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Conselho de Segurança da ONU debateu protestos no país, repressão do regime e risco de escalada internacional

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Trump ameaça Irã se continuar a usar violência contra protestos | Foto: Shutterstock 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “deixou claro que todas as opções estão na mesa para interromper o massacre” do Irã. A afirmação é do embaixador norte-americano Mike Waltz durante a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), nesta quinta-feira, 15.

“O presidente Trump é um homem de ação, não de conversas intermináveis como vemos nas Nações Unidas”, disse Waltz na reunião solicitada por Washington. “Ele deixou claro que todas as opções estão na mesa para interromper o massacre.”

O diplomata rejeitou a acusação do Irã de que os protestos seriam “um complô estrangeiro para dar um precursor à ação militar”. “O mundo precisa saber que o regime está mais fraco do que nunca e, portanto, está apresentando essa mentira por causa do poder do povo iraniano nas ruas”, continuou. “Eles estão com medo. Estão com medo do próprio povo.”

Nas redes sociais, Trump ameaçou intervir para apoiar os maiores protestos em décadas no país contra a teocracia iraniana. Segundo organizações de direitos humanos, a repressão às manifestações já pode ter deixado milhares de mortos no Irã.

Representante do Irã na ONU diz que não quer conflito

O vice-embaixador do Irã na ONU, Gholamhossein Darzi, disse que Teerã não quer escalada ou confronto. Além disso, ele acusou Waltz de recorrer “a mentiras, distorção de fatos e uma campanha deliberada de desinformação para ocultar o envolvimento direto de seu país em incitar a violência no Irã”.

“No entanto, qualquer ato de agressão, direto ou indireto, será respondido com uma resposta decisiva, proporcional e legal”, disse Darzi ao Conselho de Segurança. “Isso não é uma ameaça; é uma constatação da realidade jurídica.”

O embaixador da Rússia na ONU, Vassili Nebenzia, acusou os EUA de convocar a reunião para “justificar a agressão flagrante e a interferência nos assuntos internos de um Estado soberano”. Segundo ele, Washington ameaça “resolver o problema iraniano da sua maneira preferida: através de ataques com o objetivo de derrubar um regime indesejável”.

Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu “máxima contenção neste momento sensível”. Ele convocou “todos os atores a se absterem de quaisquer ações que possam levar a mais perdas de vidas ou desencadear uma escalada regional mais ampla”, segundo a alta funcionária da ONU Martha Pobee.

Informações Revista Oeste


Preços variam e se aproximam de US$ 2 mil por projétil, relatam testemunhas

Iraniana em busca do corpo de um familiar | Foto: Reprodução/Irã Internacional 

Familiares de manifestantes assassinados pela Guarda Revolucionária do Irã relataram cobranças em dinheiro para obter autorização para retirar os corpos. Segundo os depoimentos, a taxa varia.

Um dos fatores é a quantidade de balas usadas durante a execução. Outro é que o valor cobrado por bala não é constante: varia entre US$ 480 e US$ 1.720. Entretanto, há a possibilidade de isenção.

De acordo com a plataforma de notícias Iran International, o governo do Irã permite a liberação com isenção caso a família aceite declarar o morto como membro da Basij. Trata-se da milícia armada criada para defender o regime com a chegada do aiatolá Ruhollah Khomeini ao poder, em 1979 — o homem que implantou a ditadura islâmica no país.

Ditadura no Irã

Aiatolá é um membro do alto clero muçulmano. A palavra vem do árabe e significa “sinal de Deus”. Em 1979, Khomeini deu início à revolução que pôs fim ao Estado laico e impôs as regras do Islã como lei no país. Ao tomar o poder, ele assumiu o cargo de líder supremo — posto de maior autoridade no novo regime.

Khomeini permaneceu no poder até morrer, em 1989. Ele foi substituído pelo aiatolá Ali Khamenei, líder supremo no poder desde então. Sob o regime religioso, mulheres e homens não são iguais perante a lei; homossexuais passaram a ser punidos com a pena de morte; e cristãos e judeus perderam direitos.

Protestos contra o regime dos aiatolás

No fim de 2025, a população começou a sair às ruas do Irã em protestos contra o aumento do custo de vida. Conforme o movimento cresceu, a reivindicação passou a ser a deposição da ditadura islâmica. O regime intensificou a repressão para tentar conter a onda.

No sábado, 10, Mohammad Movahedi-Azad, procurador-geral do Irã, declarou que todos os manifestantes envolvidos na recente onda de protestos no país são “mohareb”. Trata-se de um jargão jurídico para “inimigos de Deus”, o que a legislação iraniana define como crime punível com a morte.

Organizações não governamentais estimam que até 12 mil manifestantes podem ter morrido. Na lista estão crianças, jovens e mulheres — entre elas, Rubina Aminian, de 23 anos, assassinada com um tiro na nuca enquanto protestava.

Uma face da tragédia

Rubina morreu em Teerã durante um protesto, cidade onde morava e cursava uma escola de moda. Sua terra natal fica a cerca de 500 quilômetros dali, de onde os pais viajaram para reconhecer e buscar o corpo da filha. Ao regressarem para casa, encontraram a residência lacrada pela inteligência iraniana. Os agentes informaram que o sepultamento da jovem em um cemitério não estava autorizado. O casal foi obrigado a enterrá-la em uma estrada nas proximidades.

Informações Revista Oeste


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu declarações recentes sobre a possibilidade de anexação da ilha

Atualmente, a Groenlândia abriga importantes instalações militares norte-americanas - 13/1/2026 | Foto: Marko Djurica/Reuters
Atualmente, a Groenlândia abriga importantes instalações militares norte-americanas – 13/1/2026 | Foto: Marko Djurica/Reuters

Movimentações recentes de vários países europeus no Ártico ampliaram a tensão no cenário internacional, depois de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de anexação da Groenlândia. A Dinamarca, responsável pela defesa da ilha, reforçou sua presença militar e anunciou, nesta quarta-feira, 14, a intensificação da cooperação com aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A Alemanha, Suécia, França e Noruega confirmaram o envio de militares para exercícios conjuntos com tropas dinamarquesas na Groenlândia ao longo desta semana. 

Paralelamente, Canadá e França comunicaram planos para inaugurar consulados em Nuuk, capital da ilha, nas próximas semanas. A ação ampliaria a presença diplomática no território.

Pressão militar e diplomática na Groenlândia

Groenlândia Trump
Trump afirma que Groenlândia é essencial para planos militares dos EUA I Foto: Reprodução/Flickr

Exercícios militares em países-membros da Otan já são prática comum, motivados por pressões para fortalecer a atuação no Círculo Ártico. Atualmente, cerca de 150 soldados norte-americanos estão posicionados na Base Espacial de Pituffik, no noroeste da Groenlândia. Entretanto, o momento escolhido para os anúncios europeus foi interpretado como gesto de solidariedade diante da crise interna na aliança militar.

Donald Trump reiterou sua intenção de assumir o controle da Groenlândia, inclusive utilizando força, caso considere necessário. “Faria algo na Groenlândia, quer eles gostem ou não”, afirmou durante coletiva com executivos do setor petrolífero na sexta-feira 9.

O Ministério da Defesa da Alemanha divulgou que enviará uma equipe de 13 militares. Enquanto isso, Suécia e Noruega também confirmaram o envio de contingentes, atendendo a pedidos da Dinamarca.

Ulf Kristersson, primeiro-ministro da Suécia, declarou que soldados suecos participam de treinamentos preparatórios para a Operação Arctic Endurance, que envolve forças de outros países aliados. O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou no X que “as primeiras unidades militares francesas já estão a caminho” e que “outras seguirão”. O Ministério da Defesa norueguês confirmou o envio de dois militares à Groenlândia.

A Otan reúne 30 países, incluindo Estados Unidos, Canadá e diversas nações europeias, sob o compromisso de defesa mútua em caso de ataque.

Informações Revista Oeste


O Departamento de Justiça dos EUA possui diretrizes internas para tratar casos de vazamentos envolvendo a imprensa

FBI Foto: Reprodução/Redes sociais
De acordo com informações dadas à repórter pelos agentes, a investigação está relacionada a Aurelio Perez-Lugones, que atuava como contratado do governo | Foto: Reprodução/Redes sociais 

Uma operação do FBI realizada na manhã desta quarta-feira, 14, teve como alvo a residência da jornalista Hannah Natanson, do jornal The Washington Post, localizada na Virgínia. A ação tinha como objetivo buscar documentos considerados confidenciais.

Os agentes federais chegaram à casa de Natanson com um mandado de busca e apreenderam diversos itens, incluindo um telefone celular, dois notebooks – sendo um de uso profissional fornecido pelo Washington Post – e um relógio da marca Garmin, segundo o canal ABC Chicago.

Pelas redes sociais, a procuradora-geral Pamela Bondi disse que o Pentágono solicitou a ação.

Bondi acrescentou ter orgulho de atuar em conjunto com o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, nessa iniciativa, enfatizando que a administração Trump não permitirá vazamentos ilegais de informações classificadas que possam colocar em perigo a segurança nacional e os militares do país.

Relação com investigação sobre vazamento

De acordo com informações dadas à repórter pelos agentes, a investigação está relacionada a Aurelio Perez-Lugones, que atuava como contratado do governo. 

Um tribunal federal em Maryland acusou oficialmente Perez-Lugones na semana passada por suposta posse não autorizada de informações de defesa nacional.

Os investigadores deixaram claro para Natanson que ela não é alvo da investigação em curso. Ela atua na cobertura de temas ligados ao setor federal.

Diretor do FBI confirmou a operação

O diretor do FBI, Kash Patel, declarou em rede social que o FBI “executou um mandado de busca de um indivíduo no Washington Post que supostamente estava obtendo e reportando informações militares classificadas e sensíveis de um contratado do governo, colocando em risco os combatentes e comprometendo a segurança nacional dos Estados Unidos”.

Regras para investigações envolvendo a imprensa

O Departamento de Justiça possui diretrizes internas para tratar casos de vazamentos envolvendo a imprensa, que foram revisadas em diferentes ocasiões. 

Em abril, Pam Bondi estabeleceu novas regras devolvendo aos promotores o poder de solicitar intimações, decisões judiciais e mandados de busca para investigar servidores que façam “divulgações não autorizadas” a jornalistas.

Essas alterações revogaram uma política implementada durante o governo Biden, que protegia jornalistas contra a apreensão sigilosa de registros telefônicos em processos de vazamento de informações.

Informações Revista Oeste


Alto comissário para Direitos Humanos condenou ‘uso brutal da força’ contra ‘demandas legítimas’

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk
O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk | Foto: Divulgação/ ONU

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou nesta terça-feira, 13, estar “horrorizado” com o aumento da violência praticada por forças de segurança contra manifestantes em diversas regiões do Irã. Segundo ele, há relatos de que centenas de pessoas foram mortas e milhares detidas durante a repressão aos protestos.

Türk pediu às autoridades iranianas que interrompam imediatamente “todas as formas de violência e repressão contra manifestantes pacíficos” e restabeleçam “o acesso pleno à internet e aos serviços de telecomunicações”. O alto comissário também cobrou responsabilização pelas violações consideradas graves.

“O assassinato de manifestantes pacíficos precisa parar, e a rotulagem de manifestantes como ‘terroristas’ para justificar a violência contra eles é inaceitável”, afirmou Türk. Ele acrescentou que “esse ciclo de violência horrível não pode continuar”.

Na avaliação de Türk, “o povo iraniano e suas demandas por justiça, igualdade e equidade precisam ser ouvidos”. Ele argumentou que “todas as mortes, a violência contra manifestantes e outras violações de direitos humanos devem ser investigadas de acordo com as normas e padrões internacionais de direitos humanos, e os responsáveis devem ser responsabilizados”.

Feridos no Irã chegam aos milhares, estima ONU

Relatos citados pela ONU mostram que diversos hospitais estão sobrecarregados pelo número de feridos, inclusive crianças. As informações também mencionam dificuldades de verificação completa dos fatos em razão de bloqueios nacionais de internet e telecomunicações.

Türk manifestou preocupação adicional com declarações públicas de autoridades do Judiciário iraniano. “Também é extremamente preocupante ver declarações públicas de alguns funcionários judiciais indicando a possibilidade de uso da pena de morte contra manifestantes por meio de procedimentos judiciais acelerados”, afirmou.

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Manifestantes se reúnem enquanto veículos queimam, em meio à crescente onda de protestos antigovernamentais em Teerã, capital do Irã — 9/1/2026 | Foto: Reprodução/Redes sociais/Via Reuters

Desde 8 de janeiro, as autoridades iranianas impuseram um bloqueio nacional da internet, o que, de acordo com o alto comissário, afeta “os direitos dos iranianos à liberdade de expressão e ao acesso à informação”, além de prejudicar serviços de emergência e salvamento e dificultar o monitoramento independente de direitos humanos.

Ao concluir, Türk afirmou que “os iranianos têm o direito de se manifestar pacificamente” e que “suas queixas precisam ser ouvidas e tratadas, e não instrumentalizadas por ninguém”.

Informações Revista Oeste


Informação foi divulgada nesta segunda-feira

EUA revogaram mais de 100 mil vistos, de acordo com o Departamento de Estado Foto: EFE/EPA/AARON SCHWARTZ / POOL

Nesta segunda-feira (12), o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que o país revogou mais de 100 mil vistos desde que o presidente Donald Trump assumiu o cargo, em 2025. O número inclui a revocação de vistos de estudantes e de indivíduos que tiveram problemas com a polícia dos EUA por atividades criminosas.

Nas redes sociais, o Departamento de Estado destacou que bandidos continuarão sendo deportados. A medida tem o objetivo de manter a segurança do país.

– Departamento de Estado revogou mais de 100.000 vistos, incluindo cerca de 8.000 vistos de estudante e 2.500 vistos especiais para indivíduos que tiveram problemas com a polícia dos EUA por atividades criminosas. Continuaremos deportando esses bandidos para manter a América segura – diz a publicação.

Confira:

Informações Pleno News


O ex-ditador da Venezuela Nicolás Maduro assegurou a partir dos Estados Unidos, onde se encontra detido com sua esposa, a deputada Cilia Flores, que ambos estão “bem” e que são “lutadores”. A informação foi divulgada pelo filho do chavista, o parlamentar Nicolás Maduro Guerra, que afirmou ter conversado com os advogados.

Em nota publicada neste domingo (11), a emissora estatal VTV informou que o filho de Maduro se reuniu com integrantes do governista Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) e “transmitiu uma mensagem de força” por parte de seu pai e de Flores, capturados no dia 3 de janeiro em Caracas por forças norte-americanas em meio a uma série de ataques.

– Os advogados nos disseram que ele está forte. Ele disse para não ficarmos tristes – declarou Maduro Guerra, citado na nota da VTV.

O deputado também denunciou que contra Maduro “foi empregada uma força desproporcional, por não conseguirem vencê-lo por outras vias”, segundo o canal estatal.

No entanto, Maduro Guerra insistiu que seu pai se mantém “moralmente íntegro e forte” e que “sua liderança não foi dobrada apesar das circunstâncias que enfrenta em território norte-americano”.

Na última segunda-feira (5), Maduro declarou-se “um homem inocente” das acusações de narcotráfico com as quais o governo de Donald Trump justifica sua captura e transferência para os EUA, e afirmou ser um “prisioneiro de guerra” perante o tribunal do Distrito Sul de Nova Iorque, durante sua primeira audiência.

A acusação formal, que revisa a original de 2020, imputa a Maduro os crimes de conspiração para cometer narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína, entre outras acusações. Cilia Flores, por sua vez, é acusada de suposta participação na conspiração para o tráfico de cocaína.

Ambos se declararam “não culpados” e Maduro disse ser o presidente da Venezuela. O filho de Maduro também disse que sua família é “perseguida” e expressou confiar que, “mais cedo ou mais tarde”, ambos serão libertados e retornarão ao país sul-americano.

Além disso, Maduro Guerra expressou seu “apoio incondicional” à vice-presidente, Delcy Rodríguez, que assumiu como presidente interina da Venezuela após uma ordem do Tribunal Supremo.

*EFE
Foto: Reprodução/Donald Trump via Truth Social


Postagem foi feita na noite deste domingo, 11, na Truth Social

Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr/Trump White House Archived
Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr/Trump White House Archived

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste domingo, 11, uma montagem que lembra o layout da Wikipedia na qual ele aparece como “presidente interino” da Venezuela.

Postagem de Trump na Truth Social em 11/01/2026 | Foto: Reprodução
Postagem de Trump na Truth Social em 11/01/2026 | Foto: Reprodução

A publicação nas redes sociais ocorre no mesmo dia em que o presidente americano afirmou que seu governo mantém uma relação positiva com a liderança provisória venezuelana e disse estar disposto a se encontrar com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez.

“A Venezuela está realmente indo bem. Estamos trabalhando muito bem com a liderança”, afirmou Trump a jornalistas a bordo do Air Force One, durante viagem da Flórida a Washington.

Sobre a possibilidade de um encontro com Delcy, que integrou o regime do ditador deposto Nicolás Maduro como vice-presidente, Trump respondeu: “Provavelmente em breve vou me encontrar com vários representantes da Venezuela. Nós não estabelecemos isso”.

Deposição do ditador da Venezuela pelo governo de Donald Trump

Uma ação militar do governo de Donald Trump na madrugada do sábado 3 resultou na deposição do ditador Nicolás Maduro. Depois de bombardear com precisão alvos previamente escolhidos, a Delta Force prendeu o ditador e sua mulher, Cilia Flores. No mesmo dia, eles foram levados, em um navio militar, aos EUA. 

O casal está preso no centro de detenção do Brooklyn, em Nova York. Em uma audiência na segunda-feira 5, Maduro se declarou inocente das acusações relacionadas ao tráfico internacional de drogas, com envio sistemático de cocaína aos EUA.

Informações Revista Oeste


Cardeal Pietro Parolin teria convocado um embaixador dos EUA

Maduro e esposa durante transferência para tribunal Foto: EFE/EPA/Stringer

O Vaticano teria negociado a possibilidade de uma saída do ditador Nicolás Maduro da Venezuela. O destino seria a Rússia, conforme divulgou, nesta sexta-feira (9), o jornal americano The Washington Post.

Ainda de acordo com a publicação, na véspera do Natal, o cardeal Pietro Parolin convocou com urgência Brian Burch, embaixador dos EUA junto à Santa Sé, para obter detalhes sobre os planos americanos na Venezuela.

Parolin é o segundo em comando do papa e mediador diplomático de longa data.

O jornal The Washington Post teve acesso a documentos governamentais.

– Na véspera de Natal, o cardeal Pietro Parolin, segundo em comando do papa e mediador diplomático de longa data, convocou com urgência Brian Burch, embaixador dos EUA junto à Santa Sé, para obter detalhes sobre os planos americanos na Venezuela, de acordo com documentos governamentais obtidos pelo The Washington Post. Os Estados Unidos teriam como alvo apenas os traficantes de drogas?, perguntou ele, ou o governo Trump realmente buscava uma mudança de regime? Nicolás Maduro tinha que sair, admitiu Parolin, segundo os documentos, mas ele insistiu para que os EUA lhe oferecessem uma saída – reportou o veículo americano.

Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados pelos EUA, no último sábado (3). Os dois foram levados para Nova Iorque, onde estão presos e serão julgados.

Informações Pleno News


O anúncio ocorre depois de o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, detalhar um plano de três etapas para o país sul-americano

Delcy Rodriguez is sworn in as Venezuela’s interim president after Maduro's capture
Maduro e sua mulher permanecem em Nova York, onde enfrentam processos por narcotráfico e outras acusações; com ele deposta, Delcy Rodríguez assumiu o comando do país | Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters 

Depois da operação militar dos Estados Unidos que resultou na prisão do ex-ditador Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores, o regime venezuelano, agora sob o comando interino de Delcy Rodríguez, anunciou nesta semana as primeiras libertações de presos políticos desde a mudança de liderança.

Maduro e sua mulher permanecem em Nova York, onde enfrentam processos por narcotráfico e outras acusações.

O chefe do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, anunciou que o regime adotou a medida sem acordos prévios, com o objetivo de promover a convivência pacífica no país. Ele é irmão de Delcy.

Rodríguez agradeceu os esforços do ex-presidente do governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do governo do Catar. Destacou que eles atenderam rapidamente ao pedido de Delcy, embora a participação direta desses governos na decisão ainda esteja indefinida.

“É um gesto unilateral do governo bolivariano”, afirmou Jorge Rodríguez durante entrevista à imprensa em Caracas. “Considerem este gesto do governo bolivariano, com sua ampla intenção de buscar a paz, como a contribuição que todos devemos dar para garantir que nossa república continue sua vida pacífica”.

A libertação de presos políticos é uma das exigências dos EUA

O anúncio ocorre depois de o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, detalhar um plano de três etapas para a Venezuela. 

De acordo com Rubio, o primeiro passo é estabilizar o país e evitar o agravamento da crise. A segunda fase prevê a libertação de opositores, anistias e reconstrução da sociedade civil. A etapa final, segundo ele, será a transição política. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou ao jornal The New York Times que a presença norte-americana como tutora política na Venezuela deve continuar por “muito mais tempo”, sem previsão de encerramento.

Entre os beneficiados pela medida de libertação de presos políticos, estão pelo menos quatro espanhóis: Andrés Martínez Adasme, José María Basoa, Miguel Moreno e Ernesto Gorbe, conforme fontes diplomáticas relataram ao jornal El País.

Ainda há pelo menos outros 15 detentos com dupla cidadania hispano-venezuelana, mas não se sabe quantos deles também foram soltos.

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, avaliou que “as informações ao longo de todo o dia mostram que essas libertações estão ocorrendo, conforme anunciado pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, e que, com todas as cautelas, há cidadãos espanhóis entre os libertados”.

Números e contexto das prisões políticas

Segundo levantamento da organização não governamental Foro Penal, a Venezuela conta atualmente com cerca de 800 presos políticos, sendo quase 200 militares. Em 2024, a ONG registrou o maior número de detidos por razões políticas em 25 anos desde a implantação do regime bolivariano no país, chegando a aproximadamente 1,8 mil pessoas.

Esse aumento ocorreu especialmente depois das eleições de 28 de julho, quando as autoridades eleitorais declararam Maduro vencedor. Apenas um mês depois, o número de presos políticos subiu para 2,4 mil, com 1.581 novas detenções. A oposição venezuelana, o governo dos EUA e organismos internacionais não reconheceram a vitória do ditador. De acordo com eles, o verdadeiro vencedor da disputa eleitoral de 2024 foi o ex-diplomata Edmundo González.

Antes da eleição, havia 200 presos políticos, conforme dados da ONG. Desde então, mais de 2 mil pessoas foram liberadas, segundo registros oficiais.

No Natal de 2024, o regime venezuelano libertou cerca de cem pessoas que foram detidas durante protestos contra a contestada reeleição de Maduro, segundo o Ministério do Serviço Penitenciário.

A pasta declarou que “o governo nacional da Venezuela e o sistema de Justiça decidiram avaliar caso a caso e conceder, de acordo com a lei, medidas cautelares, o que permitiu a libertação de 99 cidadãos, como expressão concreta do compromisso do Estado com a paz, o diálogo e a Justiça”. 

A pasta acrescentou que os libertados “estavam privados de liberdade por sua participação nos atos de violência e incitação ao ódio, posteriores à jornada eleitoral de 28 de julho de 2024”.

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