Um recente acontecimento chocante abalou a cena política internacional neste sábado (13). O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi vítima de uma tentativa de assassinato durante um comício na Pensilvânia, provocando reações de lideranças mundiais. Entre elas, a Argentina tomou a frente com pronunciamentos enfáticos contra o ato violento, destacando a posição oficial do país sul-americano sobre o incidente.
Joe Biden
Em uma mensagem divulgada pela Casa Branca, Biden enfatizou a importância da segurança e da união nacional frente a atos de violência. Ele também destacou o papel crucial do Serviço Secreto, responsável por manter Trump seguro durante o incidente alarmante.
O incidente ocorreu num momento em que Trump se apresentava aos seus seguidores. Graças à rápida ação do Serviço Secreto, o ex-presidente não sofreu nenhum dano físico. Segundo relatos iniciais, o comício foi imediatamente interrompido para garantir a segurança de todos os presentes.
Biden declarou que tanto ele quanto sua esposa, Jill, estão orando pela segurança de Trump e sua família. “Estou grato por saber que ele está bem e seguro”, afirmou Biden na mensagem. “Não há lugar para esse tipo de violência nos Estados Unidos. Devemos nos unir como uma nação para condená-la”, completou.
Javier Milei
Em um comunicado divulgado pela Oficina del Presidente da Argentina, o presidente Javier Milei não só condenou o ataque, mas também expressou solidariedade para com Donald Trump, enfatizando o repúdio a qualquer forma de violência política. O governo argentino foi notavelmente rápido em sua resposta pública ao ocorrido.
O presidente argentino, Javier Milei, destacou em comunicado oficial seu “mais energético repúdio à tentativa de assassinato” contra Trump. Milei também usou suas redes sociais para reiterar seu apoio ao ex-presidente dos EUA, denunciando a ação como um reflexo do desespero de grupos políticos contrários. Na sua visão, essa violência é uma tentativa de desestabilizar democracias estabelecidas e promover agendas autoritárias.
A ex-presidente Cristina Kirchner, que também já foi alvo de uma tentativa de assassinato, manifestou sua solidariedade a Trump. Em sua publicação, Kirchner salientou a importância de respeitar a vida, independentemente das diferenças políticas ou ideológicas, evidenciando uma posição de compaixão diante de atos de violência.
Benjamin Netanyahu
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, expressou choque com o tiroteio. “Sara e eu ficamos chocados com o aparente ataque ao Presidente Trump”, escreveu Netanyahu na rede social X, referindo-se à sua esposa. “Rezamos por sua segurança e rápida recuperação.”
Giorgia Meloni
A chefe do governo italiano, Giorgia Meloni, também expressou “solidariedade” a Donald Trump, desejando-lhe uma rápida recuperação. Em um comunicado citado pela AFP, Meloni manifestou ainda “esperança de que os próximos meses da campanha eleitoral vejam o diálogo e a responsabilidade prevalecerem sobre o ódio e a violência”.
Nicolás Maduro
A Venezuela também condenou o ocorrido, com o presidente Nicolás Maduro desejando “saúde e vida longa” ao candidato republicano às eleições presidenciais norte-americanas, reconhecendo Trump como um adversário político. “Fomos adversários, mas desejo (…) saúde e vida longa”, disse o líder chavista durante um comício no estado de Carabobo, no norte da Venezuela.
Xi Jinping
O presidente chinês, Xi Jinping, expressou neste domingo, 14 de julho, “compaixão e simpatia” a Donald Trump após a tentativa de assassinato do ex-presidente durante um comício na Pensilvânia.
“A China está acompanhando cuidadosamente a situação relacionada com [a tentativa de] assassinato do ex-presidente Donald Trump”, informou a diplomacia chinesa.
Enquanto o mundo observa e reage, resta a esperança de que tais incidentes não se repitam, prevalecendo o debate pacífico e democrático como alicerce das relações políticas internacionais.
Presidente dos Estados Unidos quer provar aos eleitores que ainda é capaz de governar o país por mais 4 anos
Os tropeços do de Joe Biden acontecem em um momento turbulento na sua campanha eleitoral | Foto: Reprodução/Twitter/X/@POTUS
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, terá uma nova oportunidade para provar aos eleitores que é capaz de governar por mais quatro anos o país depois de um debate desastroso contra Donald Trump.
Nesta quinta-feira, 11, Joe Biden, de 81 anos, concluirá a cúpula da Otan, realizada em Washington, com uma rara entrevista coletiva. Ele responderá sozinho a perguntas da imprensa. As informações são do jornal G1.
A entrevista ocorre em um momento crítico, com a eficácia e a capacidade de Joe Biden sendo intensamente questionadas, e em meio a uma crescente ansiedade dentro do partido Democrata sobre sua candidatura.
Biden não é conhecido por suas habilidades de improviso. Entretanto, o presidente dos EUA pode destacar sucessos como o aumento do emprego e medidas aprovadas no Congresso, além da eficácia da Otan durante seu mandato.
Desempenho de Joe Biden em debates e entrevistas
O presidente Joe Biden tentou melhorar sua performance depois do debate com Donald Trump, mas uma entrevista subsequente à ABC também foi desapontadora. A pressão para que ele desista da candidatura aumenta entre deputados e senadores.
Eleitores norte-americanos tendem a avaliar seus líderes mais pela forma como os fazem sentir do que por suas ações. O debate de Biden abalou profundamente seu partido.
Expectativas para a entrevista coletiva
Eleitores e aliados avaliarão a capacidade de Biden de pensar rapidamente, demonstrar dinamismo e articular bem durante a entrevista coletiva.
O debate contra Trump, em vez de ajudar Biden, confirmou os receios dos eleitores sobre ele, comentou Allison Prasch, professora de retórica da Universidade de Wisconsin.
“O presidente é um símbolo”, disse Prasch. “Poderíamos argumentar que quando vemos um presidente que parece doente, que tem dificuldade em realizar algumas tarefas básicas da presidência, temos dúvidas sobre o estado da nação.”
“Em 2020 ele prometia demonstrar confiança diante do caos. Ele estava dizendo: ‘Eu sou uma força constante’. Se é assim que você se identifica e faz o oposto neste debate, é exatamente por isso que isso foi tão chocante para o público”, acrescentou.
Histórico de discursos impactantes
Discursos inspiradores podem ter grande impacto nas eleições norte-americanas, como o de George W. Bush depois do 11 de setembro ou o Yes, We Can! de Barack Obama. Até mesmo o Make America Great Again de Trump ressoou amplamente.
“As pessoas viam Trump como o reflexo de um país mais turbulento, caótico e furioso”, disse Zelizer. “Os eleitores podem ver a fragilidade de Biden como um símbolo de fraqueza ou de seu próprio tipo de instabilidade.”
Biden fez um bom discurso sobre o Estado da União, ajudando a tranquilizar os que duvidavam de sua viabilidade como candidato. No entanto, os pontos positivos do presidente podem atingir um público menor do que sua disputa com Trump.
Apesar dos apelos para que se retire, Biden insiste ser o melhor democrata para derrotar Trump, a quem ele considera uma ameaça existencial à democracia.
George Stephanopoulos deu a declaração em resposta a pergunta de uma pessoa que o encontrou na rua
Desde o último debate eleitoral, realizado em 27 de junho, às críticas ao presidente Joe Biden se intensificaram | Foto: Reprodução/Twitter/X/@nicksortor
O jornalista George Stephanopoulos, âncora do telejornal norte-americano ABC News, disse que Joe Biden não é capaz de cumprir um novo mandato na Presidência dos Estados Unidos. A afirmação ocorreu na terça-feira 9.
Ele deu a declaração quatro dias depois de entrevistar o presidente norte-americano. Sua fala foi a resposta a uma pergunta feita por uma pessoa que o abordou na rua.
O vídeo, que foi divulgado pelo site norte-americano TMZ, mostra Stephanopoulos com roupas de ginástica enquanto caminhava em uma calçada de Nova York. De repente, um estranho se aproxima do jornalista, e, com a câmera do celular escondida, faz a pergunta e recebe a resposta.
“Você acha que Biden deveria renunciar?”, perguntou a pessoa que o abordou. “Você falou com ele mais do que qualquer outra pessoa ultimamente”. O jornalista respondeu: “Não acho que ele consiga cumprir mais quatro anos de mandato”.
Em nota, Stephanopoulos se desculpou. “Mais cedo, respondi a uma pergunta de um transeunte”, escreveu. “Não deveria ter feito isso.”
A equipe do ABC News também se manifestou. Afirmou que o jornalista tinha expressado “o próprio ponto de vista, não a posição do telejornal”.
Críticas a Biden se intensificam
As críticas ao presidente norte-americano se intensificaram depois do último debate eleitoral. O confronto entre Biden e o ex-presidente Donald Trump ocorreu em 27 de junho. O embate contou com transmissão do canal CNN.
Nesta quarta-feira, por exemplo, o ator de Hollywood George Clooney pediu a Biden que desista de sua campanha. Em um artigo publicado no jornal norte-americano New York Times, o artista afirmou que Biden está “velho demais para concorrer novamente”.
No mês passado, George Clooney organizou uma arrecadação de fundos que gerou US$ 28 milhões para Joe Biden | Foto: Reprodução/Redes sociais
“O tempo é a única batalha que ele não pode vencer”, escreveu Clooney. “É devastador dizer isso, mas o Joe Biden que encontrei há três semanas na arrecadação de fundos não é o mesmo Biden de 2010, nem de 2020. Ele era o mesmo homem que todos vimos no debate.”
País vai às urnas no dia 28 de julho, em votação marcada por exclusão de opositores e prisão de críticos
O ditador Nicolás Maduro e o presidente Lula | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o retorno da Venezuela ao Mercosul, suspensa por violação da cláusula democrática. O petista está em Santa Cruz de La Sierra, onde se reuniu com o presidente Luis Arce e se solidarizou pela quartelada em La Paz, denunciada como tentativa de golpe de Estado.
Ao comemorar a adesão da Bolívia ao Mercosul, Lula disse que espera poder receber em breve a Venezuela de volta ao bloco. “O bom funcionamento do Mercosul, que tem a satisfação de agora acolher a Bolívia como membro pleno, concorre para a prosperidade comum. Esperamos também poder receber logo e muito rapidamente de volta a Venezuela.”
Ele prosseguiu: “A normalização da vida política venezuelana significa estabilidade para toda a América do Sul”, afirmou Lula, sem mencionar o cerco do regime à oposição.
A Venezuela vai às urnas no dia 28, em votação marcada pela exclusão de opositores, prisão de críticos e ausência de observadores da União Europeia (UE).
Já sob a ditadura de Nicolás Maduro, a Venezuela foi suspensa do Mercosul em agosto de 2017. Na decisão, os quatro países do bloco constataram “a ruptura da ordem democrática na República Bolivariana da Venezuela” e que “não foram registradas medidas eficazes e oportunas para a restauração da ordem democrática”.
Lula comparou situação da Bolívia à do Brasil
Além disso, em seu discurso, o presidente também comparou a situação da Bolívia com a do Brasil.
“Assim como no Brasil, a democracia boliviana prevaleceu depois de um longo caminho entrecortado por golpes e ditaduras”, disse. “(…) Em 2022, o Brasil completou o bicentenário de sua Independência num dos momentos mais sombrios da sua história. Em vez de celebrar, fomos tomados por uma onda de extremismo que desembocou no 8 de janeiro.”
Para Lula, a Bolívia “já havia provado desse gosto amargo com o golpe de Estado de 2019 e agora se viu acometido pela tentativa de 26 de junho”.
Segundo o presidente, o país não pode voltar a “cair nessa armadilha” às vésperas de comemorar seu bicentenário, em 2025. “Não podemos tolerar devaneios autoritários e golpismos”, acrescentou.
O líder boliviano alega ter sido vítima de uma tentativa de golpe de Estado, mas foi acusado de forjar um autogolpe. A hipótese foi levantada inicialmente pelo general Juan José Zuñiga, apontado como líder da intentona, e reforçada por Evo Morales, antigo padrinho político de Luis Arce.
Em meio ao impasse, Lula visita a Bolívia pela primeira vez em seu terceiro mandato sem encontrar com Morales, seu aliado histórico.
“Em todo o mundo, a desunião das forças democráticas só tem servido à extrema direita”, afirmou, ao lado de Luis Arce, no momento em que as divisões ideológicas aumentam as tensões políticas na região.
Lula foi à Bolívia depois de Cúpula do Mercosul
Lula chegou a Santa Cruz de La Sierra depois da Cúpula do Mercosul, que teve a adesão da Bolívia ao bloco e expôs o tensionamento político na região.
Mesmo com a ausência do presidente da Argentina, Javier Milei, o país impôs resistências e a falta de consensos atrasou a declaração final, que teve tom mais brando em relação à intentona na Bolívia.
O Mercosul expressou “profunda preocupação e enérgica condenação” logo depois da quartelada. Agora, disse somente que “toda tentativa de afetar instituições democráticas ou afetar a ordem constitucional na Bolívia deve ser condenada.”
Joe Biden durante evento do Dia da Independência na Casa Branca, em 4 de julho de 2024 — Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz
Preisdente dos EUA escreveu documento com duas páginas pedindo que democratas deixem de exigir sua desistência na corrida à Casa Branca. Em entrevista à rede NBC, desafiou partidários divergentes a enfrentá-lo durante a convcenção do Partido Democrata, em agosto.
Em carta, Biden pede que democratas deixem de pedir por sua desistência
Em uma carta enviada nesta segunda-feira (8) a deputados, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, confrontou membros de seu partido e recusou novamente o pedido de democratas para que desista de concorrer à reeleição.
No documento, de duas páginas, Biden também pediu que os deputados deixem de pressionar por sua desistência.
“É hora de acabar com isso”, disse Biden no documento.
“Temos 42 dias para a Convenção Democrata e 119 dias para as eleições gerais”, disse Biden na carta, distribuída por sua campanha de reeleição. “Qualquer enfraquecimento da determinação ou falta de clareza sobre a tarefa que temos pela frente só ajuda Trump e nos prejudica. É hora de nos unirmos, avançarmos como um partido unificado e derrotar Donald Trump.”
No documento, ainda de acordo com a AP, o presidente norte-americano disse ainda que os membros do Partido Democrata têm o dever de derrotar o candidato do Partido Republicano, o ex-presidente Donald Trump.
A pressão para que Biden, candidato do Partido Democrata, desistisse de concorrer começaram na semana passada, após o mau desempenho do presidente no primeiro debate eleitoral. O presidente, que se mostrou confuso, hesitante e pouco reativo durante praticamente todo o enfrentamento, admitiu não ter ido bem, mas vem insistindo que tem capacidade para seguir na disputa.
Tom agressivo em entrevista
Em 1ª entrevista à tb após debate, Biden diz que só Deus o tira da disputa
Também nesta segunda, o presidente deu uma entrevista à rede de TV norte-americana NBC na qual criticou democratas que pediram sua desistência.
Ele disse estar ficando “frustrado com as elites no Partido Democrata” e desafiou deputados que pedem sua desistência a enfrentá-lo na convenção da sigla, que ocorrerá em agosto.
É na convenção do partido que o presidente será formalmente confirmado como candidato democrata.
“Não me importa o que esses grandes nomes (do partido) pensam”, disse Biden.
Após vitória da esquerda nas eleições da França, Gabriel Attal anunciou que deixaria seu cargo, mas Macron pediu que premiê ficasse
O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu, nesta segunda-feira (8/7), que o primeiro-ministroGabriel Attal permaneça em seu cargo. De acordo com comunicado divulgado pelo governo, o pedido vem para “garantir a estabilidade do país”.
Macron recebeu o primeiro-ministro na manhã desta segunda (horário francês) e “agradeceu as campanhas eleitorais europeias e legislativas que liderou”.
No domingo (7/7), após projeções iniciais das eleições legislativas indicarem o bloco de esquerda Nova Frente Popular emergir como a maior força no Parlamento francês, Attal, de centro-direita, anunciou que renunciaria ao cargo.
Como prometido, o premiê compareceu ao Palácio do Eliseu nesta manhã para pedir a renúncia. No entanto, Macron pediu que ele permanecesse no cargo até que a situação se defina.
Isso porque, apesar de vencer o pleito e barrar a extrema direita, a esquerda não obteve o número mínimo de assentos no Parlamento francês necessários para indicar um primeiro-ministro. Além disso, a Olimpíada de Paris começa daqui a poucos dias.
Veja resultado das eleições:
Nova Frente Popular (esquerda): 182 cadeiras
Juntos (governista, de centro): 168 cadeiras
Reunião Nacional (extrema direita): 143 cadeiras
Macron não precisa escolher novo premiê da França agora
Attal havia confirmado sua renúncia, mas ressaltou que, como nenhum bloco político conseguiu a maioria absoluta, ele continuaria no cargo “enquanto o dever assim exigir”.
A Constituição não estabelece um prazo para o presidente nomear o seu primeiro-ministro. Emmanuel Macron poderá, portanto, nomeá-lo esta semana, dentro de duas semanas ou no fim do verão no hemisfério norte, se assim o desejar.
Para garantir o princípio da continuidade do Estado, o atual governo permanecerá no cargo enquanto for necessário. Quanto à escalação, o presidente pode escolher quem quer que lidere o governo, mas, segundo a tradição, ele leve em consideração os resultados das eleições legislativas.
Além disso, como lembra uma reportagem publicada pela France Info, a pessoa escolhida por Emmanuel Macron para ocupar o cargo de primeiro-ministro pode recusar a sua oferta.
Nesse caso, o presidente terá que encontrar outra pessoa, uma figura política ou um perfil dito “mais técnico”.
Ele vai liderar, então, um governo composto por especialistas, altos funcionários e até economistas para gerir as ações do Estado durante pelo menos um ano, uma vez que a Assembleia Nacional não pode ser dissolvida novamente durante este prazo.
O presidente Joe Biden e o ex-presidente Barack Obama, durante evento de campanha em Los Angeles Imagem: Mandel Ngan/AFP
Com a queda da popularidade do presidente e candidato à reeleição nos Estados Unidos, Joe Biden, algumas pessoas questionam se o democrata que o antecedeu, Barack Obama, poderia concorrer a um terceiro mandato na Casa Branca.
Qual a regra?
A 22ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos estabelece que o presidente do país pode ser eleito para, no máximo, dois mandatos. Nos Estados Unidos, a 22ª Emenda foi ratificada em fevereiro de 1951.
A regra é diferente da do Brasil, por exemplo.Aqui, a Constituição diz que o presidente pode ser reeleito “para um único período subsequente”. Ou seja, presidentes podem ter três mandatos ou mais desde que não sejam consecutivos, como ocorreu com o presidente Lula.
Obama poderia ser vice-presidente de Biden?
Não há possibilidade de despistar a 22ª Emenda para tornar Obama o vice-presidente de Biden, defende o professor de ciência política da Universidade Atlântica da Flórida Kevin Wagner, em artigo ao jornal Palm Beach Post. Ele rejeita a ideia de colocar Obama como vice para que depois Biden renuncie ao cargo em favor do colega democrata.
Embora a 22ª Emenda não faça nenhuma referência direta a um ex-presidente se tornar vice, existem outras restrições na Constituição dos EUA que impediriam esse processo. Segundo a 12ª Emenda, nenhuma pessoa inelegível para o cargo de presidente pode concorrer à vice-presidência. Como Obama não pode concorrer à presidência, ele também sofreria restrição à cadeira de vice-presidente.
Michelle Obama é citada
A ex-primeira-dama Michelle Obama poderia, sim, concorrer no lugar de Biden. Mas ela já disse que não o faria. Em nota à NBC News, a diretora de comunicação de Michelle, Crystal Carson, reforçou: “Como a ex-primeira-dama já expressou várias vezes ao longo dos últimos anos, ela não vai concorrer à presidência. Ela apoia o presidente Joe Biden e a vice-presidente Kamala Harris na campanha à reeleição”.
Uma pesquisa encomendada pela Reuters mostra que apenas Michelle Obama venceria o ex-presidente Donald Trump nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, em novembro. Michelle aparece com 11 pontos de vantagem sobre Trump. Em cenários hipotéticos com candidatos democratas além de Biden, a ex-primeira-dama tem 50% das intenções de voto e é a única capaz de derrotar Trump, que surge com 39%.
História dos mandatos nos EUA
George Washington, primeiro presidente do país, se retirou da disputa para um terceiro mandato pela Casa Branca em 1796. Ele era bastante popular, mas se recusou a entrar na disputa, argumentando que uma transição de autoridade era importante para evitar um governo com poder similar ao de um rei, segundo o Guia Annenberg da Constituição.
No fim de seu segundo mandato, que ia até 1877, o presidente republicano Ulysses Grant considerou uma reeleição. Mas os democratas, que eram maioria na Câmara dos Representantes, aprovaram uma resolução denunciando o terceiro mandato como violação à tradição política estadunidense.
Theodore Roosevelt, 26º presidente dos EUA, tentou um terceiro mandato em 1912. Entretanto, perdeu para o candidato do Partido Democrata, Thomas Woodrow Wilson.
Franklin Roosevelt quebrou a tradição de dois mandatos em 1940. Com a popularidade em alta após guiar o país durante a Grande Depressão, ele se candidatou para a cadeira de presidente pela terceira vez. Em 1944, em meio à Segunda Guerra Mundial, Roosevelt concorreu ao quarto mandato de forma inédita e, mais uma vez, venceu.
Conversas sobre uma emenda que impusesse limites à quantidade de reeleições dos presidentes começaram em 1944. Naquele ano, o candidato republicano Tomas Dewey disse, em discurso, que um possível governo de 16 anos de Roosevelt colocaria em risco a democracia.
A permanência prolongada de Franklin Roosevelt na presidência levou à ratificação da 22ª Emenda em 1951. A movimentação fez com que alguns apoiadores do presidente dentro do Partido Democrata deixassem a campanha, segundo informações do Centro Nacional da Constituição. Roosevelt, por sua vez, argumentava que estava na corrida para manter os EUA fora da guerra na Europa.
O pronunciamento do democrata ocorre depois de uma semana de especulações sobre a continuidade de sua candidatura
Joe Biden no debate com Donald Trump promovido pela CNN na quinta-feira, 28 de junho | Foto: Reprodução
Por meio de seu perfil no Twitter/X, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou que permanecerá na corrida presidencial. Ele também afirmou que irá ganhar do ex-presidente republicano Donald Trump. A declaração foi feita nesta sexta-feira, 5.
O pronunciamento de Biden ocorre depois de uma semana de especulações sobre a continuidade de sua candidatura. O democrata foi amplamente criticado pelo seu desempenho no debate contra Trump, classificado como “desastroso” pela maioria dos eleitores.
“Eu não vou deixar um debate de 90 minutos acabar com três anos e meio de trabalho”, disse, no Twitter/X. “Eu vou continuar na corrida, e derrotarei Donald Trump.”
I'm not letting one 90-minute debate wipe out three and a half years of work.
Desde o debate, jornais norte-americanos, como Guardian e o Wall Street Journal, pressionam para que Joe Biden desista da candidatura. Sua família, no entanto, pediu para que ele permanecesse na disputa.
Ele esteve com a mulher e os filhos em Camp David, Maryland, pouco tempo depois do debate presidencial. De acordo com o jornal norte-americano New York Times, alguns familiares de Biden se ofereceram para participar mais ativamente da campanha.
“Uma das vozes mais fortes que imploraram a Joe Biden que resistisse à pressão para desistir foi seu filho Hunter Biden”, informou o jornal. “Ele é a pessoa a quem o presidente há muito se apoia para obter conselhos.”
Ainda segundo o New York Times, o presidente busca formas de tranquilizar os membros do Partido Democrata e a mídia.
“Biden solicitou ideias de conselheiros sobre como proceder”, afirmou o NYT. “Ele e sua equipe tem discutido se ele deve dar uma entrevista ou se defender e mudar a narrativa, mas nada foi decidido ainda.”
O motivo principal seria a sua idade, 81 anos. Se reeleito, ele será o presidente mais velho a ocupar o cargo, com 86 anos ao fim do mandato.
Biden diz ser a primeira mulher negra na Presidência dos EUA
Também nesta semana, Joe Biden se descreveu como a “primeira mulher negra na Presidência” do país. A declaração foi feita pelo democrata na quinta-feira 4, durante entrevista à rádio WURD, na Filadélfia.
Este é mais um episódio em que o político de 81 anos se confunde com as próprias palavras.
“Tenho orgulho de ser, como eu disse, o primeiro vice-presidente, a primeira mulher negra a servir como presidente”, disse Biden.
Em outro momento da entrevista, o chefe do Executivo norte-americano também disse ter nomeado a primeira mulher negra, Ketanji Brown Jackson, para a Suprema Corte.
Futuro primeiro-ministro do Partido Trabalhista vai assumir cargo depois de 14 anos de governo conservador
Keir Starmer nasceu em Oxted, Reino Unido, em 2 de setembro de 1962 | Foto: Benedikt von Loebell/Fórum Econômico Mundial
Keir Starmer, futuro primeiro-ministro do Reino Unido, discursou para apoiadores empolgados em um comício de vitória do Partido Trabalhista no centro de Londres. Ele prometeu uma “renovação nacional” depois de 14 anos de governo conservador.
“Vocês fizeram campanha por isso, lutaram por isso, votaram por isso e agora chegou. A mudança começa agora”, afirmou Starmer à equipe trabalhista. “É uma sensação boa, tenho de ser honesto. É para isso que serve. Um partido trabalhista mudado, pronto para servir nosso país.”
Essas declarações foram feitas momentos depois que o atual premiê, Rishi Sunak, admitiu a derrota na eleição geral.
Starmer enfatizou a importância de trabalhar em conjunto para um futuro melhor para todos os britânicos.
“Nossa tarefa é nada menos que renovar as ideias que mantêm este país unido”, disse. “Renovação nacional. Se você trabalhar duro, se você jogar pelas regras, este país deve lhe dar uma chance justa de progredir. Temos de restaurar isso”.
“Temos de devolver a política ao serviço público, mostrar que a política pode ser uma força para o bem”, acrescentou. “Não se enganem, esse é o grande teste para a política nesta era. A luta pela confiança é a batalha que define nossa era.”
O resultado levará o líder trabalhista Keir Starmer ao cargo de primeiro-ministro, como sucessor do conservador Rishi Sunak.
As projeções de boca de urna revelam que o Partido Trabalhista conquistará 410 dos 650 assentos do Parlamento britânico. Já o Partido Conservador deverá ficar com 131 cadeiras, no pior resultado em quase 200 anos de história da legenda.
Nas imagens, ex-presidente dos Estados Unidos faz duras críticas ao democrata e o chama de ‘monte de lixo quebrado’
Em vídeo, Donald Trump fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden | Foto: Reprodução/Daily Beast
Em um vídeo vazado obtido pelo portal Daily Beast, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump faz duras críticas a Joe Biden e sugere que o chefe de Estado vai desistir da corrida presidencial.
“Ele desistiu, sabe, está desistindo da corrida”, afirmou Trump. “Eu o tirei do jogo – e isso significa que agora temos Kamala [Harris]”.
Nas imagens, Trump aparece sentado em um carrinho de golfe ao lado de seu filho Barron e pergunta a um grupo sobre seu desempenho no último debate. As pessoas respondem com elogios ao ex-presidente.
Watch President Trump talk about Biden quitting the race, Kamala being his new opposing candidate & world leaders not taking Biden seriously in a clip of him and Barron in a golf cart ⛳️ pic.twitter.com/wGsJneQMxm
“Nós demos uma surra naquele monte de lixo quebrado”, disse Trump sobre Biden. “Ele é um cara mau.”
Trump acrescentou que considera Harris uma opção ainda pior para os democratas. “Ela é tão ruim, tão patética”, disse. “Ela é péssima.”
Harris tem sido cogitada como uma possível substituta caso Biden desista da corrida presidencial.
Em seguida, Trump volta a criticar Biden, questionando sua habilidade para lidar com líderes como Vladimir Putin e Xi Jinping.
“Eles anunciaram que ele provavelmente está desistindo”, afirmou. “Continue derrubando-o, hein?”
Questionada sobre o vídeo, a equipe de Trump afirmou que todo democrata que pede a Joe Biden para desistir “já foi um apoiador dele e de suas políticas fracassadas, que resultaram em inflação extrema, fronteiras abertas e caos dentro e fora do país”.
Biden diz a aliados que avalia desistência da eleição dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está avaliando uma possível desistência da disputa de reeleição nas eleições presidenciais de 2024 do país. Na terça-feira 3, o jornal The New York Times publicou a informação que ouviu de aliados do político.
De acordo com fontes próximas a Biden, ele tem dúvidas se vai conseguir se reerguer na opinião pública depois do desempenho considerado ruim no primeiro debate eleitoral.
Ainda conforme informação do New York Times, apesar de ser a primeira vez que aliados confirmam a dúvida sobre a candidatura, Biden dá indícios de que quer continuar na corrida pela Casa Branca.