilvânia, Trump foi atingido na orelha por um disparo. O ataque trouxe à tona o clima de divisão e violência que pode ser incitado por discursos políticos. Trump, após o atentado, agradeceu ao Serviço Secreto pela rápida intervenção e lamentou as outras vítimas do incidente. Este evento não apenas chocou os Estados Unidos, mas também gerou debates internacionais sobre a segurança de políticos e a influência de suas palavras.

Qual a resposta de Biden após o atentado?

Posterior ao ataque, Joe Biden fez um pronunciamento cauteloso, indicando que ainda não tinha informações suficientes para classificar o ato como uma tentativa de assassinato. Biden expressou sua opinião pessoal, mas enfatizou a importância de obter todos os fatos antes de fazer qualquer declaração definitiva. Esta resposta parece reflectir um desejo de manter a prudência numa situação já bastante inflamada.

A sequência desses acontecimentos trouxe à superfície as complexidades e os perigos inerentes à retórica política acirrada. Enquanto líderes podem buscar enfatizar suas campanhas com fortes declarações, os recentes eventos mostram que palavras podem inadvertidamente escalonar tensões a níveis perigosos. Este é um momento para reflexão sobre como a política está sendo conduzida e as mensagens que estão sendo enviadas ao público.

O ocorrido não apenas destaca a necessidade de responsabilidade na comunicação dos líderes políticos, mas também ressalta a importância do serviço de segurança e resposta rápida em eventos de alto risco. As repercussões desses eventos seguramente influenciarão a dinâmica política nos EUA nos próximos meses, especialmente com as eleições presidenciais no horizonte.

Informações TBN


Foto: Reprodução/Anva MoneyMaker/AFP.

Um recente acontecimento chocante abalou a cena política internacional neste sábado (13). O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi vítima de uma tentativa de assassinato durante um comício na Pensilvânia, provocando reações de lideranças mundiais. Entre elas, a Argentina tomou a frente com pronunciamentos enfáticos contra o ato violento, destacando a posição oficial do país sul-americano sobre o incidente.

Joe Biden

Em uma mensagem divulgada pela Casa Branca, Biden enfatizou a importância da segurança e da união nacional frente a atos de violência. Ele também destacou o papel crucial do Serviço Secreto, responsável por manter Trump seguro durante o incidente alarmante.

O incidente ocorreu num momento em que Trump se apresentava aos seus seguidores. Graças à rápida ação do Serviço Secreto, o ex-presidente não sofreu nenhum dano físico. Segundo relatos iniciais, o comício foi imediatamente interrompido para garantir a segurança de todos os presentes.

Biden declarou que tanto ele quanto sua esposa, Jill, estão orando pela segurança de Trump e sua família. “Estou grato por saber que ele está bem e seguro”, afirmou Biden na mensagem. “Não há lugar para esse tipo de violência nos Estados Unidos. Devemos nos unir como uma nação para condená-la”, completou.

Javier Milei

Em um comunicado divulgado pela Oficina del Presidente da Argentina, o presidente Javier Milei não só condenou o ataque, mas também expressou solidariedade para com Donald Trump, enfatizando o repúdio a qualquer forma de violência política. O governo argentino foi notavelmente rápido em sua resposta pública ao ocorrido.

O presidente argentino, Javier Milei, destacou em comunicado oficial seu “mais energético repúdio à tentativa de assassinato” contra Trump. Milei também usou suas redes sociais para reiterar seu apoio ao ex-presidente dos EUA, denunciando a ação como um reflexo do desespero de grupos políticos contrários. Na sua visão, essa violência é uma tentativa de desestabilizar democracias estabelecidas e promover agendas autoritárias.

A ex-presidente Cristina Kirchner, que também já foi alvo de uma tentativa de assassinato, manifestou sua solidariedade a Trump. Em sua publicação, Kirchner salientou a importância de respeitar a vida, independentemente das diferenças políticas ou ideológicas, evidenciando uma posição de compaixão diante de atos de violência.

Benjamin Netanyahu

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, expressou choque com o tiroteio. “Sara e eu ficamos chocados com o aparente ataque ao Presidente Trump”, escreveu Netanyahu na rede social X, referindo-se à sua esposa. “Rezamos por sua segurança e rápida recuperação.”

Giorgia Meloni

A chefe do governo italiano, Giorgia Meloni, também expressou “solidariedade” a Donald Trump, desejando-lhe uma rápida recuperação. Em um comunicado citado pela AFP, Meloni manifestou ainda “esperança de que os próximos meses da campanha eleitoral vejam o diálogo e a responsabilidade prevalecerem sobre o ódio e a violência”.

Nicolás Maduro

A Venezuela também condenou o ocorrido, com o presidente Nicolás Maduro desejando “saúde e vida longa” ao candidato republicano às eleições presidenciais norte-americanas, reconhecendo Trump como um adversário político. “Fomos adversários, mas desejo (…) saúde e vida longa”, disse o líder chavista durante um comício no estado de Carabobo, no norte da Venezuela.

Xi Jinping

O presidente chinês, Xi Jinping, expressou neste domingo, 14 de julho, “compaixão e simpatia” a Donald Trump após a tentativa de assassinato do ex-presidente durante um comício na Pensilvânia.

“A China está acompanhando cuidadosamente a situação relacionada com [a tentativa de] assassinato do ex-presidente Donald Trump”, informou a diplomacia chinesa.

Enquanto o mundo observa e reage, resta a esperança de que tais incidentes não se repitam, prevalecendo o debate pacífico e democrático como alicerce das relações políticas internacionais.

Informações TBN


Presidente dos Estados Unidos quer provar aos eleitores que ainda é capaz de governar o país por mais 4 anos

Presidente Biden veste terno durante discurso
Os tropeços do de Joe Biden acontecem em um momento turbulento na sua campanha eleitoral | Foto: Reprodução/Twitter/X/@POTUS

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, terá uma nova oportunidade para provar aos eleitores que é capaz de governar por mais quatro anos o país depois de um debate desastroso contra Donald Trump. 

Nesta quinta-feira, 11, Joe Biden, de 81 anos, concluirá a cúpula da Otan, realizada em Washington, com uma rara entrevista coletiva. Ele responderá sozinho a perguntas da imprensa. As informações são do jornal G1.

A entrevista ocorre em um momento crítico, com a eficácia e a capacidade de Joe Biden sendo intensamente questionadas, e em meio a uma crescente ansiedade dentro do partido Democrata sobre sua candidatura.

Biden não é conhecido por suas habilidades de improviso. Entretanto, o presidente dos EUA pode destacar sucessos como o aumento do emprego e medidas aprovadas no Congresso, além da eficácia da Otan durante seu mandato.

Desempenho de Joe Biden em debates e entrevistas

O presidente Joe Biden tentou melhorar sua performance depois do debate com Donald Trump, mas uma entrevista subsequente à ABC também foi desapontadora. A pressão para que ele desista da candidatura aumenta entre deputados e senadores. 

Eleitores norte-americanos tendem a avaliar seus líderes mais pela forma como os fazem sentir do que por suas ações. O debate de Biden abalou profundamente seu partido.

Expectativas para a entrevista coletiva

Eleitores e aliados avaliarão a capacidade de Biden de pensar rapidamente, demonstrar dinamismo e articular bem durante a entrevista coletiva.

O debate contra Trump, em vez de ajudar Biden, confirmou os receios dos eleitores sobre ele, comentou Allison Prasch, professora de retórica da Universidade de Wisconsin.

“O presidente é um símbolo”, disse Prasch. “Poderíamos argumentar que quando vemos um presidente que parece doente, que tem dificuldade em realizar algumas tarefas básicas da presidência, temos dúvidas sobre o estado da nação.” 

“Em 2020 ele prometia demonstrar confiança diante do caos. Ele estava dizendo: ‘Eu sou uma força constante’. Se é assim que você se identifica e faz o oposto neste debate, é exatamente por isso que isso foi tão chocante para o público”, acrescentou.

Histórico de discursos impactantes

Discursos inspiradores podem ter grande impacto nas eleições norte-americanas, como o de George W. Bush depois do 11 de setembro ou o Yes, We Can! de Barack Obama. Até mesmo o Make America Great Again de Trump ressoou amplamente. 

“As pessoas viam Trump como o reflexo de um país mais turbulento, caótico e furioso”, disse Zelizer. “Os eleitores podem ver a fragilidade de Biden como um símbolo de fraqueza ou de seu próprio tipo de instabilidade.”

Biden fez um bom discurso sobre o Estado da União, ajudando a tranquilizar os que duvidavam de sua viabilidade como candidato. No entanto, os pontos positivos do presidente podem atingir um público menor do que sua disputa com Trump.

Apesar dos apelos para que se retire, Biden insiste ser o melhor democrata para derrotar Trump, a quem ele considera uma ameaça existencial à democracia.

Informações Revista Oeste


George Stephanopoulos deu a declaração em resposta a pergunta de uma pessoa que o encontrou na rua

Desde o último debate eleitoral, realizado em 27 de junho, às críticas ao presidente Joe Biden se intensificaram
Desde o último debate eleitoral, realizado em 27 de junho, às críticas ao presidente Joe Biden se intensificaram | Foto: Reprodução/Twitter/X/@nicksortor

O jornalista George Stephanopoulos, âncora do telejornal norte-americano ABC News, disse que Joe Biden não é capaz de cumprir um novo mandato na Presidência dos Estados Unidos. A afirmação ocorreu na terça-feira 9.

Ele deu a declaração quatro dias depois de entrevistar o presidente norte-americano. Sua fala foi a resposta a uma pergunta feita por uma pessoa que o abordou na rua.

O vídeo, que foi divulgado pelo site norte-americano TMZ, mostra Stephanopoulos com roupas de ginástica enquanto caminhava em uma calçada de Nova York. De repente, um estranho se aproxima do jornalista, e, com a câmera do celular escondida, faz a pergunta e recebe a resposta. 

“Você acha que Biden deveria renunciar?”, perguntou a pessoa que o abordou. “Você falou com ele mais do que qualquer outra pessoa ultimamente”. O jornalista respondeu: “Não acho que ele consiga cumprir mais quatro anos de mandato”.

Em nota, Stephanopoulos se desculpou. “Mais cedo, respondi a uma pergunta de um transeunte”, escreveu. “Não deveria ter feito isso.” 

A equipe do ABC News também se manifestou. Afirmou que o jornalista tinha expressado “o próprio ponto de vista, não a posição do telejornal”. 

Críticas a Biden se intensificam

As críticas ao presidente norte-americano se intensificaram depois do último debate eleitoral. O confronto entre Biden e o ex-presidente Donald Trump ocorreu em 27 de junho. O embate contou com transmissão do canal CNN.

Nesta quarta-feira, por exemplo, o ator de Hollywood George Clooney pediu a Biden que desista de sua campanha. Em um artigo publicado no jornal norte-americano New York Times, o artista afirmou que Biden está “velho demais para concorrer novamente”. 

George Clooney
No mês passado, George Clooney organizou uma arrecadação de fundos que gerou US$ 28 milhões para Joe Biden | Foto: Reprodução/Redes sociais

“O tempo é a única batalha que ele não pode vencer”, escreveu Clooney. “É devastador dizer isso, mas o Joe Biden que encontrei há três semanas na arrecadação de fundos não é o mesmo Biden de 2010, nem de 2020. Ele era o mesmo homem que todos vimos no debate.”

Informações Revista Oeste


País vai às urnas no dia 28 de julho, em votação marcada por exclusão de opositores e prisão de críticos

nicolás maduro e lula - venezuela - democracia
O ditador Nicolás Maduro e o presidente Lula | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o retorno da Venezuela ao Mercosul, suspensa por violação da cláusula democrática. O petista está em Santa Cruz de La Sierra, onde se reuniu com o presidente Luis Arce e se solidarizou pela quartelada em La Paz, denunciada como tentativa de golpe de Estado. 

Ao comemorar a adesão da Bolívia ao Mercosul, Lula disse que espera poder receber em breve a Venezuela de volta ao bloco. “O bom funcionamento do Mercosul, que tem a satisfação de agora acolher a Bolívia como membro pleno, concorre para a prosperidade comum. Esperamos também poder receber logo e muito rapidamente de volta a Venezuela.”

Ele prosseguiu: “A normalização da vida política venezuelana significa estabilidade para toda a América do Sul”, afirmou Lula, sem mencionar o cerco do regime à oposição.

A Venezuela vai às urnas no dia 28, em votação marcada pela exclusão de opositores, prisão de críticos e ausência de observadores da União Europeia (UE).

Já sob a ditadura de Nicolás Maduro, a Venezuela foi suspensa do Mercosul em agosto de 2017. Na decisão, os quatro países do bloco constataram “a ruptura da ordem democrática na República Bolivariana da Venezuela” e que “não foram registradas medidas eficazes e oportunas para a restauração da ordem democrática”. 

Lula comparou situação da Bolívia à do Brasil

Além disso, em seu discurso, o presidente também comparou a situação da Bolívia com a do Brasil.

“Assim como no Brasil, a democracia boliviana prevaleceu depois de um longo caminho entrecortado por golpes e ditaduras”, disse. “(…) Em 2022, o Brasil completou o bicentenário de sua Independência num dos momentos mais sombrios da sua história. Em vez de celebrar, fomos tomados por uma onda de extremismo que desembocou no 8 de janeiro.”

Para Lula, a Bolívia “já havia provado desse gosto amargo com o golpe de Estado de 2019 e agora se viu acometido pela tentativa de 26 de junho”. 

Segundo o presidente, o país não pode voltar a “cair nessa armadilha” às vésperas de comemorar seu bicentenário, em 2025. “Não podemos tolerar devaneios autoritários e golpismos”, acrescentou.

O líder boliviano alega ter sido vítima de uma tentativa de golpe de Estado, mas foi acusado de forjar um autogolpe. A hipótese foi levantada inicialmente pelo general Juan José Zuñiga, apontado como líder da intentona, e reforçada por Evo Morales, antigo padrinho político de Luis Arce. 

Em meio ao impasse, Lula visita a Bolívia pela primeira vez em seu terceiro mandato sem encontrar com Morales, seu aliado histórico.

“Em todo o mundo, a desunião das forças democráticas só tem servido à extrema direita”, afirmou, ao lado de Luis Arce, no momento em que as divisões ideológicas aumentam as tensões políticas na região.

Lula foi à Bolívia depois de Cúpula do Mercosul

Lula chegou a Santa Cruz de La Sierra depois da Cúpula do Mercosul, que teve a adesão da Bolívia ao bloco e expôs o tensionamento político na região. 

Mesmo com a ausência do presidente da Argentina, Javier Milei, o país impôs resistências e a falta de consensos atrasou a declaração final, que teve tom mais brando em relação à intentona na Bolívia.

O Mercosul expressou “profunda preocupação e enérgica condenação” logo depois da quartelada. Agora, disse somente que “toda tentativa de afetar instituições democráticas ou afetar a ordem constitucional na Bolívia deve ser condenada.”

Informações Revista Oeste


Joe Biden durante evento do Dia da Independência na Casa Branca, em 4 de julho de 2024 — Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz

Joe Biden durante evento do Dia da Independência na Casa Branca, em 4 de julho de 2024 — Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz 

Preisdente dos EUA escreveu documento com duas páginas pedindo que democratas deixem de exigir sua desistência na corrida à Casa Branca. Em entrevista à rede NBC, desafiou partidários divergentes a enfrentá-lo durante a convcenção do Partido Democrata, em agosto.

Em carta, Biden pede que democratas deixem de pedir por sua desistência 

Em uma carta enviada nesta segunda-feira (8) a deputados, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, confrontou membros de seu partido e recusou novamente o pedido de democratas para que desista de concorrer à reeleição. 

No documento, de duas páginas, Biden também pediu que os deputados deixem de pressionar por sua desistência. 

“É hora de acabar com isso”, disse Biden no documento. 

“Temos 42 dias para a Convenção Democrata e 119 dias para as eleições gerais”, disse Biden na carta, distribuída por sua campanha de reeleição. “Qualquer enfraquecimento da determinação ou falta de clareza sobre a tarefa que temos pela frente só ajuda Trump e nos prejudica. É hora de nos unirmos, avançarmos como um partido unificado e derrotar Donald Trump.”

No documento, ainda de acordo com a AP, o presidente norte-americano disse ainda que os membros do Partido Democrata têm o dever de derrotar o candidato do Partido Republicano, o ex-presidente Donald Trump. 

A pressão para que Biden, candidato do Partido Democrata, desistisse de concorrer começaram na semana passada, após o mau desempenho do presidente no primeiro debate eleitoral. O presidente, que se mostrou confuso, hesitante e pouco reativo durante praticamente todo o enfrentamento, admitiu não ter ido bem, mas vem insistindo que tem capacidade para seguir na disputa.

Tom agressivo em entrevista

Em 1ª entrevista à tb após debate, Biden diz que só Deus o tira da disputa 

Também nesta segunda, o presidente deu uma entrevista à rede de TV norte-americana NBC na qual criticou democratas que pediram sua desistência. 

Ele disse estar ficando “frustrado com as elites no Partido Democrata” e desafiou deputados que pedem sua desistência a enfrentá-lo na convenção da sigla, que ocorrerá em agosto. 

É na convenção do partido que o presidente será formalmente confirmado como candidato democrata. 

“Não me importa o que esses grandes nomes (do partido) pensam”, disse Biden.

Informações G1


Após vitória da esquerda nas eleições da França, Gabriel Attal anunciou que deixaria seu cargo, mas Macron pediu que premiê ficasse

Imagem colorida de Emanuel Macron, presidente da França -- Metrópoles

O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu, nesta segunda-feira (8/7), que o primeiro-ministroGabriel Attal permaneça em seu cargo. De acordo com comunicado divulgado pelo governo, o pedido vem para “garantir a estabilidade do país”.

Macron recebeu o primeiro-ministro na manhã desta segunda (horário francês) e “agradeceu as campanhas eleitorais europeias e legislativas que liderou”.

No domingo (7/7), após projeções iniciais das eleições legislativas indicarem o bloco de esquerda Nova Frente Popular emergir como a maior força no Parlamento francês, Attal, de centro-direita, anunciou que renunciaria ao cargo.

Como prometido, o premiê compareceu ao Palácio do Eliseu nesta manhã para pedir a renúncia. No entanto, Macron pediu que ele permanecesse no cargo até que a situação se defina.

Isso porque, apesar de vencer o pleito e barrar a extrema direita, a esquerda não obteve o número mínimo de assentos no Parlamento francês necessários para indicar um primeiro-ministro. Além disso, a Olimpíada de Paris começa daqui a poucos dias.

Veja resultado das eleições:

  • Nova Frente Popular (esquerda): 182 cadeiras
  • Juntos (governista, de centro): 168 cadeiras
  • Reunião Nacional (extrema direita): 143 cadeiras

Macron não precisa escolher novo premiê da França agora

Attal havia confirmado sua renúncia, mas ressaltou que, como nenhum bloco político conseguiu a maioria absoluta, ele continuaria no cargo “enquanto o dever assim exigir”.

A Constituição não estabelece um prazo para o presidente nomear o seu primeiro-ministro. Emmanuel Macron poderá, portanto, nomeá-lo esta semana, dentro de duas semanas ou no fim do verão no hemisfério norte, se assim o desejar.

Para garantir o princípio da continuidade do Estado, o atual governo permanecerá no cargo enquanto for necessário. Quanto à escalação, o presidente pode escolher quem quer que lidere o governo, mas, segundo a tradição, ele leve em consideração os resultados das eleições legislativas.

Além disso, como lembra uma reportagem publicada pela France Info, a pessoa escolhida por Emmanuel Macron para ocupar o cargo de primeiro-ministro pode recusar a sua oferta.

Nesse caso, o presidente terá que encontrar outra pessoa, uma figura política ou um perfil dito “mais técnico”.

Ele vai liderar, então, um governo composto por especialistas, altos funcionários e até economistas para gerir as ações do Estado durante pelo menos um ano, uma vez que a Assembleia Nacional não pode ser dissolvida novamente durante este prazo.

Informações Metrópoles


O presidente Joe Biden e o ex-presidente Barack Obama, durante evento de campanha em Los Angeles
O presidente Joe Biden e o ex-presidente Barack Obama, durante evento de campanha em Los Angeles Imagem: Mandel Ngan/AFP

Com a queda da popularidade do presidente e candidato à reeleição nos Estados Unidos, Joe Biden, algumas pessoas questionam se o democrata que o antecedeu, Barack Obama, poderia concorrer a um terceiro mandato na Casa Branca.

Qual a regra?

A 22ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos estabelece que o presidente do país pode ser eleito para, no máximo, dois mandatos. Nos Estados Unidos, a 22ª Emenda foi ratificada em fevereiro de 1951.

A regra é diferente da do Brasil, por exemplo.Aqui, a Constituição diz que o presidente pode ser reeleito “para um único período subsequente”. Ou seja, presidentes podem ter três mandatos ou mais desde que não sejam consecutivos, como ocorreu com o presidente Lula.

Obama poderia ser vice-presidente de Biden?

Não há possibilidade de despistar a 22ª Emenda para tornar Obama o vice-presidente de Biden, defende o professor de ciência política da Universidade Atlântica da Flórida Kevin Wagner, em artigo ao jornal Palm Beach Post. Ele rejeita a ideia de colocar Obama como vice para que depois Biden renuncie ao cargo em favor do colega democrata.

Embora a 22ª Emenda não faça nenhuma referência direta a um ex-presidente se tornar vice, existem outras restrições na Constituição dos EUA que impediriam esse processo. Segundo a 12ª Emenda, nenhuma pessoa inelegível para o cargo de presidente pode concorrer à vice-presidência. Como Obama não pode concorrer à presidência, ele também sofreria restrição à cadeira de vice-presidente.

Michelle Obama é citada

A ex-primeira-dama Michelle Obama poderia, sim, concorrer no lugar de Biden. Mas ela já disse que não o faria. Em nota à NBC News, a diretora de comunicação de Michelle, Crystal Carson, reforçou: “Como a ex-primeira-dama já expressou várias vezes ao longo dos últimos anos, ela não vai concorrer à presidência. Ela apoia o presidente Joe Biden e a vice-presidente Kamala Harris na campanha à reeleição”.

Uma pesquisa encomendada pela Reuters mostra que apenas Michelle Obama venceria o ex-presidente Donald Trump nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, em novembro. Michelle aparece com 11 pontos de vantagem sobre Trump. Em cenários hipotéticos com candidatos democratas além de Biden, a ex-primeira-dama tem 50% das intenções de voto e é a única capaz de derrotar Trump, que surge com 39%.

História dos mandatos nos EUA

George Washington, primeiro presidente do país, se retirou da disputa para um terceiro mandato pela Casa Branca em 1796. Ele era bastante popular, mas se recusou a entrar na disputa, argumentando que uma transição de autoridade era importante para evitar um governo com poder similar ao de um rei, segundo o Guia Annenberg da Constituição.

No fim de seu segundo mandato, que ia até 1877, o presidente republicano Ulysses Grant considerou uma reeleição. Mas os democratas, que eram maioria na Câmara dos Representantes, aprovaram uma resolução denunciando o terceiro mandato como violação à tradição política estadunidense.

Theodore Roosevelt, 26º presidente dos EUA, tentou um terceiro mandato em 1912. Entretanto, perdeu para o candidato do Partido Democrata, Thomas Woodrow Wilson.

Franklin Roosevelt quebrou a tradição de dois mandatos em 1940. Com a popularidade em alta após guiar o país durante a Grande Depressão, ele se candidatou para a cadeira de presidente pela terceira vez. Em 1944, em meio à Segunda Guerra Mundial, Roosevelt concorreu ao quarto mandato de forma inédita e, mais uma vez, venceu.

Conversas sobre uma emenda que impusesse limites à quantidade de reeleições dos presidentes começaram em 1944. Naquele ano, o candidato republicano Tomas Dewey disse, em discurso, que um possível governo de 16 anos de Roosevelt colocaria em risco a democracia.

A permanência prolongada de Franklin Roosevelt na presidência levou à ratificação da 22ª Emenda em 1951. A movimentação fez com que alguns apoiadores do presidente dentro do Partido Democrata deixassem a campanha, segundo informações do Centro Nacional da Constituição. Roosevelt, por sua vez, argumentava que estava na corrida para manter os EUA fora da guerra na Europa.

Informações UOL